quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Novos trabalhadores estrangeiros virão de 8 países e precisarão fazer teste de idioma japonês

Sete dos oito países são Vietnã, China, Filipinas, Indonésia, Tailândia, Mianmar e Camboja
Novos trabalhadores estrangeiros

O governo japonês decidiu realizar testes de idioma japonês para novos trabalhadores estrangeiros de oito países asiáticos que entrarão no Japão a partir de abril de 2019, como parte de uma nova política trabalhista, informou o jornal Mainichi nesta quarta-feira (12), citando fontes ligadas ao governo.

A aprovação no teste será um requisito para que os estrangeiros possam trabalhar no Japão sob dois novos status de residência, estabelecidos para aliviar a grave escassez de mão de obra.

Sete dos oito países são Vietnã, China, Filipinas, Indonésia, Tailândia, Mianmar e Camboja. O oitavo país ainda está em negociações com o governo japonês.

O Japão pretende assinar acordos com os governos desses países para que as informações sobre agenciadores mal-intencionados possam ser compartilhadas.

Muitos agenciadores que atuaram no programa de estágio do governo abusaram dos estrangeiros, forçando-os a pagar uma grande quantia de depósito para obter uma vaga.

O governo pretende montar um plano de apoio abrangente aos trabalhadores estrangeiros até o final de dezembro.

O pacote incluiria medidas para facilitar aos estrangeiros a abertura de contas bancárias no Japão, para que eles possam verificar o pagamento de seus salários por conta própria. Isso se deve à exigência do governo de que os empregadores paguem aos estrangeiros salários equivalentes aos dos trabalhadores japoneses.

No caso dos estagiários técnicos, eles não podem abrir contas bancárias e muitos recebem o pagamento em dinheiro.

O plano também prevê o estabelecimento de cerca de 100 centros de consulta em todas as 47 províncias do país para ajudar os trabalhadores estrangeiros a resolver problemas do cotidiano.

O projeto de revisão da Lei de Controle de Imigração e Reconhecimento de Refugiados, aprovado no Parlamento no último sábado, define dois novos vistos: um status de residência de categoria 1, para trabalhadores sem qualificação, com estadia máxima de cinco anos, e um status de categoria 2 para pessoas com especialização profissional e direito de ficar por longo tempo no país.

Na categoria 1, os estrangeiros não poderão trazer familiares. Já na categoria 2, o Japão permitirá a vinda de cônjuges e filhos dos trabalhadores.

A lei limita a entrada de até 345 mil trabalhadores estrangeiros em cinco anos, a partir de abril do ano que vem.

Os 14 setores aptos a aceitar mais trabalhadores estrangeiros incluem cuidados a idosos, limpeza predial, agricultura, pesca, fabricação de alimentos, trabalho em restaurantes, produção de maquinário industrial, construção civil, construção naval, manutenção de automóveis e hotelaria.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Evento para yonseis e interessados em trabalhar no Japão

Palestra, informações e entrevista com empresa japonesa para empregos no Japão
Emprego no Japão

Uma oportunidade irá acontecer na cidade de São Paulo, especialmente para interessados em trabalhar no Japão, principalmente para yonseis que vivem no Brasil.
Principais temas:
  • Contratação de yonseis com o novo visto de atividades específicas para trabalhar no Japão.
  • Explicações das obrigações da empreiteira para com os yonseis.
  • Orientação sobre como proceder para tirar o visto no Brasil.
  • Orientação para como tirar a elegibilidade no Japão.
  • Explicações sobre quem é o tutor, quem pode se habilitar.
  • No mesmo evento, serão colhidas assinaturas para serem enviadas para autoridades solicitando a flexibilização das regras para yonsei.
Evento realizado em parceria: Agência Shigoto.com e a Konishi Sangyo (empresa japonesa de RH)
Data: 20 de novembro de 2018, das 10h às 17h
Local: Associação Nipo-brasileira dos Clubes de Anciões do Brasil
Endereço: R. Dr. Siqueira Campos, 134 – Liberdade, São Paulo/SP (ao lado da estação São Joaquim)
Mapa: Clique aqui
Facebook/Messenger: facebook.com/messages/t/agenciashigoto

Observação: o local é da Associação, que segue as regras japonesas, colabore com a limpeza e a preservação.

Para descendentes de japoneses em geral, que estejam interessados em trabalhar no Japão, a Konishi Sangyo, com sede na província de Shiga, estará no dia oferecendo consultas e entrevistas para interessados em trabalhar no Japão nas regiões de Shiga, Mie, Shizuoka e Nagano.
Fonte: Portal Mie

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Prefeitura de Fukuroi abre vagas para estrangeiros que estudaram no Japão

O salário base varia de ¥156.000 a ¥191.300 de acordo com o nível escolar
Prefeitura de Fukuroi

A prefeitura de Fukuroi (Shizuoka) abriu vagas de trabalho para estrangeiros, sem citar especificamente o número de novos funcionários que pretende contratar a partir de abril de 2019.

Um dos requisitos é ter estudado no Japão e concluído o koukou (equivalente ao ensino médio) ou o ensino superior. Os interessados precisam ter nascido depois de 2 de abril de 1983.

O contrato de trabalho é de cinco anos e os candidatos aprovados irão atuar em atividades e projetos ligados a estrangeiros que moram na cidade, como prevenção de desastres naturais e apoio em escolas públicas.

O salário base varia de ¥156.000 a ¥191.300 de acordo com o nível escolar, além de ajudas de custo e bônus duas vezes por ano no valor equivalente a 4,4 vezes o valor do salário.

Segundo a emissora NHK, o número de estrangeiros em Fukuroi aumentou cerca de 30% nos últimos cinco anos, e a prefeitura sentiu a necessidade de ter mais funcionários que possam lidar com esse crescimento.

Informações sobre inscrições, requisitos, prazos e exames podem ser obtidas aqui.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Quatro empresas são punidas por casos de estrangeiros trabalhando na usina de Fukushima

Companhia em Iwate não poderá contratar estagiários por até 5 anos
 usina de Fukushima

O Ministério da Justiça do Japão informou que irá punir quatro empresas após descoberta do envio de 11 estrangeiros para atuar na descontaminação da Usina Nuclear de Fukushima.

As empresas foram descobertas após uma pesquisa com 1000 construtoras e outras companhias nas regiões de Tohoku e Kanto. A verificação do governo mostrou que quatro empresas, nas regiões de Iwate, Fukushima e Chiba, enviaram estrangeiros do programa de estágio do governo para a usina.

Segundo reportagem da emissora NHK, em março deste ano, um homem de nacionalidade vietnamita, incluido no programa de estágios, processou a empresa por ter sido enviado para trabalhar na descontaminação da usina. O caso fez o Ministério notificar as empresas de que é proibido colocar estagiários na usina.

A empresa de Iwate recebeu a punição mais severa e ficou proibida de contratar estagiários nos próximos cinco anos. Além de enviar o estrangeiro para a usina, a companhia também foi acusada de deixar de pagar 1,5 milhão para três estagiários.

As outras três empresas foram acusadas de orientar os estrangeiros na realização de diversas atividades arriscadas na usina. Os estagiários teriam trabalhado escavando e enchendo sacos com terra contaminada. Essas empresas ficaram proibidas de contratar estagiários por três anos.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Produção industrial do Japão se recupera em agosto; desemprego cai para 2,4%

Incerteza sobre as negociações comerciais com os EUA ofusca as perspectivas
Produção industrial do Japão

A produção industrial do Japão aumentou em agosto pela primeira vez em quatro meses, com algumas fábricas retomando a atividade após fortes chuvas e enchentes, mas a incerteza sobre o provável resultado das negociações comerciais entre Japão e Estados Unidos ofusca as perspectivas.

Os dados do Ministério do Comércio divulgados nesta sexta-feira mostraram que a produção industrial subiu 0,7% em agosto em relação ao mês anterior, menos do que a estimativa média dos economistas de 1,5% e após queda de 0,2% em julho.

Fabricantes entrevistados pelo Ministério do Comércio esperam que a produção suba 2,7% em setembro e 1,7% em outubro.

A produção industrial deve continuar a crescer, mas há preocupações de que os altos estoques de peças eletrônicas pesem sobre o setor.

A chance de o Japão transferir mais produção de automóveis para os Estados Unidos é outro risco para a produção.

"A produção neste trimestre não será tão forte quanto no trimestre anterior devido à queda na demanda por peças eletrônicas", disse Kentaro Arita, economista sênior do Mizuho Research Institute.

"Há também uma chance de o Japão ficar sob pressão para transferir mais produção para os Estados Unidos se as exportações dos EUA aumentarem."

O índice subiu em agosto devido a um aumento de 5,2% na produção de automóveis e a um crescimento de 5,6% na produção de equipamentos usados ​​para fabricar semicondutores e telas planas, mostraram os dados.

No entanto, a produção de peças e aparelhos eletrônicos recuou 8,8% em agosto, a maior queda em dois anos e meio. Alguns economistas temem que os fabricantes desses produtos reduzam ainda mais a atividade devido ao aumento dos estoques.

Desemprego
A taxa de desemprego caiu para 2,4 por cento em agosto, ante 2,5 por cento no mês anterior, enquanto o índice empregos-candidatos se manteve estável em 1,63, o nível mais alto desde janeiro de 1974, segundo dados separados.

Apesar da economia sólida e do mercado de trabalho favorável, a inflação está lutando para acelerar.

O principal índice de preços ao consumidor (IPC) de Tóquio, que inclui produtos de petróleo, mas exclui os preços de alimentos frescos, subiu 1,0 por cento no ano até setembro, contra um aumento de 0,9 por cento esperado pelos economistas e menos da metade da meta de 2 por cento do banco central.

O índice de Tóquio está disponível um mês antes do núcleo do IPC e serve como um indicador principal da inflação ao consumidor.

As vendas no varejo do Japão subiram 2,7% em agosto ante o ano anterior, em comparação com uma previsão de mercado de 2,1%, mostraram dados separados nesta sexta-feira.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, concordaram nesta semana em iniciar negociações comerciais em um acordo que, por enquanto, protege as montadoras japonesas de novas tarifas, vistas como uma grande ameaça à economia que depende das exportações.

Ainda assim, há preocupações persistentes de que o Japão terá que reduzir drasticamente as exportações de automóveis para o mercado americano e aumentar consideravelmente o número de carros produzidos nos Estados Unidos para atender à meta da Trump de criar mais empregos e reduzir o déficit comercial dos EUA.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Toyota retoma produção em fábricas no Japão

A suspensão das operações da fábrica de transmissão em Tomakomai, em Hokkaido, havia interrompido a produção em 16 das 18 montadoras nacionais da Toyota na segunda-feira
Toyota em Hokkaido
A Toyota Motor informou que retomaria a produção em suas plantas nacionais até a quinta-feira (13), visto que uma fábrica de transmissão em Hokkaido estava determinada a reiniciar as operações em algum horário após as 20h30 de segunda-feira (10).

A suspensão das operações da fábrica de transmissão em Tomakomai, sudoeste de Hokkaido, havia interrompido a produção em 16 das 18 montadoras nacionais da Toyota na segunda-feira. A Toyota Motor Hokkaido fornece peças dentro e fora do Japão.

Uma porta-voz da Toyota disse que a produção parcial seria retomada nesta terça-feira (11) em algumas plantas, incluindo aquelas perto da sede da empresa na província de Aichi e outras operadas pela Toyota Auto Body. As operações seriam normalizadas nas fábricas restantes na quinta-feira.

O terremoto de magnitude 6,7 que sacudiu Hokkaido na madrugada de 6 de setembro deixou dezenas de mortos e cortou a energia temporariamente em toda a província.

A energia foi restaurada na fábrica de transmissão da Toyota em Hokkaido no sábado e as instalações de produção foram verificadas para retomada de operações, disse a Toyota.
Fonte: Portal Mie com Nikkei, Reuters, Japan Times

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Japão criará agência de imigração para lidar com o fluxo de funcionários de fora do país sob novo status

Departamento de Imigração do Ministério da Justiça do Japão

Como o Japão deve abrir as portas para operários do exterior em abril próximo, o governo decidiu modernizar o Departamento de Imigração do Ministério da Justiça em uma agência para responder a um aumento esperado no trabalho, disseram fontes do governo.

O ministério pedirá 3 bilhões de ienes para criar a agência planejada, também em abril próximo, quando o Japão começar a aceitar trabalhadores estrangeiros com um novo status de residência, cujos detalhes devem ser discutidos na Assembléia neste outono.

No que poderia ser um ponto de viragem para o mercado de trabalho do Japão, o governo espera aceitar centenas de milhares de estrangeiros para empregos em campos como cuidados de enfermagem, agricultura, construção, hotelaria, construção naval, manufatura e pesca, enquanto o país enfrenta o declínio populacional e uma escassez de mão de obra.

O número de trabalhadores estrangeiros no Japão tem crescido nos últimos anos em meio a uma crise trabalhista, dobrando para um recorde de 1,28 milhão em outubro de 2017, de 680.000 em 2012, de acordo com estatísticas compiladas pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Assistência Social.

Dos 1,28 milhões, os chineses compunham o maior grupo de 370.000 seguidos pelos vietnamitas e filipinos.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Toyota se empenha para manter níveis de produção no Japão

Produção doméstica de 3 milhões de automóveis é o mínimo necessário considerado pela Toyota para manter os níveis de emprego e o centro de pesquisa e desenvolvimento no Japão
Toyota Motors no Japão

O planejado fechamento de uma fábrica da Toyota Motors no Japão enfatiza sua situação difícil, enquanto a montadora se esforça para manter a produção doméstica a 3 milhões de veículos por ano em meio a ventos contrários como as ameaçadoras tarifas dos EUA sobre automóveis importados e a pressão para investir pesadamente em desenvolvimento.

A fabricante de veículos japonesa disse em 20 de julho que até 2020 fechará uma planta subsidiária, que produz carros de passageiros, na província de Shizuoka, para consolidar grande parte das operações da fábrica nas instalações de uma unidade existente da empresa no nordeste do Japão.

Como parte de esforços mais amplos para aumentar a eficiência, o grupo Toyota vai mover de Aichi a produção do compacto Vitz  para o nordeste do Japão neste outono.

E, pela primeira vez desde sua fundação em 1937, a Toyota vai transferir as operações de uma filial inteira a um grupo fornecedor, ao passar uma fábrica em Aichi que produz componentes eletrônicos para a Denso no final de 2019.

A Toyota considera a produção doméstica de 3 milhões de automóveis o mínimo necessário para manter os níveis de emprego e o centro de pesquisa e desenvolvimento no Japão.

A montadora manteve o nível de produção por 4 décadas
Por cerca de quatro décadas, com início nos anos 1980, a montadora manteve o nível de produção, sendo que as únicas exceções foram durante a crise financeira em 2008 e o terremoto e tsunami em 2011.

Entretanto, a linha de base é vulnerável, a menos que a empresa melhore a eficiência, visto que o desenvolvimento tecnológico em direção autônoma, veículos elétricos e serviços de compartilhamento exige níveis de gastos ainda maiores.

Recentemente, a Toyota criou um negócio em Tóquio dedicado ao desenvolvimento de tecnologias de direção autônoma, com três empresas do grupo podendo injetar 300 bilhões de ienes ($2,69 bilhões) no empreendimento. Ainda, a Toyota investirá 1,5 trilhão de ienes até 2030 em um negócio de baterias de carro com a Panasonic.

As tarifas adicionais dos EUA sobre veículos importados, propostas pelo presidente Donald Trump, são outra ameaça para a produção da Toyota no Japão porque as taxas tornariam os carros japoneses não competitivos no mercado americano.

A Toyota exporta cerca de 700 mil automóveis por ano do Japão para os EUA.
Fonte: Portal Mie com Nikkei

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Curso gratuito de computação comercial em Hamamatsu

Curso de computação comercial gratuito de 3 meses, com auxílio de intérprete em português e possibilidade de utilizar serviço de creche durante o treinamento
Curso gratuito

O Colégio Técnico de Hamamatsu, juntamente com o Governo da Província de Shizuoka, está promovendo mais um curso para todos os estrangeiros.

Trata-se de um curso de computação comercial gratuito com duração de 3 meses. As inscrições iniciaram em 18 de junho (segunda-feira) e seguem até 12 de julho (quinta-feira) de 2018.

As vagas são para somente 15 pessoas e com auxílio de intérprete em português.

Os (as) interessados (as) poderão se inscrever na unidade da Hello Work mais próxima de sua residência.

Para mais informações, entre em contato com o Colégio Técnico de Hamamatsu. Atendimento em português e espanhol das 9h às 16h pelo telefone 053-462- 5602, com Irie.
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Curso
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Curso no Japão
Fonte: Portal Mie

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Novo visto de trabalho para estrangeiros ‘é diferente da política de imigração’

Foi o que declarou Yasutoshi Nishimura em relação à diretriz básica do novo visto para estrangeiros, mas o Japão precisa dessa mão de obra
Shinzo Abe

O Secretário Adjunto do Chefe de Gabinete Yasutoshi Nishimura se pronunciou no dia seguinte ao anúncio das políticas básicas para aceitação de estrangeiros como trabalhadores. Shinzo Abe declarou que espera aumentar em pelo menos 500 mil o número de trabalhadores estrangeiros, até 2025. A proposta ficou conforme tinha sido anunciada anteriormente em maio (clique aqui).

Diante dessa política em que o estagiário técnico poderá renovar o visto por mais 5 anos, podendo permanecer por 10 anos no Japão, Nishimura enfatizou “é diferente da política de imigração”.

“Mesmo promovendo a melhoria da produtividade e a garantia de recursos humanos dentro do país, está cada vez mais séria a questão da falta de mão de obra. Nos setores específicos onde há mais necessidade vamos aceitar recursos humanos estrangeiros em prol da manutenção e do desenvolvimento”, afirmou em coletiva de imprensa na quarta-feira (6).  

Prosseguiu afirmando que “a partir de agora vamos trabalhar nos detalhes do plano e na forma da aceitação”.

Nishimura disse que o governo “não pretende aceitar trabalhadores estrangeiros e suas famílias sem determinar o tempo. A criação do status de residência é diferente da política de imigração”, reiterou.

Um em cada 50 trabalhadores é estrangeiro
O governo estabelecerá o conhecimento do idioma japonês, mínimo do nível 4 do Teste de Proficiência da Língua Japonesa, como condição para obtenção do novo visto.

A população dos trabalhadores no Japão é de cerca de 66 milhões de pessoas. Até o final de outubro de 2017, havia cerca de 2,7 milhões de trabalhadores estrangeiros. Um em cada 50 trabalhadores é o que vem de fora.

A população em idade produtiva de 15 a 64 anos deverá diminuir em aproximadamente 15 milhões de pessoas em 2040 em comparação a 2018.

O novo visto tem como pano de fundo o temor da falta da força de trabalho no Japão.
Fonte: Portal Mie com NHK, Sankei Biz, Nikkei e Nishi Nippon 

sábado, 26 de maio de 2018

Toyota planeja montar fábrica de células de combustível de hidrogênio em Aichi

Empresa tem meta de vender mais de 30 mil veículos movidos a hidrogênio
Fábrica de células de combustível de hidrogênio

A Toyota Motor disse na quinta-feira que planeja montar uma fábrica para produção em massa de células de combustível de hidrogênio, na tentativa de aumentar a produção de carros movidos a hidrogênio e expandir seu uso como uma alternativa de emissão zero para veículos a gasolina.

A nova unidade será montada na sua fábrica matriz, em Toyota (Aichi), informou a empresa em comunicado. A companhia também está construindo uma linha dedicada a esse projeto na fábrica de Shimoyama, nas proximidades, para produzir tanques para armazenar gás hidrogênio de alta pressão dentro dos veículos.

A Toyota se recusou a dar detalhes sobre seu mais recente investimento nessa tecnologia, mas disse que a produção em massa do componente começará por volta de 2020, permitindo que a empresa atinja sua meta de venda de mais de 30 mil unidades de veículos movidos a célula de combustível, incluindo carros de passeio e ônibus.

“Como tecnologia, as células de combustível estão maduras e prontas para crescer”, disse a Toyota em um comunicado. “A fim de encorajar o uso mais difundido de veículos movidos a hidrogênio e de emissão zero, a popularização precisa começar até a década de 2020”.

A Toyota já vende o sedã Mirai, o primeiro veículo elétrico de célula de combustível do mercado de massa (FCEV, na sigla em inglês), no Japão, nos Estados Unidos e também em alguns países europeus. O valor do modelo começa em cerca de 65,8 mil dólares no mercado japonês.

Devido ao seu alto custo e complexidade de construção de seus componentes, o Mirai é produzido em pequenos lotes. Apenas cerca de 5,3 mil unidades foram vendidas desde o seu lançamento em 2014, apenas uma fração dos modelos de produção regulares.

A fabricação em massa dos dois componentes - células de combustível de hidrogênio e tanques de hidrogênio - permitirá à Toyota reduzir o preço dos FCEVs e expandir sua tecnologia de célula de combustível.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 24 de abril de 2018

My Number poderá ser usado em hospitais no lugar do cartão de seguro de saúde

Governo japonês quer ampliar confecção do cartão de identificação, que teve baixa aderência no país
My Number

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão divulgou planos de possibilitar o uso do cartão do sistema My Number como comprovante de seguro de saúde a partir de abril de 2020.

O sistema My Number entrou em vigor em outubro de 2015, garantindo a cada cidadão (japoneses e estrangeiros) uma identificação de 12 dígitos para ser utilizada nos procedimentos realizados em repartições públicas, como prefeituras ou escritório de previdência.

De acordo com uma reportagem da agência Jiji Press, o cartão do My Number, que é confeccionado no guichê de atendimento das prefeituras, foi aderido por apenas 10% da população. Cada cidadão recebeu uma carta de notificação com os dígitos e a confecção do cartão se tornou opcional.

Ao mesclar o sistema de seguro de saúde com o My Number, o Ministério pretende também aumentar a aderência do cartão. A partir de 2020, o cidadão poderá apresentar apenas o My Number nas instituições hospitalares ou farmácias. O chip do cartão terá dados do segurado e mostrará apenas informações básicas, como nome, data de nascimento, sexo e endereço.

Outro objetivo do governo é criar um sistema único que facilite os Serviços de Seguro de Saúde e Reembolso (社会保険診療報酬支払基金), responsável por inspecionar as devoluções do serviço médico e o sistema My Number.
Fonte: Alternativa