Contratados vão ajudar brasileiros no atendimento em instituições médicas
Quem tem domínio do idioma japonês pode tentar uma vaga de intérprete nas instituições médicas da província de Aichi. De acordo com uma reportagem do jornal Chunichi, o governo local divulgou que pretende treinar ao menos 20 pessoas para ajudar brasileiros em hospitais e centros de saúde.
A província iniciou em abril de 2012 um sistema de envio de intérpretes para instituições médicas. O sistema promoveu o cadastro de 256 trabalhadores com fluências que variam entre os idiomas português, espanhol, inglês, mandarim e tagalo.
O governo local avaliou que há muitos estrangeiros que não compreendem o funcionamento do sistema médico japonês por diferenças culturais, além da falta de compreensão do idioma.
A dificuldade em participar de consultas, exames e procedimentos cirúrgicos faz com que muitas pessoas evitem as instituições médicas, mesmo quando há doenças graves com necessidade de tratamento, como é o caso do vírus HIV.
No ano de 2015, houve 982 casos de envios de intérpretes na província. Em comparação a 2014, o crescimento foi de 191 casos e o número de intérpretes de português foi o mais expressivo. No ano passado, houve 403 casos de envio de trabalhadores fluentes no idioma latino.
A aprovação no exame de proficiência será o único critério para a seleção dos intérpretes de português, que terão que fazer sete dias de estágio antes de receber o cadastro como profissional de tradução.
A remuneração é de ¥3 mil a ¥5 mil a cada duas horas de trabalho (¥1.500 a ¥2.500 por hora) e a condição do serviço é temporária, mas com prazo indeterminado.
“O número de estrangeiros que vivem de forma permanente na província está crescendo cada vez mais. A dificuldade do idioma nas instituições médicas é uma das principais preocupações. Queremos que muitos intérpretes de português entrem para o sistema”, disse um representante do governo de Aichi.
As inscrições serão aceitas até o dia 27 deste mês e o candidato pode entrar em contato com a Divisão de Promoção de Convivência Multicultural da Província de Aichi (愛知県多文化共生推進室) pelo número 052-954-6138.
Fonte: Alternativa
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quarta-feira, 18 de maio de 2016
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Polícia de Minato apresenta novos intérpretes voluntários
Na sede da polícia, eles receberam as primeiras instruções do novo serviço e participaram de palestra do NIC
Em cerimônia realizada no início de outubro, quatro brasileiros foram apresentados oficialmente como intérpretes voluntários da polícia de Minato-ku, em Nagoya (Aichi). Carlos Shinoda, Eduardo Yamazaki, Rômulo Kobayashi e uma brasileira que preferiu não ter o nome divulgado participarão de campanhas de prevenção de crimes e de conscientização para o trânsito junto à comunidade brasileira da região até março de 2011.
Na sede da polícia, eles receberam as primeiras instruções do novo serviço e participaram de palestra do NIC (Centro Internacional de Nagoya), que desenvolve projetos de integração
para a comunidade estrangeira na província desde 1984.
Em Aichi, vivem 214 mil estrangeiros, dos quais 67.162 são brasileiros. Em Minato, existem dois conjuntos residenciais com grande concentração de pessoas vindas do Brasil: Kiba Danchi e Kyuban Danchi.
Há 20 anos no Japão, Eduardo Yamazaki já trabalhou em diversas áreas, passando por fábricas, oficinas mecânicas e intérprete, tendo vivido em Osaka, Hiroshima, Shizuoka e Mie antes de morar em Aichi. Agora, quer transmitir sua experiência orientando a população brasileira sobre o tema da segurança e contribuir para desmistificar a imagem de violência atribuída à polícia. “O Japão é um país seguro para todos que vivem nele. Fazendo as coisas corretamente, não há o que temer”, comenta.
Já o colega Rômulo Kobayashi conta que está no arquipélago há 13 anos, período durante o qual aprendeu o idioma japonês para ter uma vida mais tranquila. Ambos frisam que não estão co-operando com o trabalho da polícia para prejudicar ninguém, mas para ajudar a promover a integração da comunidade. “Acho que, desempenhando essa função, poderemos unir mais os brasileiros para que, sabendo como funcionam as leis no Japão, possamos construir uma imagem positiva perante a sociedade japonesa”, diz Kobayashi.
O professor Carlos Shinoda, que está há 17 anos no país, dos quais 5 em Nagoya, é outro intérprete voluntário recrutado. De acordo com ele, o convite para a função surgiu de um
trabalho de aproximação da polícia de Aichi com seus alunos. Para ele, a barreira da língua ainda é o principal desafio para a integração e aceitação dos brasileiros no país. “Existe um desencontro. Vejo muito material sendo divulgado, mas falta um canal para fazer chegá-los a quem necessita de informação. Então faremos essa ponte.”
Fonte: IPC Digital
Em cerimônia realizada no início de outubro, quatro brasileiros foram apresentados oficialmente como intérpretes voluntários da polícia de Minato-ku, em Nagoya (Aichi). Carlos Shinoda, Eduardo Yamazaki, Rômulo Kobayashi e uma brasileira que preferiu não ter o nome divulgado participarão de campanhas de prevenção de crimes e de conscientização para o trânsito junto à comunidade brasileira da região até março de 2011.
Na sede da polícia, eles receberam as primeiras instruções do novo serviço e participaram de palestra do NIC (Centro Internacional de Nagoya), que desenvolve projetos de integração
para a comunidade estrangeira na província desde 1984.
Em Aichi, vivem 214 mil estrangeiros, dos quais 67.162 são brasileiros. Em Minato, existem dois conjuntos residenciais com grande concentração de pessoas vindas do Brasil: Kiba Danchi e Kyuban Danchi.
Há 20 anos no Japão, Eduardo Yamazaki já trabalhou em diversas áreas, passando por fábricas, oficinas mecânicas e intérprete, tendo vivido em Osaka, Hiroshima, Shizuoka e Mie antes de morar em Aichi. Agora, quer transmitir sua experiência orientando a população brasileira sobre o tema da segurança e contribuir para desmistificar a imagem de violência atribuída à polícia. “O Japão é um país seguro para todos que vivem nele. Fazendo as coisas corretamente, não há o que temer”, comenta.
Já o colega Rômulo Kobayashi conta que está no arquipélago há 13 anos, período durante o qual aprendeu o idioma japonês para ter uma vida mais tranquila. Ambos frisam que não estão co-operando com o trabalho da polícia para prejudicar ninguém, mas para ajudar a promover a integração da comunidade. “Acho que, desempenhando essa função, poderemos unir mais os brasileiros para que, sabendo como funcionam as leis no Japão, possamos construir uma imagem positiva perante a sociedade japonesa”, diz Kobayashi.
O professor Carlos Shinoda, que está há 17 anos no país, dos quais 5 em Nagoya, é outro intérprete voluntário recrutado. De acordo com ele, o convite para a função surgiu de um
trabalho de aproximação da polícia de Aichi com seus alunos. Para ele, a barreira da língua ainda é o principal desafio para a integração e aceitação dos brasileiros no país. “Existe um desencontro. Vejo muito material sendo divulgado, mas falta um canal para fazer chegá-los a quem necessita de informação. Então faremos essa ponte.”
Fonte: IPC Digital
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