segunda-feira, 30 de março de 2020

Toyota diz que manterá fábricas fechadas na Europa até 20 de abril

No Japão, a montadora vai paralisar sete linhas em cinco fábricas
No Japão, a montadora vai paralisar sete linhas em cinco fábricas

A Toyota Motor disse nesta segunda-feira (30) que vai manter todas as suas fábricas fechadas na Europa, com exceção da Rússia até novo aviso, com o reinício da produção previsto para depois de 20 de abril.

Com a disseminação da epidemia de coronavírus, a Toyota suspendeu a produção em meados de março na França, Grã-Bretanha, República Tcheca, Polônia, Turquia e Portugal. Sua fábrica russa será fechada de 30 de março a 3 de abril, informou a empresa.

A Toyota também já interrompeu a produção em toda a América do Norte.

No Japão, a montadora vai paralisar sete linhas de produção em cinco fábricas a partir de 3 de abril. O período de suspensão varia de quatro a 13 dias.

Linhas que serão paralisadas no Japão:

- Linha 1 da unidade de Takaoka e linhas 1 e 2 da unidade de Tsutsumi, ambas em Toyota (Aichi), de 3 a 7 de abril

- Linha 1 da unidade de Tahara (Aichi), de 3 a 10 de abril

- Linha 3 da unidade de Tahara, de 3 a 14 de abril

- Linha 1 da unidade de Miyata, em Miyawaka (Fukuoka), de 3 a 15 de abril

- Linha 1 da unidade da Hino, em Hamura (Tóquio), de 3 a 6 de abril
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 27 de março de 2020

Número de brasileiros no Japão sobe 4,9% e chega a 211 mil

O número de vietnamitas aumentou 24,5%, para 411.968 pessoas
Brasileiros no Japão

O número de brasileiros residentes no Japão chegou a 211.677 no final do ano passado, o que representa um aumento de 4,9% em comparação com o 2018, informou o Ministério da Justiça nesta sexta-feira (27).

O número de vietnamitas aumentou 24,5%, para 411.968 pessoas, formando a terceira maior comunidade estrangeira no Japão, atrás dos chineses e coreanos.

O número total de residentes estrangeiros chegou a 2.933.137, um crescimento de 7,4%.

O número de pessoas com visto permanente teve um pequeno aumento de 2,8%, para 793.164, enquanto os estagiários cresceram 25,2%, para 410.972.

Os estrangeiros em maior número no Japão
Chineses: 813.675 (aumento de 6,4%)
Coreanos: 446.364 (queda de 0,7%)
Vietnamitas: 411.968 (aumento de 24,5%)
Filipinos: 282.798 (aumento de 4,2%)
Brasileiros: 211.677 (aumento de 4,9%)
Nepaleses: 96.824 (aumento de 8,9%)
Indonésios: 66.860 (aumento de 18,7%)
Fonte: Alternativa

domingo, 22 de março de 2020

Economia japonesa pode despencar devido à baixa demanda, diz autoridade financeira

O país tem sido atingido pelo coronavírus mais seriamente do que o esperado
Makoto Takashima, presidente da Associação Japonesa de Banqueiros e da Sumitomo Mitsui Banking Corporation

A economia do Japão poderá despencar se o turismo e a demanda continuarem em queda, disse nesta semana o chefe do grupo de lobby do setor bancário do país, acrescentando que a economia tem sido atingida pelo coronavírus mais seriamente do que o esperado.

A observação ocorreu à medida que os mercados de ações globais despencavam devido a preocupações com o coronavírus, que causou mais de 10 mil mortes em todo o mundo.

A terceira maior economia mundial encolheu 7,1% em comparação anual entre outubro e dezembro, mostraram dados revisados no início deste mês, mais do que a queda indicada pela leitura preliminar, de 6,3%.

"A situação é muito mais séria do que eu esperava no início do ano", disse Makoto Takashima, presidente da Associação Japonesa de Banqueiros e também da Sumitomo Mitsui Banking Corporation (SMBC).

"Se especialmente o turismo e a demanda continuarem em queda e afetarem o emprego, a economia japonesa poderá despencar."

Além das quedas no mercado de ações, os preços do petróleo também recuaram, com os futuros da commodity dos Estados Unidos atingindo uma mínima de 18 anos, à medida que os governos em todo o mundo aceleravam os bloqueios para combater a pandemia de coronavírus.

Takashima alertou que os bancos japoneses precisarão se preparar para o aumento dos custos relacionados ao crédito, especialmente no setor de energia, se o preço do petróleo permanecer baixo.

Inflação baixa
O núcleo da inflação anual do Japão desacelerou em fevereiro com a queda nos preços da energia e o surto de coronavírus ofuscando as perspectivas, deixando os consumidores mais cautelosos sobre os ganhos e somando-se aos temores de que a economia possa estar entrando em recessão.

Os dados fracos foram divulgados depois que o Banco do Japão anunciou um pacote de medidas emergenciais de afrouxamento em uma tentativa de estabilizar a atividade econômica e os mercados financeiros.

O núcleo do índice de preços ao consumidor, que inclui produtos petrolíferos mas exclui os alimentos frescos, aumentou 0,6% no ano até fevereiro, mostraram dados do Ministério de Assuntos Internos e Comunicação.

O ritmo foi mais lento do que o avanço de 0,8% em janeiro e igualou a expectativa de economistas.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 11 de março de 2020

Honda retoma produção na China após 1 mês e meio

Cerca de um mês e meio depois a Honda informou que retomou a produção em Wuhan, na China
Honda Wuhan

A montadora japonesa Honda informou sobre a retomada da produção em Wuhan, foco do novo coronavírus, na China, após obtenção da autorização pelas autoridades locais.

A indústria ficou um mês e meio parada, por isso, os funcionários que puderam voltar conferiram a situação das instalações antes de iniciar a produção na quarta-feira (11). Por enquanto, produzirá significativamente menos unidades do que o habitual.

Seus parceiros e fornecedores de peças também obtiveram autorização das autoridades para voltarem a produzir.

Por isso, tanto as plantas de produção de automóveis quanto de motocicletas puderam retornar ao trabalho.

Mas enfrenta morosidade por conta das condições dos funcionários, pois não são todos que puderam voltar, e também do fornecimento das peças. Espera-se que leve algum tempo para voltar a ter produção em larga escala.
Fonte: Portal Mie com Nikkei e NHK

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Sharp produzirá máscaras em grande escala

A fabricante de eletrônicos produzirá 150 mil unidades por dia após pedido do governo
Sharp

A fabricante de eletrônicos Sharp começará a produzir máscaras cirúrgicas em março, tornando-se a primeira empresa nacional fora da indústria da saúde a fazer isso em resposta a um pedido do governo para aumentar a produção.

A produção deve começar em meados de março, com uma capacidade diária de 150 mil máscaras, soube o jornal Nikkei na sexta-feira (28).

A Sharp espera que suas máscaras cheguem às prateleiras até o fim do mês, visto que o país enfrenta um amplo surto de coronavírus que levou o governo a criar uma reserva nacional do produto.

A Foxconn Technology Group, parente taiwanesa da Sharp, criou sua própria linha de produção de máscaras em um campus de fabricação em Shenzhen que abastecerá sua armada de trabalhadores. A maior montadora de iPhones do mundo, que comercializa como Hon Hai Precision Industry, planejava produzir 2 milhões de máscaras por dia até o fim de fevereiro.

Máscaras estão em falta enquanto as infecções pelo novo coronavírus se propagam e consumidores fazem de tudo para se proteger. A China fornecia 70% das máscaras vendidas no Japão, mas esses envios em sua maioria foram interrompidos devido ao surto severo dentro do país.

A Sharp planeja usar espaços limpos (clean rooms) em uma fábrica na província de Mie, originalmente projetados para produzir telas de cristal líquido. A empresa começará com três linhas de produção, mas planeja expandir para 10 a fim de produzir 500 mil máscaras por dia.

O primeiro-ministro Shinzo Abe pediu a empresas que aumentassem a produção de máscaras, enquanto seu governo separou 10.3 bilhões de ienes (US$94 milhões) para combater o vírus.

O secretário-chefe do Gabinete Yoshihide Suga, porta-voz do governo, se comprometeu a aumentar a capacidade de produção doméstica para 600 milhões de máscaras por mês até março.

A Sharp deve receber um subsídio de 30 milhões de ienes para seus esforços.

Consagradas fabricantes japonesas de máscaras, lideradas pela Unicharm, produziram 20 milhões de unidades por semana antes do surto de coronavírus. A produção parece ter saltado para cerca de 100 milhões de unidades por semana combinada sob esforços de emergência.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Shiseido faz 8 mil funcionários ficarem em casa em meio ao surto de coronavírus

Empresas tomam suas próprias precauções já que as regras do governo falham em oferecer clareza
Shiseido

A fabricante de cosméticos Shiseido está barrando a vinda de aproximadamente 8 mil funcionários ao trabalho por mais de 1 semana em meio a preocupações com o surto de coronavírus, juntando-se a uma crescente lista de empresas tomando medidas de precaução enquanto o número de casos de infecções sobe acentuadamente.

Cerca de 30% da mão de obra japonesa da Shiseido, incluindo o presidente e outros executivos, mas não operários e pessoal de vendas, ficarão fora do escritório de 26 de fevereiro a 06 de março, e potencialmente um tempo mais longo se necessário.

Reuniões podem ser realizadas via teleconferência. Anteriormente, a companhia havia encorajado os funcionários ao trabalho home office, mas a nova diretriz potencialmente torna isso obrigatório.

Enquanto as preocupações crescem em relação a um surto que já chegou a 160 casos, que não inclui aqueles do navio de cruzeiro atracado em Yokohama, o governo japonês definiu políticas básicas na terça-feira (25) para lidar com o vírus.

Entretanto, o documento é resumido em relação a especificações, fornecendo pouca ajuda a negócios e governos locais que agora fazem de tudo para responder.

As diretrizes não fornecem instruções sobre o que as companhias deveriam fazer se um funcionário estiver com o vírus, por exemplo.

Medidas de prevenção tomadas por outras empresas
A agência de propaganda Dentsu disse na terça-feira que todos os seus cerca de 5 mil funcionários de sua sede em Tóquio trabalharão em esquema home office com início em 26 de fevereiro, após um trabalhador testar positivo para o vírus. Reuniões presenciais poderão ser realizadas para assuntos urgentes se todas as partes concordarem

A NTT Data fez cerca de 700 funcionários de um prédio a mudarem para trabalho a distância após um trabalhador de uma companhia parceira ser infectado.

As diretrizes pedem às companhias que encorajem os funcionários com “febre ou outros sintomas de gripe” que tirem folga e evitem sair.

A Royal Holdings, operadora da rede de restaurantes Royal Host, elaborou um fluxograma para determinar se funcionários deveriam ficar em casa. O pessoal da área administrativa é encorajado a escalonar seus turnos ou trabalhar de casa, e a companhia diz que intensificou medidas preventivas em seus restaurantes também.

Políticas do governo sobre a realização de eventos públicos são similarmente vagas, pedindo às companhias e oficiais locais que reconsiderem se um evento é necessário à luz do risco de propagação do vírus. Negócios não dispostos a colocar pessoas em risco estão cada vez mais cancelando eventos por medida de segurança.

O parque de diversões Yomiuri Land está funcionando com precauções extras, como instalar estações para desinfetar as mãos em todo o parque e deixar funcionários em casa se tiverem febre.

Entretanto, “é difícil dizer se isso é ou não suficiente”, disse um representante.

O lado médico
No lado médico, muitos leitos em instalações que podem lidar com doenças infecciosas estão tomados por evacuados do navio de cruzeiro Diamond Princess, o qual teve cerca de 700 casos confirmados de coronavírus.

As diretrizes do governo direcionam hospitais em áreas com grandes surtos que deem prioridade ao tratamento de internados para pacientes severamente doentes enquanto enviam pessoas com casos mais amenos para se recuperarem em casa.

Essas diretrizes deixam governos locais enfrentarem as difíceis tarefas de aliviar as preocupações daqueles que foram rejeitados por hospitais e descobrir como continuar a cuidar de pacientes com doenças não relacionadas ao coronavírus.

A transmissão de pessoa para pessoa do vírus no Japão começou a ter um grande impacto na vida local, incitando hospitais a suspenderem tratamento ambulatorial, escolas a fecharem e instalações de cuidados aos idosos suspenderem os serviços.

A imprecisão das diretrizes do governo central “forçarão governos locais a tomarem sérias decisões”, disse um oficial de um município na província de Chiba.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Nissan vai paralisar fábrica no Japão por falta de peças da China

É a primeira montadora a interromper a produção no país devido ao coronavírus
Nissan Motor

A Nissan Motor interromperá temporariamente a produção de sua fábrica em Kyushu, no sudoeste do Japão, devido ao coronavírus, informou o jornal Nikkei nesta segunda-feira (10), no momento em que o surto começa a sobrecarregar a cadeia global de suprimentos.

A Nissan, a primeira montadora a interromper a produção em uma fábrica no Japão por causa do surto, estava encontrando cada vez mais dificuldade em adquirir peças da China, disse o Nikkei.

A paralisação pode afetar a produção de cerca de 3.000 veículos.

A Nissan suspenderá duas linhas de produção na fábrica de Kyushu a partir de 14 de fevereiro, disse o Nikkei, destacando até que ponto os fabricantes da terceira maior economia do mundo dependem da China para suprimentos.

A empresa vai decidir no dia 17 de fevereiro se volta a produzir ou se mantém a paralisação.

A produção da Nissan em Kyushu foi de cerca de 434.000 veículos no ano fiscal de 2018, disse o Nikkei, com cerca de metade desse número para o mercado doméstico.

A Nissan interromperá outra linha, que fabrica principalmente carros para exportação, em 17 de fevereiro, disse o Nikkei.

O surto de coronavírus - declarado uma emergência mundial pela Organização Mundial da Saúde - interrompeu a fabricação chinesa e isso está afetando as exportações de suprimentos para outros países.

Na Coreia do Sul, a Hyundai, e Kia Motors e a RSM, subsidiária da Renault, anunciaram fechamentos temporários de fábricas devido a interrupções no fornecimento de peças da China.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Curso gratuito de turismo e atendimento ao cliente em Hamamatsu

As inscrições já começaram e podem ser feitas até 14 de fevereiro
 curso gratuito de turismo e atendimento ao cliente voltado especificamente para estrangeiros

O governo da província de Shizuoka, através do Colégio Técnico de Hamamatsu, vai promover um curso gratuito de turismo e atendimento ao cliente voltado especificamente para estrangeiros, a partir de 5 de março, em um período de três meses.

As inscrições já começaram e podem ser feitas até 14 de fevereiro no Hellowork da jurisdição onde o interessado mora. Há vagas para somente 15 pessoas que forem aprovadas em uma prova de seleção.

Só podem participar estrangeiros que foram reconhecidos pelo Hellowork como aptos a fazer o curso. As aulas serão realizadas no Sasnet Hombukou, em Hamamatsu (Shizuoka).

Além das áreas de turismo e atendimento, os alunos aprenderão sobre computação básica, costumes trabalhistas e como preencher um currículo. Os professores são japoneses, mas os alunos terão a ajuda de intérpretes para poder acompanhar as matérias.

A prova de seleção será realizada no dia 18 de fevereiro, no Colégio Técnico de Hamamatsu, com leitura e escrita de hiragana e katakana, redação (propósito dos candidatos) e entrevista.

O curso em si é gratuito e o aluno precisa pagar apenas o material didático no valor de ¥10.730. Outras informações podem ser obtidas em português pelo telefone 053-462-5602.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Sindicato da Toyota vai sugerir aumento salarial diferente para cada funcionário conforme sua eficiência

Trabalhadores menos produtivos correm o risco de não ter nenhum reajuste
Toyota Japão

O sindicato da montadora Toyota, responsável pelas negociações de aumento salarial dos funcionários com a empresa no Japão, vai sugerir um novo método de reajuste de acordo com uma avaliação de desempenho de cada trabalhador, informou a emissora NHK nesta quinta-feira (26).

Ainda não ficou claro como cada funcionário seria avaliado, mas a intenção de sindicato é criar cinco níveis de aumento salarial e encaixar os trabalhadores em cada uma dessas categorias levando em conta o rendimento e a eficiência no trabalho.

Nesse caso, os trabalhadores menos eficientes correm o risco de não ter nenhum aumento salarial, ou apenas um pequeno reajuste, menor que os funcionários mais produtivos.

O sindicado acredita que esse sistema de aumento salarial diferenciado incentivaria os funcionários a mudar a forma de trabalho, buscando maneiras de se tornar mais eficiente e produtivo, ao invés de simplesmente executar uma função como se fosse uma máquina.

Todos os anos, em março, os sindicatos das grandes empresas japonesas negociam o reajuste salarial dos funcionários a partir do próximo ano fiscal, que começa em abril.

No caso da Toyota, o percentual de aumento é igual para todos os funcionários e também há o reajuste por tempo de trabalho, mas na visão do sindicato esse método é injusto porque alguns funcionários produzem mais que outros.

Algumas empresas japoneses também estão estudando a adoção de sistemas parecidos para beneficiar trabalhadores com melhor desempenho, segundo a NHK.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Risco de recessão no Japão é muito grande, diz economista do governo

Há quase um consenso de mercado de que uma contração ocorrerá entre outubro e dezembro
recessão no Japão

Shinzo Abe pode estar prestes a se tornar o primeiro-ministro com mais tempo de governo no Japão, mas a terceira maior economia do mundo está sofrendo uma desaceleração, com poucos sinais de que as políticas de estímulo "Abenomics" estão ajudando a mudar a situação.

A economia japonesa cresceu à taxa mais lenta em um ano no terceiro trimestre, mostraram dados na quinta-feira, com a guerra comercial EUA-China e a fraca demanda global afetando as exportações.

Há quase um consenso de mercado de que uma contração ocorrerá entre outubro e dezembro, já que os consumidores sofrem impacto com o aumento do imposto sobre consumo em outubro e as consequências da guerra comercial aumentam.

Analistas consultados pela Reuters antes dos dados de quinta-feira esperam que a economia encolha 2,5% em outubro-dezembro e recupere apenas 0,6% no trimestre seguinte - apenas por pouco evitando uma recessão.

"O risco de o Japão sofrer recessão é muito grande", disse Kozo Yamamoto, economista do governo e arquiteto da Abenomics.

A questão é: quem pode ajudar o Japão a evitar isso?

O Banco do Japão (BOJ) está atingindo os limites de estímulo monetário agressivo, enquanto o governo é limitado em seus gastos por causa da sua dívida, bem como pela falta de trabalhadores para realizar seus projetos de obras públicas.

Os gastos de capital podem desacelerar após os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, enquanto o governo tem lutado para fazer progresso nas reformas estruturais.

Yamamoto sugeriu que a resposta pode estar em mais gastos do governo.

"O governo precisa emitir mais títulos para gastos, que o BOJ pode devorar", disse ele, acrescentando que Abe precisa compilar um orçamento suplementar de pelo menos 5 trilhões de ienes (US$ 46 bilhões).

Mas anos e anos de gastos fiscais pesados ​​e impressão de dinheiro do banco central falharam em elevar a inflação para a meta de 2% do BOJ e, em vez disso, deixaram os formuladores de políticas com poucos meios eficazes para combater a próxima recessão.

Desde que Abe chegou ao poder no final de 2012, as três “flechas” da Abenomics que ele descreveu no ano seguinte - flexibilização monetária, gastos fiscais e reformas estruturais - ajudaram o produto interno bruto trimestral a crescer 8,6%, com base nos dados de julho a setembro. Os exportadores registraram lucros extraordinários por meio de um iene fraco, e no ano passado os preços das ações atingiram uma alta de 27 anos.

Mas esses efeitos acabaram.

O BOJ manteve a política estável no mês passado, apesar dos riscos crescentes do exterior, e o presidente Haruhiko Kuroda diz que, embora o banco central facilite a política, se necessário, deve estar atento ao aumento do custo de flexibilização prolongada, como o impacto nos lucros bancários.

"O BOJ já está fazendo uma flexibilização monetária massiva", disse um funcionário familiarizado com o pensamento do banco. "O obstáculo para estímulos adicionais é bastante alto."

Os críticos da Abenomics dizem que o governo passou anos tentando refletir a economia com política monetária não convencional, apenas para se dedicar às reformas do mercado de trabalho e medidas necessárias para aumentar a competitividade do Japão em inovação técnica.

"O Japão mergulhou em políticas macroeconômicas à moda antiga, em vez de tentar se adaptar às rápidas mudanças no ambiente global", disse Kouhei Ohtsuka, ex-funcionário do BOJ que agora é membro de um partido de oposição.

Ele é particularmente cauteloso em relação ao fato de o BOJ imprimir ainda mais dinheiro para adquirir títulos do governo, repetindo as políticas aparentemente ineficazes das últimas décadas.

“O BOJ costumava disparar sua bazuca anos atrás. Agora são apenas disparos em branco."
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Subaru paralisa fábricas em Gunma por falta de peças após tufão

O Hagibis também afetou a produção de fábricas ligadas a grandes empresas, como Hitachi e Panasonic
Subaru

A montadora Subaru decidiu paralisar suas duas fábricas em Ota e uma em Oizumi (Gunma), a partir da tarde desta quarta-feira (16), por falta de autopeças, informaram a agência Reuters e a emissora NHK.

Uma empresa que fornece peças para a Subaru foi obrigada a interromper a produção após ter ficado alagada por causa da passagem do tufão 19 (Hagibis) no fim de semana.

A empresa fornecedora disse que pretende voltar a produzir no dia 25 de outubro, após fazer os reparos necessários na fábrica.

O tufão também afetou a produção de fábricas ligadas a grandes empresas, como Hitachi e Panasonic, principalmente em Fukushima, uma das províncias mais afetadas pelas inundações.

Em Iwaki (Fukushima), uma das subsidiárias da empresa Alps Alpine, que fabrica autopeças, parou de funcionar por causa de alagamentos e de falta de energia, sem previsão de restabelecimento.
Fonte: Alternativa

sábado, 14 de setembro de 2019

Calsonic Kansei anuncia fechamento de 4 fábricas no Japão

A Calsonic Kansei, de Saitama, que passará a usar o nome Marelli, devido à fusão, informou o fechamento de 4 plantas devido à queda dos pedidos da Nissan
Calsonic Kansei Corporation

A Calsonic Kansei, uma grande indústria de autopeças, anunciou na sexta-feira (13), que fechará 4 plantas das províncias de Tochigi e Yamagata até 2020.

No dia 9 deste mês a empresa, com sede em Saitama, anunciou a mudança do nome para Marelli, companhia italiana, já a partir de outubro. 

A Calsonic Kansei tem 27 fábricas no Japão. Irá implementar o fechamento entre fevereiro a outubro do próximo ano. Isso se deve à otimização do processo produtivo, já que seu maior cliente – Nissan – está com vendas lentas.
Marelli

Como ficam os funcionários das 4 plantas
Essa montadora responde por cerca de 80% das vendas consolidadas da empresa. Como houve queda nos pedidos de fabricação das peças a Calsonic Kansei decidiu revisar seu processo de produção.

As plantas a serem fechadas são as de Tochigi, em Shimotsuke, Sano e Utsunomiya, além de uma de Yamagata.

Ela tem 8 mil funcionários em todas as unidades e os cerca de 6% ou 500 dessas plantas são elegíveis para realocação em outras.

A Calsonic Kansei Corporation é uma companhia que já foi subsidiária da Nissan e em 2018 anunciou a compra da italiana Marelli.
Fonte: Portal Mie com Nikkei, Asahi