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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Risco de recessão no Japão é muito grande, diz economista do governo

Há quase um consenso de mercado de que uma contração ocorrerá entre outubro e dezembro
recessão no Japão

Shinzo Abe pode estar prestes a se tornar o primeiro-ministro com mais tempo de governo no Japão, mas a terceira maior economia do mundo está sofrendo uma desaceleração, com poucos sinais de que as políticas de estímulo "Abenomics" estão ajudando a mudar a situação.

A economia japonesa cresceu à taxa mais lenta em um ano no terceiro trimestre, mostraram dados na quinta-feira, com a guerra comercial EUA-China e a fraca demanda global afetando as exportações.

Há quase um consenso de mercado de que uma contração ocorrerá entre outubro e dezembro, já que os consumidores sofrem impacto com o aumento do imposto sobre consumo em outubro e as consequências da guerra comercial aumentam.

Analistas consultados pela Reuters antes dos dados de quinta-feira esperam que a economia encolha 2,5% em outubro-dezembro e recupere apenas 0,6% no trimestre seguinte - apenas por pouco evitando uma recessão.

"O risco de o Japão sofrer recessão é muito grande", disse Kozo Yamamoto, economista do governo e arquiteto da Abenomics.

A questão é: quem pode ajudar o Japão a evitar isso?

O Banco do Japão (BOJ) está atingindo os limites de estímulo monetário agressivo, enquanto o governo é limitado em seus gastos por causa da sua dívida, bem como pela falta de trabalhadores para realizar seus projetos de obras públicas.

Os gastos de capital podem desacelerar após os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, enquanto o governo tem lutado para fazer progresso nas reformas estruturais.

Yamamoto sugeriu que a resposta pode estar em mais gastos do governo.

"O governo precisa emitir mais títulos para gastos, que o BOJ pode devorar", disse ele, acrescentando que Abe precisa compilar um orçamento suplementar de pelo menos 5 trilhões de ienes (US$ 46 bilhões).

Mas anos e anos de gastos fiscais pesados ​​e impressão de dinheiro do banco central falharam em elevar a inflação para a meta de 2% do BOJ e, em vez disso, deixaram os formuladores de políticas com poucos meios eficazes para combater a próxima recessão.

Desde que Abe chegou ao poder no final de 2012, as três “flechas” da Abenomics que ele descreveu no ano seguinte - flexibilização monetária, gastos fiscais e reformas estruturais - ajudaram o produto interno bruto trimestral a crescer 8,6%, com base nos dados de julho a setembro. Os exportadores registraram lucros extraordinários por meio de um iene fraco, e no ano passado os preços das ações atingiram uma alta de 27 anos.

Mas esses efeitos acabaram.

O BOJ manteve a política estável no mês passado, apesar dos riscos crescentes do exterior, e o presidente Haruhiko Kuroda diz que, embora o banco central facilite a política, se necessário, deve estar atento ao aumento do custo de flexibilização prolongada, como o impacto nos lucros bancários.

"O BOJ já está fazendo uma flexibilização monetária massiva", disse um funcionário familiarizado com o pensamento do banco. "O obstáculo para estímulos adicionais é bastante alto."

Os críticos da Abenomics dizem que o governo passou anos tentando refletir a economia com política monetária não convencional, apenas para se dedicar às reformas do mercado de trabalho e medidas necessárias para aumentar a competitividade do Japão em inovação técnica.

"O Japão mergulhou em políticas macroeconômicas à moda antiga, em vez de tentar se adaptar às rápidas mudanças no ambiente global", disse Kouhei Ohtsuka, ex-funcionário do BOJ que agora é membro de um partido de oposição.

Ele é particularmente cauteloso em relação ao fato de o BOJ imprimir ainda mais dinheiro para adquirir títulos do governo, repetindo as políticas aparentemente ineficazes das últimas décadas.

“O BOJ costumava disparar sua bazuca anos atrás. Agora são apenas disparos em branco."
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Japão pedirá às empresas para manter funcionários trabalhando até os 70 anos

Trata-se de uma medida para lidar com a escassez de mão de obra
 empresas no Japão

O governo japonês informou na quarta-feira que vai pedir às empresas para manter funcionários trabalhando até os 70 anos, como parte das medidas para lidar com uma grave escassez de mão de obra em meio ao rápido envelhecimento da população.

Segundo a agência de notícias Kyodo, o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe também planeja pedir às empresas que forneçam apoio aos funcionários aposentados para encontrar novos empregos, montar seus próprios negócios ou trabalhar como colaboradores.

Muitas empresas no Japão definiram a idade de 60 anos para a aposentadoria, mas os funcionários têm permissão legal para trabalhar até os 65 anos se desejarem e os empregadores são obrigados a recontratá-los.

"É necessário fornecer uma variedade de opções para utilizar os experientes trabalhadores idosos", disse Abe em uma reunião para discutir as futuras políticas de crescimento.

O governo planeja apresentar um projeto de lei ao Parlamento no próximo ano para revisar as leis relacionadas, disse Abe, mas não haverá penalidades neste estágio se as empresas não cumprirem as medidas.

Garantir uma força de trabalho adequada também é importante para obter fundos para atender aos crescentes custos de seguridade social de uma sociedade que está envelhecendo.

Uma em cada três pessoas no Japão deverá ter 65 anos ou mais em 2025, mostraram dados do governo.

O Japão já introduziu uma série de medidas para compensar o déficit de mão de obra, como atrair mais estrangeiros e promover a participação das mulheres no mercado de trabalho.

Ainda assim, a previsão é de que o país enfrente uma escassez de 6,44 milhões de trabalhadores em 2030, de acordo com uma estimativa da Persol Research and Consulting e da Universidade Chuo.

Entre os 66,64 milhões de trabalhadores com mais de 15 anos no ano passado, 8,62 milhões, ou 13%, tinham 65 anos ou mais, segundo o governo.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Japão corta imposto corporativo para incentivar o aumento de salários

O primeiro-ministro Shinzo Abe prometeu reduzir a taxa para abaixo de 30 por cento nos próximos anos

imposto corporativoA coalizão governante do Japão aprovou um plano de reforma tributária que irá cortar impostos corporativos a partir de abril e que promete mais reduções nos próximos anos em uma tentativa do primeiro-ministro Shinzo Abe de aumentar a rentabilidade e impulsionar o crescimento econômico.

O plano aprovado na semana passada pelo Partido Liberal Democrata de Abe e seu parceiro de coalizão Komeito reduzirá a taxa de imposto corporativo efetivo geral em 2,51 pontos percentuais, para 32,1 por cento, a partir de abril, e para 31,3 por cento no ano seguinte.

Abe prometeu em junho reduzir a taxa de imposto corporativo para abaixo de 30 por cento nos próximos anos com o objetivo de ajudar a tirar o Japão de quase duas décadas de deflação. Neste ano, ele eliminou uma taxação sobre as empresas adotada em 2012 para ajudar a financiar o alívio a desastres.

Takeshi Noda, presidente do Conselho do painel de impostos do partido de Abe, estimou que o corte de impostos corporativos representará cerca de 400 bilhões de ienes (3,32 bilhões de dólares) ao longo dos próximos dois anos fiscais.

Abe espera que a medida encoraje as empresas a elevar salários, o que aumentaria os gastos do consumidor, e a investir parte do caixa de 1,9 trilhão de dólares detido pelas companhias fora do setor financeiro.
Fonte: Alternativa com Reuters

sábado, 18 de outubro de 2014

Gabinete do primeiro-ministro aprova lei que incentiva mulheres no mercado de trabalho

As médias e grandes empresas do Japão terão que anunciar publicamente seus planos para contratar e promover mais mulheres em seus quadros de funcionários.
O Gabinete do primeiro-ministro aprovou o projeto de lei nesta sexta-feira, dia 17 de outubro, que obriga todas as empresas com mais de 300 funcionários a estipular metas voluntárias para a promoção e incentivo de mulheres em cargos de chefia. As metas estipuladas voluntariamente por cada empresa deverão ser cumpridas dentro do prazo determinado. O projeto segue agora para o Parlamento para debate.

A legislação proposta pelo primeiro-ministro Shinzo Abe tenta aumentar a participação das mulheres na força de trabalho para compensar o declínio da população considerada ativa. Abe convidou várias personalidades e lideranças femininas do mundo todo no mês passado para uma conferência e nomeou cinco mulheres para seu Gabinete, em setembro. Sua administração se comprometeu em aumentar o número de mulheres em cargos de liderança, dos atuais 10%, para 30% até 2020.
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Pesquisa mostra que empresas estão otimistas para 2015 apesar de queda nas vendas

Zona industrial de KeihinO plano no primeiro-ministro Shinzo Abe de elevar o imposto sobre o consumo e inundar o mercado com crédito para impulsionar a economia japonesa parece ter falhado, pelo menos por enquanto. Dados revelados recentemente por empresas varejistas, como o Aeon Group, mostra uma forte queda nas vendas desde que o Abenomics foi implantado.

Uma pesquisa divulgada no dia 11 de setembro pelo Ministério das Finanças do Japão revelou que, de modo geral, as empresas estão com a intenção de aderir ao novo modelo econômico e planejam aumentar os investimentos no ano fiscal que começa em Abril de 2015.

As empresas prevêem um aumento de 5,7% nos gastos planejados referentes ao ano fiscal de 2015. Na pesquisa feita em junho, essa mesma previsão era de 4,7%, o que mostra um aumento no otimismo em relação ao próximo ano. A pesquisa foi publicada um dia depois de outro dado importante ser divulgado, que mostra que as encomendas de máquinas para a industria aumentaram pelo segundo mês consecutivo. O aumento das encomendas de novos maquinários é um indicativo de que as empresas planejam produzir mais.
Fonte: IPC Digital  | foto: YFs waiz / Flickr

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Japão vai aceitar trabalhadores domésticos estrangeiros

Abe quer mais mulheres trabalhando no país

trabalhadores domésticosO Governo do Japão decidiu ativar um plano que permitirá a contratação de estrangeiros para serviços domésticos, uma medida destinada a potenciar uma maior integração da mulher japonesa no mercado laboral do país asiático.

A legislação necessária poderá ser aprovada no outono, explicaram fontes ligadas ao processo citadas pela agência Kyodo.

O plano permitirá a contratação de não japoneses para a realização de tarefas de limpeza e assistência a crianças e idosos em Tóquio e em outras seis áreas econômicas especiais designadas no plano de reformas estruturais impulsionado pelo primeiro-ministro Shinzo Abe, e que poderá ser, depois, estendido a todo o país.

Atualmente a legislação japonesa não permite que a população contrate estrangeiros para este setor, apenas os diplomatas ou trabalhadores considerados altamente qualificados possuem esse direito, um grupo que não será superior a 1.200 pessoas segundo os últimos dados do Ministério da Justiça.

Com os números de trabalhadores domésticos muito elevados em relação a outros países, muitas vezes a mulher é obrigada a abandonar o emprego para tomar conta dos filhos e de familiares dependentes pelo que a medida poderá reintegrar no mercado laboral 2,2 milhões de mulheres.

O Japão é um dos países desenvolvidos com uma baixa taxa de emigração -- menos de 2% da população -- e onde existe maior desigualdade no mercado laboral.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sindicatos da Toyota buscarão primeiro aumento salarial em cinco anos

Outras centrais poderão seguir o exemplo

Sindicatos da Toyota buscarão primeiro aumento salarial em cinco anosA Federação dos Sindicatos de Toyota vai instruir os seus membros, pela primeira vez em cinco anos, para buscar um aumento salarial nas negociações com a empresa que começarão na próxima primavera, informou agência Reuters.

A iniciativa dos sindicatos da montadora, será a primeira de uma grande central de trabalhadores no país, poderá marcar o caminho para que outros grupos solicitem um reajuste nas renumerações.

A depreciação do iene, impulsionado por uma política econômica agressiva implementada pelo primeiro-ministro Shinzo Abe, tem fortalecido a renda dos grandes exportadores japoneses.

Abe pediu para as empresas do país para aumentar os salários dos seus trabalhadores para impulsionar o consumo doméstico e derrotar a deflação que já dura quinze anos no país.

No entanto, as empresas estão mantendo certa cautela a respeito. Em setembro, a receita total de assalariados no país cresceu apenas 0,1% ano a ano, segundo informações da Reuters.

A última vez que a Toyota aprovou um aumento salarial foi em 2008.

Em outubro, o presidente da empresa japonesa, Akio Toyoda, disse que iria considerar a transferência de uma parte do aumento das receitas da empresa aos empregados por meio de um aumento salarial.
A Federação de Toyota reúne 321 sindicatos.
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Premiê japonês promete manter foco em economia após vitória em eleição

Vitória para o Senado no domingo cimentou o poder de Shinzo Abe no país.
Ele enfatizou que sua prioridade continua sendo o programa 'Abenomics'.

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe fala durante uma conferência de imprensa na sede da LDP em Tóquio nesta segunda-feira (22) (Foto: Yoshikazu TSUNO/ AFP)O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, fortalecido pela vitória na eleição do fim de semana, prometeu nesta segunda-feira (22) permanecer focado em reanimar a economia e buscou conter suspeitas de que ele possa mudar a ênfase para sua agenda nacionalista.

A vitória na eleição para o Senado no domingo cimentou o poder de Abe e lhe deu um mandato mais forte para sua prescrição de reanimar a terceira maior economia do mundo.

Ao mesmo tempo, isso poderia dar aos parlamentares de seu Partido Democrático Liberal, alguns com pouco apetite para reformas dolorosas porém vitais, mais poder para resistir à mudança.

"Se recuarmos as reformas e retornarmos ao velho Partido Democrático Liberal, perderemos a confiança do povo", disse Abe em entrevista à imprensa nesta segunda-feira.

Ele enfatizou que sua prioridade continua sendo avançar com o programa conhecido como "Abenomics" de política monetária ultrafrouxa, gastos do governo e reforma econômica, descrevendo-o como a base para outras metas de política.

"Não é fácil superar 15 anos de deflação", disse Abe. "É um projeto histórico. Vamos nos concentrar nisso. Não conseguiremos fortalecer a base financeira para securidade social sem uma economia forte. O mesmo se dá para segurança e diplomacia."

O partido de Abe e seu parceiro de coalizão, Novo Komeito, conquistou 76 dos 121 assentos em disputa. Junto com os assentos que não participaram da eleição, o bloco tem agora 135 assentos no Senado formado por 242.

A vitória também levanta chances de haver um líder japonês de longo prazo pela primeira vez desde que acabou o raro mandato de cinco anos do reformista Junichiro Koizumi em 2006.

Também acaba com um impasse parlamentar que começou em 2007, quando Abe, então em seu primeiro mandato como premiê, levou seu partido a uma humilhante derrota no Senado que mais tarde o forçou a renunciar.

Desde que Abe voltou ao poder com uma grande vitória em dezembro na Câmara, alguns --incluindo empresários japoneses com grande participação no assunto --preocupam-se que o líder vá mudar o foco para a agenda conservadora que há tempos tem sido o centro de sua ideologia.

Essa agenda inclui a revisão da Constituição pacifista pós-guerra, fortalecimento da postura de defesa do Japão e revisão da história dos tempos de guerra com um tom menos apologético.
Fonte: G1 com Reuters

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Nova medida de inflação no Japão pode elevar pressão ao BOJ

O primeiro-ministro Shinzo Abe obteve uma vitória sobre a queda de preços de quase duas décadas, umas das principais promessas políticas

Enquanto o banco central tem como meta um aumento anual de 2% no principal índice de preços ao consumidor, o governo planeja usar um outro índice, que também exclui os custos de energiaO governo japonês planeja adotar uma medida diferente de inflação para o banco central, disse um funcionário à Reuters, em um movimento que pode significar em mais tempo para que o Japão se veja livre da deflação.

O primeiro-ministro Shinzo Abe obteve uma vitória sobre a queda de preços de quase duas décadas, umas das principais promessas políticas. Seu pacote "Abenomics" de gastos do governo e medidas por parte do Banco do Japão (BOJ) enviou os preços das ações a uma forte alta e o iene ao menor nível este ano.

Enquanto o banco central tem como meta um aumento anual de 2 por cento no principal índice de preços ao consumidor, que exclui os preços voláteis de alimentos frescos, o governo planeja usar um outro índice, que também exclui os custos de energia.

A mudança eleva efetivamente o nível da meta de inflação de Abe, já que significa que os preços mais elevados da energia seriam retirado da equação.

O representante, que estava envolvido na decisão de mudar para o índice, disse que a mudança foi feita para ajudar a garantir que a terceira maior economia do mundo realmente interrompa o ciclo de deflação.

"A menos que tenhamos um aumento não temporário de preços, isso (a deflação) não irá se reverter, não poderemos dizer que já escapamos da deflação", disse o funcionário sob condição de anonimato.

A mudança poderia resultar em mais pressão sobre o banco central para continuar colocando dinheiro no mercado conforme a meta de inflação torna-se mais difícil de alcançar.
Fonte: Exame com Reuters