sexta-feira, 10 de abril de 2020
Mais pessoal para atendimento de trabalhadores estrangeiros na rede Hello Work
À medida que aumenta o impacto do novo coronavírus no emprego o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar informou na sexta-feira (10) sobre a alocação de mais pessoal nos escritórios da Hello Work.
Essa medida é para atender os trabalhadores estrangeiros para que não sejam prejudicados diante dessa situação.
Mas também atenderá os empregadores para consultas.
Independentemente da nacionalidade do trabalhador, se a empresa ordenar licença essa deve ser remunerada, usando o subsídio oferecido pelo governo, constante do pacote de contra medidas à disseminação do novo coronavírus. Se essa informação não for suficientemente repassada há risco de injustiça em relação aos trabalhadores estrangeiros.
Para evitar isso, o ministério decidiu alocar mais 40 consultores para atendimento aos trabalhadores estrangeiros e seus empregadores, principalmente nas agências Hello Work das áreas onde há muitos trabalhadores estrangeiros.
Além disso se apressa para publicação de informações em sua página web, inclusive em outros idiomas.
O governo destinou 370 milhões de ienes como verba suplementar do orçamento para esse fim.
“Mesmo que a empresa esteja passando por dificuldades administrativas não é permitido que coloque o trabalhador estrangeiro em desvantagem em relação ao colega japonês. Portanto, no caso de dificuldade financeira consulte o órgão”, informou o ministério para os empregadores.
Fonte: Portal Mie com NHK
quarta-feira, 17 de julho de 2019
Aumento de trabalhadores estrangeiros na construção civil
O segmento da construção civil foi o que teve o maior índice de aumento de trabalhadores estrangeiros, dentre outros, informou o jornal da categoria na terça-feira (16).
O índice foi de 21% em 20.264 empresas empregadoras, que também cresceu com 9% a mais em relação ao ano anterior. Em comparação a outros segmentos como indústria de manufaturados, comunicação, atacado e varejo, hospedagem, restaurante e escola, o índice de aumento não passa dos 10%, portanto, obteve mais que o dobro.
Observa-se que os trabalhadores do Vietnã, Nepal e Indonésia são os que mais contribuíram para esse aumento.
O número de trabalhadores passou para 68.604, com aumento de 24%, bem maior do que os de outros setores.
Exceto em Wakayama onde houve redução, em todas as demais províncias houve crescimento. Em Hokkaido, Akita, Yamagata, Quioto, Wakayama, Fukuoka, Kumamoto e Kagoshima os aumentos foram significativos, chegando a 77%.
O número de trabalhadores estrangeiros em todo país e em todos os segmentos industriais subiu para 1.460.463, o maior de todos os tempos, com dados fechados em outubro do ano passado.
Os povos com maior crescimento são os vietnamitas, seguidos pelos nepaleses e filipinos.
Em relação aos trabalhadores brasileiros e peruanos os aumentos foram de 8 e 10%, respectivamente.
Fonte: Portal Mie com Kensetsu News
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
Mudanças no sistema do seguro de saúde
O governo informou que a revisão na Lei do Seguro Saúde foi aprovada e deverá entrar em vigor em abril do próximo ano. Ela trata dos dependentes dos trabalhadores inscritos no seguro saúde, entre outros.
A revisão tem um aspecto que visa impedir que dependentes dos trabalhadores estrangeiros usem ilegalmente o sistema médico do Japão, como vem acontecendo. Em muitos dos casos familiares dos trabalhadores estrangeiros que não moram no Japão vêm de seus países para tratamento médico mesmo não sendo dependentes.
O pré-requisito para que seja dependente, a partir do vigor da revisão, é que resida junto com o inscrito no seguro. O cônjuge do inscrito no plano de aposentadoria também precisa residir no Japão, por um determinado período, para ser qualificado ao benefício.
My Number
O atual sistema de seguro de saúde não tem requisito da moradia no Japão, portanto, pressupõe-se que dependentes que moram no exterior possam se beneficiar. No entanto, no caso dos estrangeiros, é difícil confirmar a relação de parentesco.
Com o aumento acentuado de trabalhadores estrangeiros, devido ao novo visto a partir de abril, o governo pretende reforçar essa exigência.
Como o sistema não discrimina nacionalidade se aplica também aos japoneses com dependentes no exterior. Para que possam se beneficiar precisam residir no país.
No entanto, prevê exceção para quem viaja temporariamente para o exterior, independente da nacionalidade.
Também foi incluída na revisão a possibilidade de usar o cartão My Number no lugar da carteira de seguro saúde. O projeto é de introdução a partir de março de 2021.
Idosos
Além disso, a partir de outubro do ano que vem, um banco de dados gigante será implementado com informações sobre os usuários do seguro de cuidados na terceira idade (kaigo hoken).
Os dados ficarão disponíveis para as cidades e vilas, com informações sobre cuidados médicos, exames, cuidadores, entre outras, referente aos idosos com mais de 75 anos.
Fonte: Portal Mie com Yomiuri e Tokyo Shimbun
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Quatro empresas são punidas por casos de estrangeiros trabalhando na usina de Fukushima
O Ministério da Justiça do Japão informou que irá punir quatro empresas após descoberta do envio de 11 estrangeiros para atuar na descontaminação da Usina Nuclear de Fukushima.
As empresas foram descobertas após uma pesquisa com 1000 construtoras e outras companhias nas regiões de Tohoku e Kanto. A verificação do governo mostrou que quatro empresas, nas regiões de Iwate, Fukushima e Chiba, enviaram estrangeiros do programa de estágio do governo para a usina.
Segundo reportagem da emissora NHK, em março deste ano, um homem de nacionalidade vietnamita, incluido no programa de estágios, processou a empresa por ter sido enviado para trabalhar na descontaminação da usina. O caso fez o Ministério notificar as empresas de que é proibido colocar estagiários na usina.
A empresa de Iwate recebeu a punição mais severa e ficou proibida de contratar estagiários nos próximos cinco anos. Além de enviar o estrangeiro para a usina, a companhia também foi acusada de deixar de pagar 1,5 milhão para três estagiários.
As outras três empresas foram acusadas de orientar os estrangeiros na realização de diversas atividades arriscadas na usina. Os estagiários teriam trabalhado escavando e enchendo sacos com terra contaminada. Essas empresas ficaram proibidas de contratar estagiários por três anos.
Fonte: Alternativa
terça-feira, 28 de agosto de 2018
Japão criará agência de imigração para lidar com o fluxo de funcionários de fora do país sob novo status
Como o Japão deve abrir as portas para operários do exterior em abril próximo, o governo decidiu modernizar o Departamento de Imigração do Ministério da Justiça em uma agência para responder a um aumento esperado no trabalho, disseram fontes do governo.
O ministério pedirá 3 bilhões de ienes para criar a agência planejada, também em abril próximo, quando o Japão começar a aceitar trabalhadores estrangeiros com um novo status de residência, cujos detalhes devem ser discutidos na Assembléia neste outono.
No que poderia ser um ponto de viragem para o mercado de trabalho do Japão, o governo espera aceitar centenas de milhares de estrangeiros para empregos em campos como cuidados de enfermagem, agricultura, construção, hotelaria, construção naval, manufatura e pesca, enquanto o país enfrenta o declínio populacional e uma escassez de mão de obra.
O número de trabalhadores estrangeiros no Japão tem crescido nos últimos anos em meio a uma crise trabalhista, dobrando para um recorde de 1,28 milhão em outubro de 2017, de 680.000 em 2012, de acordo com estatísticas compiladas pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Assistência Social.
Dos 1,28 milhões, os chineses compunham o maior grupo de 370.000 seguidos pelos vietnamitas e filipinos.
Fonte: IPC Digital
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Número recorde de trabalhadores estrangeiros no Japão pelo 5º ano consecutivo
O número de cidadãos estrangeiros empregados no Japão atingiu um recorde pelo quinto ano consecutivo em 2017, enquanto a nação continua enfrentando uma escassez de mão de obra.
De acordo com o ministério do trabalho, o número aumentou 18% ante o ano anterior, totalizando 1.278.670 até o final de outubro passado.
O aumento mostrou, segundo o ministério, que as empresas estão cada vez mais contratando estagiários estrangeiros e outros de fora do Japão.
O número de trabalhadores estrangeiros chegou a 1,08 milhão no final de outubro de 2016, excedendo pela primeira vez a marca de 1 milhão desde 2008, quando as estatísticas começaram a ser disponibilizadas.
Por situação de visto, aqueles com vistos que não têm restrições sobre trabalho, como residentes permanentes, assim como indivíduos casados com japoneses, formaram a maior porção, totalizando 459.000 desde o final de outubro de 2017.
Ao passo que os portadores de vistos que não são de trabalho e que exigem permissão para tal, incluindo estudantes estrangeiros e de meio período, tenham contado por 297.000, 257.000 eram estagiários técnicos estrangeiros. Médicos, pesquisadores, executivos de empresas, dentre outros com qualificações avançadas totalizaram 238.000.
Em particular, o número de pessoas que recebeu permissão para trabalhar, assim como estagiários, aumentou em mais de 20% em cada categoria.
Fonte: Portal Mie com Asahi
quarta-feira, 26 de julho de 2017
Táxi: estrangeiros são esperança para a falta de motoristas
Segundo o Rodo Shimbun, o setor de táxi na capital japonesa enfrenta um problema de grave escassez de mão de obra em comparação aos outros. Um dos motivos é o envelhecimento dos motoristas. E também faltam motoristas que possam atender à alta demanda dos visitantes estrangeiros, com aumento visível a cada ano. E esse número tende a subir mais ainda com os Jogos Olímpicos 2020.
A companhia Hinomaru Kotsu, de Tóquio, tem em seu quadro 1,6 mil funcionários. Pela primeira vez contratou um recém-formado no Japão, de nacionalidade egípcia, em abril deste ano. A companhia com imensa frota de táxis pretende contratar mais estrangeiros, de diversas nacionalidades.
Profissionais contratados no meio da carreira, como brasileiro e coreano, já são 7, segundo informação do jornal.
Na página da companhia, há testemunho do brasileiro Ricardo Uehara. Veio ao Japão com 23 anos e de bancário, mudou sua carreira para motorista de táxi. Relata que no começo não foi fácil para superar algumas dificuldades como a geografia e idioma. Estudou bastante para o cliente não perceber insegurança. Ao lado dele, outros testemunhos mostram que apesar de trabalharem por um dia inteiro, tem descanso a cada 5 dias.
Fontes: Portal Mie com Rodo e HP Hinomaru
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Província de Miyazaki ultrapassou 2 mil estrangeiros e ainda falta mão de obra
Pela primeira vez a província de Miyazaki chegou a ter mais de 2 mil trabalhadores estrangeiros, segundo estatísticas de outubro do ano passado.
Apesar de os brasileiros serem minoria na província, somente 28, segundo dados do governo japonês, o número de trabalhadores estrangeiros de outros países aumenta em diversos setores. Agricultura, silvicultura, construção civil, indústrias da transformação e comércio, são os setores que mais necessitam desses recursos humanos. E há até movimentação para aumentar ainda mais, segundo informações do jornal MiyaBiz.
Fonte: IPC Digital com MiyaBiz
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Shizuoka quer fixação dos trabalhadores estrangeiros, principalmente dos brasileiros
O governo da província de Shizuoka anunciou esta semana que vai colocar seus esforços para a fixação de emprego dos trabalhadores estrangeiros, através de um mecanismo de suporte, já a partir deste ano fiscal e pelos próximos 3 anos.
Essa política está baseada em duas frentes: a primeira é a escassez da mão de obra dentro da sociedade japonesa e a segunda é a presença de mais de 40 mil trabalhadores estrangeiros na província. Com toda essa mão de obra estrangeira, especialmente a dos brasileiros, a província quer trabalhar junto às empresas e indústrias para contratações a longo prazo. Isso ajudaria a resolver a questão do avanço da economia da província.
Segundo uma pesquisa realizada há cerca de 8.500 trabalhadores brasileiros que não tem nenhuma restrição de trabalho, por causa do visto de residência a longo prazo.
Para executar essa política estão programadas visitas às indústrias e empresas locais e levantar a atual situação da contratação dessa mão de obra. Depois disso, através de consultoria especializada, pretende elaborar cursos de capacitação profissional para elevar as habilidades profissionais, além de solicitar melhorias nos ambientes de trabalho no sentido da fixação dessa mão de obra, melhorando os canais de comunicação entre elas.
Fonte: IPC Digital com Shizuoka Shimbun
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Empresários japoneses pressionam governo para liberar a entrada de mais estrangeiros
A Keidanren (Federação de Negócios do Japão), o mais poderoso lobby empresarial do Japão, se manifestou, nesta segunda-feira (19), a favor de uma maior abertura do país para trabalhadores estrangeiros qualificados e não qualificados, para atender a escassez de mão de obra.
A federação emitiu um conjunto de recomendações que abrangem seis áreas-chave da reforma regulatória, julgada necessária para a recuperação econômica. Na área do trabalho, a Keidanren apoia a necessidade de mais trabalhadores estrangeiros, contrariado a administração Abe, que tem hesitado em permitir um maior fluxo de trabalhadores estrangeiros, refletindo a opinião dos eleitores.
O poderoso lobby, que tem ligação com legisladores influentes, também sugere permitir uma “entrada agressiva” de profissionais altamente qualificados das áreas de desenvolvimento e pesquisa de novas tecnologias. A recomendação também destaca a necessidade e mão de obra menos qualificada para suprir a crescente demanda da construção civil, que enfrenta uma grave escassez de trabalhadores.
Fonte: IPC Digital
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Prefeitos discutem em Tokyo a presença dos trabalhadores estrangeiros no Japão
Os prefeitos das cidades com maior concentração de estrangeiros no Japão se reuniram hoje em Tokyo para mais um fórum de discussões. Os representantes de Gifu, Aichi e Nagano falaram sobre a Educação das crianças. Shiga, Mie e Okayama, sobre a convivência multicultural. Shizuoka e Gunma, sobre as medidas a serem tomadas em caso de desastres naturais.
Durante a apresentação, o prefeito de Oizumi Murayama Toshiaki comentou sobre o trabalho voluntário que os brasileiros e os peruanos da cidade organizaram para ajudar as vítimas do terremoto de Tohoku e falou também da necessidade das informações em casos de desastres naturais serem passadas com palavras mais simples e fáceis. A necessidade de ter mais estrangeiros participando dos treinamentos para emergências também foi colocada.
O prefeito de Kosai Hajime Mikami comentou sobre o prazo de permanência dos estagiários estrangeiros. Pelo sistema agora vigente, a mudança de nacionalidades e línguas é constante e o prefeito afirma que é difícil para as administrações locais estabelecerem políticas de assistência numa situação dessas. O prefeito da cidade de Ohta, Masayoshi Shimizu, ilustrou o problema. Ele disse que na região dele está aumentando a presença de trabalhadores vietnamitas e ele já está preocupado com a barreira da língua.
Para os brasileiros que foram acompanhar as discussões, a preocupação dos prefeitos em relação aos desastres naturais foi o ponto mais importante. ¨Eles falaram até em colocar legenda em português¨, disse Helena Yamagata, que trabalha no Kaigai Nikkeijin Kyokai.
Representantes do governo central também participaram das discussões, registraram os pedidos dos prefeitos e explicaram sistemas que existem e que já podem ser utilizados、como o curso de desastres naturais, que foi disponibilizado em português na página do Ministério de Assuntos Internos. Você pode conferir o material no link abaixo.
http://open.fdma.go.jp/e-college/foreigners/foreigners_po.html
Fonte: IPC Digital








