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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Japão vai aceitar domésticas estrangeiras com remuneração de ¥2.500 por hora

A princípio, o visto será liberado em abril de 2016 somente para Kanagawa

domésticas estrangeiras no JapãoO governo japonês vai liberar visto de permanência no país para estrangeiros (homens e mulheres) que queiram trabalhar em serviços domésticos, informou o jornal Asahi nesta quinta-feira.

A princípio, o visto de trabalho será liberado a partir de abril de 2016 somente para Kanagawa, mas o governo planeja ampliar brevemente para Osaka e outras províncias.

O trabalho inclui serviços como cozinhar, lavar roupa, limpar a casa, fazer compras e cuidar de crianças, entre outras atividades. A remuneração média no Japão para domésticas é de ¥2.500 por hora, segundo o jornal.

Antes de entrar no Japão, os estrangeiros precisam fazer um treinamento no país onde moram. Para ganhar o visto, é necessário ter experiência de mais de um ano e contrato de trabalho com alguma empresa japonesa na área de limpeza doméstica.

Treinamentos já estão sendo realizados em países como Filipinas e Vietnã em parceria com empresas japonesas que oferecem contrato de trabalho.

Algumas grandes empresas do setor, como a Duskin, estão planejando contratar estrangeiros assim que a medida entrar em vigor. Em três anos, o Japão deve receber mil trabalhadores, de acordo com o plano inicial do governo para suprir a falta de mão-de-obra.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Japão vai aceitar trabalhadores domésticos estrangeiros

Abe quer mais mulheres trabalhando no país

trabalhadores domésticosO Governo do Japão decidiu ativar um plano que permitirá a contratação de estrangeiros para serviços domésticos, uma medida destinada a potenciar uma maior integração da mulher japonesa no mercado laboral do país asiático.

A legislação necessária poderá ser aprovada no outono, explicaram fontes ligadas ao processo citadas pela agência Kyodo.

O plano permitirá a contratação de não japoneses para a realização de tarefas de limpeza e assistência a crianças e idosos em Tóquio e em outras seis áreas econômicas especiais designadas no plano de reformas estruturais impulsionado pelo primeiro-ministro Shinzo Abe, e que poderá ser, depois, estendido a todo o país.

Atualmente a legislação japonesa não permite que a população contrate estrangeiros para este setor, apenas os diplomatas ou trabalhadores considerados altamente qualificados possuem esse direito, um grupo que não será superior a 1.200 pessoas segundo os últimos dados do Ministério da Justiça.

Com os números de trabalhadores domésticos muito elevados em relação a outros países, muitas vezes a mulher é obrigada a abandonar o emprego para tomar conta dos filhos e de familiares dependentes pelo que a medida poderá reintegrar no mercado laboral 2,2 milhões de mulheres.

O Japão é um dos países desenvolvidos com uma baixa taxa de emigração -- menos de 2% da população -- e onde existe maior desigualdade no mercado laboral.
Fonte: IPC Digital