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segunda-feira, 30 de março de 2026

Toyota anuncia suspensão de 5 linhas de produção em quatro plantas

A montadora Toyota já havia anunciado a redução de produção em abril e agora detalhou quais são as linhas alvo de suspensão das operações

Toyota
A Toyota Motor anunciou a suspensão de operações em algumas de suas plantas em abril, alinhada com seu plano de reduzir a produção de veículos exportados para o Oriente Médio.

Segundo o anúncio de sexta-feira (27), a redução de aproximadamente 24 mil unidades de veículos em abril se deve ao conflito no Irã, com impedimento de passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.

Assim, em um período de, no máximo, 5 dias, a produção será suspensa em 4 fábricas:

  • Uma linha da planta de Tsutsumi, cidade de Toyota (Aichi)
  • Duas linhas da planta de Yoshiwara da Toyota Auto Body, cidade de Toyota
  • Uma linha da planta de Fujimatsu da Toyota Auto Body, cidade de Kariya (Aichi)
  • Uma linha da planta de Gifu da Toyota Auto Body, cidade de Kakamigahara

Essas são as linhas de produção de veículos como Camry e o popular modelo no Oriente Médio, o SUV Land Cruiser.
Fonte: Portal Mie com Nagoya TV e Chunichi

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Fabricante de autopeças em Aichi faz investimentos para conter tarifas

A empresa está preocupada com o fato de que tarifas podem levar montadoras a mudarem para fornecedores nos EUA

Fabricante de autopeças
A administração de Donald Trump agora começou a cobrar 25% de tarifas em todas as importações de automóveis como programado.

Uma fabricante de autopeças no Japão está recorrendo a novos investimentos para conter o impacto.

A Autec, com sede na província de Aichi, produz componentes de metal usados em motores, sistemas de exaustão e em outros lugares. Eles são usados em muitos carros destinados aos EUA.

A empresa está preocupada com o fato de que tarifas podem levar montadoras a mudarem para fornecedores nos EUA.

No mês passado, a Autec começou a discutir sobre como melhorar sua competitividade para que seus clientes se fixem a ela. A companhia decidiu fazer investimentos em equipamento de produção.

O executivo da Autec, Daisuke Ogawa, disse: “Para montadoras, não é apenas preço, mas também a qualidade que importa. Visamos cortar custos ao melhorar a produtividade enquanto ao mesmo tempo melhoramos a qualidade. Esperamos que isso impeça que as montadoras se voltem para fornecedores americanos em resposta à tarifa de Trump”.

A Autec planeja automatizar suas prensas de metal para melhorar eficiência. Ela também introduzirá um sistema de controle de qualidade que usa inteligência artificial.
Fonte: Portal Mie com NHK

terça-feira, 12 de novembro de 2024

Toyota volta à produção nas 2 plantas de Aichi

As duas plantas de Aichi que estavam com paralisação desde o turno noturno de quinta-feira, retomam a produção

Toyota Motor
A Toyota Motor anunciou que a produção das duas plantas de Aichi que estavam paralisadas desde quinta-feira (7) da semana anterior, retornam no expediente da manhã de terça-feira (12).

As plantas são de duas subsidiárias, ambas Toyota Auto Body, sendo uma a Fujimatsu na cidade de Kariya, e a outra é a Yoshiwara, na cidade de  Toyota. Por causa da “confirmação de alguns equipamentos”, as 4 linhas ficaram suspensas. 

Segundo a informação da Toyota Motor, os ajustes foram concluídos na segunda-feira (11), permitindo o retorno da produção.  

Nessas duas plantas são produzidos os veículos SUV Land Cruiser, Alphard, Noah e outros. A montadora não informou qual foi o efeito dessa paralisação e que considera medidas para aliviar esse impacto. 
Fonte: Portal Mie com NHK, Tokai TV e FNN

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Toyota retomará produção do Prius

A montadora japonesa suspendeu produção do Prius em 4 de abril devido ao risco das portas abrirem quando o carro está em movimento

Toyota Prius
A Toyota Motor disse na quinta-feira (23) que retomará a produção do híbrido Prius em uma planta na cidade de Toyota (Aichi) em 17 de junho após mais de 2 meses de suspensão devido a um recall.

Concessionárias a nível nacional começarão a aceitar pedidos para reparos associados ao recall em 14 de junho.

A montadora japonesa suspendeu produção do Prius em 4 de abril devido ao risco das portas abrirem quando o carro está em movimento. Em 17 de abril, a companhia reportou um recall de 135.305 unidades às reguladoras.

Nenhum acidente relacionado ao defeito foi relatado até agora, de acordo com a Toyota.

Impermeabilização inadequada de peças de portas traseiras pode levar a vazamentos de água e curto-circuito, citaram representantes da Toyota.

Camadas adicionais à prova d’água serão aplicadas para resolver o problema, disseram.
Fonte: Portal Mie com Nippon

terça-feira, 19 de setembro de 2023

Toyota prepara novo método de fabricação para próxima geração de veículos elétricos

A Toyota busca reduzir seus investimentos em plantas pela metade a partir dos níveis atuais ao otimizar o processo de fabricação

Toyota
A Toyota está preparando um novo método de fabricação para a próxima geração de veículos elétricos (VEs) que ela planeja colocar no mercado em 2026.

A montadora japonesa diz que linhas de produção para a próxima geração de VEs não usará esteiras para levar carro sendo produzidos. Ao invés disso, a companhia diz que veículos “dirigirão” através do processo de produção por conta própria.

O esquema já é parcialmente empregado na planta de Motomachi (Aichi) da Toyota. Representantes dizem que veículos parcialmente finalizados dirigem sozinhos lentamente dentro da fábrica, como se eles estivessem sendo levado por esteiras, ao combinar tecnologia de reconhecimento por sensor e de condução autônoma.

A nova tecnologia também será introduzida para fabricação da carroceria dos carros.

A carroceria da próxima geração de VEs consiste de 3 componentes principais – parte frontal, centro e traseira. Representantes dizem que tecnologia de giga prensa (gigacasting) será usada para as partes frontal e traseira.

A Toyota busca reduzir seus investimentos em plantas pela metade a partir dos níveis atuais ao otimizar o processo de fabricação.

A companhia também visa colocar todas as baterias de estado sólido em uso comercial no ano de 2027. A montadora espera que as baterias ofereçam tempos de recarga mais rápidos e melhor alcance.
Fonte: Portal Mie com NHK

terça-feira, 4 de julho de 2023

Consulado publica edital de contratação de auxiliar administrativo

O prazo para inscrição dos interessados vai até o dia 18 de julho

abertura de processo seletivo
O Consulado-Geral do Brasil em Nagoia, província de Aichi, publicou edital de abertura de processo seletivo para a contratação de um auxiliar administrativo, com salário básico mensal de ¥ 302.680. 

O contrato terá duração de um ano e poderá ser renovado caso autorizado pela Secretaria de Estado das Relações Exteriores, segundo nota do órgão. 

A contratação de auxiliar administrativo seguirá as leis trabalhistas locais para desempenhar atividades de natureza administrativa de nível médio nas diferentes áreas de atuação do posto e em suas unidades.

Os requisitos mínimos para os interessados são: fluência em português e japonês (equivalente ao nível N1 do Nihongo Nouryoku Shiken); conclusão do ensino médio; e situação regular de residência no Japão e de permissão legal para o trabalho.

As inscrições vão até o dia 18 de julho. A íntegra do edital pode ser conferida aqui.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Toyota anuncia suspensão parcial da produção de janeiro de 2023

A montadora informou que sua meta de produção não será afetada, embora tenha que suspender parcialmente 2 linhas

Toyota Land Cruiser Prado
A Toyota Motor anunciou que o volume de produção global em janeiro de 2023 será de cerca de 700 mil unidades, sendo 200 mil no Japão e 500 mil no exterior.   

Informou que não há alteração na previsão de produção para o ano fiscal de 2022, de 9,2 milhões de unidades.

Segundo o release da Toyota, “continuaremos a examinar e monitorar cuidadosamente a situação do fornecimento de semicondutores, discutir com empresas relacionadas e trabalhar com nossos fornecedores para considerar todas as contramedidas possíveis”.  

Por causa dessa contínua escassez de semicondutores, a linha 1 da planta de Tahara (Aichi) será suspensa nos dias 9, 13, 16, 20, 23 e 27, onde se produzem os modelos Land Cruiser Prado, Lexus GX e 4Runner.

Outra a ter paralisação parcial é a planta Hamura da Hino, em Tóquio, linha 1, a qual produz o Land Cruiser Prado, no período de 9 a 13 e nos dias 16, 20, 23 e 27.
Fonte: Portal Mie 

terça-feira, 12 de julho de 2022

Toyota suspenderá produção de uma linha por 10 dias

Essa suspensão parcial em uma linha afetará a produção, mas o plano para julho continua inalterado

Toyota
A Toyota Motor anunciou na segunda-feira (11) que estenderá o período de suspensão de uma linha da fábrica de Motomachi, na cidade de Toyota (Aichi), por 10 dias em julho, para investigar a causa do recall do novo veículo elétrico (VE) bZ4X.

Essa suspensão parcial afetará a produção de cerca de 4 mil unidades. Mas o plano de produção global para julho, de cerca de 800 mil unidades, será mantido.

Ao mesmo tempo, além da sua marca, a produção do VE Solterra da Subaru, que também foi objeto de recall, também será afetado pois é produzido nessa planta de Motomachi. 

Os veículos da marca Toyota, Noah, Voxy e o de célula de combustível (FCV) Mirai, também terão produção afetada.  

A Toyota já havia anunciado sobre a suspensão das operações em julho devido à escassez de peças como impacto dos fornecedores infectados pela epidemia do novo coronavírus em Xangai, na China. 

A linha da planta de Motomachi também estava incluída. Segundo o anúncio, os 10 dias da linha a ser paralisada são entre 18 e 29 de julho.
Fonte: Portal Mie com Sankei e Response

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Falta de água para indústrias em Aichi afetou produção da Toyota e da usina

A Toyota informou sobre a suspensão da produção de uma de suas plantas na quinta-feira também

Toyota
De acordo com o Departamento de Administração Agrícola de Tokai, um vazamento em grande escala ocorreu antes do amanhecer de terça-feira (17). Foi descoberto um buraco no fundo do rio, cuja água fluiu através do solo, reduzindo o nível, impedindo o fornecimento para 131 indústrias de várias cidades de Aichi.  

Em consequência disso, a Toyota Motor teve que suspender a produção da planta da matriz no final do dia de quarta-feira (18), pois sem água não se pode lavar as peças, e em consequência a outra, de Obu (Aichi) também parou. 

Informou que na quinta-feira (19) paralisa as duas plantas, o que afeta a produção de cerca de 600 unidades dos veículos RAV4 e RAV4 PHV.

A Toyota está com as operações suspensas em 14 linhas, de 8 plantas, por falta de peças e semicondutores, entre 16 e 21 deste mês.

Usina afetada mas não há risco de falta de energia elétrica
A JERA, uma das maiores usinas de geração de energia do Japão, anunciou que parou de receber água industrial na Usina Termelétrica de Hekinan por volta das 5h45 de quarta-feira. A empresa informou que vai operar a usina reduzindo pela metade a produção a partir das 20h do mesmo dia, já que tem água em estoque por 5 dias.

A potência da usina é de 4,1 milhões de kW, que é a maior do Japão com energia à carvão. “Como não é um período de alta demanda por eletricidade, é possível garantir a capacidade de fornecimento operando outras fontes de energia e ajustando a produção”, disse um porta-voz. 

No total são 131 indústrias afetadas por esse corte no fornecimento de água. Muitas delas, como Denso, Mitsubishi Motors, Aisin e outras possuem poço ou um grande reservatório, não foram prejudicadas no primeiro dia.
Fonte: Portal Mie com Nagoya TV, Yomiuri e Bloomberg

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Encontro de soldadoras em Aichi destaca reconhecimento da profissão

Evento no domingo reuniu 16 brasileiras que trabalham nesse setor
1º Encontro de Soldadoras no Japão

O 1º Encontro de Soldadoras no Japão foi realizado no domingo (7) em Chita (Aichi) com a participação de 16 profissionais, entre elas uma com dois meses e outra com 23 anos de experiência. Criado pela soldadora Manuela Barão, que já tem 15 anos de profissão, o objetivo do encontro é dar instrumentos para as mulheres do setor se estabelecerem melhor no mercado, como também criar uma rede de contatos.

A proposta inicial do encontro, segundo Manu, como é conhecida, era iniciar o preparo de novas profissionais de soldagem no Japão, num projeto em parceria com o SOS Mamães no Japão. “Nesse meio tempo recebi mensagens de meninas que já são profissionais, mas que não estão estabelecidas no mercado. Então em vez de trazer novas profissionais, seria preciso estabelecer as que já estão no mercado. Foi quando que decidi fazer esse encontro para nos unirmos e nos fortalecermos, e mostrar que não somos só duas ou três, mas muito mais soldadoras”, explica Manu, como é conhecida.

Manu cita que as soldadoras precisam se reconhecer como profissionais que são, para então serem reconhecidas. E deu várias dicas sobre como elas devem enfrentar as entrevistas de emprego. “Sempre vão apresentar obstáculos para a contratação de uma soldadora, como o fato de ter filhos e terem que sair mais cedo para buscá-los na escola ou quando ficarem doentes. Temos que estar preparadas para isso e mostrar que não são obstáculos e que dá para resolver essas e outras situações”, explica.

Ela reforçou a ideia de como as soldadoras devem se posicionar no mercado, valorizando seu trabalho, tomando cuidado com as palavras com que irão definir suas experiências profissionais. “Jamais diga ‘eu soldo só há seis meses’, mas diga ‘eu soldo há seis meses’. Também não diga que ‘solda um pouquinho ou que faz uma soldinha de nada’. Mude o discurso para uma forma mais positiva. E em vez de dizer que você não sabe ainda certas técnicas, diga que quer aprender”, ensina.

Para Manu, também é essencial que as soldadoras desenvolvam uma rede de contatos, o que pode facilitar e muito a contratação delas em fábricas. “Se uma pessoa lá fala sobre você para o chefe, quando você ligar para ele sobre trabalho, ele já vai saber quem você é”, garante.

E ensinou às presentes ao Encontro a direcionar melhor a profissão, buscando a conquista de novas qualificações, que mostram que a pessoa tem experiência, o que pode fazer a diferença na hora de uma entrevista de emprego.

Manu também falou sobre salário, para que as soldadoras coloquem na balança aquilo que acham que merecem receber, citando que o salário deve ser compatível com a média de mercado, somado à experiência adquirida, às dificuldades enfrentadas e todos os recursos usados na formação. “Tendo várias qualificações, como alguém vai dizer ‘não’ para nós?”, explica.

Histórias
Manu conta que entrou para o mundo da solda após se divorciar e ter que criar dois filhos ainda pequenos. “Eu queria um trabalho que proporcionasse uma vida confortável para nós e que eu não precisasse me matar de fazer zangyo (hora extra). E achei que a solda seria um bom caminho”, conta a organizadora do evento.

Ela conseguiu uma oportunidade em uma empresa para aprender a profissão, mas era solda de robô, não manual. “Com o tempo fui conseguindo qualificações e trabalhei em vários segmentos, como industrial naval, de estruturas. Mas isso tudo foi planejado, depois que vi que a área tem enorme potencial e também pelo fato de ser mulher, para me firmar como profissional no mercado”, relata.

Mas as dificuldades não foram poucas. Ela conta que, certa vez, após fazer entrevista em uma empresa, passou no teste para uma vaga que era disputada por outro soldador. Manu conta que foi aprovada, mas dois dias depois recebeu uma ligação da fábrica com a pessoa dizendo que a empresa não estava preparada para receber uma soldadora. Manu contestou, dizendo que fora aprovada no teste.

A pessoa do outro lado da linha apresentou vários outros argumentos, como o fato de a empresa não ter vestiário para mulheres, nem banheiro feminino. Mas Manu disse que se preciso se trocaria até no banheiro masculino. “Então fui admitida. Após um ano a empresa construiu um banheiro feminino e até admitiu outra soldadora”, diz.

Mas já teve emprego em que nenhum dos funcionários homens a cumprimentavam ou sequer falavam com ela, por ser mulher, considerada uma estranha naquele ambiente de soldadores. Mas ao persistir, foi conquistando alguns e quando deixou aquele trabalho, muitos até se emocionaram.

Letícia Saito veio de Oizumi (Gunma) para o Encontro das Soldadoras atraída pela possibilidade de conhecer outras soldadoras como ela no Japão. “Trabalho como soldadora há dois meses. Comecei nessa área porque eu queria aprender coisas diferentes e sempre me encantou essa parte de metalurgia”, diz.

No seu atual emprego, na parte da manhã ela trabalha no escritório e à tarde vai trabalhar com solda. “Trabalho soldando peças que ficam na parte interna das construções. Estou gostando bastante de trabalhar na área. É um desafio, porque eu sou a única mulher lá. Claro que alguns contam piadas, mas a gente tem sempre que trabalhar em dobro, para se sobressair”, afirma.

Cintia Hokama, de Toyohashi (Aichi), tem 26 anos de Japão, sendo que 23 como soldadora em uma fábrica de navios. “Meu pai veio do Brasil com serviço num estaleiro e dois anos depois vim com minha mãe e irmãos. Comecei como soldadora aos 17 anos de idade”, conta ela, lembrando que sua mãe e irmã também trabalharam como soldadoras, enquanto seu pai e irmão atuaram no setor de pintura.

Cintia disse que embora muitos estranhassem o fato dela ser soldadora, não sofria discriminação no Japão. Certa vez, porém, ao voltar para o Brasil, tentou uma vaga em uma empresa como soldadora. “A pessoa que me atendeu achou que era meu marido quem queria a vaga. E na empresa eles não aceitavam mulheres neste setor. Isso foi há uns 20 anos”, explica.

Por ser uma soldadora com muita experiência, Cintia se tornou até referência na fábrica. “Muitos me consultam sobre como fazer alguns serviços. No mês que vem a empresa quer iniciar solda com robô e destacou duas pessoas para aprenderem a técnica. Uma delas sou eu. Fico contente pelo fato de as pessoas darem importância para o meu serviço. Na semana passada trouxeram uma máquina com eletrodos, mas ninguém sabia mexer. A única pessoa que saiba lidar com a máquina era eu e mostrei como deveriam usar esse equipamento”, explica.

O encontro teve participação ainda de Evelin Hidaka e Fernando Torres, adeptos da Programação Neurolinguística e autores da página “Renove-se”, do Facebook, e também da psicóloga Ivania Veiga, do projeto Tsuru, da organização sem fins lucrativos (NPO, na sigla em inglês) SOS Mamães no Japão. 
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Toyota se empenha para manter níveis de produção no Japão

Produção doméstica de 3 milhões de automóveis é o mínimo necessário considerado pela Toyota para manter os níveis de emprego e o centro de pesquisa e desenvolvimento no Japão
Toyota Motors no Japão

O planejado fechamento de uma fábrica da Toyota Motors no Japão enfatiza sua situação difícil, enquanto a montadora se esforça para manter a produção doméstica a 3 milhões de veículos por ano em meio a ventos contrários como as ameaçadoras tarifas dos EUA sobre automóveis importados e a pressão para investir pesadamente em desenvolvimento.

A fabricante de veículos japonesa disse em 20 de julho que até 2020 fechará uma planta subsidiária, que produz carros de passageiros, na província de Shizuoka, para consolidar grande parte das operações da fábrica nas instalações de uma unidade existente da empresa no nordeste do Japão.

Como parte de esforços mais amplos para aumentar a eficiência, o grupo Toyota vai mover de Aichi a produção do compacto Vitz  para o nordeste do Japão neste outono.

E, pela primeira vez desde sua fundação em 1937, a Toyota vai transferir as operações de uma filial inteira a um grupo fornecedor, ao passar uma fábrica em Aichi que produz componentes eletrônicos para a Denso no final de 2019.

A Toyota considera a produção doméstica de 3 milhões de automóveis o mínimo necessário para manter os níveis de emprego e o centro de pesquisa e desenvolvimento no Japão.

A montadora manteve o nível de produção por 4 décadas
Por cerca de quatro décadas, com início nos anos 1980, a montadora manteve o nível de produção, sendo que as únicas exceções foram durante a crise financeira em 2008 e o terremoto e tsunami em 2011.

Entretanto, a linha de base é vulnerável, a menos que a empresa melhore a eficiência, visto que o desenvolvimento tecnológico em direção autônoma, veículos elétricos e serviços de compartilhamento exige níveis de gastos ainda maiores.

Recentemente, a Toyota criou um negócio em Tóquio dedicado ao desenvolvimento de tecnologias de direção autônoma, com três empresas do grupo podendo injetar 300 bilhões de ienes ($2,69 bilhões) no empreendimento. Ainda, a Toyota investirá 1,5 trilhão de ienes até 2030 em um negócio de baterias de carro com a Panasonic.

As tarifas adicionais dos EUA sobre veículos importados, propostas pelo presidente Donald Trump, são outra ameaça para a produção da Toyota no Japão porque as taxas tornariam os carros japoneses não competitivos no mercado americano.

A Toyota exporta cerca de 700 mil automóveis por ano do Japão para os EUA.
Fonte: Portal Mie com Nikkei

sábado, 26 de maio de 2018

Toyota planeja montar fábrica de células de combustível de hidrogênio em Aichi

Empresa tem meta de vender mais de 30 mil veículos movidos a hidrogênio
Fábrica de células de combustível de hidrogênio

A Toyota Motor disse na quinta-feira que planeja montar uma fábrica para produção em massa de células de combustível de hidrogênio, na tentativa de aumentar a produção de carros movidos a hidrogênio e expandir seu uso como uma alternativa de emissão zero para veículos a gasolina.

A nova unidade será montada na sua fábrica matriz, em Toyota (Aichi), informou a empresa em comunicado. A companhia também está construindo uma linha dedicada a esse projeto na fábrica de Shimoyama, nas proximidades, para produzir tanques para armazenar gás hidrogênio de alta pressão dentro dos veículos.

A Toyota se recusou a dar detalhes sobre seu mais recente investimento nessa tecnologia, mas disse que a produção em massa do componente começará por volta de 2020, permitindo que a empresa atinja sua meta de venda de mais de 30 mil unidades de veículos movidos a célula de combustível, incluindo carros de passeio e ônibus.

“Como tecnologia, as células de combustível estão maduras e prontas para crescer”, disse a Toyota em um comunicado. “A fim de encorajar o uso mais difundido de veículos movidos a hidrogênio e de emissão zero, a popularização precisa começar até a década de 2020”.

A Toyota já vende o sedã Mirai, o primeiro veículo elétrico de célula de combustível do mercado de massa (FCEV, na sigla em inglês), no Japão, nos Estados Unidos e também em alguns países europeus. O valor do modelo começa em cerca de 65,8 mil dólares no mercado japonês.

Devido ao seu alto custo e complexidade de construção de seus componentes, o Mirai é produzido em pequenos lotes. Apenas cerca de 5,3 mil unidades foram vendidas desde o seu lançamento em 2014, apenas uma fração dos modelos de produção regulares.

A fabricação em massa dos dois componentes - células de combustível de hidrogênio e tanques de hidrogênio - permitirá à Toyota reduzir o preço dos FCEVs e expandir sua tecnologia de célula de combustível.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Seguro para bicicletas será obrigatório em Nagoia a partir de outubro

Medida visa garantir pagamento de indenizações no caso de acidentes provocados por ciclistas 

Os ciclistas que residem ou passam por Nagoia (Aichi) serão obrigados a se inscrever em um seguro de acidentes para bicicletas a partir de outubro, informou uma reportagem do jornal Asahi nesta quarta-feira (13).

A nova medida, que entrará em vigor apenas na cidade, visa garantir que as vítimas de acidentes provocados por ciclistas sejam devidamente indenizadas.

A prefeitura local preparou um comercial explicativo, que será exibido em cinco emissoras de TV até o próximo sábado (16).

A cidade de Chita, também em Aichi, já havia instaurado uma norma local que sugere aos ciclistas a inscrição em um seguro, mas Nagoia é a primeira cidade na província que torna a medida obrigatória.

A regra vale para moradores e qualquer indivíduo de outra cidade que passe de bicicleta por Nagoia. No caso de menores de idade, a inscrição no seguro será responsabilidade dos pais e, a princípio, não haverá cobrança de multas. A reportagem não informou se haverá algum tipo de fiscalização.

Acidentes
Em julho de 2013, a Corte de Kobe (Hyogo) condenou uma família a pagar ¥95 milhões de indenização por responsabilidade em um acidente com bicicleta. O acidente em questão foi provocado por uma estudante do 5º ano de uma escola primária (shougakkou), que atropelou uma mulher e deixou a vítima com sequelas graves.

A indenização não foi paga, pois a família não tinha recursos financeiros e não estava inscrita em nenhum seguro de acidentes.

Em Aichi, houve vários casos de altas cobranças de indenizações por causa de acidentes com ciclistas nos últimos anos.

Em 2012, um pedestre morreu atropelado por uma bicicleta e o ciclista foi condenado a pagar ¥20 milhões de indenização. A causa do acidente teria sido “falta de atenção”, pois o ciclista estava pedalando enquanto equilibrava um guarda-chuva.

Em 2013, outro caso condenou um ciclista ao pagamento de ¥18 milhões e, em 2015, houve um acidente de bicicleta que resultou em uma indenização de ¥16 milhões.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Aichi-ken, Nagoya-shi: Hello Work promoverá curso de formação em estética

O Sistema de Apoio aos Candidatos ao Empregos, promoverá mais um curso de treinamento profissional em Nagoya.

Consultas e cadastros devem ser feitos na agência da Hello Work de sua cidade.

O curso será de formação em estética, com treinamentos em Nagoya, e será ministrado no período de 16/11/2016 a 14/4/2017.

Neste período de cinco meses,  os alunos terão aulas teóricas e práticas, que abrangerão temas importantes para a formação do profissional na área de estética e atendimento ao cliente.

As inscrições deverão ser feitas de 29 de setembro a 19 de outubro de 2016.

Veja mais informações neste panfleto:


Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Aichi vai contratar 20 intérpretes de português com remuneração de até ¥2.500 por hora

Aichi vai contratar 20 intérpretes de português
Contratados vão ajudar brasileiros no atendimento em instituições médicas

Quem tem domínio do idioma japonês pode tentar uma vaga de intérprete nas instituições médicas da província de Aichi. De acordo com uma reportagem do jornal Chunichi, o governo local divulgou que pretende treinar ao menos 20 pessoas para ajudar brasileiros em hospitais e centros de saúde.

A província iniciou em abril de 2012 um sistema de envio de intérpretes para instituições médicas. O sistema promoveu o cadastro de 256 trabalhadores com fluências que variam entre os idiomas português, espanhol, inglês, mandarim e tagalo.

O governo local avaliou que há muitos estrangeiros que não compreendem o funcionamento do sistema médico japonês por diferenças culturais, além da falta de compreensão do idioma.

A dificuldade em participar de consultas, exames e procedimentos cirúrgicos faz com que muitas pessoas evitem as instituições médicas, mesmo quando há doenças graves com necessidade de tratamento, como é o caso do vírus HIV.

No ano de 2015, houve 982 casos de envios de intérpretes na província. Em comparação a 2014, o crescimento foi de 191 casos e o número de intérpretes de português foi o mais expressivo. No ano passado, houve 403 casos de envio de trabalhadores fluentes no idioma latino.

A aprovação no exame de proficiência será o único critério para a seleção dos intérpretes de português, que terão que fazer sete dias de estágio antes de receber o cadastro como profissional de tradução.

A remuneração é de ¥3 mil a ¥5 mil a cada duas horas de trabalho (¥1.500 a ¥2.500 por hora) e a condição do serviço é temporária, mas com prazo indeterminado.

“O número de estrangeiros que vivem de forma permanente na província está crescendo cada vez mais. A dificuldade do idioma nas instituições médicas é uma das principais preocupações. Queremos que muitos intérpretes de português entrem para o sistema”, disse um representante do governo de Aichi.

As inscrições serão aceitas até o dia 27 deste mês e o candidato pode entrar em contato com a Divisão de Promoção de Convivência Multicultural da Província de Aichi (愛知県多文化共生推進室) pelo número 052-954-6138.
Fonte: Alternativa

sábado, 25 de abril de 2015

Aichi: Empresas de pequeno e médio porte consideram aumento salarial

japao-salarioMetade das empresas de pequeno e médio porte de Aichi consideram dar aumento aos seus funcionários, como medida para segurar seus funcionários, já que as grandes e gigantes anunciaram pagar mais.

Essa foi a resposta de uma pesquisa conduzida pelo jornal Chunichi em conjunto com a empresa Doyukai, ambas de Nagoya, na primeira semana de abril e o resultado foi divulgado na sexta-feira (24). Sentindo-se pressionadas a fazer o mesmo, 56% das pequenas e médias vão reajustar os salários, para que seus bons funcionários não sejam tentados à demissão, avaliam.

Porém, o resultado mostra que apenas 24% já decidiu pelo aumento, enquanto 32% tem a intenção. Segundo a Câmara de Comércio e Indústria de Michi, percebe-se que a economia da região Tokai está relativamente melhor, com um resultado que pode ultrapassar a tendência nacional.

Com a escassez da mão de obra nas pequenas e médias empresas, talvez seja essa uma das maneiras de evitar a aposentadoria também. Por outro lado, esse reajuste pode refletir no aumento do custo de vida na região, avalia a matéria. Também há casos de empresas que estão trabalhando com margem apertada e pensam até em rebaixar os salários, como responderam 24%. As indecisas, que não conseguiram se posicionar fazem parte dos 20% das entrevistadas.
Fonte: IPC Digital com Chunichi Shimbun

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Serviço gratuito por telefone orienta brasileiros e latinos no Japão

Tira-dúvidas em tempo real esclarece questões do cotidiano

Serviço gratuito por telefone orienta brasileiros e latinos no JapãoDesde o mês passado brasileiros e latinos de qualquer região do Japão contam com o serviço gratuito de uma central de orientação por telefone. É um tira-dúvidas em tempo real sobre questões do cotidiano. O serviço de consultas foi criado faz cerca de 15 anos. Tinha sede em Kanagawa (Yokohama), oferecido pela Associação Kaigai Nikkeijin, com subsídio do governo através da Jica – Agência de Cooperação Internacional do Japão.

A central telefônica agora está em Ichinomia (Aichi) e atende em espanhol e português com novos números telefônicos. Em 40 dias de funcionamento foram atendidos cerca de 90 brasileiros e latinos. Média de duas consultas por dia, e as principais dúvidas são relacionadas a questões trabalhistas.

O objetivo é dar suporte aos residentes estrangeiros em assuntos nas áreas de educação, trabalho, moradia, visto, seguros, impostos, saúde e sobre cursos de capacitação em geral. O centro de consulta também auxilia no encaminhamento de questões em língua japonesa.

O atendimento é gratuito e pode ser solicitado de segunda a sexta-feira em horário de expediente, das 9h30 às 17h. O telefone para consultas em português é 0586-26-2810.
Fonte: IPC Digital

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Aichi e Shizuoka aplicarão exames de habilitação em português

A medida entrará em vigor ainda em 2011
As províncias de Aichi e Shizuoka adotarão exames para aquisição da carteira de habilitação de veículos em português, informou na segunda-feira (3) o site do jornal Chunichi.
Segundo a Agência Nacional de Polícia (ANP) atualmente todas as 47 províncias do país aplicam os exames em inglês. Em Kyoto, Miyagi, Wakayama e Kumamoto as provas também podem ser feitas em chinês.
A partir deste ano, Aichi e Shizuoka começarão a aplicar as provas em português devido ao grande número de brasileiros vivendo nessas províncias. As duas províncias também adotarão provas em chinês, aumentando para seis as províncias com exames nesta língua.
Conforme a reportagem, a polícia de Shizuoka acredita que até o final de 2011 os brasileiros poderão fazer os exames na língua natal. Já a polícia de Aichi afirma que na primavera as provas em português estarão prontas.
A ANP aprovou a medida porque quer que os brasileiros estudem a fundo as regras de trânsito do país em vez de terem apenas carteira traduzida e o teste prático. O objetivo é preparar melhor os brasileiros para a condução de veiculos.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Empresas recrutam jovens da comunidade para trabalhar no Japão e no Brasil

Representantes de duas fábricas buscam brasileiros que possam contribuir com os projetos de expansão das indústrias
Voltar ao Brasil com um emprego garantido ou permanecer no Japão com um serviço seguro e estável é o sonho da maioria dos jovens brasileiros que estão se formando no ensino médio. Na tarde de ontem (25), na cidade de Anjo, Aichi, duas empresas japonesas dispostas a investir na contratação de estudantes nikkeis recém-formados apresentaram suas propostas para a platéia composta por mais de 90 alunos do 3º ano e egressos da rede de ensino Escola Alegria de Saber (EAS) das unidades de Hekinan, Hamamatsu, Suzuka, Toyota e Toyohashi.
Ryohei Kise, gerente da Mayekawa M.F.G., empresa da área de refrigeração industrial fundada em 1924, em Tokyo, com representações em mais de 30 países, ofereceu vagas de treinamento para o próximo ano fiscal com início em abril. Os aprovados na avaliação curricular e na entrevista passarão por treinamento na matriz localizada em Moriya, Ibaraki, e serão encaminhados para a filial brasileira de Arujá, São Paulo.
“O Brasil está crescendo economicamente e a Mayekawa para crescer mais neste país precisa de brasileiros que entendam o modo japonês de pensar conhecendo o mercado, a língua e a cultura brasileira”, afirma Kise que morou por 10 anos no país. Ele garantiu que os futuros contratados serão trabalhadores efetivos com a possibilidade de promoção de cargo e citou como exemplo um funcionário de uma das 13 filiais brasileiras que entrou na firma como técnico de segurança no trabalho e se tornou gerente.
Os requisitos para se candidatar a uma das 100 vagas oferecidas é ter boa capacidade de compreensão e comunicação da língua japonesa e disponibilidade para se mudar para o alojamento de Moriya. O treinamento tem duração de dois a três anos.
Outra companhia que proporciona a contratação direta e benefícios iguais aos dos japoneses é a Hirano Vinyl Industry, especializada no estofamento de bancos de automóveis. Para os alunos e participantes da palestra, o presidente Toshinao Hirano, contou que antes de herdar a indústria do pai havia tentado a profissão de jogador de futebol, mas desistiu da idéia depois de seguidas lesões.
Em sua breve carreira teve passagens pelo São Bento de Sorocaba-SP e um estágio no São Paulo Futebol Clube em 1995.
Conforme Hirano, sua empresa conta com funcionários filipinos, peruanos, indonésios, além de brasileiros e japoneses e oferece gratuitamente aulas de japonês e inglês. O perfil de candidato(a) que procura é o de jovens que tenham o nível 3 do exame nihongo nouryoku shiken ou conhecimento equivalente. “Somos uma firma pequena, mas temos planos de ampliação para o exterior e gostaria de contar com jovens empreendedores que pensam coletivamente no crescimento de todos: empresa, cliente e funcionários”, destaca.
Informou também que para se candidatar não há exigências como experiências anteriores e cursos profissionalizantes. “Vocês vão ganhar para aprender de tudo desde a produção, o controle de qualidade, funções administrativas e até línguas estrangeiras”, garante. Em referência ao futebol ressaltou que na sua equipe “não há espaço para funcionários com estilo de Romário e Edmundo que fazem gols, mas faltam aos treinos e são indisciplinados”, aponta o ex-lateral direito que do curto período que permaneceu no tricolor paulista cultiva a amizade com o volante e zagueiro Edmilson.
Kise e Hirano terminaram seus discursos desejando que os estudantes possam trabalhar para construção de laços entre as nações por conhecerem as culturas, os idiomas e as formas de pensamento dos dois países. O diretor da rede EAS Tom Kurahashi conta que o convite de apresentação de trabalho para os formandos surgiu das próprias empresas e acredita que a atividade, considerada comum nas escolas japonesas, foi a primeira a ser realizada em escolas brasileiras.
“Como educadores gostaríamos que eles (alunos) fossem para a universidade, mas sabemos que isso não é possível para todos. Por outro lado eles poderão ser contratados diretamente (seishain) com possibilidade de ascensão na fábrica como os japoneses”, comenta. Brenda Nakamura, 16, do 2º ano do ensino médio saiu satisfeita do evento. “Foi muito bom porque abriu as portas e deu mais opções de escolha para quem está indeciso”, opina.

Egressos
Entre os participantes, alunos formados das turmas de 2006, 2007 e 2008 foram em busca de informações sobre as vagas oferecidas de olho nas chances de empregabilidade. “Se houver possibilidade, quem sabe não é o momento adequado de ir para o Brasil? Mas antes precisamos consultar nossos pais e decidirmos juntos”, pondera Lincoln Okoti, 19. Bruno Kojima, 21, já está com data marcada para retornar e aproveitou o evento para fazer contato com representantes da Mayekawa. “Ao chegar lá vou procurar o departamento de recursos humanos da filial mais próxima de minha cidade”, diz entusiasmado.
Os amigos Luan Suehara e André Sakakibara trabalham e fazem arubaitos, mas gostariam de ter um emprego melhor onde consigam utilizar na prática o que aprenderam nos bancos escolares. “Além disso, não queremos trabalho temporário, queremos algo fixo”, diz Sakibara. Em busca do mesmo objetivo Diego Kian desistiu do serviço para se dedicar somente aos estudos da língua japonesa. “Parei para só estudar por enquanto e tentar algo melhor. Ficar só na fábrica não adianta”, observa.
Fonte: IPC Digital

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Curso promove treinamento no setor de serviços para brasileiros

Os participantes estarão aptos para atender clientes japoneses em lojas de conveniência, restaurantes, cafés, supermercados, entre outros estabelecimentos
Neste período de instabilidade econômica no país e constantes oscilações na produção da indústria cresce a cada dia o número de interessados por outros setores que oferecem empregos mais estáveis. Visando dar a oportunidade para brasileiros trabalharem em outras atividades e não dependerem apenas do setor industrial, o Centro de Capacitação, Treinamento e Integração para Nikkeis (CCTI), realiza em Nagoya, Aichi, curso profissionalizante para atendentes, recepcionistas, vendedores e auxiliar de escritório para empresas japonesas.
O curso é oferecido através do Fundo de Auxílio ao Emprego e Treinamento Emergencial (kikin kunren). Segundo o representante da CCTI Cláudio Akiyama, o objetivo da implantação é proporcionar aos brasileiros que pretendem continuar no Japão aprender a lidar com o público e interagir na sociedade. “Há muitas famílias que pretendem ficar definitivamente aqui e viver dependendo somente da fábrica na situação atual é difícil”, afirma.
Com o treinamento os formandos estarão aptos para atenderem clientes japoneses em lojas de conveniência, restaurantes, cafés, supermercados, shopping centers, escritórios, hospitais, entre outros estabelecimentos. Para Akiyama, a iniciativa será útil também para as mães que antes não podiam se dedicar à educação dos filhos, pois, sem alternativa, precisavam trabalhar em jornada integral. “Nesses 20 anos, se as pessoas pudessem trabalhar meio período em lugares próximos de suas casas teriam acompanhado melhor o desenvolvimento dos filhos”, constata.
Serão formadas duas turmas que participarão do curso em quatro meses. A primeira começa em 11 de janeiro de 2011, e a segunda em 1º de fevereiro. Cada uma com 15 vagas. A entrevista e o treinamento acontecem na sede da CCTI no endereço Nagoya-shi, Naka-ku, Osu 3-41-17 Mionota bldg 4F. A grade curricular inclui aulas de informática com o pacote Microsoft Office, Photoshop básico, técnica em atendimento, embalagens, operação de caixa registradora, tele-atendimento, comunicação e expressão, além de reforço no idioma japonês. O curso acontece de terça a sábado das 9h30 às 16h20.
Para participar os candidatos precisam ir à agência Hello Work de sua jurisdição e informar os códigos: 22-23-03-03-0555 (primeira turma) ou 22-23-03-03-0556 (segunda turma). Os aprovados nos critérios da agência podem contar com auxílio mensal de ¥100 mil. Mais informações pelo telefone: 090-7431-72-83 (Cláudio) e 090-6087-6580 (Márcia ou Oswaldo)
Fonte: IPC Digital