quinta-feira, 16 de maio de 2019

Japão pedirá às empresas para manter funcionários trabalhando até os 70 anos

Trata-se de uma medida para lidar com a escassez de mão de obra
 empresas no Japão

O governo japonês informou na quarta-feira que vai pedir às empresas para manter funcionários trabalhando até os 70 anos, como parte das medidas para lidar com uma grave escassez de mão de obra em meio ao rápido envelhecimento da população.

Segundo a agência de notícias Kyodo, o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe também planeja pedir às empresas que forneçam apoio aos funcionários aposentados para encontrar novos empregos, montar seus próprios negócios ou trabalhar como colaboradores.

Muitas empresas no Japão definiram a idade de 60 anos para a aposentadoria, mas os funcionários têm permissão legal para trabalhar até os 65 anos se desejarem e os empregadores são obrigados a recontratá-los.

"É necessário fornecer uma variedade de opções para utilizar os experientes trabalhadores idosos", disse Abe em uma reunião para discutir as futuras políticas de crescimento.

O governo planeja apresentar um projeto de lei ao Parlamento no próximo ano para revisar as leis relacionadas, disse Abe, mas não haverá penalidades neste estágio se as empresas não cumprirem as medidas.

Garantir uma força de trabalho adequada também é importante para obter fundos para atender aos crescentes custos de seguridade social de uma sociedade que está envelhecendo.

Uma em cada três pessoas no Japão deverá ter 65 anos ou mais em 2025, mostraram dados do governo.

O Japão já introduziu uma série de medidas para compensar o déficit de mão de obra, como atrair mais estrangeiros e promover a participação das mulheres no mercado de trabalho.

Ainda assim, a previsão é de que o país enfrente uma escassez de 6,44 milhões de trabalhadores em 2030, de acordo com uma estimativa da Persol Research and Consulting e da Universidade Chuo.

Entre os 66,64 milhões de trabalhadores com mais de 15 anos no ano passado, 8,62 milhões, ou 13%, tinham 65 anos ou mais, segundo o governo.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Encontro de soldadoras em Aichi destaca reconhecimento da profissão

Evento no domingo reuniu 16 brasileiras que trabalham nesse setor
1º Encontro de Soldadoras no Japão

O 1º Encontro de Soldadoras no Japão foi realizado no domingo (7) em Chita (Aichi) com a participação de 16 profissionais, entre elas uma com dois meses e outra com 23 anos de experiência. Criado pela soldadora Manuela Barão, que já tem 15 anos de profissão, o objetivo do encontro é dar instrumentos para as mulheres do setor se estabelecerem melhor no mercado, como também criar uma rede de contatos.

A proposta inicial do encontro, segundo Manu, como é conhecida, era iniciar o preparo de novas profissionais de soldagem no Japão, num projeto em parceria com o SOS Mamães no Japão. “Nesse meio tempo recebi mensagens de meninas que já são profissionais, mas que não estão estabelecidas no mercado. Então em vez de trazer novas profissionais, seria preciso estabelecer as que já estão no mercado. Foi quando que decidi fazer esse encontro para nos unirmos e nos fortalecermos, e mostrar que não somos só duas ou três, mas muito mais soldadoras”, explica Manu, como é conhecida.

Manu cita que as soldadoras precisam se reconhecer como profissionais que são, para então serem reconhecidas. E deu várias dicas sobre como elas devem enfrentar as entrevistas de emprego. “Sempre vão apresentar obstáculos para a contratação de uma soldadora, como o fato de ter filhos e terem que sair mais cedo para buscá-los na escola ou quando ficarem doentes. Temos que estar preparadas para isso e mostrar que não são obstáculos e que dá para resolver essas e outras situações”, explica.

Ela reforçou a ideia de como as soldadoras devem se posicionar no mercado, valorizando seu trabalho, tomando cuidado com as palavras com que irão definir suas experiências profissionais. “Jamais diga ‘eu soldo só há seis meses’, mas diga ‘eu soldo há seis meses’. Também não diga que ‘solda um pouquinho ou que faz uma soldinha de nada’. Mude o discurso para uma forma mais positiva. E em vez de dizer que você não sabe ainda certas técnicas, diga que quer aprender”, ensina.

Para Manu, também é essencial que as soldadoras desenvolvam uma rede de contatos, o que pode facilitar e muito a contratação delas em fábricas. “Se uma pessoa lá fala sobre você para o chefe, quando você ligar para ele sobre trabalho, ele já vai saber quem você é”, garante.

E ensinou às presentes ao Encontro a direcionar melhor a profissão, buscando a conquista de novas qualificações, que mostram que a pessoa tem experiência, o que pode fazer a diferença na hora de uma entrevista de emprego.

Manu também falou sobre salário, para que as soldadoras coloquem na balança aquilo que acham que merecem receber, citando que o salário deve ser compatível com a média de mercado, somado à experiência adquirida, às dificuldades enfrentadas e todos os recursos usados na formação. “Tendo várias qualificações, como alguém vai dizer ‘não’ para nós?”, explica.

Histórias
Manu conta que entrou para o mundo da solda após se divorciar e ter que criar dois filhos ainda pequenos. “Eu queria um trabalho que proporcionasse uma vida confortável para nós e que eu não precisasse me matar de fazer zangyo (hora extra). E achei que a solda seria um bom caminho”, conta a organizadora do evento.

Ela conseguiu uma oportunidade em uma empresa para aprender a profissão, mas era solda de robô, não manual. “Com o tempo fui conseguindo qualificações e trabalhei em vários segmentos, como industrial naval, de estruturas. Mas isso tudo foi planejado, depois que vi que a área tem enorme potencial e também pelo fato de ser mulher, para me firmar como profissional no mercado”, relata.

Mas as dificuldades não foram poucas. Ela conta que, certa vez, após fazer entrevista em uma empresa, passou no teste para uma vaga que era disputada por outro soldador. Manu conta que foi aprovada, mas dois dias depois recebeu uma ligação da fábrica com a pessoa dizendo que a empresa não estava preparada para receber uma soldadora. Manu contestou, dizendo que fora aprovada no teste.

A pessoa do outro lado da linha apresentou vários outros argumentos, como o fato de a empresa não ter vestiário para mulheres, nem banheiro feminino. Mas Manu disse que se preciso se trocaria até no banheiro masculino. “Então fui admitida. Após um ano a empresa construiu um banheiro feminino e até admitiu outra soldadora”, diz.

Mas já teve emprego em que nenhum dos funcionários homens a cumprimentavam ou sequer falavam com ela, por ser mulher, considerada uma estranha naquele ambiente de soldadores. Mas ao persistir, foi conquistando alguns e quando deixou aquele trabalho, muitos até se emocionaram.

Letícia Saito veio de Oizumi (Gunma) para o Encontro das Soldadoras atraída pela possibilidade de conhecer outras soldadoras como ela no Japão. “Trabalho como soldadora há dois meses. Comecei nessa área porque eu queria aprender coisas diferentes e sempre me encantou essa parte de metalurgia”, diz.

No seu atual emprego, na parte da manhã ela trabalha no escritório e à tarde vai trabalhar com solda. “Trabalho soldando peças que ficam na parte interna das construções. Estou gostando bastante de trabalhar na área. É um desafio, porque eu sou a única mulher lá. Claro que alguns contam piadas, mas a gente tem sempre que trabalhar em dobro, para se sobressair”, afirma.

Cintia Hokama, de Toyohashi (Aichi), tem 26 anos de Japão, sendo que 23 como soldadora em uma fábrica de navios. “Meu pai veio do Brasil com serviço num estaleiro e dois anos depois vim com minha mãe e irmãos. Comecei como soldadora aos 17 anos de idade”, conta ela, lembrando que sua mãe e irmã também trabalharam como soldadoras, enquanto seu pai e irmão atuaram no setor de pintura.

Cintia disse que embora muitos estranhassem o fato dela ser soldadora, não sofria discriminação no Japão. Certa vez, porém, ao voltar para o Brasil, tentou uma vaga em uma empresa como soldadora. “A pessoa que me atendeu achou que era meu marido quem queria a vaga. E na empresa eles não aceitavam mulheres neste setor. Isso foi há uns 20 anos”, explica.

Por ser uma soldadora com muita experiência, Cintia se tornou até referência na fábrica. “Muitos me consultam sobre como fazer alguns serviços. No mês que vem a empresa quer iniciar solda com robô e destacou duas pessoas para aprenderem a técnica. Uma delas sou eu. Fico contente pelo fato de as pessoas darem importância para o meu serviço. Na semana passada trouxeram uma máquina com eletrodos, mas ninguém sabia mexer. A única pessoa que saiba lidar com a máquina era eu e mostrei como deveriam usar esse equipamento”, explica.

O encontro teve participação ainda de Evelin Hidaka e Fernando Torres, adeptos da Programação Neurolinguística e autores da página “Renove-se”, do Facebook, e também da psicóloga Ivania Veiga, do projeto Tsuru, da organização sem fins lucrativos (NPO, na sigla em inglês) SOS Mamães no Japão. 
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 18 de março de 2019

Hamamatsu terá curso gratuito de computação comercial para estrangeiros

Conteúdo inclui funções de programas como Word e Excel e conhecimentos necessários para administrar uma empresa
curso de computação comercial

O governo da província de Shizuoka, através do Colégio Técnico de Hamamatsu, vai promover um curso gratuito de computação comercial voltado especificamente para estrangeiros, a partir de 29 de maio, em um período de três meses com aulas de segunda a sexta-feira.

As inscrições começam em 8 de abril e podem ser feitas até 10 de maio no Hellowork da jurisdição onde o interessado mora. Há vagas para somente 15 pessoas que forem aprovadas em uma prova de seleção.

Só podem participar estrangeiros que foram reconhecidos pelo Hellowork como aptos a fazer o curso. As aulas serão realizadas no Sasnet Hombukou, em Hamamatsu (Shizuoka), tendo como conteúdo funções de programas como Word e Excel e conhecimentos necessários para administrar uma empresa.

Fora a área de informática, os alunos aprenderão sobre costumes trabalhistas e como preencher um currículo. Os professores são japoneses, mas os alunos terão a ajuda de intérpretes para poder acompanhar as matérias.

A prova de seleção será realizada no dia 16 de maio, no Colégio Técnico de Hamamatsu, com leitura e escrita de hiragana e katakana, redação (propósito dos candidatos) e entrevista.

O curso em si é gratuito e o aluno precisa pagar apenas o material didático no valor de ¥8.800. Outras informações podem ser obtidas em português pelo telefone 053-462-5602.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 1 de março de 2019

Taxa de desemprego sobe no Japão; mulheres buscam trabalho melhor

Cerca de 750 mil pessoas optaram por deixar o emprego em janeiro
emprego no Japão

A taxa de desemprego no Japão subiu para 2,5 por cento em janeiro, refletindo o aumento no número de mulheres que deixaram seus empregos para buscar melhores posições em meio ao mercado de trabalho mais apertado em décadas, mostraram dados do governo nesta sexta-feira.

A taxa de desemprego subiu 0,1 ponto percentual em relação a dezembro, o primeiro aumento em dois meses, embora tenha ficado em torno do nível mais baixo em 26 anos, de acordo com o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações.

A taxa de disponibilidade de emprego ficou em 1,63, mantendo-se estável em relação a dezembro, segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar. A proporção significa que havia 163 vagas para cada 100 candidatos a emprego.

"A taxa de desemprego em janeiro subiu, mas não há mudança na tendência de melhoria contínua das condições de trabalho", disse um funcionário do ministério a repórteres.

Cerca de 750 mil pessoas optaram por deixar o emprego durante o mês de referência, um aumento de 10 mil em relação ao ano anterior. E 390 mil trabalhadores foram demitidos, um aumento de 20 mil.

O desemprego entre os homens ficou estável em 2,5 por cento, enquanto que entre as mulheres subiu 0,3 ponto percentual, para 2,5 por cento. O número de desempregados, ajustado sazonalmente, ficou em 1,72 milhão, um aumento de 80 mil em relação ao mês anterior.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Mudanças no sistema do seguro de saúde

O governo anunciou revisão na lei do seguro de saúde, em relação aos dependentes e idosos, incluindo os trabalhadores estrangeiros
Carteiras do seguro saúde e aposentadoria e o cartão My Number

O governo informou que a revisão na Lei do Seguro Saúde foi aprovada e deverá entrar em vigor em abril do próximo ano. Ela trata dos dependentes dos trabalhadores inscritos no seguro saúde, entre outros.

A revisão tem um aspecto que visa impedir que dependentes dos trabalhadores estrangeiros usem ilegalmente o sistema médico do Japão, como vem acontecendo. Em muitos dos casos familiares dos trabalhadores estrangeiros que não moram no Japão vêm de seus países para tratamento médico mesmo não sendo dependentes.

O pré-requisito para que seja dependente, a partir do vigor da revisão, é que resida junto com o inscrito no seguro. O cônjuge do inscrito no plano de aposentadoria também precisa residir no Japão, por um determinado período, para ser qualificado ao benefício.

My Number  
O atual sistema de seguro de saúde não tem requisito da moradia no Japão, portanto, pressupõe-se que dependentes que moram no exterior possam se beneficiar. No entanto, no caso dos estrangeiros, é difícil confirmar a relação de parentesco.

Com o aumento acentuado de trabalhadores estrangeiros, devido ao novo visto a partir de abril, o governo pretende reforçar essa exigência.

Como o sistema não discrimina nacionalidade se aplica também aos japoneses com dependentes no exterior. Para que possam se beneficiar precisam residir no país.

No entanto, prevê exceção para quem viaja temporariamente para o exterior, independente da nacionalidade.

Também foi incluída na revisão a possibilidade de usar o cartão My Number no lugar da carteira de seguro saúde. O projeto é de introdução a partir de março de 2021.

Idosos
Além disso, a partir de outubro do ano que vem, um banco de dados gigante será implementado com informações sobre os usuários do seguro de cuidados na terceira idade (kaigo hoken).

Os dados ficarão disponíveis para as cidades e vilas, com informações sobre cuidados médicos, exames, cuidadores, entre outras, referente aos idosos com mais de 75 anos.
Fonte: Portal Mie com Yomiuri e Tokyo Shimbun

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Japão deve perder 12 milhões de trabalhadores até 2040, diz governo

Ministério da Saúde pretende incentivar contratação de idosos e mulheres
Ministério do Trabalho em Tóquio

Um levantamento do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social do Japão mostrou que o país poderá perder cerca de 12,85 milhões de trabalhadores até o ano de 2040.

A pesquisa divulgada nesta terça-feira (15), em uma reportagem da emissora NHK, considerou um cenário de baixo crescimento da economia e baixa contratação de idosos e mulheres com filhos nas próximas décadas.

O cálculo sugeriu uma queda média de 20% da força de trabalho do país e desconsiderou o programa de ampliação na contratação de mão de obra estrangeira, previsto para iniciar em abril deste ano.

Neste cenário, o país teria uma média de 52,45 milhões de trabalhadores em 2040.

Os setores mais afetados seriam o comércio, com uma redução de 2,87 milhões de trabalhadores e a construção civil, com uma perda de mão de obra de 2,21 milhões de pessoas.

No entanto, um outro cálculo mais otimista também foi divulgado, sugerindo a perda de 5 milhões de trabalhadores em um cenário de crescimento econômico e maior adesão de mulheres e idosos no mercado de trabalho.

Com o resultado do levantamento, o Ministério reforçou que a presença de mulheres com filhos e idosos no mercado de trabalho japonês é fundamental e que um novo plano de incentivo para a contratação deverá ser elaborado.
Fonte: Alternativa com NHK

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Novos trabalhadores estrangeiros virão de 8 países e precisarão fazer teste de idioma japonês

Sete dos oito países são Vietnã, China, Filipinas, Indonésia, Tailândia, Mianmar e Camboja
Novos trabalhadores estrangeiros

O governo japonês decidiu realizar testes de idioma japonês para novos trabalhadores estrangeiros de oito países asiáticos que entrarão no Japão a partir de abril de 2019, como parte de uma nova política trabalhista, informou o jornal Mainichi nesta quarta-feira (12), citando fontes ligadas ao governo.

A aprovação no teste será um requisito para que os estrangeiros possam trabalhar no Japão sob dois novos status de residência, estabelecidos para aliviar a grave escassez de mão de obra.

Sete dos oito países são Vietnã, China, Filipinas, Indonésia, Tailândia, Mianmar e Camboja. O oitavo país ainda está em negociações com o governo japonês.

O Japão pretende assinar acordos com os governos desses países para que as informações sobre agenciadores mal-intencionados possam ser compartilhadas.

Muitos agenciadores que atuaram no programa de estágio do governo abusaram dos estrangeiros, forçando-os a pagar uma grande quantia de depósito para obter uma vaga.

O governo pretende montar um plano de apoio abrangente aos trabalhadores estrangeiros até o final de dezembro.

O pacote incluiria medidas para facilitar aos estrangeiros a abertura de contas bancárias no Japão, para que eles possam verificar o pagamento de seus salários por conta própria. Isso se deve à exigência do governo de que os empregadores paguem aos estrangeiros salários equivalentes aos dos trabalhadores japoneses.

No caso dos estagiários técnicos, eles não podem abrir contas bancárias e muitos recebem o pagamento em dinheiro.

O plano também prevê o estabelecimento de cerca de 100 centros de consulta em todas as 47 províncias do país para ajudar os trabalhadores estrangeiros a resolver problemas do cotidiano.

O projeto de revisão da Lei de Controle de Imigração e Reconhecimento de Refugiados, aprovado no Parlamento no último sábado, define dois novos vistos: um status de residência de categoria 1, para trabalhadores sem qualificação, com estadia máxima de cinco anos, e um status de categoria 2 para pessoas com especialização profissional e direito de ficar por longo tempo no país.

Na categoria 1, os estrangeiros não poderão trazer familiares. Já na categoria 2, o Japão permitirá a vinda de cônjuges e filhos dos trabalhadores.

A lei limita a entrada de até 345 mil trabalhadores estrangeiros em cinco anos, a partir de abril do ano que vem.

Os 14 setores aptos a aceitar mais trabalhadores estrangeiros incluem cuidados a idosos, limpeza predial, agricultura, pesca, fabricação de alimentos, trabalho em restaurantes, produção de maquinário industrial, construção civil, construção naval, manutenção de automóveis e hotelaria.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Evento para yonseis e interessados em trabalhar no Japão

Palestra, informações e entrevista com empresa japonesa para empregos no Japão
Emprego no Japão

Uma oportunidade irá acontecer na cidade de São Paulo, especialmente para interessados em trabalhar no Japão, principalmente para yonseis que vivem no Brasil.
Principais temas:
  • Contratação de yonseis com o novo visto de atividades específicas para trabalhar no Japão.
  • Explicações das obrigações da empreiteira para com os yonseis.
  • Orientação sobre como proceder para tirar o visto no Brasil.
  • Orientação para como tirar a elegibilidade no Japão.
  • Explicações sobre quem é o tutor, quem pode se habilitar.
  • No mesmo evento, serão colhidas assinaturas para serem enviadas para autoridades solicitando a flexibilização das regras para yonsei.
Evento realizado em parceria: Agência Shigoto.com e a Konishi Sangyo (empresa japonesa de RH)
Data: 20 de novembro de 2018, das 10h às 17h
Local: Associação Nipo-brasileira dos Clubes de Anciões do Brasil
Endereço: R. Dr. Siqueira Campos, 134 – Liberdade, São Paulo/SP (ao lado da estação São Joaquim)
Mapa: Clique aqui
Facebook/Messenger: facebook.com/messages/t/agenciashigoto

Observação: o local é da Associação, que segue as regras japonesas, colabore com a limpeza e a preservação.

Para descendentes de japoneses em geral, que estejam interessados em trabalhar no Japão, a Konishi Sangyo, com sede na província de Shiga, estará no dia oferecendo consultas e entrevistas para interessados em trabalhar no Japão nas regiões de Shiga, Mie, Shizuoka e Nagano.
Fonte: Portal Mie

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Prefeitura de Fukuroi abre vagas para estrangeiros que estudaram no Japão

O salário base varia de ¥156.000 a ¥191.300 de acordo com o nível escolar
Prefeitura de Fukuroi

A prefeitura de Fukuroi (Shizuoka) abriu vagas de trabalho para estrangeiros, sem citar especificamente o número de novos funcionários que pretende contratar a partir de abril de 2019.

Um dos requisitos é ter estudado no Japão e concluído o koukou (equivalente ao ensino médio) ou o ensino superior. Os interessados precisam ter nascido depois de 2 de abril de 1983.

O contrato de trabalho é de cinco anos e os candidatos aprovados irão atuar em atividades e projetos ligados a estrangeiros que moram na cidade, como prevenção de desastres naturais e apoio em escolas públicas.

O salário base varia de ¥156.000 a ¥191.300 de acordo com o nível escolar, além de ajudas de custo e bônus duas vezes por ano no valor equivalente a 4,4 vezes o valor do salário.

Segundo a emissora NHK, o número de estrangeiros em Fukuroi aumentou cerca de 30% nos últimos cinco anos, e a prefeitura sentiu a necessidade de ter mais funcionários que possam lidar com esse crescimento.

Informações sobre inscrições, requisitos, prazos e exames podem ser obtidas aqui.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Quatro empresas são punidas por casos de estrangeiros trabalhando na usina de Fukushima

Companhia em Iwate não poderá contratar estagiários por até 5 anos
 usina de Fukushima

O Ministério da Justiça do Japão informou que irá punir quatro empresas após descoberta do envio de 11 estrangeiros para atuar na descontaminação da Usina Nuclear de Fukushima.

As empresas foram descobertas após uma pesquisa com 1000 construtoras e outras companhias nas regiões de Tohoku e Kanto. A verificação do governo mostrou que quatro empresas, nas regiões de Iwate, Fukushima e Chiba, enviaram estrangeiros do programa de estágio do governo para a usina.

Segundo reportagem da emissora NHK, em março deste ano, um homem de nacionalidade vietnamita, incluido no programa de estágios, processou a empresa por ter sido enviado para trabalhar na descontaminação da usina. O caso fez o Ministério notificar as empresas de que é proibido colocar estagiários na usina.

A empresa de Iwate recebeu a punição mais severa e ficou proibida de contratar estagiários nos próximos cinco anos. Além de enviar o estrangeiro para a usina, a companhia também foi acusada de deixar de pagar 1,5 milhão para três estagiários.

As outras três empresas foram acusadas de orientar os estrangeiros na realização de diversas atividades arriscadas na usina. Os estagiários teriam trabalhado escavando e enchendo sacos com terra contaminada. Essas empresas ficaram proibidas de contratar estagiários por três anos.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Produção industrial do Japão se recupera em agosto; desemprego cai para 2,4%

Incerteza sobre as negociações comerciais com os EUA ofusca as perspectivas
Produção industrial do Japão

A produção industrial do Japão aumentou em agosto pela primeira vez em quatro meses, com algumas fábricas retomando a atividade após fortes chuvas e enchentes, mas a incerteza sobre o provável resultado das negociações comerciais entre Japão e Estados Unidos ofusca as perspectivas.

Os dados do Ministério do Comércio divulgados nesta sexta-feira mostraram que a produção industrial subiu 0,7% em agosto em relação ao mês anterior, menos do que a estimativa média dos economistas de 1,5% e após queda de 0,2% em julho.

Fabricantes entrevistados pelo Ministério do Comércio esperam que a produção suba 2,7% em setembro e 1,7% em outubro.

A produção industrial deve continuar a crescer, mas há preocupações de que os altos estoques de peças eletrônicas pesem sobre o setor.

A chance de o Japão transferir mais produção de automóveis para os Estados Unidos é outro risco para a produção.

"A produção neste trimestre não será tão forte quanto no trimestre anterior devido à queda na demanda por peças eletrônicas", disse Kentaro Arita, economista sênior do Mizuho Research Institute.

"Há também uma chance de o Japão ficar sob pressão para transferir mais produção para os Estados Unidos se as exportações dos EUA aumentarem."

O índice subiu em agosto devido a um aumento de 5,2% na produção de automóveis e a um crescimento de 5,6% na produção de equipamentos usados ​​para fabricar semicondutores e telas planas, mostraram os dados.

No entanto, a produção de peças e aparelhos eletrônicos recuou 8,8% em agosto, a maior queda em dois anos e meio. Alguns economistas temem que os fabricantes desses produtos reduzam ainda mais a atividade devido ao aumento dos estoques.

Desemprego
A taxa de desemprego caiu para 2,4 por cento em agosto, ante 2,5 por cento no mês anterior, enquanto o índice empregos-candidatos se manteve estável em 1,63, o nível mais alto desde janeiro de 1974, segundo dados separados.

Apesar da economia sólida e do mercado de trabalho favorável, a inflação está lutando para acelerar.

O principal índice de preços ao consumidor (IPC) de Tóquio, que inclui produtos de petróleo, mas exclui os preços de alimentos frescos, subiu 1,0 por cento no ano até setembro, contra um aumento de 0,9 por cento esperado pelos economistas e menos da metade da meta de 2 por cento do banco central.

O índice de Tóquio está disponível um mês antes do núcleo do IPC e serve como um indicador principal da inflação ao consumidor.

As vendas no varejo do Japão subiram 2,7% em agosto ante o ano anterior, em comparação com uma previsão de mercado de 2,1%, mostraram dados separados nesta sexta-feira.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, concordaram nesta semana em iniciar negociações comerciais em um acordo que, por enquanto, protege as montadoras japonesas de novas tarifas, vistas como uma grande ameaça à economia que depende das exportações.

Ainda assim, há preocupações persistentes de que o Japão terá que reduzir drasticamente as exportações de automóveis para o mercado americano e aumentar consideravelmente o número de carros produzidos nos Estados Unidos para atender à meta da Trump de criar mais empregos e reduzir o déficit comercial dos EUA.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Toyota retoma produção em fábricas no Japão

A suspensão das operações da fábrica de transmissão em Tomakomai, em Hokkaido, havia interrompido a produção em 16 das 18 montadoras nacionais da Toyota na segunda-feira
Toyota em Hokkaido
A Toyota Motor informou que retomaria a produção em suas plantas nacionais até a quinta-feira (13), visto que uma fábrica de transmissão em Hokkaido estava determinada a reiniciar as operações em algum horário após as 20h30 de segunda-feira (10).

A suspensão das operações da fábrica de transmissão em Tomakomai, sudoeste de Hokkaido, havia interrompido a produção em 16 das 18 montadoras nacionais da Toyota na segunda-feira. A Toyota Motor Hokkaido fornece peças dentro e fora do Japão.

Uma porta-voz da Toyota disse que a produção parcial seria retomada nesta terça-feira (11) em algumas plantas, incluindo aquelas perto da sede da empresa na província de Aichi e outras operadas pela Toyota Auto Body. As operações seriam normalizadas nas fábricas restantes na quinta-feira.

O terremoto de magnitude 6,7 que sacudiu Hokkaido na madrugada de 6 de setembro deixou dezenas de mortos e cortou a energia temporariamente em toda a província.

A energia foi restaurada na fábrica de transmissão da Toyota em Hokkaido no sábado e as instalações de produção foram verificadas para retomada de operações, disse a Toyota.
Fonte: Portal Mie com Nikkei, Reuters, Japan Times