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sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Mais vagas do que candidatos em outubro no Japão

Em outubro teve mais oferta de vagas do que candidatos e ainda assim a taxa de desemprego chegou a 2,5%. O Japão teve recorde de mulheres trabalhadoras.

vagas de emprego por candidato
Segundo informações do Ministério da Administração Interna e Comunicações do Japão (SOUMU), de sexta-feira (29), a taxa de desemprego em outubro foi de 2,5%, ligeiramente (0,1%) inferior à de setembro.

Nesse mês o total de pessoas desempregadas foi de 1,7 milhão, o que significa 50 mil a menos do que no mesmo mês de 2023 e redução pelo terceiro mês consecutivo.

Em contrapartida, o número de pessoas empregadas foi de 68,13 milhões, um aumento de 420 mil face ao mesmo mês do ano passado, marcando o 27.º mês consecutivo de crescimento.

Dessas, 31,09 milhões são mulheres, um recorde no país.

Mais vagas do que candidatos em outubro
No mesmo dia, o Ministério de Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão (MHLW) informou que a proporção efetiva de vagas de emprego por candidato em outubro foi de 1,25, o que significa 0,01% a mais do que em setembro. 

É o segundo mês consecutivo em que a proporção de ofertas de vagas excede o número de candidatos.

As províncias com maior número de vagas em relação aos candidatos são:

  • Fukui, com 1,94
  • Yamaguchi, com 1,73 
  • Kagawa, com 1,65

Em contrapartida, as províncias de Osaka (1,06) e Fukuoka (1,08) foram as com as menores proporções.

“Algumas empresas estão tentando garantir trabalhadores, aumentando os salários e melhorando o tratamento. Estaremos atentos ao impacto do aumento do custo de vida em relação ao recrutamento”, observou o MHLW.
Fonte: Portal Mie com NHK

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Taxa de desemprego no Japão em dezembro cai para 2,4%, mostra governo

Os setores que mais vagas ofereceram são de hospedagem e serviços

Taxa de desemprego no Japão
Dados do governo mostram que a taxa de desemprego no país caiu para 2,4% em dezembro em relação aos 2,5% do mês anterior, publicou a Kyodo News. 

Nas estatísticas do governo, o índice de disponibilidade de emprego caiu 0,01 ponto, em relação a novembro, para 1,27 em dezembro.

Isso indica que havia 127 empregos disponíveis para cada 100 candidatos, de acordo com dados separados.

A proporção média efetiva de vagas de emprego por candidatos no ano passado foi de 1,31 vez, aumentando pelo segundo ano consecutivo, segundo a TBS News. 

A mudança de categoria da COVID-19 para a mesma da gripe sazonal favoreceu o aumento do número de vagas de emprego, principalmente na “indústria de hospedagem e serviços”.

Os setores de hospedagem e serviços empregaram cerca de 170.000 pessoas, para o total de 3,98 milhões, e a indústria manufatureira contratou 110.000 pessoas, totalizando no setor 10,55 milhões.

Porém, as vagas no setor de construção civil caíram 5,8% e na indústria de transformação reduziram 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre os motivos citados estão o aumento dos custos de matérias-primas. 

Segundo o Ministério da Administração Interna e Comunicações, o número de pessoas empregadas em dezembro do ano passado era de 67,54 milhões, um aumento de 380 mil em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto o número de desempregados foi de 1,56 milhões, uma queda de 20 mil, noticiou a NHK. 
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 31 de março de 2023

Taxa de desemprego no Japão sobe para 2,6% em fevereiro

O número de desempregados aumentou devido à rotatividade voluntária, segundo o governo

desemprego no Japão
A taxa de desemprego no Japão subiu para 2,6% em fevereiro, em comparação aos 2,4% do mês anterior, a primeira piora em cinco meses, mostraram dados do governo nesta sexta-feira (31).

A taxa de desemprego ajustada sazonalmente ficou acima da previsão média de 2,4% em uma pesquisa da Reuters com economistas.

O número de desempregados aumentou devido à rotatividade voluntária, segundo o governo, citando que os casos de Covid-19 diminuíram e houve um movimento para buscar melhores condições de trabalho.

A proporção de empregos por candidatos caiu 0,01 ponto em relação ao mês anterior, para 1,34, marcando o segundo mês consecutivo de queda. O índice ficou abaixo da previsão mediana de 1,36 na pesquisa, mostraram dados do Ministério do Trabalho.

As províncias com mais ofertas de emprego foram Fukui (1,91) e Shimane (1,84). Kanagawa e Osaka ficaram nas últimas posições, com 1,10 e 1,11, respectivamente.

O número de novas vagas abertas em fevereiro aumentou 10,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Por ramos de atividade, restaurantes e hotéis tiveram uma alta significativa de 37,2%. Além disso, houve aumento de 23,7% no setor de educação e apoio à aprendizagem, 11,1% no comércio atacadista e varejista e 10,3% na assistência médica e bem-estar.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 1 de março de 2019

Taxa de desemprego sobe no Japão; mulheres buscam trabalho melhor

Cerca de 750 mil pessoas optaram por deixar o emprego em janeiro
emprego no Japão

A taxa de desemprego no Japão subiu para 2,5 por cento em janeiro, refletindo o aumento no número de mulheres que deixaram seus empregos para buscar melhores posições em meio ao mercado de trabalho mais apertado em décadas, mostraram dados do governo nesta sexta-feira.

A taxa de desemprego subiu 0,1 ponto percentual em relação a dezembro, o primeiro aumento em dois meses, embora tenha ficado em torno do nível mais baixo em 26 anos, de acordo com o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações.

A taxa de disponibilidade de emprego ficou em 1,63, mantendo-se estável em relação a dezembro, segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar. A proporção significa que havia 163 vagas para cada 100 candidatos a emprego.

"A taxa de desemprego em janeiro subiu, mas não há mudança na tendência de melhoria contínua das condições de trabalho", disse um funcionário do ministério a repórteres.

Cerca de 750 mil pessoas optaram por deixar o emprego durante o mês de referência, um aumento de 10 mil em relação ao ano anterior. E 390 mil trabalhadores foram demitidos, um aumento de 20 mil.

O desemprego entre os homens ficou estável em 2,5 por cento, enquanto que entre as mulheres subiu 0,3 ponto percentual, para 2,5 por cento. O número de desempregados, ajustado sazonalmente, ficou em 1,72 milhão, um aumento de 80 mil em relação ao mês anterior.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Produção industrial do Japão se recupera em agosto; desemprego cai para 2,4%

Incerteza sobre as negociações comerciais com os EUA ofusca as perspectivas
Produção industrial do Japão

A produção industrial do Japão aumentou em agosto pela primeira vez em quatro meses, com algumas fábricas retomando a atividade após fortes chuvas e enchentes, mas a incerteza sobre o provável resultado das negociações comerciais entre Japão e Estados Unidos ofusca as perspectivas.

Os dados do Ministério do Comércio divulgados nesta sexta-feira mostraram que a produção industrial subiu 0,7% em agosto em relação ao mês anterior, menos do que a estimativa média dos economistas de 1,5% e após queda de 0,2% em julho.

Fabricantes entrevistados pelo Ministério do Comércio esperam que a produção suba 2,7% em setembro e 1,7% em outubro.

A produção industrial deve continuar a crescer, mas há preocupações de que os altos estoques de peças eletrônicas pesem sobre o setor.

A chance de o Japão transferir mais produção de automóveis para os Estados Unidos é outro risco para a produção.

"A produção neste trimestre não será tão forte quanto no trimestre anterior devido à queda na demanda por peças eletrônicas", disse Kentaro Arita, economista sênior do Mizuho Research Institute.

"Há também uma chance de o Japão ficar sob pressão para transferir mais produção para os Estados Unidos se as exportações dos EUA aumentarem."

O índice subiu em agosto devido a um aumento de 5,2% na produção de automóveis e a um crescimento de 5,6% na produção de equipamentos usados ​​para fabricar semicondutores e telas planas, mostraram os dados.

No entanto, a produção de peças e aparelhos eletrônicos recuou 8,8% em agosto, a maior queda em dois anos e meio. Alguns economistas temem que os fabricantes desses produtos reduzam ainda mais a atividade devido ao aumento dos estoques.

Desemprego
A taxa de desemprego caiu para 2,4 por cento em agosto, ante 2,5 por cento no mês anterior, enquanto o índice empregos-candidatos se manteve estável em 1,63, o nível mais alto desde janeiro de 1974, segundo dados separados.

Apesar da economia sólida e do mercado de trabalho favorável, a inflação está lutando para acelerar.

O principal índice de preços ao consumidor (IPC) de Tóquio, que inclui produtos de petróleo, mas exclui os preços de alimentos frescos, subiu 1,0 por cento no ano até setembro, contra um aumento de 0,9 por cento esperado pelos economistas e menos da metade da meta de 2 por cento do banco central.

O índice de Tóquio está disponível um mês antes do núcleo do IPC e serve como um indicador principal da inflação ao consumidor.

As vendas no varejo do Japão subiram 2,7% em agosto ante o ano anterior, em comparação com uma previsão de mercado de 2,1%, mostraram dados separados nesta sexta-feira.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, concordaram nesta semana em iniciar negociações comerciais em um acordo que, por enquanto, protege as montadoras japonesas de novas tarifas, vistas como uma grande ameaça à economia que depende das exportações.

Ainda assim, há preocupações persistentes de que o Japão terá que reduzir drasticamente as exportações de automóveis para o mercado americano e aumentar consideravelmente o número de carros produzidos nos Estados Unidos para atender à meta da Trump de criar mais empregos e reduzir o déficit comercial dos EUA.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Empregos no Japão: maior disponibilidade em 26 anos

Empregos no Japão em alta: 145 vagas estavam disponíveis para cada 100 candidatos
Empregos no Japão

A disponibilidade de emprego no Japão no mês de março melhorou para um nível visto a última vez em mais de 26 anos , mostraram dados do governo na sexta-feira (28), com as empresas em busca de candidatos em um apertado mercado de trabalho.

A proporção de ofertas de trabalho foi de 1.45 em março, a maior desde novembro de 1990, melhorando de 1.43 em fevereiro, segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar. Isso significa que 145 vagas estavam disponíveis para cada 100 candidatos em busca de emprego.

As pessoas no Japão continuam cautelosas em aumentar seus gastos em meio à incerteza sobre o crescimento futuro, com os preços de perecíveis afetando o sentimento do consumidor nos últimos meses.

A taxa de desemprego no Japão para os homens caiu 0.2 pontos, situando-se a 2.8% e para as mulheres continuou inalterada, a 2.7%, de acordo com o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações.

O número de pessoas desempregadas sofreu uma queda de 3.2%, ou 60.000, totalizando 1.84 milhão. O Japão tem 64.96 milhões de trabalhadores, alta de 0.2%.
Fonte: Portal Mie com Nikkei

sexta-feira, 31 de março de 2017

Produção industrial do Japão sobe 2% em fevereiro; desemprego cai para 2,8%

Resultado é atribuído à alta na demanda por produtos japoneses no exterior
Produção industrial do Japão

A produção industrial japonesa subiu 2% em fevereiro em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria nesta sexta-feira. O resultado é atribuído à alta na demanda por produtos japoneses no exterior.

O dado de fevereiro ficou acima da mediana das previsões dos economistas consultados pelo jornal “Nikkei”, de alta de 1,2%, e com sinal invertido em relação à queda na produção de 0,4% verificada em janeiro.

O ministério manteve inalterada sua avaliação da produção, afirmando que ela apresenta viés de alta. Já os economistas dizem que a produção japonesa está crescendo à medida que a economia mundial se recupera e as empresas japonesas reduzem os estoques.

No ano passado, os estoques atingiram seu nível mais alto desde 2009. Em fevereiro, tiveram crescimento de 0,9% sobre o mês anterior.

De acordo com uma pesquisa incluída no relatório, os fabricantes esperam queda da produção em março e aumento de 8,3% em abril.

Inflação e empregos
O governo japonês também divulgou nesta sexta-feira dados sobre inflação e empregos no país. Apesar do mercado de trabalho mais forte em mais de duas décadas, a inflação do Japão permanece próxima de zero e os consumidores continuam a gastar menos, sublinhando os contínuos desafios dos esforços do primeiro-ministro Shinzo Abe para elevar o crescimento.

Enquanto a taxa de desemprego da nação caiu para o nível mais baixo desde junho de 1994, o índice nacional de preços ao consumidor (CPI), que exclui os alimentos frescos, subiu apenas 0,2% em fevereiro ante o mesmo mês de 2016, informou o governo nesta sexta-feira.

A inflação de fevereiro veio em linha com a mediana das previsões de um grupo de economistas consultados pelo jornal “Nikkei”.

O segundo mês consecutivo de subida de preços deveria dar ao Banco do Japão a esperança de que os preços estão se firmando, após o registro de deflação em 11 dos 12 meses de 2016. No entanto, o aumento reflete principalmente uma recuperação dos preços globais do petróleo e, ainda assim, muito longe da meta do BoJ, de gerar uma inflação firme de 2%.

Banco central e governo dizem que acabar com uma espiral de queda de preços e salários é necessário para que a economia do Japão cresça a um ritmo mais rápido.

Alguns economistas dizem que um mercado de trabalho mais apertado deve ajudar a elevar a inflação, uma vez que as empresas são forçadas a pagar mais por um menor estoque de mão de obra disponível.

O desemprego caiu para 2,8% em fevereiro ante 3% em janeiro, mas os gastos das famílias também fraquejam, recuando 3,8% em fevereiro, sendo o 12º mês de queda consecutiva nesse indicador.

Os dados mais recentes também mostraram que havia 143 empregos para cada 100 candidatos em fevereiro, inalterada em relação a janeiro - o melhor índice no mercado de trabalho desde junho de 1991.

Alguns economistas argumentam que o aumento do número de mulheres e trabalhadores idosos que se juntam à força de trabalho impediu o crescimento dos salários e a inflação, porque esses trabalhadores recebem menos.

Enquanto isso, os funcionários assalariados de tempo integral receberam apenas ganhos de remuneração modestos, apesar dos lucros corporativos recordes.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Desemprego no Japão cai para 3% em julho, melhor resultado em 20 anos

O número de pessoas sem emprego em julho foi de 2 milhões.
Mas o nº de pessoas empregadas aumentou em 980 mil, para 64,7 milhões.
Desemprego no Japão cai para 3% em julho

A taxa de desemprego no Japão caiu em julho um décimo de ponto percentual, para 3%, o que representa o melhor resultado do país nas duas últimas décadas, segundo o governo.

Esta é a taxa de desemprego mais baixa no Japão desde maio de 1995, afirmou um porta-voz do Ministério do Interior e Comunicações.

O dado correspondente ao sétimo mês do ano está um décimo acima da maioria das previsões feitas pelos economistas.

O número de pessoas sem emprego em julho foi de 2,03 milhões, o que representa 190 mil pessoas ou 8,6% a menos que no mesmo mês de 2015.

O número de pessoas empregadas aumentou em 980 mil (ou 0,3%) em relação a julho do ano passado, para 64,79 milhões.

Para cada 100 solicitantes de emprego, foram oferecidos no Japão em julho 137 postos de trabalho, mesmo número que em junho.

O dado volta a ressaltar a extrema rigidez vivida pelo mercado de trabalho japonês.

No entanto, o dado recorde foi afetado pela divulgação simultânea da despesa das famílias japonesas também em julho, mês no qual caiu, em termos reais, 0,5% em taxa anualizada.

Embora este retrocesso do indicador - o quinto consecutivo - seja menor do que o previsto pelos analistas, o número destaca o enfraquecimento da demanda interna, principal motor da terceira maior economia mundial, e a aparente incapacidade do governo japonês para virar esta tendência.

A maioria dos economistas consultados nesta terça-feira (30) pelo jornal econômico "Nikkei" situam as razões por trás desta situação na ausência de aumentos salariais significativos, apesar da melhora do mercado de trabalho motivada pelas perspectivas pessimistas, que proporcionam um menor crescimento econômico no país este ano.

A despesa média mensal das famílias com dois ou mais residentes foi de 278.067 ienes (US$ 2.731). A renda média por família assalariada caiu 1,8% (taxa anualizada) em julho, para 574.227 ienes (US$ 5.639).
Fonte: G1 com EFE