sexta-feira, 1 de março de 2019
Taxa de desemprego sobe no Japão; mulheres buscam trabalho melhor
A taxa de desemprego no Japão subiu para 2,5 por cento em janeiro, refletindo o aumento no número de mulheres que deixaram seus empregos para buscar melhores posições em meio ao mercado de trabalho mais apertado em décadas, mostraram dados do governo nesta sexta-feira.
A taxa de desemprego subiu 0,1 ponto percentual em relação a dezembro, o primeiro aumento em dois meses, embora tenha ficado em torno do nível mais baixo em 26 anos, de acordo com o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações.
A taxa de disponibilidade de emprego ficou em 1,63, mantendo-se estável em relação a dezembro, segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar. A proporção significa que havia 163 vagas para cada 100 candidatos a emprego.
"A taxa de desemprego em janeiro subiu, mas não há mudança na tendência de melhoria contínua das condições de trabalho", disse um funcionário do ministério a repórteres.
Cerca de 750 mil pessoas optaram por deixar o emprego durante o mês de referência, um aumento de 10 mil em relação ao ano anterior. E 390 mil trabalhadores foram demitidos, um aumento de 20 mil.
O desemprego entre os homens ficou estável em 2,5 por cento, enquanto que entre as mulheres subiu 0,3 ponto percentual, para 2,5 por cento. O número de desempregados, ajustado sazonalmente, ficou em 1,72 milhão, um aumento de 80 mil em relação ao mês anterior.
Fonte: Alternativa com Reuters
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
Evento para yonseis e interessados em trabalhar no Japão
Uma oportunidade irá acontecer na cidade de São Paulo, especialmente para interessados em trabalhar no Japão, principalmente para yonseis que vivem no Brasil.
Principais temas:
- Contratação de yonseis com o novo visto de atividades específicas para trabalhar no Japão.
- Explicações das obrigações da empreiteira para com os yonseis.
- Orientação sobre como proceder para tirar o visto no Brasil.
- Orientação para como tirar a elegibilidade no Japão.
- Explicações sobre quem é o tutor, quem pode se habilitar.
- No mesmo evento, serão colhidas assinaturas para serem enviadas para autoridades solicitando a flexibilização das regras para yonsei.
Data: 20 de novembro de 2018, das 10h às 17h
Local: Associação Nipo-brasileira dos Clubes de Anciões do Brasil
Endereço: R. Dr. Siqueira Campos, 134 – Liberdade, São Paulo/SP (ao lado da estação São Joaquim)
Mapa: Clique aqui
Facebook/Messenger: facebook.com/messages/t/agenciashigoto
Observação: o local é da Associação, que segue as regras japonesas, colabore com a limpeza e a preservação.
Para descendentes de japoneses em geral, que estejam interessados em trabalhar no Japão, a Konishi Sangyo, com sede na província de Shiga, estará no dia oferecendo consultas e entrevistas para interessados em trabalhar no Japão nas regiões de Shiga, Mie, Shizuoka e Nagano.
Fonte: Portal Mie
terça-feira, 28 de agosto de 2018
Japão criará agência de imigração para lidar com o fluxo de funcionários de fora do país sob novo status
Como o Japão deve abrir as portas para operários do exterior em abril próximo, o governo decidiu modernizar o Departamento de Imigração do Ministério da Justiça em uma agência para responder a um aumento esperado no trabalho, disseram fontes do governo.
O ministério pedirá 3 bilhões de ienes para criar a agência planejada, também em abril próximo, quando o Japão começar a aceitar trabalhadores estrangeiros com um novo status de residência, cujos detalhes devem ser discutidos na Assembléia neste outono.
No que poderia ser um ponto de viragem para o mercado de trabalho do Japão, o governo espera aceitar centenas de milhares de estrangeiros para empregos em campos como cuidados de enfermagem, agricultura, construção, hotelaria, construção naval, manufatura e pesca, enquanto o país enfrenta o declínio populacional e uma escassez de mão de obra.
O número de trabalhadores estrangeiros no Japão tem crescido nos últimos anos em meio a uma crise trabalhista, dobrando para um recorde de 1,28 milhão em outubro de 2017, de 680.000 em 2012, de acordo com estatísticas compiladas pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Assistência Social.
Dos 1,28 milhões, os chineses compunham o maior grupo de 370.000 seguidos pelos vietnamitas e filipinos.
Fonte: IPC Digital
terça-feira, 13 de junho de 2017
Japão: em meio à falta de mão de obra, empresas adotam semana de 4 dias de trabalho
Em razão da grave escassez de mão de obra, várias empresas no Japão têm adotado semanas de trabalho de 4 dias e outras estão considerando a opção em uma tentativa de garantir pessoal ao oferecer maneiras mais diversas de trabalho.
Varejistas e empresas de entrega de encomendas estão liderando o caminho, com uma empresa permitindo aos seus funcionários terem outros trabalhos para ajudar a aumentar suas rendas.
Em uma típica jornada semanal de 4 dias, as pessoas trabalham 10 horas por dia, comparadas a 8 horas diariamente em uma semana de 5 dias. O novo sistema visa dar mais dias de descanso a trabalhadores que precisam cuidar de seus filhos ou outros membros da família.
Empresas que adotaram o sistema de 4 dias de trabalho
A Fast Retailing Co., a operadora da loja de roupas casuais Uniqlo, é uma das empresas que adotou uma semana de 4 dias de trabalho. O sistema é usado por um crescente número de funcionários.
A Sagawa Express Co., começou a recrutar motoristas de meia carreira sob uma semana de 4 dias de trabalho em algumas áreas do Japão.
A Yahoo Japan Corp. lançou uma semana de trabalho de 4 dias em abril, enquanto a Yamato Transport Co., empresa líder na entrega de encomendas, está discutindo se vai adotar tal sistema.
Semanas de 4 dias de trabalho ainda não receberam amplo suporte por parte de círculos de negócios
Contudo, desde janeiro de 2016, empresas que ofereceram a seus funcionários 3 ou mais dias de descanso por semana contaram por meros 5.8% de todas as companhias no Japão, de acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.
Semanas de 4 dias de trabalho ainda não receberam amplo suporte de círculos de negócios no Japão.
“Não é compatível para locais de trabalho com turnos de trabalho alternados”, disse Tetsuro Tomira, presidente da East Japan Railway Co.
“Funcionários (em nossa empresa) já são ativos em tirar folgas remuneradas. Atualmente não estamos considerando uma semana de 4 dias de trabalho”, disse um representante de uma empresa de segurança.
Sob o sistema de semana de 4 dias de trabalho, os funcionários têm mais dias de descanso, mas o salário é menor devido à redução de hora extra.
A Sagawa Express avalia que motoristas trabalhando em Tóquio sob o novo sistema ganharão cerca de ¥270.000 a ¥360.000 por mês, incluindo pagamentos de hora extra e outros benefícios, menos do que ¥300.000 a ¥430.000 para o pessoal que trabalha 5 dias por semana.
“Atualmente, o sistema de 4 dias de trabalho visa apenas funcionários que têm filhos pequenos ou que cuidam de membros idosos da família, mas a empresa planeja torná-lo disponível para todos os trabalhadores”, disse o presidente da Yahoo Japan Kentaro Kawabe.
Fonte: Portal Mie com Japan Times/Jiji
terça-feira, 6 de junho de 2017
Aumento do salário médio mensal no Japão: 275 mil ienes
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem Estar anunciou nesta terça-feira (6) os resultados da pesquisa mensal do emprego, relacionada a abril deste ano.
A pesquisa foi realizada em 33 mil locais empregadores para se chegar à média salarial de abril: 275.321 ienes. Nessa média estão incluídos o salário fixo mensal, acrescidos de bônus e horas extras. A média salarial teve um aumento de 0,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, saindo do percentual negativo depois de 2 meses consecutivos deste ano.
No entanto, o aumento de 0,5% do índice de preços ao consumidor fez com que neutralizasse o aumento do salário médio. O aumento de preço do petróleo acabou empurrando para cima os dos produtos de consumo.
Porém, o governo declarou que há uma expectativa de aumento dos salários e observará as tendências futuras, segundo a NHK.
O nível de pessoas empregadas também aumentou. O Japão contabilizou 34,791 milhões de empregados formais, com aumento de 2,9%. Os trabalhadores part time também aumentaram e somam 14,954 milhões.
Fonte: Portal Mie com NHK e Yomiuri
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Japão vai aceitar domésticas estrangeiras com remuneração de ¥2.500 por hora
A princípio, o visto será liberado em abril de 2016 somente para Kanagawa
O governo japonês vai liberar visto de permanência no país para estrangeiros (homens e mulheres) que queiram trabalhar em serviços domésticos, informou o jornal Asahi nesta quinta-feira.
A princípio, o visto de trabalho será liberado a partir de abril de 2016 somente para Kanagawa, mas o governo planeja ampliar brevemente para Osaka e outras províncias.
O trabalho inclui serviços como cozinhar, lavar roupa, limpar a casa, fazer compras e cuidar de crianças, entre outras atividades. A remuneração média no Japão para domésticas é de ¥2.500 por hora, segundo o jornal.
Antes de entrar no Japão, os estrangeiros precisam fazer um treinamento no país onde moram. Para ganhar o visto, é necessário ter experiência de mais de um ano e contrato de trabalho com alguma empresa japonesa na área de limpeza doméstica.
Treinamentos já estão sendo realizados em países como Filipinas e Vietnã em parceria com empresas japonesas que oferecem contrato de trabalho.
Algumas grandes empresas do setor, como a Duskin, estão planejando contratar estrangeiros assim que a medida entrar em vigor. Em três anos, o Japão deve receber mil trabalhadores, de acordo com o plano inicial do governo para suprir a falta de mão-de-obra.
Fonte: Alternativa
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Honda aumenta idade mínima para aposentadoria no Japão
A Honda, segunda maior montadora do Japão, anunciou que irá elevar, de 60 para 65 anos, a idade mínima para aposentadoria de seus funcionários a partir do ano fiscal de 2016, informou a agência Bloomberg.
A mudança nas regras de aposentadoria, segundo a Honda, visa alinhar o quadro de funcionários da empresa com a situação demográfica do Japão, que sofre com o envelhecimento populacional e queda na taxa de natalidade.
Com a intenção de incentivar o trabalho de funcionários com idade avançada, a empresa irá introduzir um sistema de “trabalho em casa” de tempo parcial.
A Honda é a primeira grande empresa do Japão a adotar medidas para lidar com o rápido envelhecimento de seus trabalhadores.
A idade mínima de aposentadoria em 91% das empresas japonesas com menos de 1.000 funcionários, é de 60 anos, de acordo com um levantamento do Ministério do Trabalho.
Fonte: IPC Digital
segunda-feira, 18 de maio de 2015
ETB explica como é a renovação de contrato de trabalho de funcionários temporários e terceirizados
Funcionário temporário – 契約社員 Keiyaku shain
O keiyaku shain é o funcionário com contrato pré-determinado, ou seja, data prevista para o encerramento do contrato de trabalho, havendo contratos com possibilidade de renovação.
O keiyaku shain pode ser o funcionário alocado (funcionário da empreiteira) ou funcionário que tem vínculo laboral direto com a fábrica.
A contratação do keiyaku shain é denominada yuuki koyou (contrato temporário). Se, passado o prazo de encerramento do contrato, o empregador não se manifestar, comunicando se fará ou não a renovação do contrato, e o funcionário continuar trabalhando, o vínculo se torna por tempo indeterminado.
No dia 1 de abril de 2013 entrou em vigor a lei que permite ao trabalhador que tiver vínculo empregatício com a empresa por tempo determinado solicitar a mudança para contrato por tempo indeterminado, após 5 anos de renovações consecutivas (não pode haver um espaço de tempo maior que 6 meses entre as renovações).
A contagem dos 5 anos de trabalho, para solicitação de mudança de contrato, não pode ser retroativa, anterior à publicação da lei, devendo a contagem iniciar-se a partir dessa data.
Exemplos :
• Nos casos em que o contrato é renovado anualmente:
A solicitação da mudança do contrato de trabalho para tempo indeterminado pode ser feita no ato da 6ª renovação ou durante o 6º contrato de trabalho. O funcionário iniciará o contrato por tempo indeterminado após o cumprimento do 6º contrato de trabalho.
Ou seja, a partir do 7º contrato o funcionário trabalhará com contrato por tempo indeterminado. Mesmo não fazendo a solicitação da mudança do contrato durante o 6º contrato de trabalho, o trabalhador mantém o direito de solicitar a mudança nos próximos contratos, resguardando a mesma condição: cumprir o contrato atual para iniciar o contrato por tempo indeterminado na próxima renovação.
Veja aqui o modelo do contrato de trabalho
• Nos casos em que o contrato é renovado a cada 3 anos:
A solicitação da mudança do contrato de trabalho para contrato por tempo indeterminado pode ser feita na 2ª renovação ou durante o 2º contrato de trabalho. O funcionário iniciará o contrato por tempo indeterminado após o cumprimento do 2º contrato de trabalho.
Ou seja, a partir do 3º contrato o funcionário trabalhará com contrato por tempo indeterminado. Mesmo não fazendo a solicitação da mudança do contrato durante o 2º contrato de trabalho, o trabalhador mantém o direito de solicitar a mudança nos próximos contratos, resguardando a mesma condição: cumprir o contrato atual para iniciar o contrato por tempo indeterminado na renovação seguinte.
Veja aqui o modelo do contrato de trabalho
Funcionários terceirizados, alocados por empreiteiras – 派遣社員 Haken shain
Os haken shain são os funcionários enviados às empresas receptoras (fábricas, etc) em geral por empresas alocadoras de recursos humanos, mais popularmente conhecidas como empreiteiras.
Os funcionários alocados por empreiteiras podem solicitar à fábrica a contratação direta. Conforme o Artigo 40 da Lei dos Trabalhadores de Empreiteira, a fábrica pode contratar mão de obra tercerizada, para exercer o mesmo tipo serviço, por 1 ano, sendo possível a prorrogação por até 3 anos.
Após três anos, se a fábrica desejar continuar com o mesmo funcionário, será obrigada a contratá-lo diretamente, caso ele assim o deseje.
Pergunta e respostas:
Trabalho como funcionário alocado por empreiteira há 6 anos e solicitei à fábrica que me efetivasse mas não aceitaram o meu pedido. Como fazer para que eles me efetivem?
Caso a fábrica negue o pedido do trabalhador para que seja feita a contratação direta, o trabalhador pode consultar a Agência de Inspeção de Normas Trabalhistas (Kantokusho) mais próxima. Com a denúncia realizada, a Agência de Inspeção de Normas Trabalhistas (Kantokusho) contatará a empresa para que a obrigação seja cumprida.
Trabalho como intérprete em uma empresa através de empreiteira. A empresa é obrigada a me efetivar após 3 anos trabalhados?
O serviço intérprete/tradução é uma das 26 funções que não se enquadram nesta lei. No entanto, será aplicada esta lei caso o funcionário esteja trabalhando há mais de 3 anos e a empresa pretenda contratar outro profissional da área em seu lugar. Neste caso, a empresa não pode demitir o empregado e contratar outro funcionário sem perguntar-lhe se gostaria de ser efetivado.
Fonte: IPC Digital com ETB – Espaço do Trabalhador Brasileiro
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Mercado de trabalho no Japão melhora principalmente para mulheres
A taxa de desemprego no Japão caiu para 3,5% em outubro, depois de registrar 3,6% no mês anterior, com mais empresas abrindo vagas para mulheres, mostram dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicações.
O número de desocupados é de 2,34 milhões e o total de pessoas empregadas no Japão foi calculado em 63,55 milhões, ou aumento de 0,2% em relação a setembro.
Ainda segundo o governo, o total de mulheres desempregadas caiu 60 mil, chegando a 910 mil, enquanto que o número de homens desempregados aumentou em 20 mil, totalizando 1,43 milhão.
Fonte: IPC Digital
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Pesquisa revela que 71 % das grandes empresas japonesas vão melhorar as receitas dos seus trabalhadores
Melhora percepção da economia do Japão
71 % das grandes empresas japonesas estão considerando aumentar os rendimentos dos trabalhadores a partir de abril, de acordo com uma pesquisa realizada pela NHK.
Em novembro passado, a taxa foi de 44%. O aumento reflete uma melhora na percepção da comunidade empresarial japonesa sobre a recuperação econômica do país.
78% das empresas pesquisadas dizem que a economia está se recuperando (68% acham que está fazendo moderadamente).
Os 32% está considerando expandir a receita de sua força de trabalho através de incrementos, enquanto 30% avaliaram conceder bônus maiores. Apenas 9% pensa aumentar o salário básico.
Por que não aumentar o salário base? Pela incerteza sobre o futuro da economia e da falta de perspectivas claras para a melhoria dos negócios, de acordo com os entrevistados.
Cerca de 40% dos trabalhadores no Japão não são regulares (o valor inclui trabalhadores de meio período) . Já 26% avaliaram melhorar a sua situação, mas admitem que enxergam que o futuro não é otimista na pesquisa realizada pela NHK.
Fonte: IPC Digital
domingo, 13 de outubro de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Número de trabalhadores não permanentes está aumentando no Japão
As empresas do país estão optando por mão de obra de baixo custo
O governo japonês divulgou na sexta-feira, uma pesquisa realizada recentemente que as empresas do país para cortar mais despesas não estão apostando mais nas contratações de funcionários fixos.
Segundo o resultado publicado pelo jornal Nikkei, os números de trabalhadores não-permanentes está aumentando no Japão, já que as empresas estão optando pelas contratações de baixo custo para compensar a queda da população ativa.
O Ministério do Inquérito às Forças de Trabalho mostrou que a partir de 1 º de outubro de 2012, o número de empregados não regulares, incluindo os trabalhadores a tempo parcial e contratados, subiu em 44 das 47 províncias do Japão desde o último levantamento, em 2007. Empregados em tempo integral só aumentou nas províncias de Tóquio, Chiba, Shiga, e Kumamoto.
Todas as províncias do país registraram aumento no total de trabalhadores aumentou, Okinawa registrou a maior alta com 44,5%, um aumento de 3,8 pontos. Hokkaido, Kyoto e Osaka estavam logo atrás com 42,8%, 41,8% e 41,3%. A província de Fukui mesmo subindo 2,8 pontos desde o último levantamento, marcou a menor taxa de admissão de pessoas, com 32,7%.
Como a taxa de natalidade do país esta diminuinfo e a população continua envelhecendo, o número de pessoas que ocupa a população ativa (15-64 anos), caiu em todas as províncias, exceto Tóquio e Okinawa. Mas a pesquisa também mostra um dado positivio, o emprego para pessoas acima de 65 anos o aumentou em todo o país, com destaque para Kagoshima e Ehime.
"A população trabalhadora tem sido baixa, devido a estagnação econômica", disse um funcionário do ministério, referindo-se aos efeitos da crise econômica global e ao grande terremoto de 2011 que atingiu o nordeste do Japão.
Outro dado que preocupa o governo é o número de desempregados que aumentou em 42 províncias, incluindo Tóquio, Kanagawa e Aichi, entre outros.
Fonte: IPC Digital
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Produção industrial cresce pelo quinto mês consecutivo no Japão
Indicador mede o ritmo das fábricas japonesas
A produção industrial no Japão cresceu em abril de 1,7% em relação ao mês anterior, o que representa o quinto mês consecutivo de aumento deste indicador, informou ontem o governo japones.
No entanto, o número é menor do que o previsto inicialmente pelo governo, e também significa uma queda de 2,3% em comparação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria, os principais setores que contribuíram com o aumento foram os de equipamentos de transporte, dispositivos e componentes eletrônicos e instrumentos de precisão.
Por bens manufaturados, automóveis, memória eletrônica e telas de cristal líquido (LCD) foram os que impulsionaram este avanço. O governo agora prevê que a produção industrial se mantenha estável em maio e em junho em 1,4% intermensal, principalmente porque prognostica uma desaceleração nas indústrias de equipamentos de transporte, metalurgia e nas papeleiras.
A produção industrial, que mede o ritmo das fábricas japonesas, é considerada essencial para prever o progresso da economia no país, altamente dependente do setor manufatureiro.
Fonte: IPC Digital com Efe
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Serviço gratuito por telefone orienta brasileiros e latinos no Japão
Tira-dúvidas em tempo real esclarece questões do cotidiano
Desde o mês passado brasileiros e latinos de qualquer região do Japão contam com o serviço gratuito de uma central de orientação por telefone. É um tira-dúvidas em tempo real sobre questões do cotidiano. O serviço de consultas foi criado faz cerca de 15 anos. Tinha sede em Kanagawa (Yokohama), oferecido pela Associação Kaigai Nikkeijin, com subsídio do governo através da Jica – Agência de Cooperação Internacional do Japão.
A central telefônica agora está em Ichinomia (Aichi) e atende em espanhol e português com novos números telefônicos. Em 40 dias de funcionamento foram atendidos cerca de 90 brasileiros e latinos. Média de duas consultas por dia, e as principais dúvidas são relacionadas a questões trabalhistas.
O objetivo é dar suporte aos residentes estrangeiros em assuntos nas áreas de educação, trabalho, moradia, visto, seguros, impostos, saúde e sobre cursos de capacitação em geral. O centro de consulta também auxilia no encaminhamento de questões em língua japonesa.
O atendimento é gratuito e pode ser solicitado de segunda a sexta-feira em horário de expediente, das 9h30 às 17h. O telefone para consultas em português é 0586-26-2810.
Fonte: IPC Digital
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Taxa de desemprego permanece estável em setembro
Renda média das famílias cresceu ligeiramente
A taxa de desemprego no Japão em setembro foi de 4,2%, a mesma de agosto, informou o governo. Os dados coincidiram com as previsões da maioria dos analistas. O número de pessoas com emprego em setembro no arquipélago japonês foi de 63,08 milhões, 130 mil a menos ou 0,2%, enquanto o número de desempregados ficou em 2,75 milhões, 20 mil pessoas ou 0,7% a menos.
A oferta de emprego em setembro caiu ligeiramente e se situou em 81 postos de trabalho ofertados para cada 100 pessoas que buscam emprego, em contraste com 83 postos de agosto. O governo divulgou ainda o gasto médio dos lares correspondente a setembro que teve queda de 0,9% com relação ao mesmo mês do ano passado. O valor foi de 266.705 ienes por lar com duas ou mais pessoas segundo dados do Ministério do Interior e Comunicações.
A renda média das famílias subiu 0,1% para 422.046 ienes. Por setores, houve queda em termos nominais de 14,8% na habitação e 5,6% em cultura e lazer, bem como o aumento de 12,6% no transporte e comunicação. Estes dados são considerados essenciais para avaliar a tendência do consumo privado, que no Japão representa cerca de 60% do Produto Interno Bruto (PIB).
Fonte: IPC Digital com Efe
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Quatro em cada 10 trabalhadores do setor privado japonês são temporários
Quase 40% da força de trabalho do setor privado no Japão é temporária, revelou um estudo do governo divulgado pela NHK. A pesquisa realizada no ano passado pelo Ministério do Trabalho com cerca de 10.000 instituições e empresas com cinco ou mais trabalhadores mostrou que 38,7% são temporários.
A cifra ultrapassa em quase um ponto percentual o registrado no último levantamento feito em 2007 e é o mais alto desde que o estudo começou em 1987.
Empregados temporários são mais de 72% dos funcionários em hotéis e restaurantes, e mais de 50% nas redes de cinema e pequenos negócios.
Cerca de 44% dos empregadores entrevistados disseram que contratam trabalhadores temporários pela redução dos custos salariais, enquanto mais de 27% respondeu pela diminuição dos gastos com os encargos sociais. A tendência deve se intensificar no futuro, disse o Ministério do Trabalho, devido aos efeitos econômicos causados pela catástrofe de março e a contínua valorização do iene.
Fonte: IPC Digital
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Imigração quer medidas contra intermediadores de mão-de-obra que cobram taxas ilegais
O Departamento de Imigração do Japão propôs ao governo nipônico a fiscalização do envio de trabalhadores nikkeis ao país e a cobrança ilegal de dinheiro sobre esses imigrantes.
A proposta faz parte do Plano Básico para o Controle de Imigração, que vai definir as regras para os estrangeiros que querem entrar ou permanecer no país. O documento, que reconhece o papel dos estrangeiros na revitalização da economia japonesa, foi entregue ao Ministério da Justiça no final de março.
Segundo o plano, o governo deve adotar medidas contra os intermediadores de mão-de-obra, como, por exemplo, o uso de suas embaixadas e consulados para pressionar governos a checar empresas que enviam trabalhadores para o Japão. A proposta reforça ainda a necessidade de fiscalizar práticas como o recolhimento de dinheiro desses trabalhadores através de taxas e pagamentos que não estão previstos na lei japonesa.
Para o Departamento de Imigração, que faz parte do Ministério da Justiça, o governo precisa rever os critérios de entrada dos nikkeis – descendentes de japoneses – no país. Uma sugestão é passar a verificar se as crianças estão recebendo estudo adequado na renovação do visto.
Esse primeiro documento não especifíca que mudanças ocorrerão nem menciona a obrigação de dominar a língua japonesa para trabalhar no arquipélago. O texto deixa claro que o Japão precisa manter o tratamento especial dado aos descendentes de japoneses, que têm trabalhado no setor industrial e assim colaborado para o desenvolvimento da economia japonesa.
Apesar de reconhecer o valor dos nikkeis e as tentativas de integração deles à sociedade japonesa, o órgão governamental lamenta os conflitos provocados por diferenças culturais e de língua. No entanto, a afirmação não aponta culpados e tenta mostrar o problema como parte natural das relações entre povos diferentes.
A Imigração japonesa reconhece que os conflitos teriam se acirrado mais no segundo semestre de 2008, com a crise, e aponta a perda dos empregos nas empreiteiras e pessoas físicas que intermedeiam ilegalmente a colocação de mão-de-obra como agravantes da situação de moradia e educação das crianças.
Segundo o Departamento da Imigração, o ministério da Justiça já teria entrado em contato com outros ministérios para discutir as condições de trabalho e os problemas educacionais a fim de promover uma vida mais estável aos nikkeis e amenizar seus problemas. Assim, segundo o documento, os imigrantes estariam aptos a cumprir com suas obrigações também.
As crianças nikkeis ocupam citação especial no documento. A Imigração propõem ao governo que, no mínimo, garanta o estudo básico a elas. Para isso, na renovação do visto daquelas que não estão estudando, serão adotadas medidas para garantir a volta à escola.
A Imigração reafirma a tese de que é preciso promover a entrada de estrangeiros, já que a população japonesa está em declínio, e promover a proteção aos refugiados. No entanto, é necessário impedir a chegada ao país de terroristas, imigrantes ilegais e deter a falsifi cação de vistos. Para isso, seriam necessárias medidas contra os infratores.
O Japão deve adotar o sistema de pontuação para estrangeiros – com exceção dos nikkeis – com qualificação ou competência técnica que possam contribuir com as empresas japonesas. Por outro lado, os contratados diretamente ainda em seu país de origem precisarão apresentar menos documentos.
O novo Plano Básico para o Controle de Imigração será avaliado pelo Ministério da Justiça e de lá segue para ao gabinete. Se aprovado, será enviado para votação no Parlamento. Não há previsão para a adoção do plano.
Fonte: IPC Digital
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Demissão sem motivo pode acabar em readmissão
No Japão, empregadores que demitem sem razão concreta, como falta grave do funcionário ou dificuldades pela crise econômica, são mal vistos pela sociedade. Isso se deve à tradição local do emprego vitalício, ou seja, uma carreira desenvolvida na mesma empresa desde o ingresso após a graduação até a aposentadoria.
Ainda que criticada por muitos especialistas – funcionários improdutivos dificilmente são cortados, por exemplo –, o costume reflete-se na maneira como a Justiça atua no arquipélago. Os tribunais japoneses costumam condenar empregadores a pagar indenização ou readmitir o funcionário em caso de demissão considerada injusta.
Alguns brasileiros já foram beneficiados pela Justiça após terem sido demitidos sem razão clara. No entanto, ações desse tipo costumam ter resultado positivo apenas para os trabalhadores efetivos (seishain), enquanto a maior parte da comunidade verde-amarela é de trabalhadores não-efetivos (hiseki rodoosha). Por isso, sobretudo em tempos de crise, o fantasma da demissão preocupa a comunidade.
Para os não-efetivos, a briga costuma ser pela obtenção de direitos como o seguro-desemprego e o aviso prévio. A reivindicação é feita no Escritório de Inspeção de Normas Trabalhistas (Roodoo Kijun Kantokusho).
O brasileiro G.K.S., 46, trabalhou pouco mais de um ano para uma pequena empresa de construção civil em Chiba. Ele alega ter sido dispensado de repente, sem receber aviso prévio – que é obrigatório para contratos com período acima de dois meses, mesmo para não-efetivos (veja mais abaixo). Por isso, reclamou no escritório com a ajuda de uma amigo japonês, que o alertou sobre o direito. No final, recebeu um mês de salário da empreiteira. “Não sabia desse direito”, diz.
Também atinge os brasileiros a falta do seguro-desemprego, que deve ser pago em conjunto por empregador e empregado. Segundo o ex-funcionário de fábrica L.N., 50, de Tokyo, muitos de seus colegas quase ficaram sem sustento após terem sido demitidos em 2009. O jeito foi pagar o seguro retroativamente para poder receber o benefício. L.N., no entanto, safou-se por ser efetivo na empreiteira e ter o direito pago corretamente.
Há também casos em que os trabalhadores concordam em não requerer seus direitos para manter boas relações com os empregadores. O brasileiro Kazumi Abe, 69, de Kani (Gifu), trabalhou por 13 anos numa das maiores fábricas de autopeças da região até ser demitido em dezembro de 2008. Ele não estava inscrito no seguro-desemprego e precisou fazer o pagamento retroativo, mas sempre esteve ciente da situação. Ele decidiu não tomar as devidas providências porque a empresa permitiu que continuasse trabalhando até os 67 anos de idade. “É difícil uma firma manter um trabalhador com mais de 60 anos por tanto tempo. Acho que fui mais beneficiado do que prejudicado. Não valia a pena acionar a Justiça, que é burocrática e demorada”, diz Abe que era um dos funcionários mais antigos, e, segundo ele, por conhecer bem todos os equipamentos da empresa, era frequentemente chamado nas folgas e até de madrugada para resolver problemas técnicos nas linhas de produção. “Fazia de tudo. Quando dava algo errado não havia ninguém além de mim para chamar e nunca neguei ajuda”, recorda Abe, que hoje ensina língua japonesa para brasileiros e outros estrangeiros e faz tradução em instituições da região de Gifu.
Segundo a lei, patrão precisa de razões concretas para demitir
O desconhecimento dos trabalhadores brasileiros sobre o processo de demissão permite que alguns empregadores se aproveitem dessa situação, ainda que parte dos dispensados se esforce para esclarecer-se com o apoio do Escritório de Inspeção de Normas Trabalhistas e dos sindicatos.
Muitas empresas criam regulamentos internos que ferem a lei japonesa e fazem com que os empregados assinem embaixo. Nesse caso, muitos deixam de mover ação na Justiça por desconhecer que tais regulamentos não têm valor no tribunal se estiverem em contradição com a lei.
Os casos que mais atingem os brasileiros são as demissões repentinas e sem direito a aviso prévio ou qualquer tipo de indenização. Para evitar esses problemas, os trabalhadores devem verificar se o tópico está explícito no contrato de trabalho, na cláusula relativa ao tempo de contrato de trabalho.
Nos casos de quebra de contrato pelo trabalhador, há ocasiões em que são cobradas multas ilegais, que infringem o Artigo 16 da Lei de Normas Trabalhistas. No entanto, é preciso ficar atento: a dispensa após o término do tempo de contrato não é consideradademissão. É, sim, vencimento do acordo assinado entre o empregado e o empregador.
As demissões irregulares ocorrem quando o trabalhador é dispensado sem razão concreta antes do contrato de trabalho expirar.
Segundo o Artigo 628 do Código Civil, o contrato de trabalho não pode ser rompido por parte do empregador, a não ser que haja um motivo muito forte que justifique a decisão, como falência da empresa ou falta grave por parte do empregado.
Já o Artigo 627 diz que, quando o tempo do contrato de trabalho não está especificado, o trabalhador deve avisar o afastamento com duas semanas de antecedência. Nenhum regulamento de empresa pode obrigar o trabalhador a permanecer no emprego por mais de duas semanas, a não ser que haja acordo específico e por escrito entre as partes.
Quando é o empregador quem demite, o empregado deve ser avisado com 30 dias de antecedência – aviso prévio – ou receber um mês de salário sem precisar ir ao trabalho. A medida está garantida pelos Artigos 20 e 21 da Lei de Normas Trabalhistas. Isso não vale, porém, para contratos de menos de dois meses ou para quem esté em período de experiência para admissão com menos de 14 dias trabalhados.
Para demitir, alguns empregadores alegam razões abstratas, que não são levadas em conta pela Justiça japonesa. Isso inclui justificativas do tipo “falta de competência” ou “discordância do empregado com as normas da companhia”. Essa última costuma ser utilizada após filiação a sindicatos ou fundação de organizações de defesa dos trabalhadores. A lei é clara quanto ao direito de se sindicalizar ou se organizar em grupos, o que está garantido pelo Artigo 7 da Lei Sindical.
A maioria das empresas japonesas pagam uma gratificação pelo fim do serviço (taishokukin). No entanto, se não constar no contrato de trabalho, o empregado pode recorrer ao tribunal e pedir o prêmio, caso esteja há muitos anos na mesma empresa, não tenha cometido faltas, mas mesmo assim não tenha recebido nada. Para isso, precisa-se de um advogado, que pode ser indicado pela associação da área (bengoshikai), que existe na maioria das cidades.
Se o empregado é diarista ou horista e fica sem trabalho, a empreiteira deve pagar, no mínimo, 60% do salário médio até o final do contrato. O fato de não ser funcionário efetivo (seishain) não dá direito ao empregador de deixar o trabalhador sem sustento. A concessão de empréstimo ao empregado não elimina sua obrigação de pagar o percentual de 60% como manda a lei.
Do lado do mais fraco
O tema demissão envolve uma série de leis, que abrangem a Constituição, a Lei de Normas Trabalhistas, o Código Civil, a Lei de Oportunidade de Trabalho entre os Sexos, a Lei Sindical e as Normas do Seguro-Desemprego.
O ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social, as empresas e sindicatos costumam interpretar essas leis de maneira diferente.
A lei maior é a Constituição Japonesa, e, para casos específicos, os tribunais lançam mão da Lei de Normas Trabalhistas. Em caso de dúvida na interpretação da lei, a Justiça deve favorecer a parte mais fraca, no caso, o trabalhador. Principalmente naqueles casos em que não há representação sindical em sua defesa.
Fonte: IPC Digital
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Oferta de emprego permanece instável
A oferta de trabalho para a mão-de-obra brasileira no país está instável – melhora lentamente em algumas regiões e setores, mas permanece estagnada em outras. Essa é a opinião da maioria das empreiteiras contactadas pelo International Press.
O índice de desemprego foi de 5,1% em abril, próximo aos números do ápice da recessão econômica. É a confirmação de que, como noticiou a imprensa japonesa, os empregadores estão preferindo lançar mão de horas extras a abrir novas vagas.
Fonte: IPC Digital
terça-feira, 18 de maio de 2010
Seminário ensina a buscar vagas de emprego nos classificados japoneses
Novo seminário de apoio aos trabalhadores estrangeiros na cidade de Toyota (Aichi), vai ensinar os participantes a procurar serviços fora da fábrica através de sites e revistas de emprego em japonês. Oferecido pela NPO Torcida, o curso oferece informações sobre ofertas, reflexão sobre aptidão, escrever currículo e como se portar durante uma entrevista.
Com duração de nove dias, as palestras realizadas uma vez por semana no período de 14 de maio a 7 de julho são ministradas em japonês e português pelo palestrante Atsumi Harada, editor do classificado semanal de empregos Chance’s há cinco anos. Harada conhece o perfil do trabalhador estrangeiro, em especial o brasileiro, pois já trabalhou como representante comercial em veículos de comunicação da comunidade brasileira e intermediou a contratação de mão-de-obra estrangeira para empreiteiras.
Baseado em dados estatísticos do Hello Work, ele revela que a situação econômica aparenta ter se estabilizado, mas na verdade o desemprego continua aumentando. “Houve aumento significativo nas horas extras para quem está trabalhando, mas o período de contratação é cada vez mais curto e o salário também abaixou notavelmente. Em comparação ao mesmo período do ano passado o número de desempregados aumentou em 150 mil pessoas”, afirma.
Diz também que a concorrência por uma vaga de emprego é de 100 candidatos para 49 vagas. “A oferta em anúncios de revistas diminuiu 3,9% em relação ao final de abril de 2009, mas na internet aumentou 3%”, analisa ressaltando que o período de março a junho, é a época do ano mais difícil para os estrangeiros conseguirem trabalho já que as empresas optam por contratar os formandos das escolas. Atualmente o desemprego atinge 5% da população japonesa, mas entre os nikkeys esse número é bem superior conforme o palestrante.
A reforma da lei que regulamenta a contratação de trabalhadores terceirizados foi outro tópico do primeiro dia de curso. Harada abordou a proposta do governo e avaliou os pontos positivos e negativos, porém frisou que a mudança não está definida e será realizada de maneira gradativa com as empresas tendo o prazo de três a cinco anos de adaptação após sua aprovação.
“É uma nova opção para procurar emprego além dos anúncios em revistas e jornais brasileiros que dá mais variedade e possibilidades de escolhas”, diz Hideki Takino, 19, um dos 22 participantes e o mais jovem a freqüentar a o curso. Ele conta que achou interessante a proposta e como estava estudando japonês decidiu se matricular. Apenas um de seus amigos quis participar. “Falta interesse por parte dos jovens”, ponderou.
Ampliar as possibilidades é o intuito do ciclo de palestras da NPO Torcida que acredita que os estrangeiros precisam repensar porque estão no Japão e porque querem permanecer aqui. “Queremos ensinar para aqueles que querem ficar aqui como conseguir um trabalho mais seguro fora da fábrica que, hoje, não dá estabilidade nenhuma aos estrangeiros”, comenta a representante Kiyoue Ito. “Para os japoneses também não está fácil por isso uso o slogan: vamos sobreviver juntos”, finalizou Atsumi Harada, que nas próximas palestras vai ensinar como usar a ferramenta de busca por emprego do site do Hello Work.
As inscrições para o seminário de apoio aos estrangeiros de Toyota são gratuitas e podem ser efetuadas pelos telefones: 080-3283-2395 (em português) ou 090-6462-3867 (em japonês). As aulas são realizadas uma vez por semana no Toyota Shimin Katsudou Center (T FACE-9º andar). Há a previsão de procura de emprego para aqueles que participarão dos seminários.
Fonte: IPC Digital




