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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Falta de mão de obra estrangeira poderá prejudicar negócios no Japão

Levantamento mostra que 44,6% das empresas já empregam ou consideram contratar profissionais de outros países

trabalhadores estrangeiros
Uma pesquisa com 2.654 empresas de todo o Japão, realizada pela Câmara de Comércio e Indústria do Japão e outras organizações, mostrou que, entre as que já empregam trabalhadores estrangeiros, 65,9% consideram que dificuldades para contratar novos funcionários poderão prejudicar suas atividades.

Necessidade é maior em setores essenciais
O impacto é ainda maior em algumas áreas. Nos setores de enfermagem e cuidados, mais de 90% das empresas que já contam com estrangeiros disseram que uma dificuldade para contratar novos funcionários prejudicaria as atividades. No transporte, o índice passou de 70%, segundo divulgado pela TV Asahi.

A pesquisa também avaliou a posição das empresas sobre a política do governo para a contratação de estrangeiros. No total, 55,6% defenderam a ampliação da entrada de trabalhadores de outros países.

Segundo a Câmara de Comércio e Indústria do Japão, esses profissionais já desempenham um papel importante na manutenção das atividades de muitas empresas, principalmente em setores essenciais, como cuidados e transporte.

Os resultados mostram que a contratação de estrangeiros ganhou importância para negócios que enfrentam dificuldades em encontrar funcionários no mercado de trabalho japonês.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Nissan concentra produção no Japão e prepara mudanças em suas fábricas

A Nissan vai transferir a produção do Serena e do Elgrand de Fukuoka para Tochigi como parte de uma reorganização de suas fábricas no Japão

Nissan

A Nissan Motor anunciou uma reorganização de sua produção no Japão que inclui a transferência de dois modelos de minivans, atualmente fabricados em Fukuoka, para a fábrica da companhia em Tochigi.

A montadora informou na quinta-feira (10) que pretende levar para Tochigi a produção do Serena e do Elgrand. A mudança faz parte dos esforços para aumentar a eficiência das operações domésticas em meio ao processo de reestruturação da empresa.

Atualmente, o Serena é produzido pela Nissan Motor Kyushu, enquanto o Elgrand, modelo de categoria superior, é fabricado pela Nissan Shatai Kyushu. As duas fábricas ficam na cidade de Kanda (Fukuoka).

Produção será concentrada por tipos de veículos
Segundo a Nissan, a transferência deverá ser concluída ao longo dos próximos anos. A estratégia é concentrar veículos semelhantes em determinadas fábricas, permitindo uma utilização mais eficiente das linhas de montagem.

A fábrica de Tochigi é uma das principais bases da Nissan para a produção de veículos elétricos. Entre os modelos fabricados no local está o Leaf. A unidade também produz veículos a gasolina de maior valor agregado, como o esportivo Fairlady Z.

A utilização da capacidade da fábrica de Tochigi diminuiu, em parte, devido à desaceleração do crescimento do mercado de veículos elétricos. No ano fiscal encerrado em março, cerca de 30 mil veículos foram produzidos na unidade.

Com a chegada do Serena e do Elgrand, a expectativa é de que o volume de produção em Tochigi aumente significativamente.

Nissan mira produção de 1 milhão de veículos no Japão
A Nissan também estabeleceu como objetivo produzir cerca de 1 milhão de veículos por ano no Japão no futuro, impulsionada pelo crescimento das vendas no mercado doméstico e das exportações.

Esse volume representaria um aumento de aproximadamente 40% em relação à produção registrada no ano fiscal de 2025. A montadora, no entanto, não informou um prazo específico para alcançar a meta.

A reorganização ocorre enquanto a Nissan avança em um amplo plano de recuperação de seus negócios. Entre as medidas previstas está o fechamento de sete fábricas no Japão e no exterior.

Uma delas é a fábrica de Oppama, em Yokosuka (Kanagawa), cuja produção deverá ser transferida para uma unidade da Nissan Motor Kyushu.

A empresa, com sede em Yokohama, também pretende encerrar as atividades da fábrica de Shonan, operada pela subsidiária Nissan Shatai em Hiratsuka (Kanagawa).
Fonte: Portal Mie com Japan Today

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Japão quer revisar inspeção trabalhista sobre horas extras e ampliar requalificação profissional

O foco é permitir que funcionários dispostos a trabalhar mais tenham liberdade para isso, sem que a empresa sofra pressão da fiscalização

Lei de Normas Trabalhistas
O governo do Japão realizou nesta quarta-feira (27), em Tóquio, uma reunião do subcomitê de reforma do mercado de trabalho do Conselho de Estratégia de Crescimento do país, responsável por discutir políticas econômicas.

O grupo apresentou uma proposta que prevê a revisão da forma como as inspeções trabalhistas orientam empresas sobre horas extras, além do fortalecimento da requalificação profissional, conhecida como reskilling, informou a agência Kyodo.

A proposta recebeu aprovação geral dos participantes e deverá ser incorporada à Estratégia de Crescimento do Japão, prevista para ser elaborada durante o verão.

Revisão envolve orientação das inspeções trabalhistas
A legislação japonesa determina, com base na Lei de Normas Trabalhistas, jornada de até 8 horas por dia e 40 horas por semana. No entanto, empresas podem permitir até 45 horas extras mensais mediante acordo entre empregadores e trabalhadores.

Além disso, em períodos de grande demanda, as empresas podem firmar cláusulas especiais que ampliam o limite de horas extras para menos de 100 horas mensais, incluindo trabalho em feriados.

De acordo com a proposta apresentada pelo subcomitê, mesmo nos casos em que essas cláusulas especiais estão em vigor, as inspeções trabalhistas atualmente orientam de forma uniforme para que as horas extras permaneçam dentro do limite de 45 horas mensais.

Diante dessa situação, o documento destaca a necessidade de revisar a operação dessas orientações. O foco central é permitir que funcionários que desejam trabalhar mais tenham liberdade para isso, sem que a empresa sofra pressão imediata da fiscalização.

Debate sobre legislação trabalhista ficará para depois do verão
Sobre o sistema de trabalho discricionário e outras regras relacionadas à jornada de trabalho, tema mencionado pela primeira-ministra Sanae Takaichi em seu discurso de diretrizes políticas em fevereiro, o documento afirma apenas que será necessário discutir o assunto no Conselho de Política Trabalhista do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar após o verão.

A proposta também inclui medidas para impulsionar a requalificação profissional em 17 áreas consideradas estratégicas pelo governo japonês, incluindo inteligência artificial e semicondutores.

O fortalecimento do reskilling é uma das prioridades do governo dentro da política de crescimento econômico e reforma do mercado de trabalho.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Custos elevados e inflação impulsionam falências no Japão

O número de falências corporativas no Japão atingiu 883 em abril, um aumento de 6,6% em relação ao ano anterior, marcando o quinto mês de alta consecutiva

falências corporativas no Japão
O número de falências corporativas em todo o Japão atingiu 883 casos no mês passado, marcando o quinto aumento consecutivo em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados na quarta-feira (13) pela agência de relatórios de crédito Tokyo Shoko Research.

Este número representa o patamar mais alto para o mês de abril nos últimos 12 anos.

As falências registradas envolveram passivos totais de 10 milhões de ienes ou mais, representando um crescimento de 6,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O montante total das dívidas acumuladas pelas empresas atingiu 111,9 bilhões de ienes, um aumento de 8,8% em relação ao ano anterior.

Fatores de pressão econômica
A agência destacou que diversos fatores estão sobrecarregando os lucros corporativos e gerando dificuldades crescentes de fluxo de caixa para um número cada vez maior de companhias. Entre os principais desafios citados estão:

  • Aumento generalizado dos preços;
  • Elevação dos custos de mão de obra;
  • Subida das taxas de juros.

Além disso, a Tokyo Shoko Research alertou que os efeitos da escassez de nafta e a alta nos preços do petróleo bruto, causados pela situação no Oriente Médio, começam a ser sentidos de forma mais intensa.

A agência concluiu com um alerta preocupante: “Existem receios de que o impacto se espalhe para as pequenas e médias empresas“.
Fonte: Portal Mie com JN

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Japão mira aumento de 15% na produtividade do trabalho para impulsionar o crescimento

O Japão, sob a primeira-ministra Sanae Takaichi, visa aumentar a produtividade do trabalho em 15% nos próximos cinco anos, focando em requalificação e digitalização para impulsionar o crescimento econômico e atrair talentos

Japão mira crescimento com reformas e aumento de produtividade
O Japão anunciou na quarta-feira (22) seu ambicioso plano de elevar a produtividade do trabalho em 15% ao longo de cinco anos.

A iniciativa, liderada pelo governo da primeira-ministra Sanae Takaichi, visa impulsionar o crescimento econômico por meio da requalificação profissional e da digitalização da força de trabalho, considerando o desenvolvimento de talentos altamente qualificados como essencial para o futuro do país.

Este objetivo foi delineado durante uma reunião do Conselho para a Estratégia de Crescimento do Japão, onde foram discutidas reformas trabalhistas.

Desafios econômicos e setores estratégicos
Elas são vistas como passos cruciais para concretizar os planos de gastos expansivos da primeira-ministra em 17 campos estratégicos, incluindo inteligência artificial, semicondutores e a indústria de defesa.

Atualmente, o nível de produtividade do trabalho do Japão permanece o mais baixo entre as economias avançadas do G7. Este cenário é atribuído, em parte, à crescente proporção de funcionários não regulares e ao lento investimento em tecnologias que economizam mão de obra.

O governo enfatiza que uma maior produtividade resultaria em aumentos salariais, tornando o país mais atraente para talentos.

“Perseguiremos o crescimento econômico incansavelmente para fortalecer nossa nação”, afirmou Sanae Takaichi ao final da reunião, que foi aberta à mídia, acrescentando que o governo “vai propor e executará políticas verdadeiramente necessárias sem hesitação”.

Cenário internacional e escassez de mão de obra
Em 2024, o Japão ocupou a 28ª posição em produtividade do trabalho entre os 38 membros da OCDE, medida pelo valor de bens e serviços produzidos por trabalhador por hora.

Este ranking reflete, em parte, a desvalorização do iene, que elevou os custos de importação de energia e matérias-primas, conforme o Japan Productivity Center.

Durante a mesma reunião, o Gabinete também ressaltou a necessidade urgente de abordar a escassez de mão de obra, incentivando ainda mais a participação de mulheres e idosos no mercado de trabalho.

Inclusão e apoio à família
Para isso, o governo japonês estabeleceu metas específicas: aumentar a proporção de empresas que permitem que seus funcionários trabalhem até os 70 anos de 34,8% em 2025 para 40% em 2029, em conformidade com a legislação vigente.

Outro objetivo é elevar a porcentagem de trabalhadoras que continuam na mesma empresa antes e depois do nascimento do primeiro filho para 80% em 2030, partindo de 69,5% em 2021. Isso será alcançado através de medidas que visam aliviar as cargas domésticas.

Com o intuito de auxiliar os pais a conciliar as demandas do trabalho e do cuidado familiar, o governo planeja criar uma licença governamental que certificará pessoas qualificadas para oferecer serviços de apoio doméstico. 

O primeiro exame para a obtenção desta certificação está previsto para ocorrer por volta do outono de 2027.
Fonte: Portal Mie com MN

quarta-feira, 4 de março de 2026

Pedidos de seikatsu hogo aumentam pelo 6º ano seguido e chegam a 256 mil no Japão

As famílias com idosos representam 54,9% do total de beneficiários, e mais de 90% desses lares são de pessoas com mais de 65 anos que vivem sozinhas

seikatsu hogo
O número de pedidos de assistência social no Japão voltou a crescer e atingiu o maior patamar desde que o atual método de contabilização passou a ser adotado, em 2013. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, em 2025 foram registradas 256.438 solicitações de seikatsu hogo, 457 a mais que no ano anterior — um aumento de cerca de 0,2%, informou o jornal Asahi.

Com isso, o número de pedidos sobe pelo sexto ano consecutivo, mantendo a tendência de alta iniciada após a pandemia de covid-19 em 2020.

De acordo com o levantamento, o número preliminar de pedidos apenas em dezembro de 2025 foi de 18.586 — 30 a mais que no mesmo mês do ano anterior. Somando os dados consolidados de janeiro a março com os números preliminares de abril a dezembro, o total anual ultrapassou os 256 mil pedidos, superando as 255.981 solicitações registradas em 2024.

O seikatsu hogo é uma ajuda em dinheiro oferecida pelo governo aos cidadãos sem mínimas condições de sobrevivência, como desempregados, deficientes, portadores de doenças graves, aposentados e outras pessoas que não podem trabalhar.

Perfil das famílias beneficiadas
Apesar do aumento nas solicitações, o número de lares que efetivamente recebiam o benefício em dezembro de 2025 foi de 1.646.424 — uma redução de 5.749 famílias em relação ao mesmo mês do ano anterior.

As famílias compostas por idosos representam 54,9% do total de beneficiários, sendo que mais de 90% desses lares são formados por pessoas idosas que vivem sozinhas.

Entre os demais grupos, famílias com pessoas com deficiência ou com doenças representam 25,5%, enquanto lares monoparentais (principalmente mães solo) correspondem a 3,6%.

O ministério também divulgou os dados consolidados do ano fiscal de 2024. A média mensal de pedidos foi de 21.626, um aumento de 677 solicitações (3,2%) em comparação ao exercício anterior.

A partir de outubro deste ano, o governo pretende elevar em 1.000 ienes por mês o adicional especial da ajuda básica destinada às despesas cotidianas. Já os critérios de cálculo do valor do benefício são revisados, em princípio, a cada cinco anos — e a próxima revisão está prevista para o ano fiscal de 2027.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Salários reais do Japão caem pelo 11º mês seguido

Os salários reais do Japão registraram uma queda de 2,8% em novembro, marcando o 11º mês consecutivo de declínio. Este foi o recuo mais acentuado desde janeiro passado, impulsionado pelo crescimento salarial que não acompanhou a alta dos preços.

Salários reais do Japão
Os salários reais no Japão em novembro caíram 2,8% em relação ao ano anterior, marcando o 11º mês consecutivo de declínio e a queda mais acentuada desde janeiro passado, já que o crescimento salarial continuou a ficar atrás do aumento dos preços, mostraram dados do governo nesta quinta-feira (8).

De acordo com o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, salários ajustados pela inflação caíram, já que um aumento de 3,3% nos preços ao consumidor mais do que compensou uma subida de 0,5% nos salários nominais para 310.202 ienes (US$ 1.980).

Os preços de alimentos e energia permaneceram elevados, mantendo os salários reais — um indicador chave do poder de compra do consumidor — em território negativo por quase um ano, mesmo com os salários nominais tendo crescido por 47 meses consecutivos.

O crescimento dos salários nominais desacelerou de um aumento revisado de 2,5% em outubro, arrastado por uma queda de 17% nas remunerações especiais, que um funcionário do ministério descreveu como um “componente volátil”.

O Banco Central do Japão (BOJ) observará de perto as negociações salariais desta primavera como um indicador chave para decidir o ritmo de futuros aumentos das taxas de juros, após implementar um aumento para o nível mais alto em 30 anos no mês passado.

O funcionário não forneceu uma avaliação da perspectiva para os salários reais, dizendo que os dados de dezembro refletiriam melhor os bônus de inverno.

Em 2024, os salários reais registraram aumentos ano a ano em junho, julho, novembro e dezembro, quando os bônus de verão e inverno são tipicamente pagos.
Fonte: Portal Mie com MN

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Exportações do Japão crescem pelo terceiro mês com recuperação de envios aos EUA

As exportações japonesas aumentaram pelo terceiro mês consecutivo em novembro, impulsionadas pela recuperação dos envios para os EUA. Isso fortalece a expectativa de que o Banco do Japão continue a elevar as taxas de juros.

exportações japonesas
As exportações do Japão cresceram pelo terceiro mês consecutivo em novembro, conforme dados do governo divulgados nesta quarta-feira (17), com os envios para os EUA se recuperando pela primeira vez em oito meses, fortalecendo o argumento para que o BOJ continue a aumentar as taxas de juros.

O total das exportações em valor subiu 6,1% ano a ano no mês passado, superando a previsão mediana do mercado de um aumento de 4,8% e seguindo um ganho de 3,6% em outubro.

As exportações para os Estados Unidos aumentaram 8,8% em novembro em relação ao ano anterior, enquanto para a China caíram 2,4%, mostraram os dados.

Superávit comercial e ajustes tarifários
As importações cresceram 1,3% no mês passado, ano a ano, em comparação com as previsões de mercado de um aumento de 2,5%.

Como resultado, o Japão registrou um superávit comercial de ¥322,3 bilhões (US$ 2,08 bilhões) em novembro, em comparação com a previsão de ¥71,2 bilhões.

A economia do Japão encolheu no terceiro trimestre, com as exportações em queda devido aos impactos das tarifas dos EUA, mas analistas esperam que o crescimento se recupere no trimestre atual.

O choque inicial das tarifas mais altas mostrou-se mais brando do que o temido, já que os exportadores japoneses absorveram os custos das tarifas para permanecerem competitivos, auxiliados por um iene mais fraco.

Acordos comerciais e expectativas de juros
Um certo alívio veio depois que os EUA e o Japão formalizaram um acordo comercial em setembro, que implementou uma tarifa base de 15% sobre quase todas as importações dos EUA do Japão, abaixo dos 27,5% iniciais sobre automóveis e 25% sobre a maioria dos outros bens.

Uma pesquisa muito observada do Banco Central do Japão (BOJ) mostrou na segunda-feira (15) que o sentimento empresarial dos grandes fabricantes japoneses atingiu o maior nível em quatro anos nos três meses até dezembro.

Com as preocupações sobre as tarifas diminuindo, espera-se amplamente que o BOJ aumente sua taxa de política de curto prazo de 0,5% para 0,75% ainda esta semana, embora o ritmo de futuros aumentos de juros permaneça incerto.
Fonte: Portal Mie com Yahoo! Finance

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Japão visa medidas mais rígidas para estrangeiros que não pagam previdência e seguro saúde

Japão estuda medidas rigorosas para residentes estrangeiros com atrasos no seguro saúde e previdência. Inadimplência pode impedir renovação do visto a partir de 2027.

medidas mais rígidas para estrangeiros
O governo do Japão está considerando medidas mais rigorosas contra residentes estrangeiros que atrasam as contribuições para o seguro saúde público ou para a previdência.

Aqueles que não cumprirem os pedidos de pagamento não terão, em princípio, permissão para alterar ou renovar seu status de residência.

O Ministério do Bem-Estar e a Agência de Serviços de Imigração planejam começar a usar os registros de pagamento como parte do processo de triagem para pedidos de residência. A mudança provavelmente começará em junho de 2027.

Cidadãos estrangeiros que vivem no Japão por três meses ou mais são obrigados a aderir aos programas nacionais de previdência e seguro saúde.

No entanto, o ministério afirma que as contribuições combinadas para a previdência de residentes estrangeiros no ano fiscal até março de 2025 foram de 49,7% do valor devido.

Uma pesquisa entre 150 governos locais também revelou que residentes estrangeiros haviam pago, em média, 63% de seus prêmios de seguro saúde, até o final do ano passado.

Há também casos em que pessoas deixaram o Japão com seus pagamentos de seguro saúde em atraso, apesar de terem utilizado serviços médicos.

O ministério também planeja dar às autoridades locais a opção de permitir que pessoas que se mudam para o Japão do exterior paguem o seguro saúde adiantado em uma única parcela, a partir de abril do próximo ano.
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Nova instalação de semicondutores da Mitsubishi Electric é concluída no Japão

A Mitsubishi Electric inaugura fábrica de semicondutores de potência em Kumamoto, visando suprir a demanda por chips de carbeto de silício usados em veículos elétricos

Mitsubishi Electric
A Mitsubishi Electric realizou, na quarta-feira (1º), uma cerimônia para marcar a conclusão de uma nova unidade de produção de semicondutores de potência em uma planta em Kikuchi (Kumamoto).

A nova instalação começará a operar em novembro, e a empresa planeja iniciar a produção em massa em 2027.

Semicondutores de potência, que controlam correntes e tensões elétricas, são utilizados em veículos elétricos e eletrodomésticos. A nova unidade fabricará os de carbeto de silício, cuja demanda relacionada a veículos elétricos deverá crescer no médio a longo prazo, graças à maior eficiência energética em comparação com os chips à base de silício.

A empresa adiou parte de seu plano de aprimoramento de equipamentos para a nova unidade para o ano fiscal de 2031 e além, devido a um aumento na demanda de mercado de veículos elétricos menor do que o esperado.

“Decidiremos quantas linhas de produção vamos instalar após analisar as condições do mercado e outros fatores”, afirmou o presidente da Mitsubishi Electric, Kei Uruma, aos repórteres.

A instalação de seis andares, com uma área total de 42 mil metros quadrados, foi construída como parte da planta Shisui da empresa, a um custo total de cerca de ¥100 bilhões (US$680 milhões).

Ela será responsável pelo processo de gravação de circuitos em wafers.
Fonte: Portal Mie com JT

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Novas diretrizes para ciclistas no Japão incluem multas rigorosas

Japão endurece as leis para ciclistas. A partir de abril de 2026, a ANP aplicará multas diretas para infrações como usar celular ao pedalar, com o objetivo de reduzir acidentes.

ciclistas no Japão
A Agência Nacional de Polícia (ANP) do Japão lançou um manual detalhando novas multas e penalidades para ciclistas que cometem infrações de trânsito, como parte de uma repressão antes da implementação de uma lei de trânsito revisada em abril do próximo ano.

A partir de 1º de abril de 2026, ciclistas com 16 anos ou mais receberão bilhetes azuis imediatamente por infrações que possam levar a acidentes, como o uso de telefone enquanto pedalam. Aqueles que recebem bilhetes azuis podem evitar a acusação se pagarem a multa dentro do prazo.

O manual, divulgado em 4 de setembro, também esclareceu que para infrações menos graves, como pedalar na calçada onde isso não é permitido, usar um guarda-chuva enquanto pedala ou não usar luzes à noite, a polícia continuará com a política atual de emitir advertências, exceto em casos onde a pessoa for considerada perigosa para outros.

Os esclarecimentos sobre o uso da calçada vieram após o governo solicitar a opinião pública e receber principalmente respostas negativas ao plano inicial de impor multas de ¥6 mil.

Bilhetes azuis serão emitidos em casos como o uso de um celular enquanto pedala, atravessar passagens de nível fechadas ou pedalar sem freios, com as infrações impondo multas de ¥12 mil, ¥7 mil e ¥5 mil, respectivamente.

Enquanto isso, infrações graves, como pedalar sob a influência de álcool, continuarão resultando no atual bilhete vermelho de trânsito, sujeito a penalidades criminais.

O manual, em japonês, pode ser encontrado clicando aqui.
Fonte: Portal Mie com JT

sexta-feira, 18 de julho de 2025

TSMC confirma início de construção de nova fábrica no Japão em 2025

TSMC anuncia início da construção de sua segunda fábrica no Japão ainda este ano, produzindo chips avançados de 6 nanômetros

Taiwan Semiconductor Manufacturing Co
A Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC), a maior fabricante de chips por contrato do mundo, iniciará a construção de sua segunda planta no Japão ainda este ano, segundo informou o CEO da empresa, C.C. Wei, nesta quinta-feira.

O anúncio de Wei surge após uma reportagem anterior do The Wall Street Journal, que mencionou que a TSMC planejava adiar, mais uma vez, a construção da nova fábrica em Kumamoto, para priorizar investimentos em suas operações nos Estados Unidos e evitar tarifas.

Na coletiva de imprensa, C.C. Wei destacou que “a construção de nossa segunda fábrica especializada está programada para começar ainda este ano, dependendo da prontidão da infraestrutura local”.

A TSMC pretende edificar essa instalação ao lado de sua primeira planta japonesa que começou a produção em massa no final de 2024, com o objetivo de produzir chips avançados de 6 nanômetros.

Inicialmente, a empresa planejava iniciar a construção da segunda planta até março deste ano, mas adiou o projeto para o final de 2025.

O meio de comunicação dos EUA informou, em 4 de julho, que a TSMC estava considerando mais adiamentos, mas os planos parecem estar de volta aos trilhos.
Fonte: Portal Mie com Mainichi


quarta-feira, 4 de junho de 2025

Paralisação temporária em planta da Suzuki continua

Montadora de veículos mantém paralisação temporária em uma de suas fábricas

Suzuki
A montadora Suzuki continua com paralisação temporária de toda a planta de Sagara, na cidade de Makinohara (Shizuoka).

Inicialmente, a informação era de que a produção ficaria suspensa entre 26 e 30 de maio, pelo motivo de escassez no fornecimento de peças.

No entanto, a escassez persiste e a Suzuki teve que continuar a suspensão até 6 de junho.

Sobre a retomada da produção, a montadora afirmou que avaliará a situação e fornecerá mais informações em breve.

Essa planta produz o veículo Swift, mas a montadora não informou quantas unidades serão afetadas com essa paralisação de pelo menos 2 semanas.
Fonte: Portal Mie com Newswitch

terça-feira, 13 de maio de 2025

Falências de empresas no Japão em abril atingem o maior número em 11 anos

Pesquisa revela alta de 5,7% nas falências corporativas no Japão em abril, o maior nível em 11 anos. Falta de mão de obra e inflação são apontadas como causas principais.

Falências de empresas no Japão
De acordo com informações de uma pesquisa realizada por uma empresa de crédito divulgadas na segunda-feira (12), o número de falências corporativas no Japão aumentou 5,7% em abril em comparação ao ano anterior totalizando 828, o nível mais alto em 11 anos para o mês.

Muitos negócios enfrentaram dificuldades como falta de mão de obra e problemas financeiros devido a preços elevados.

O número de falências relacionadas à falta de pessoal foi de 36, uma alta recorde para abril desde 2013 quando dados comparativos começaram a ser disponibilizados, enquanto aqueles relacionados a preços em alta situou-se a 56.

Por indústria, o setor de serviços, incluindo restaurantes, viu o número mais alto de falências, a 292, alta de 10,6%, seguida pela área da construção com 152 e varejista com 106, de acordo com a Tokyo Shoko Research.

Um funcionário da Tokyo Shoko Research alertou sobre os desafios que as empresas de pequeno e médio portes enfrentam em garantir recursos humanos suficientes, visto que elas não conseguem acompanhar o nível de aumentos salariais vistos em grandes companhias.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Fabricante de autopeças em Aichi faz investimentos para conter tarifas

A empresa está preocupada com o fato de que tarifas podem levar montadoras a mudarem para fornecedores nos EUA

Fabricante de autopeças
A administração de Donald Trump agora começou a cobrar 25% de tarifas em todas as importações de automóveis como programado.

Uma fabricante de autopeças no Japão está recorrendo a novos investimentos para conter o impacto.

A Autec, com sede na província de Aichi, produz componentes de metal usados em motores, sistemas de exaustão e em outros lugares. Eles são usados em muitos carros destinados aos EUA.

A empresa está preocupada com o fato de que tarifas podem levar montadoras a mudarem para fornecedores nos EUA.

No mês passado, a Autec começou a discutir sobre como melhorar sua competitividade para que seus clientes se fixem a ela. A companhia decidiu fazer investimentos em equipamento de produção.

O executivo da Autec, Daisuke Ogawa, disse: “Para montadoras, não é apenas preço, mas também a qualidade que importa. Visamos cortar custos ao melhorar a produtividade enquanto ao mesmo tempo melhoramos a qualidade. Esperamos que isso impeça que as montadoras se voltem para fornecedores americanos em resposta à tarifa de Trump”.

A Autec planeja automatizar suas prensas de metal para melhorar eficiência. Ela também introduzirá um sistema de controle de qualidade que usa inteligência artificial.
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 28 de março de 2025

Aumentos salariais no Japão não são tão animadores quanto parecem, mostra pesquisa

Um instituto revelou que entre mais de 12.000 empresas, apenas 51% aceitaram conceder aumento salarial aos seus trabalhadores

aumento salarial
Embora a Confederação Sindical do Japão, conhecida como Rengo, informe que conquistou os maiores ganhos salariais para os trabalhadores em mais de três décadas por dois anos consecutivos, o cenário das tendências salariais não é tão animador assim, segundo o Shinkin Central Bank Research Institute, publicou a Bloomberg.

A central sindical diz que 66% dos sindicatos que abrange conseguiram bons resultados nas negociações com empregadores, com até 30% obtendo compromissos para aumentos na remuneração geral.

Porém, a pesquisa do Shinkin com 12.817 empresas revelou que apenas 51% se comprometeram com aumentos salariais.

A diferença está na configuração das empresas visadas. Os sindicatos ligados à Rengo negociam com empresas com pelo menos 100 funcionários, enquanto quase todas as empresas pesquisadas pelo Shinkin têm menos de 100 trabalhadores, muitas das quais não têm organizações trabalhistas.

Outro ponto é que quase 70% dos trabalhadores são empregados por pequenas empresas no Japão, que somam quase 5 milhões, em comparação com menos de 66.000 que empregam 100 ou mais pessoas.

Com base no levantamento feito pelo Shinkin, uma grande parte dos trabalhadores no Japão não terá um grande aumento salarial ou não terá qualquer aumento.

O fato é que a realidade dificulta o caminho do banco central japonês, que busca um ciclo econômico virtuoso, no qual os aumentos salariais alimentam os gastos e o crescimento dos preços liderado pela demanda.

A tendência de aumentos salariais é importante nas decisões a serem tomadas pelo BC do Japão.

O chefe do órgão, Kazuo Ueda, comentou no Parlamento na quarta-feira (26), que as tendências de salários e preços parecem estar no caminho certo com base nas últimas negociações salariais e outras audiências, embora a inflação ao consumidor não tenha atingido a meta do banco, que é de 2%. O consumo foi pouco positivo no quarto trimestre de 2024.

Nas contas das empresas, a moeda japonesa sendo negociada a 150 ienes por dólar americano, é uma benção para grandes exportadores, mas é um fardo para as pequenas empresas, que dependem da importação de matérias-primas.

Em geral, trabalhadores de pequenas empresas não têm o benefício de um sindicato, ficando sem poder de barganha. Em termos comparativos, empresas onde o sindicato é atuante concederam aumento salarial médio de 4,5% em 2024, enquanto naquelas sem sindicato o aumento foi de 3,6%, segundo o Ministério do Trabalho.
Fonte: Alternativa 

quarta-feira, 12 de março de 2025

Nissan manterá 5 plantas do Japão, mas otimizará linhas de produção

As prefeituras onde a Nissan tem planta estão aliviadas pelo anúncio de não fechá-las, embora necessite reestruturar a empresa

Nissan
A Nissan Motor, que atualmente está passando por uma reestruturação empresarial, decidiu manter as 5 plantas domésticas (Japão), incluindo a de Tochigi.

Como o fechamento de uma planta teria um grande impacto econômico, especialmente na questão do emprego, a montadora planeja otimizar as linhas de produção para a redução de custos.

As 5 plantas da Nissan ficam em Hiratsuka e Yokosuka (Kanagawa), em Kaminokawa (Tochigi), Kanda (Fukuoka) e mais uma em Kyushu.

O desempenho da Nissan piorou porque as vendas nos Estados Unidos e na China estão fracas. Em novembro do ano passado, a montadora anunciou medidas de racionalização, incluindo o corte de 9 mil empregados em todo o mundo e a redução da capacidade de produção em 20%.

No mês passado, a montadora anunciou planos para fechar 3 fábricas, incluindo uma na Tailândia, mas não divulgou detalhes sobre os outros dois locais.

As medidas específicas de racionalização serão discutidas juntamente com a nova estrutura de gestão e deverão ser anunciadas em breve.

“Como cidade, somos gratos pelo apoio que recebemos da fábrica por tanto tempo, e estamos aliviados que ela permanecerá. Pretendemos continuar a fornecer nossa cooperação total no futuro”, disse o prefeito de Kaminokawa para a Tochigi TV.
Fonte: Portal Mie com Tochigi TV 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Nissan construirá planta de baterias para veículos elétricos no Japão

A companhia planeja iniciar produção em massa de baterias eficientes de fostato de ferro de lítio na instalação com início no ano fiscal de 2028

Nissan Motor
A Nissan Motor anunciou na quarta-feira (22) que construirá uma nova fábrica de baterias para veículos elétricos (VEs) em Kitakyushu, assinando um acordo com a cidade e a província de Fukuoka.

Atualmente, a Nissan está realizando discussões com a Honda em relação a uma integração de negócios em potencial destinada a fortalecer a competitividades no setor de VEs.

A fábrica planejada ficará na área de Hibikinada do distrito de Wakamatsu, em Kitakyushu, cobrindo uma área de aproximadamente 150 mil metros quadrados.

A companhia planeja iniciar produção em massa de baterias eficientes de fostato de ferro de lítio (LFP) na instalação com início no ano fiscal de 2028.

O investimento, totalizando ¥153,3 bilhões, representa o maior na história de Kitakyushu.

Também é esperado que o projeto crie aproximadamente 500 novos empregos, marcando o maior número de novas contratações na última década para a região.

No mercado de VEs, o Grupo Toyota também está avançando com planos para construir uma planta de baterias de próxima geração na cidade de Kanda (Quioto).
Fonte: Portal Mie com KBC, News on Japan

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Mais vagas do que candidatos em outubro no Japão

Em outubro teve mais oferta de vagas do que candidatos e ainda assim a taxa de desemprego chegou a 2,5%. O Japão teve recorde de mulheres trabalhadoras.

vagas de emprego por candidato
Segundo informações do Ministério da Administração Interna e Comunicações do Japão (SOUMU), de sexta-feira (29), a taxa de desemprego em outubro foi de 2,5%, ligeiramente (0,1%) inferior à de setembro.

Nesse mês o total de pessoas desempregadas foi de 1,7 milhão, o que significa 50 mil a menos do que no mesmo mês de 2023 e redução pelo terceiro mês consecutivo.

Em contrapartida, o número de pessoas empregadas foi de 68,13 milhões, um aumento de 420 mil face ao mesmo mês do ano passado, marcando o 27.º mês consecutivo de crescimento.

Dessas, 31,09 milhões são mulheres, um recorde no país.

Mais vagas do que candidatos em outubro
No mesmo dia, o Ministério de Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão (MHLW) informou que a proporção efetiva de vagas de emprego por candidato em outubro foi de 1,25, o que significa 0,01% a mais do que em setembro. 

É o segundo mês consecutivo em que a proporção de ofertas de vagas excede o número de candidatos.

As províncias com maior número de vagas em relação aos candidatos são:

  • Fukui, com 1,94
  • Yamaguchi, com 1,73 
  • Kagawa, com 1,65

Em contrapartida, as províncias de Osaka (1,06) e Fukuoka (1,08) foram as com as menores proporções.

“Algumas empresas estão tentando garantir trabalhadores, aumentando os salários e melhorando o tratamento. Estaremos atentos ao impacto do aumento do custo de vida em relação ao recrutamento”, observou o MHLW.
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Número de falências por falta de trabalhadores mantém nível recorde no Japão

O sentimento de escassez de mão de obra nas empresas permanece elevado

escassez de mão de obra
O impacto da escassez de mão de obra nas empresas está se tornando cada vez mais grave. O número de falências atribuídas à falta de trabalhadores, devido à dificuldade de contratação, aumento nos custos trabalhistas e saídas de funcionários, chegou a 163 casos no primeiro semestre do ano fiscal de 2024 (de abril a setembro). Isso supera em ritmo recorde o número do ano fiscal de 2023, que já havia registrado o maior número da história, segundo o Teikoku Databank.

Embora as estatísticas mostrem que o número de trabalhadores empregados está aumentando e a taxa de ofertas de emprego eficazes tenha se estabilizado, indicando uma aparente melhora, aumentos salariais e a maior mobilidade no mercado de trabalho estão contribuindo para o aumento das falências por falta de mão de obra.

Segundo pesquisas mensais realizadas pelo Teikoku Databank, o sentimento de escassez de mão de obra nas empresas permanece elevado, e espera-se que as falências por falta de trabalhadores continuem em níveis altos, principalmente entre pequenas empresas com condições de trabalho mais rígidas.

O número de falências relacionadas à falta de mão de obra entre abril e setembro atingiu 163 casos, marcando um recorde pelo segundo ano consecutivo. No ano fiscal de 2023, esse número foi de 313, um aumento significativo de 2,1 vezes em relação ao ano anterior.

A escassez de mão de obra, que se tornou um problema mais grave desde a pandemia de Covid-19, continua a causar graves danos às operações das empresas.

Entre os setores, a construção registrou 55 falências (51 no mesmo período do ano anterior) e o setor de logística teve 19 casos, mantendo um nível elevado e representando 45,4% do total. Além disso, o setor de restaurantes registrou um aumento acentuado, com 9 casos (2 no ano anterior). A maior parte das falências ocorreu entre pequenas empresas com menos de 10 funcionários.

A falta de mão de obra está especialmente acentuada nos áreas de construção e logística. Aproximadamente 70% das empresas nesses setores relataram sentir escassez de trabalhadores, um número significativamente maior do que a média geral de 51,5%.

Embora o sentimento de escassez de mão de obra tenha diminuído temporariamente no início da pandemia de Covid-19, ele voltou a crescer com a recuperação econômica.

Além disso, as restrições ao limite de horas extras que entraram em vigor em abril deste ano nos setores de transporte e construção agravaram o problema, resultando em um aumento nos casos de falência.
Fonte: Alternativa