Mostrando postagens com marcador economia japonesa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador economia japonesa. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Japão mira aumento de 15% na produtividade do trabalho para impulsionar o crescimento

O Japão, sob a primeira-ministra Sanae Takaichi, visa aumentar a produtividade do trabalho em 15% nos próximos cinco anos, focando em requalificação e digitalização para impulsionar o crescimento econômico e atrair talentos

Japão mira crescimento com reformas e aumento de produtividade
O Japão anunciou na quarta-feira (22) seu ambicioso plano de elevar a produtividade do trabalho em 15% ao longo de cinco anos.

A iniciativa, liderada pelo governo da primeira-ministra Sanae Takaichi, visa impulsionar o crescimento econômico por meio da requalificação profissional e da digitalização da força de trabalho, considerando o desenvolvimento de talentos altamente qualificados como essencial para o futuro do país.

Este objetivo foi delineado durante uma reunião do Conselho para a Estratégia de Crescimento do Japão, onde foram discutidas reformas trabalhistas.

Desafios econômicos e setores estratégicos
Elas são vistas como passos cruciais para concretizar os planos de gastos expansivos da primeira-ministra em 17 campos estratégicos, incluindo inteligência artificial, semicondutores e a indústria de defesa.

Atualmente, o nível de produtividade do trabalho do Japão permanece o mais baixo entre as economias avançadas do G7. Este cenário é atribuído, em parte, à crescente proporção de funcionários não regulares e ao lento investimento em tecnologias que economizam mão de obra.

O governo enfatiza que uma maior produtividade resultaria em aumentos salariais, tornando o país mais atraente para talentos.

“Perseguiremos o crescimento econômico incansavelmente para fortalecer nossa nação”, afirmou Sanae Takaichi ao final da reunião, que foi aberta à mídia, acrescentando que o governo “vai propor e executará políticas verdadeiramente necessárias sem hesitação”.

Cenário internacional e escassez de mão de obra
Em 2024, o Japão ocupou a 28ª posição em produtividade do trabalho entre os 38 membros da OCDE, medida pelo valor de bens e serviços produzidos por trabalhador por hora.

Este ranking reflete, em parte, a desvalorização do iene, que elevou os custos de importação de energia e matérias-primas, conforme o Japan Productivity Center.

Durante a mesma reunião, o Gabinete também ressaltou a necessidade urgente de abordar a escassez de mão de obra, incentivando ainda mais a participação de mulheres e idosos no mercado de trabalho.

Inclusão e apoio à família
Para isso, o governo japonês estabeleceu metas específicas: aumentar a proporção de empresas que permitem que seus funcionários trabalhem até os 70 anos de 34,8% em 2025 para 40% em 2029, em conformidade com a legislação vigente.

Outro objetivo é elevar a porcentagem de trabalhadoras que continuam na mesma empresa antes e depois do nascimento do primeiro filho para 80% em 2030, partindo de 69,5% em 2021. Isso será alcançado através de medidas que visam aliviar as cargas domésticas.

Com o intuito de auxiliar os pais a conciliar as demandas do trabalho e do cuidado familiar, o governo planeja criar uma licença governamental que certificará pessoas qualificadas para oferecer serviços de apoio doméstico. 

O primeiro exame para a obtenção desta certificação está previsto para ocorrer por volta do outono de 2027.
Fonte: Portal Mie com MN

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Toyota manterá produção parada de 3 modelos até final de agosto devido a fraudes

A montadora explicou que ainda está sendo investigada pelo Ministério do Transporte

Toyota Motor
A Toyota Motor estendeu até o final de agosto a suspensão da produção de três modelos de carros, inicialmente prevista para terminar no final de julho, informou a emissora NHK.

A montadora explicou que a decisão se deve ao fato de ainda estar sendo investigada pelo Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão.

O problema começou quando foi descoberto que cinco fabricantes de automóveis, incluindo a Toyota, cometeram irregularidades nos testes de certificação exigidos para a aprovação dos modelos.

Em resposta, o ministério ordenou a suspensão da produção, e a Toyota interrompeu a fabricação de três modelos, Yaris Cross, Corola Axio e Corolla Fielder, nas fábricas de suas subsidiárias nas províncias de Miyagi e Iwate, desde 6 de junho.

Na terça-feira (16), a Toyota comunicou aos fornecedores de peças sobre a extensão da suspensão até o final de agosto.

A empresa esclareceu que, devido à investigação contínua sobre a conformidade dos modelos, ainda não há previsão para a retomada da produção.

Apesar de uma investigação interna abrangendo os últimos dez anos não ter encontrado novos casos de irregularidades, a prolongada suspensão da produção está causando preocupações sobre os impactos econômicos nas pequenas e médias empresas fornecedoras e na economia regional.

O escândalo sobre a obtenção fraudulenta de certificações necessárias para a produção em massa de veículos, chamadas de Katashiki Shitei (型式指定), envolve 38 modelos das montadoras Toyota, Mazda, Yamaha Motor, Honda e Suzuki, mas a maioria já saiu de linha.

O Katashiki Shitei é uma certificação necessária antes que fabricantes de automóveis possam produzir e vender novos modelos. Ela assegura que os veículos atendam aos padrões nacionais em testes de colisão e emissões.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Economia japonesa contrai no 1º trimestre devido à queda no consumo e outros fatores

As exportações diminuíram 5%, apesar do aumento dos gastos de turistas estrangeiros no país

Economia japonesa
O PIB (Produto Interno Bruto) do Japão teve uma contração de 2,0% em termos anualizados entre janeiro e março deste ano, em comparação aos três meses anteriores, marcando o primeiro declínio em dois trimestres, informou o governo japonês nesta quinta-feira (16).

A queda no consumo pessoal e nas exportações foi influenciada pela suspensão da produção e do envio de automóveis devido a irregularidades na obtenção de certificações por montadoras como Toyota. O consumo pessoal caiu 0,7%, registrando seu quarto trimestre consecutivo de baixa, algo não visto desde a crise financeira de 2008-2009.

As exportações diminuíram 5,0%, apesar do aumento dos gastos de turistas estrangeiros no Japão, devido ao impacto nos envios de automóveis pelas mesmas irregularidades.

Os investimentos em capital pelas empresas caíram 0,8%, enquanto os investimentos públicos cresceram 3,1% devido à execução do orçamento suplementar do ano fiscal anterior. O investimento em moradias diminuiu 2,5%.

O PIB nominal, que considera as variações de preços, cresceu 0.1% em comparação ao trimestre anterior, resultando em uma taxa anual de crescimento de 0,4%, refletindo os aumentos contínuos nos preços de bens e serviços.

No ano fiscal de 2023, o PIB japonês cresceu 1,2% em termos reais e 5,3% em termos nominais, marcando o terceiro ano consecutivo de aumento.

O Banco do Japão aumentou as taxas de juros em março pela primeira vez desde 2007, em uma mudança histórica para longe das taxas negativas, mas espera-se que o banco central avance lentamente na reversão das condições monetárias frouxas, dada a fragilidade da economia.

Yoshimasa Maruyama, economista-chefe de mercado da SMBC Nikko Securities, disse à agência Reuters que a economia certamente se recuperará neste trimestre graças ao aumento dos salários, embora a incerteza permaneça sobre o consumo de serviços.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Dados do PIB confirmam que Japão perdeu posto de 3ª maior economia do mundo para Alemanha

O FMI já tinha projetado no ano passado que a Alemanha ultrapassaria o Japão

economia japonesa
O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão em 2023 foi de aproximadamente 591,48 trilhões de ienes (4,21 trilhões de dólares), anunciou o governo nesta quinta-feira (15), e os dados confirmam que a economia japonesa caiu do terceiro para o quarto lugar, atrás dos Estados Unidos, China e Alemanha.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) já tinha projetado no ano passado que a Alemanha ultrapassaria o Japão em termos econômicos.

Desde 1968 até 2009, o Japão ocupava a 2ª posição no ranking, atrás apenas dos Estados Unidos, mas foi superado pela China em 2010, caindo para a 3ª posição e agora para a 4ª, após ser ultrapassado pela Alemanha, que teve um PIB de 4,45 trilhões de dólares.

A desvalorização do iene em relação ao dólar e o aumento do PIB da Alemanha, impulsionado pela inflação, foram os principais fatores dessa mudança, segundo a emissora Nippon Terebi.

Shinichiro Kobayashi, pesquisador sênior da Mitsubishi UFJ Research and Consulting, apontou que, embora a mudança de posição tenha sido influenciada pela taxa de câmbio, a causa fundamental é que o Japão tem se concentrado há anos em cortar custos em vez de fazer investimentos positivos e gestão proativa.

Adicionalmente, o crescimento do PIB do Japão no último trimestre de 2023 (outubro a dezembro) diminuiu 0,1% em termos reais em comparação com o trimestre anterior, marcando o segundo trimestre consecutivo de queda. Em termos anualizados, a contração foi de 0,4%.
Fonte: Alternativa

sábado, 10 de junho de 2023

Grandes empresas esperam que lucro líquido suba 4% neste ano fiscal

Caso a projeção se concretize, será um recorde pelo terceiro ano consecutivo

empresas japonesas
As empresas japonesas poderão ter um aumento de 4% no lucro líquido combinado para 42,9 trilhões de ienes (US$ 307 bilhões) neste ano fiscal, segundo dados da SMBC Nikko Securities sobre previsões de lucros de cerca de 1.400 empresas listadas na bolsa de valores de Tóquio, noticiou a agência Kyodo. 

Caso a projeção se concretize, será um recorde pelo terceiro ano consecutivo, resultado que tem à frente o setor automotivo. 

Nos 33 setores analisados, o lucro líquido na área de equipamentos de transporte, que inclui as montadoras, deve crescer 11,4% neste ano fiscal de 2023, mediante a diminuição da crise no fornecimento de chips. 

A Toyota Motor Corp. espera que o lucro líquido suba 5,2%, para 2,58 trilhões de ienes neste ano fiscal, revertendo a queda de 14% do período anterior.

No caso da Honda Motor Co. e da Nissan Motor Co. a projeção também é de aumento do lucro líquido, saltando de 15,1% para 42%, respectivamente. 

Para Hikaru Yasuda, estrategista de ações da SMBC Nikko, as montadoras estão voltando com força. "Serão fabricantes como eles que aumentarão o lucro total das empresas."

O retorno do turismo após anos de restrições em razão da pandemia também deve impulsionar o crescimento da Japan Inc., com retomada das viagens domésticas e a volta de turistas estrangeiros ao país. 

Já no setor de transporte aéreo, o lucro líquido deve crescer 9% no atual ano fiscal.

A Japan Airlines Co. projeta um aumento de 59,8% de lucro líquido neste ano fiscal de 2023, contando com um aumento acentuado no número de passageiros de voos internacionais.

Apesar das boas notícias, alguns empresários estão alertas para o risco de uma possível recessão nos Estados Unidos. 

"Não estamos muito otimistas, já que muitas autoridades estrangeiras estão acelerando o aperto monetário e a economia mundial está caminhando para o desacoplamento econômico", disse o presidente do Sony Group Corp., Hiroki Totoki, em entrevista coletiva em abril.

O Grupo Sony espera que seu lucro líquido caia 10,4%, com uma redução das vendas de 0,3% no ano fiscal que termina em março de 2024.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Salários caem pelo 5º mês consecutivo no Japão e gastos aumentam para famílias

Os gastos das famílias subiram 5,1% em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, mostraram dados do governo

salários do Japão
Os salários reais do Japão caíram em agosto pelo quinto mês consecutivo, mostraram dados do governo nesta sexta-feira (7), com a queda do iene elevando os preços ao consumidor no ritmo mais rápido em oito anos, superando o modesto crescimento salarial.

Enquanto o Banco do Japão (BOJ) mantém uma flexibilização monetária maciça, os formuladores de políticas estão pedindo às empresas que aumentem os salários. O governo quer assim iniciar um ciclo de crescimento sustentável de ganhos mais altos e maiores gastos de consumidores e empresas, enquanto alivia o impacto da inflação que vem sendo amplificada pela desvalorização do iene.

Os salários reais ajustados pela inflação caíram 1,7% em agosto em relação ao ano anterior, mostraram dados do Ministério do Trabalho, após uma queda revisada de 1,8% no mês anterior.

O índice de preços ao consumidor (IPC) usado pelo ministério para calcular os salários reais, que inclui os preços dos alimentos frescos, mas exclui o aluguel equivalente dos proprietários, aumentou 3,5% ao ano.

Esse foi o mais rápido desde os 3,9% registrados em setembro de 2014 e superou um aumento de 1,7% no total nominal de ganhos em dinheiro após um ganho revisado de 1,3% em julho.

O pagamento de horas extras, um importante indicador da força da atividade corporativa, aumentou 4,3% em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, o menor ganho em cinco meses.

Os pagamentos especiais, que incluem os bônus sazonais discricionários que as empresas tendem a reduzir quando enfrentam ventos contrários, subiram 0,7% em agosto, após um aumento de 1,6% no mês anterior.

Gastos
As famílias no Japão tiveram de gastar mais no mês de agosto em comparação com o mesmo período do ano anterior. A economia japonesa segue se recuperando das restrições da Covid-19, mas o aumento dos preços está obscurecendo as perspectivas de ganhos adicionais.

Os gastos das famílias subiram 5,1% em agosto em relação ao ano anterior, mostraram dados do governo. A leitura ficou abaixo da estimativa mediana dos economistas para um ganho de 6,7% e seguiu um aumento de 3,4% em julho.

Embora haja sinais claros de que a atividade está se recuperando lentamente, os ganhos do mês passado podem ter sido exagerados pela comparação com agosto de 2021, quando o país lutava contra o ressurgimento de casos da COVID.

Em uma base mensal com ajuste sazonal, os gastos das famílias caíram 1,7% em agosto, acima da queda de 1,4% em julho. Foi uma surpresa negativa, já que os economistas previam um crescimento mensal de 0,2% para agosto.

Com a inflação ainda acelerando e a queda do iene diante do dólar e com expectativa de esfriar os gastos do consumidor, economistas consultados pela Reuters reduziram suas projeções de crescimento para a terceira maior economia do mundo.

O primeiro-ministro Fumio Kishida prometeu compilar um novo pacote de estímulo até o final de outubro, que provavelmente incluirá esquemas de subsídios para contas de serviços públicos e gás apoiados por pelo menos US$ 100 bilhões em gastos fiscais.

Enquanto isso, o governo deve aliviar as restrições de controle de fronteira a partir de segunda-feira (10), em um esforço para atrair turistas estrangeiros com o iene fraco, oferecendo esperança para o setor de serviços já combalido.
Fonte: Alternativa com Reuters