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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Fábricas substituem trabalho noturno por máquinas e mudam rotina de funcionários

Automação permite que fábricas operem durante a madrugada sem funcionários, abrindo espaço para melhores condições de trabalho e novas contratações

trabalho noturno
Empresas do setor industrial no Japão estão avançando na eliminação dos turnos de trabalho durante a madrugada por meio da automação das fábricas.

Em Toyama (província homônima), fabricantes estão investindo em equipamentos capazes de manter linhas de produção funcionando sem trabalhadores durante a noite.

A iniciativa busca não apenas reduzir o desgaste físico dos funcionários, mas também melhorar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e facilitar a contratação de trabalhadores em um momento de escassez de mão de obra no Japão.

Uma das pioneiras é a CK San-Etsu, fabricante de produtos de cobre com sede em Takaoka (Toyama), que começou a trabalhar na implantação do chamado modelo de “fábrica sem turno noturno” em 2016.

Automação substitui funcionários durante a madrugada
O primeiro projeto foi implementado em uma fábrica da Riken CKJV, empresa do grupo que produz conexões de ferro utilizadas em tubulações de água.

Anteriormente, os fornos utilizados para aquecer os materiais funcionavam 24 horas por dia, exigindo um sistema de três turnos.

Com a instalação de equipamentos automáticos de transporte e câmeras de monitoramento remoto, tornou-se possível manter parte da operação sem funcionários durante a noite.

Com a mudança, o horário de trabalho passou a ser, em princípio, das 8h às 17h, eliminando o turno da madrugada.

A experiência levou o grupo a ampliar os investimentos. Atualmente, 8 das 9 fábricas da CK San-Etsu já operam sem trabalho noturno.

A última unidade, onde quatro funcionários ainda trabalham durante a madrugada, passa por ampliação e deverá eliminar esse turno até julho de 2027.

Funcionários inicialmente temiam perda de renda
O presidente da empresa, Hiroyuki Tsuritani, que já trabalhou em turno noturno, afirmou que a experiência provocava sensação semelhante a um forte fuso horário, dificultando a concentração e causando mal-estar.

Segundo ele, trabalhar de madrugada também tornava mais difícil lidar com problemas nas fábricas, já que havia menos funcionários disponíveis durante esse período.

No início, alguns trabalhadores se opuseram à mudança porque perderiam o adicional pago pelo trabalho noturno. Depois da implantação do novo sistema, porém, começaram a surgir avaliações positivas.

Entre os comentários dos funcionários estavam relatos como “meu corpo ficou menos cansado” e “passei a ter mais tempo com minha família”.

Um funcionário de 44 anos da Riken CKJV afirmou que passou a conseguir voltar para casa enquanto os familiares ainda estavam acordados.

Ao mesmo tempo, os investimentos em equipamentos elevaram a produtividade e os lucros da empresa. Segundo a direção, parte dos resultados foi devolvida aos trabalhadores por meio de aumento de bônus e melhoria dos níveis salariais.

YKK AP também automatiza linha em Toyama
A YKK AP, uma das principais fabricantes de materiais para construção do Japão, também começou a reduzir o trabalho noturno em suas instalações.

No ano fiscal de 2025, a empresa automatizou durante a madrugada uma linha de montagem de fechaduras para janelas na fábrica Kurobe Ogoshi, localizada em Kurobe (Toyama).

Antes da mudança, um funcionário precisava permanecer no local durante a noite para realizar tarefas como o abastecimento de peças.

A empresa instalou robôs industriais adaptados à linha de montagem, permitindo que o processo funcionasse sem a presença permanente de trabalhadores.

Segundo a YKK AP, essa foi a primeira fábrica da empresa no Japão a implantar esse tipo de operação noturna sem funcionários em uma linha de produção.

Além de aumentar a produtividade, a medida também reduziu o esforço físico dos trabalhadores.

O diretor da fábrica, Takaaki Omote, afirmou que criar um ambiente de trabalho mais confortável se tornou especialmente importante diante da crescente dificuldade para contratar funcionários.

Fim do turno noturno pode ampliar oportunidades de emprego
Hiromi Murata, diretora do Global Center do Recruit Works Institute, aponta que a tendência é impulsionada pela falta de trabalhadores, pelo avanço da tecnologia e pela redução do custo de equipamentos de automação.

A eliminação do turno noturno também pode facilitar a contratação de pessoas que tradicionalmente têm dificuldade para trabalhar de madrugada, como mulheres com filhos pequenos e trabalhadores mais idosos.

Por outro lado, a especialista alerta que a mudança exige investimentos significativos em equipamentos, o que pode representar uma barreira para empresas com menor capacidade financeira.

Além disso, como os funcionários podem perder temporariamente adicionais pagos pelo turno da noite, as empresas precisam explicar adequadamente as mudanças e buscar formas de compensação.

Apesar dos desafios, Murata avalia que a adoção desse modelo pode ajudar não apenas na contratação de trabalhadores, mas também a fortalecer a imagem das empresas como empregadores modernos e com melhores condições de trabalho.
Fonte: Portal Mie com Yomiuri Shimbun

segunda-feira, 30 de março de 2026

Toyota anuncia suspensão de 5 linhas de produção em quatro plantas

A montadora Toyota já havia anunciado a redução de produção em abril e agora detalhou quais são as linhas alvo de suspensão das operações

Toyota
A Toyota Motor anunciou a suspensão de operações em algumas de suas plantas em abril, alinhada com seu plano de reduzir a produção de veículos exportados para o Oriente Médio.

Segundo o anúncio de sexta-feira (27), a redução de aproximadamente 24 mil unidades de veículos em abril se deve ao conflito no Irã, com impedimento de passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.

Assim, em um período de, no máximo, 5 dias, a produção será suspensa em 4 fábricas:

  • Uma linha da planta de Tsutsumi, cidade de Toyota (Aichi)
  • Duas linhas da planta de Yoshiwara da Toyota Auto Body, cidade de Toyota
  • Uma linha da planta de Fujimatsu da Toyota Auto Body, cidade de Kariya (Aichi)
  • Uma linha da planta de Gifu da Toyota Auto Body, cidade de Kakamigahara

Essas são as linhas de produção de veículos como Camry e o popular modelo no Oriente Médio, o SUV Land Cruiser.
Fonte: Portal Mie com Nagoya TV e Chunichi

quarta-feira, 12 de março de 2025

Nissan manterá 5 plantas do Japão, mas otimizará linhas de produção

As prefeituras onde a Nissan tem planta estão aliviadas pelo anúncio de não fechá-las, embora necessite reestruturar a empresa

Nissan
A Nissan Motor, que atualmente está passando por uma reestruturação empresarial, decidiu manter as 5 plantas domésticas (Japão), incluindo a de Tochigi.

Como o fechamento de uma planta teria um grande impacto econômico, especialmente na questão do emprego, a montadora planeja otimizar as linhas de produção para a redução de custos.

As 5 plantas da Nissan ficam em Hiratsuka e Yokosuka (Kanagawa), em Kaminokawa (Tochigi), Kanda (Fukuoka) e mais uma em Kyushu.

O desempenho da Nissan piorou porque as vendas nos Estados Unidos e na China estão fracas. Em novembro do ano passado, a montadora anunciou medidas de racionalização, incluindo o corte de 9 mil empregados em todo o mundo e a redução da capacidade de produção em 20%.

No mês passado, a montadora anunciou planos para fechar 3 fábricas, incluindo uma na Tailândia, mas não divulgou detalhes sobre os outros dois locais.

As medidas específicas de racionalização serão discutidas juntamente com a nova estrutura de gestão e deverão ser anunciadas em breve.

“Como cidade, somos gratos pelo apoio que recebemos da fábrica por tanto tempo, e estamos aliviados que ela permanecerá. Pretendemos continuar a fornecer nossa cooperação total no futuro”, disse o prefeito de Kaminokawa para a Tochigi TV.
Fonte: Portal Mie com Tochigi TV 

sábado, 17 de dezembro de 2016

Lucro da divisão de chips da Toshiba deve superar estimativas, diz executivo

A empresa tem apostado em uma forte performance em semicondutores
Toshiba

A Toshiba espera que a divisão de chips e dispositivos da empresa, a maior angariadora de lucros, supere a estimativa anual de ganhos devido à taxas monetárias favoráveis e forte demanda por chips de memória flash, disse à Reuters o chefe da divisão.

O conglomerado tem apostado em uma forte performance em semicondutores, conforme busca se recuperar após um escândalo contábil de 1,3 bilhão de dólares no ano passado. A empresa é a segunda maior fabricante de chips de memória flash NAND, depois da gigante de tecnologia Samsung Electronics.

"É altamente provável que o lucro da divisão supere as estimativas atuais", disse o vice-presidente-executivo sênior Yasuo Naruke, responsável pela divisão, em entrevista à Reuters na sexta-feira.

A Toshiba estimou no mês passado que a divisão irá gerar um lucro operacional de 130 bilhões de ienes (equivalentes a 1,1 bilhão de dólares) no ano fiscal encerrado em março. O valor corresponde à maior parte do lucro geral da empresa, estimado em 180 bilhões de ienes.

O iene recuou 11 por cento ante o dólar desde a eleição de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos, impulsionando os ganhos dos exportadores japoneses. Os pedidos de chips de memória flash NAND de fabricantes de smartphones da China também aumentaram.

Naruke também disse que a Toshiba espera investir cerca de 1 trilhão de ienes em seu negócio de chips de memória flash nos próximos três anos a partir de abril de 2019, uma alta ante os 860 bilhões de ienes previstos para os três anos anteriores.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Toyota diz ter suspendido operações no Japão por neve

Pesada nevasca no leste do país interrompeu cadeia de fornecimento de peças

Toyota MotorsA Toyota Motor Corp disse nesta segunda-feira que suspendeu as operações em quatro fábricas na região central do Japão após uma pesada nevasca no leste do país ter interrompido sua cadeia de fornecimento de peças.

A Toyota suspendeu as operações na fábrica de Takaoka, onde fabrica veículos como o Corolla, na unidade de Tsutsumi, onde produz o Prius e outros carros, na unidade de Motomachi, onde fabrica o Crown e outros veículos, e na fábrica de Tahara, onde faz o Lexus LS entre outros carros, disse o porta-voz Ryo Sakai.

Todas as plantas estão localizadas perto da sede da Toyota em Aichi, na região do Japão central.

A empresa ainda não decidiu quando vai retomar as operações nas usinas, disse Sakai.
Fonte: Exame com Reuters

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Fábrica de Iwata chama de volta trabalhadores dispensados

Nova linha de aparelho celular aumenta a produção, mas alguns terceirizados preferem sair
A empresa Asty Corporation, de Iwata (Shizuoka) que havia dispensado no final de dezembro os trabalhadores por empreiteiras, voltou atrás e nesta segunda-feira (17) decidiu manter o pessoal. O motivo alegado é a fabricação de um novo modelo de celular. A Asty fornece placas de circuitos de aparelhos celulares para a Panasonic. Das quatro empreiteiras que fornecem mão de obra para a Asty, três haviam confirmado o corte e uma preferiu não se manifestar.
Nesse final de semana, tiveram que reconversar com os funcionários para decidir se ficam ou se desligam da Asty. Entre brasileiros, peruanos, filipinos, bolivianos, paraguaios e japoneses, pelo menos 140 trabalhadores iriam perder o emprego.
Segundo o tantosha Edson, da Staff Support, que terceiriza 20 funcionárias na Asty, durante o período de aviso prévio em janeiro, combinou de recolocar cinco brasileiras para trabalhar em Nagano. “O salário será maior, pois poucas pessoas querem ir para lá devido à neve”, afirma. “E também recolocamos sete funcionárias para trabalhar na mesma região de Iwata, então ficarão na Asty somente oito funcionárias”.
Para Edson, atualmente, as empresas no Japão não sabem como vai ficar a situação econômica no próximo mês e os trabalhadores “traumatizados”, a qualquer rumor de corte, já procuram por novo emprego. “Os mais antigos confiam na gente e já conhecem os altos e baixos da Asty, então quando pedimos para ficar, eles ficam, porém os mais novatos já vão pulando fora”. Na sexta-feira (14), os líderes de seção da Asty se reuniram com os trabalhadores da empreiteira Iwarex e formalizaram o pedido para que continuassem trabalhando na empresa.
Dos 60 terceirizados da Iwarex, o tantosha Carlos calcula que 20 vão buscar novas colocações. “Os altos e baixos da Asty causam muita insegurança nos funcionários e eles preferem procurar outros empregos”, afirma. “Corte de funcionários sempre aconteceu, mas desta vez foi maior porque envolveu as quatro empreiteiras. Até o final de dezembro, a previsão de produção era baixa, mas neste início de ano houve um replanejamento e a situação mudou. Falaram em produção até o mês de março, mas isso também não se pode afirmar com certeza”, esclarece.
“A Asty achou que não haveria serviço tão cedo, mas como surgiu essa nova linha de celular, pediram para manter os funcionários”, explica o tantosha Marcelo, da empreiteira Kakushin Kougyo que terceiriza 60 funcionários na Asty. Entre esse pessoal, cerca de 20 buscaram novas colocações devido à instabilidade da Asty, informa o tantosha.
“O pessoal fica feliz por manter o emprego, mas ao mesmo tempo fica aquela dúvida, se vai continuar ou procura nova vaga”, afirma. “Recolocamos em fábricas em Fukuroi, Kakegawa, Yoshida, Fuji e vamos manter nosso acordo com eles, não tem com voltar atrás, então ficaremos com 40 funcionários na Asty”. Por enquanto a Kakushin vai seguir dessa forma, mas existe a possibilidade de abrir novas vagas a partir de março.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Fábrica em Iwata corta trabalhadores de empreiteiras

Queda de produção de aparelhos celulares é o motivo alegado para as demissões
Das quatro empreiteiras que colocam funcionários na Asty Corporation, três confirmaram na sexta-feira (14) o corte do pessoal até o final de janeiro. Entre brasileiros, peruanos, filipinos e japoneses, pelo menos 140 trabalhadores perderão o emprego.
Localizada em Iwata (Shizuoka) a Asty fornece placas de circuitos de aparelhos celulares para a Panasonic. Segundo as empreiteiras, a fabricante comunicou o corte do pessoal em dezembro.
A empreiteira Staff Support tem 20 funcionários na Asty, a maioria brasileiros. No final de dezembro, os tantoshas (encarregados) foram na casa deles para explicar a situação e os direitos ao seguro desemprego e férias remuneradas. “Estamos remanejando o pessoal para outras fábricas, pois temos serviços em região próxima, em Miyakoda, Ogasa e temos também em Nagano que paga ¥ 1.100/hora com três horas extras”, informa o tantosha Edson. “Mas alguns deles estão preferindo receber o seguro desemprego, porque não querem mudar de cidade”.
Segundo Edson, a Asty sempre trabalhou com altas e baixas de produção, porque aparelho celular sempre renova o modelo. Porém, desta vez, além da atual crise financeira, há também a questão tecnológica. “Hoje no mercado nacional, quantas pessoas utilizam aparelho celular da Panasonic?”, questiona. “A maioria quer um smartphone, um Android, um iPhone, então a venda caiu muito”.
Segundo o tantosha, houve uma época de bons salários na Asty com muitas horas extras. “Tivemos funcionárias que recebiam ¥ 280 a ¥ 300 mil por mês. Hoje o valor médio está entre ¥ 900 a ¥ 950 por hora. Mas também tivemos uma funcionária que trabalhava sem horas extras e no espaço de um ano economizou ¥ 1 milhão. Então a pessoa que tem um objetivo, consegue fazer suas economias não importa em quais condições”, avalia. “O Japão de hoje não é o de 14 anos atrás. Os planos que levavam cinco anos para concretizar, hoje levam 10 anos”.

Outras empreiteiras
A empreiteira Kakushin Kougyou confirmou o corte de 60 funcionários. Segundo o tantosha Marcelo, os funcionários foram chamados, cinco a cinco, ao escritório para receber a explicação sobre o corte. “O pessoal que concordar em mudar, temos encontrado nova colocação em outras cidades. Conseguimos recolocar 28 até o momento e esperamos repor mais 15. Para aqueles que não conseguirem recolocação, vamos encaminhá-los para o Seguro Desemprego. Algumas famílias não querem mudar de cidade porque tem criança que já acostumou na escola do bairro onde vivem, outros adquiriram casas. Enfim, eles entenderam que o serviço acabou mesmo, houve queda de produção”.
Segundo Marcelo, na recolocação, a média de perda salarial será de ¥ 50. “Para o pessoal mais antigo, mantivemos o valor de ¥ 1.100 a ¥ 1.200/hora, mas para os mais recentes baixou para ¥ 900 a ¥ 950/hora. Também temos serviços que pagam ¥ 1.000/hora, mas precisa de conhecimentos do idioma japonês”.
A empreiteira Iwarex confirmou a corte de 60 funcionários, os quais foram comunicados em dezembro. Segundo a tantosha Fátima, na Asty sempre teve altas e baixas de produção. “Quem conhece a Asty, sabe que sempre foi assim, não foi supresa nenhuma. Mas sempre existe uma esperança. Quem sabe entra novos pedidos de produção e eles peçam para os funcionários ficarem, pois a previsão era a queda de produção em fevereiro e aumento em março”, espera.
A empreiteira Seiwa Sangyou preferiu não prestar nenhuma declaração sobre o corte de pessoal. Segundo o tantosha Jeferson, “já trabalhamos com a Asty há oito anos e acredito que entre as quatro empreiteiras que fornecem pessoal, talvez a nossa seja a que sofreu menos cortes, então por continuarmos vinculados à Asty, é preferível não comentar nada a respeito”.
O ipcdigital foi até a Asty no horário da saída dos funcionários, mas apressados para pegar a condução do mukae, preferiram não comentar nada. Apenas uma funcionária brasileira confirmou que vai trabalhar até o dia 29.
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Governo prevê crescimento da produção nas fábricas

Apesar da queda de 1,8% em outubro, pesquisa feita nas fábricas prevê alta na produção até o final do ano
Apesar da queda na produção japonesa em outubro, o governo prevê crescimento para novembro e dezembro, informou na terça-feira (30), o ministério da Economia, Indústria e Comércio (MIT).
Segundo o ministério, pesquisa feita com a indústria manufatureira japonesa prevê alta na produção industrial de 1,4% em novembro e 1,5% em dezembro.
A produção caiu 1,8% em outubro se comparada a setembro. Mas a queda foi menor que os 3,3% previstos, já que os analistas deram um peso maior para o desaquecimento das exportações.
As indústrias que mais contribuíram para a queda foram as de equipamentos para transporte e material eletrônico. Por produtos, houve queda na produção de veículos e telefones celulares.
O índice de investimentos industriais caiu 1,5% até 96,1 pontos se comparado a base 100 definida em 2005. Já os pedidos de entregas da indústria recuaram 2,7% chegando a 92,6 pontos.
Esses índices medem o possível ritmo nas fábricas e é um dado chave para antecipar a marcha da economia japonesa, que é altamente dependente do setor manufatureiro e de serviços.
O pacote econômico de 4,4 trilhões de ienes aprovado pelo Parlamento seria um dos incentivadores da previsão de alta.
Fonte: IPC Digital