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segunda-feira, 8 de abril de 2024

Curso gratuito profissionalizante de vendas e atendimento ao cliente em Hamamatsu

Mais um curso gratuito sendo oferecido pelo Colégio Técnico de Hamamatsu

Curso de Vendas e Atendimento ao Cliente em Hamamatsu

O Colégio Técnico de Hamamatsu (Shizuoka) está novamente abrindo inscrições para o Curso de Vendas e Atendimento ao Cliente.

As inscrições podem ser feitas no período de 16 de abril a 23 de maio de 2024.

O curso tem início em 11 de junho e segue até 10 de setembro em 3 meses de curso intensivo.

Será proporcionado treinamento especializado, aulas de japonês voltadas para a área, aulas de informática e de apoio ao emprego (entrevista, preenchimento de currículo, entre outros), creche gratuita, aquisição de certificados e auxílio na busca do emprego desejado.

Colégio Técnico de Hamamatsu
Curso de Vendas e Atendimento ao Cliente



segunda-feira, 18 de março de 2019

Hamamatsu terá curso gratuito de computação comercial para estrangeiros

Conteúdo inclui funções de programas como Word e Excel e conhecimentos necessários para administrar uma empresa
curso de computação comercial

O governo da província de Shizuoka, através do Colégio Técnico de Hamamatsu, vai promover um curso gratuito de computação comercial voltado especificamente para estrangeiros, a partir de 29 de maio, em um período de três meses com aulas de segunda a sexta-feira.

As inscrições começam em 8 de abril e podem ser feitas até 10 de maio no Hellowork da jurisdição onde o interessado mora. Há vagas para somente 15 pessoas que forem aprovadas em uma prova de seleção.

Só podem participar estrangeiros que foram reconhecidos pelo Hellowork como aptos a fazer o curso. As aulas serão realizadas no Sasnet Hombukou, em Hamamatsu (Shizuoka), tendo como conteúdo funções de programas como Word e Excel e conhecimentos necessários para administrar uma empresa.

Fora a área de informática, os alunos aprenderão sobre costumes trabalhistas e como preencher um currículo. Os professores são japoneses, mas os alunos terão a ajuda de intérpretes para poder acompanhar as matérias.

A prova de seleção será realizada no dia 16 de maio, no Colégio Técnico de Hamamatsu, com leitura e escrita de hiragana e katakana, redação (propósito dos candidatos) e entrevista.

O curso em si é gratuito e o aluno precisa pagar apenas o material didático no valor de ¥8.800. Outras informações podem ser obtidas em português pelo telefone 053-462-5602.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Palestra aponta problema educacional das crianças que retornaram do Japão

Para Masato Ninomiya, o Japão tem jeito da mesma forma que o Brasil mudou
Com a presença de mais de 150 pessoas na palestra realizada pelo advogado Masato Ninomiya, sob o tema Voltar ou Ficar? - A situação dos brasileiros que retornaram ao Brasil, o palestrante não pretendeu fornecer nenhuma resposta diretamente. Porém, lembrou que há dois anos, sempre lhe peguntam se deve voltar ou não voltar ao Brasil?, ao que responde: “essa é uma dúvida shakespeariana (se referindo à frase da obra Hamlet, 'ser ou não ser, eis a questão'); cada um deve resolver por si próprio, mas lembro que a maioria ficou, continuam aqui cerca de 250 mil brasileiros”.
O evento foi uma realização da NPO Arace e do Centro Multicultural de Hamamatsu, local onde foi realizada a palestra no domingo (23) em duas etapas, primeiro para o público japonês e depois em português.
Ninomiya disse acreditar que em médio a longo prazo o Japão vai melhorar, assim como o Brasil melhorou muito. “Hoje os japoneses observam o Brasil como um país com grandes possibilidades de ascensão, o que não acontecia na década de 80”, lembra. “E quem poderia imaginar que o Brasil seria o quinto maior produtor de petróleo do mundo? Hoje, não precisamos mais importar petróleo”.
O palestrante deixou claro que é preciso falar de coisas boas e ruins também. Sua maior preocupação, no entanto, é quanto ao fator educacional das crianças brasileiras que retornam. Com relação aos 70 mil brasileiros retornados após a crise, muitas famílias tinham crianças em idade escolar.
Para o palestrante, esse foi o grande problema devido à questão educacional. “Se a criança estudava em escola japonesa e esqueceu o português, ao voltar para o Brasil pelo menos ela recebeu escolaridade do nível japonês e tem grandes possibilidades de se adaptar ao currículo escolar brasileiro e bastará aprender o português”, acredita. Ele cita como exemplo a sua secretária japonesa que chegou ao Brasil aos 11 anos de idade. “Até hoje ela fala com um sotaque carregado mas quando entrou na escola brasileira, possuía conhecimentos de matemática, ciências, geografia adquiridos no Japão e as notas baixas que ela tirava em português, história, ela compensava com as matérias de exatas e assim chegou na universidade sem problemas. Então foi uma questão de aprender o idioma português”.
O que deixou Ninomiya preocupado foram as crianças que estudaram em escolas brasileiras no Japão. “Fiquei estarrecido com essas crianças. Seus pais pagaram mensalidades caras acreditando que elas estariam capacitadas para dar continuidade aos estudos ao retornarem para o Brasil. Mas o que vimos foram uma sucessão de problemas”, aponta. “Essas crianças falam o português, sim! Mas não sabem escrever! Não tem condições de entrar na série correspondente em escola no Brasil”, afirma. “Li redações de diversos níveis de estudantes. Não tinham nem pé nem cabeça. Escrevem do jeito que fala, sem parágrafo, vírgula, acentuação. Gramaticalmente não tinha sentido nem lógica”.
Para o palestrante, se não fosse a crise econômica, muitas dessas crianças continuariam no Japão e ao retornar, descobririam o problema educacional tardiamente. “Acho que ainda há tempo para recuperar a educação dessas crianças, sem mencionar os problemas psicológicos. Então, todas as vezes que os pais planejarem ou agirem de uma forma irresponsável, as crianças serão prejudicadas. Não se deve pensar que em tudo se dá um jeito. Para a formação educacional de uma criança não se dá um jeito da noite para o dia”. O palestrante ainda citou um número não oficial de cerca de 100 jovens brasileiros, filhos de dekasseguis, que chegaram às universidades, ou no Japão ou no Brasil.

De volta ao Japão
Como presidente do CIATE (Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior), Ninomiya diz ter recebido muitos brasileiros que retornaram com a verba oferecida pelo governo do Japão, através do programa Apoio de Retorno ao País de Origem (Kikoku Shien Jigyoo, no valor de 300 mil ienes). “Muita gente veio me procurar dizendo que se arrependeram e queriam voltar para o Japão. A proposta era devolver os 300 mil ienes em troca de visto para o Japão. Infelizmente não existe esse acordo alternativo e essas pessoas deverão esperar os três anos, até poder voltar ao Japão”.

Emprego no Japão
“A situação no Japão não está fácil”, afirma o palestrante. “Não falta emprego só para estrangeiros, mas também para os japoneses e 57 por cento dos universitários que vão se formar no próximo mês de março não tem emprego garantido. Estudantes colegiais que se formaram no ano passado ainda não conseguiram emprego”.
Ninomiya lembra que a maioria deseja trabalhar em uma empresa como Mitsubishi, Sony, Panasonic, Toyota, Suzuki ou Honda. “Mas se esquecem que 90 por cento das empresas japonesas são de pequeno e médio porte, com até 300 funcionários. Nessas empresas sempre falta gente para trabalhar porque todos querem 'encostar' nas grandes, que por sua vez não tem condições de contratar todo mundo”.

Agricultura
O palestrante citou o exemplo de um brasileiro o qual foi visitar em Saitama e considera ser o dekassegui mais bem sucedido no Japão. Começou a juntar um capital trabalhando na construção de torres de alta tensão com salário de 500 mil ienes. Depois montou empreiteira, creche, quadra de futsal e com a crise, passou a investir na agricultura. Ninguém queria lhe arrendar terras, mas com esforço e confiança, conseguiu 13 hectares onde cultiva verduras e legumes. Seu sistema é de meeiro e ele trabalha com 15 brasileiros. “Cada um tira limpo 400 mil ienes por mês”, me disseram. “Então, o faturamento bruto deles é de 6 milhões de ienes por mês, vendendo verduras. Quem pensou que brasileiro um dia fosse trabalhar na agricultura no Japão? Quem tem criatividade e iniciativa consegue. Então tem gente que consegue aproveitar a crise e ganhar dinheiro”.

Manaus e BRICs
Para Ninomiya, a figura ideal do futuro do dekassegui que imaginávamos há 20 anos atrás, se espelha nos brasileiros que trabalharam no Japão e retornaram para trabalhar em fábricas japonesas instaladas no Brasil. “Era assim que pensamos que seria, o brasileiro que trabalhou no Japão, aprendeu o idioma e os costumes, conheceu a atmosfera de uma fábrica japonesa e estaria apto a trabalhar em uma empresa do Japão com filial no Brasil. Por que isso não aconteceu antes?”, questiona. “Felizmente hoje já é uma realidade. Empresas como Honda ou Yamaha estão contratando brasileiros com esse perfil, para liderar grupos de 10 ou 15 funcionários locais, para servir de intermediador com engenheiros japoneses”.
O palestrante visitou Manaus para conhecer de perto essa nova tendência. “Conversei com alguns brasileiros e me disseram que não ganham salário igual do Japão, mas é bem maior do que ganhariam em São Paulo, e por essa razão escolheram Manaus”.
“Até 2009 não tinha visto um fenômeno assim, pois houve uma procura de empresas japonesas querendo se instalar no Brasil. Hoje temos os países do BRICs, defendendo que no século 21 surgiriam o poderio do Brasil, Rússia, Índia e China e que iriam se sobrepor no cenário econômico mundial”, lembra o palestrante. “Por isso, acredito que a experiência adquirida no Japão sendo aproveitada no Brasil por uma empresa japonesa seja o futuro de muitos dekasseguis”.

Empreiteiras
Segundo o palestrante, a maioria das empreiteiras admite que não há emprego para quem vem do Brasil atualmente. Se tiver vaga, contrata os que já estão residindo no Japão. “Ficando no Japão, depois de passar a tempestade, vocês serão os primeiros candidatos aos novos empregos que surgirem. Se voltar para o Brasil, rompe-se o vínculo com o Japão. Para aqueles que ficam, existem mais chances de encontrar novo serviço em comparação àqueles que retornaram”.

O que levar em conta?
Aos que retornam ao Brasil, devem levar em conta o seguinte: rebaixamento salarial. No Japão, chegou a ganhar quatro ou cinco vezes mais, porém no Brasil pode ganhar entre três ou quatro salários mínimos. Quando o presidente Lula tomou posse, o salário era de 200 reais, ao sair, quase triplicou para 540 reais, então o presidente deu uma grande colher de chá aos pobres. Mas o iene também valorizou. Hoje, 1.500 reais equivalem a 75 mil ienes, cerca de metade de um salário que muitos brasileiros recebem hoje em dia no Japão. Ganhar 300 ou 400 mil ienes como antigamente, acho que vai ser muito difícil.
Fonte: IPC Digital

sábado, 11 de dezembro de 2010

Casa do Trabalhador encerra atividades

Oficialmente, o órgão público encerra as operações no dia 13, mas no sábado, 11, a Casa já estava desativada
O Escritório Experimental da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão, com sede em Hamamatsu (Shizuoka), encerra oficialmente as operações no dia 13 de dezembro. No período da manhã de sábado (11) o escritório já foi desativado.
A comunidade brasileira está sendo informada sobre a decisão através de um comunicado na home page do Consulado do Brasil em Hamamatsu e da própria Casa do Trabalhador.
Na porta de entrada do escritório da Casa do Trabalhador também foi fixado um cartaz com os mesmos dizeres emitidos nas home pages:
“O Consulado-Geral do Brasil em Hamamatsu, agradecendo o inestimável apoio da Comunidade Brasileira, das autoridades japonesas e do público em geral para o funcionamento do Escritório Experimental da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão, gostaria de informar que o referido Escritório Experimental deixará de operar a partir de 13 de dezembro próximo, por haver concluído sua missão como projeto-piloto. Os resultados da avaliação sobre o funcionamento do Escritório Experimental determinarão o futuro a ser dado ao projeto”.
Inaugurado no dia 31 de julho deste ano, o projeto inicial da Casa do Trabalhador previa o funcionamento durante três meses, por essa razão foi chamado de Escritório Experimental. Naquela ocasião, estiveram presentes no ato do corte de fitas o diretor do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, Eduardo Gradilone Neto; o Ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas; Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi; o prefeito de Hamamatsu, Yasutomo Suzuki e o Embaixador Luiz Augusto de Castro Neves.
Em novembro, a Casa do trabalhador divulgou o balanço dos três meses de atividades. Foram 745 consultas no período de 31 de julho a 31 de outubro. Desse montante, 670 consultas foram presenciais no escritório e 75 nos atendimentos volantes, acompanhando o consulado itinerante ou eventos.
Ainda dentro desse total, 438 consultas foram sobre assuntos trabalhistas, entre os quais, férias remuneradas, acidentes de trabalho e demissões.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Casa do trabalhador apresenta balanço de três meses

Os assuntos trabalhistas lideram as consultas entre as quais férias remuneradas, acidente de trabalho e demissão
Após 13 semanas - ou três meses - de funcionamento, o Escritório Experimental da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão, com sede em Hamamatsu (Shizuoka) apresentou seu balanço com relação a consultas.
A consultora Vanessa Handa mostrou um gráfico indicando o número de 745 consultas no período de 31 de julho a 31 de outubro. Desse montante, 670 consultas foram presenciais no escritório e 75 nos atendimentos volantes, acompanhando o consulado itinerante ou eventos.
Ainda dentro desse total, 438 consultas foram sobre assuntos trabalhistas, entre os quais, férias remuneradas, acidentes de trabalho e demissões.
Na oitava semana, devido a dois feriados nacionais do Japão, a quantidade de atendimento baixou de 52 para 31 naquele período. Porém, na semana seguinte pulou para 80 e depois para o pico de 108 consultas.
“Naquelas duas semanas do pico, atendemos presencialmente no escritório e também viajamos para atendimento volante em Kobe, Yamanashi e Kakegawa”, recorda Handa. “Entendemos que a necessidade de sair, viajar para outras localidade, ficou claro”.
“Sabemos que em Gifu, Fukui e Mie existem concentrações de brasileiros, mas o atendimento a essa população foi pouco justamente porque ainda não os alcançamos”, constata Handa. “Para os residentes de Shizuoka, Aichi e Gunma, as informações chegam até eles, porém, nas demais regiões não. Então encaminhamos folhetos para as prefeituras, Hello Work e órgãos públicos de cidades de outras províncias, mas nem todos comparecem a esses locais para buscar informações, a não ser quando tiver algum compromisso”, disse.
Do total de 745 consultas, 304 foram de residentes em Shizuoka e 175 em Aichi. Os atendimentos foram de forma presencial, por telefone, mail e em eventos.
Com relação a acessos à home page, foram de usuários de 145 cidades diferentes no Japão, a maior quantidade residentes em Osaka, depois Shizuoka, Hamamatsu e Toyohashi. Do Brasil foram acessos de 75 cidades diferentes.
A Casa também recebeu telefonemas e mails de brasileiros que retornaram e deixaram pendentes assuntos trabalhistas e de aposentadoria.

Trabalho
A maioria das consultas é sobre assuntos trabalhistas, sendo as férias remumeradas responsáveis por 17% das dúvidas. “O trabalhador empregado quer ter o direito das férias remuneradas, mas o demitido também busca esse direito”, lembra Handa. “Tivemos um caso de um brasileiro que trabalhou durante 12 anos na mesma empresa e nunca tirou férias. Ao ser demitido, ele quis saber sobre as férias remuneradas. Ele só tem direito aos dois últimos anos, período em que as férias devem ser gozadas. Os demais 10 anos ele perdeu e não existe retroativo para férias remuneradas”.
Com 15% do total de consultas, o assunto sobre acidentes de trabalho ocupa o segundo lugar. Muitas pessoas de idade adquirem hérnia de disco mas fica difícil comprovar para o Rousai Hoken (Seguro contra acidentes de trabalho) se o problema foi adquirido durante o trabalho, pois também pode ser devido ao fator idade, ou se carregou uma caixa pesada em casa ou estava praticando algum esporte. “Cada caso é um caso”, lembra Handa. “E nesse caso o Rousai Hoken pode até pagar o tratamento médico, mas não os dias de trabalho parado e muito menos irá conceder aposentadoria por invalidez”.
Em terceiro lugar, com 14% do total de consultas, vem o assunto demissão. Ao ser demitido, o trabalhador quer saber quais são os seus direitos. “Quando a produção de uma empresa cai, o correto é o remanejamento, recolocar o funcionário em outra seção”, lembra Handa. “Mas o empregador desonesto nem sempre cumpre a regra. Por exemplo, se for mulher com criança, colocam a funcionária para trabalhar em horário noturno. Ela não aceita, então é demitida”.
Muitas vezes, o empregador demite alegando que a produção caiu. Mas depois de uma semana, colocam outro funcionário no lugar do demitido. Nesse caso a demissão foi ilegal, pois o correto é o remanejamento. É preciso ter um motivo legal para a demissão, uma justa causa. “Se a pessoa achar que foi demitida injustamente, deve recorrer ao Ministério do Trabalho”, aconselha.
Inaugurado no dia 31 de julho deste ano, a Casa do Trabalhador acredita que o brasileiro tem noção das normas trabalhistas, porém, apenas de ter ouvido falar e essa meia verdade pode gerar enganos. O Aconselhável é procurar informações em órgãos oficiais antes de fazer algum procedimento, certificar se tem direitos a receber ou não, antes de tomar alguma atitude incorreta. “Aqui orientamos quais são os caminhos, mas o
procedimento quem decide é a própria pessoa. Pretendemos não somente esclarecer dúvidas, mas levar informações antes que aconteça o problema”.

Escritório experimental da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão
Edifício Sumitomo Seimei Hamamatsu Motoshiro-cho – 5° andar, 115-1 Motoshiro-cho, Naka-ku, Hamamatsu (em frente à prefeitura de Hamamatsu)
Atendimento: 08h30 às 17h00 de segunda-feira a sexta-feira. Aos sábados, das 08h30 às 15h00. Tel.: 053 450 7220
E-mail: info@casadotrabalhador.mte.gov.br
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Hamamatsu busca soluções para o desemprego

Município debateu idéias na Terceira Conferência sobre Medidas contra Desemprego da Região de Hamamatsu
Em abril de 2009 o número de consultas para emprego no Hello Work de Hamamatsu (Shizuoka) chegou ao pico com 7 mil pessoas. Em agosto de 2010, foram 1.574 consultas que resultaram em 235 apresentações para empresas contratantes, porém apenas 45 pessoas conseguiram novas colocações no mercado de trabalho.
Esses e outros números foram apresentados durante a III Conferência sobre Medidas contra Desemprego da Região de Hamamatsu, realizada na sexta-feira (1º) na Prefeitura local, com as presenças do prefeito Yasutomo Suzuki; Aloysio Gomide Filho, Encarregado do Consulado Geral de Hamamatsu; Andreas Batista, Chefe da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão; Eduardo Roedel Fernandez Silva, Consul adjunto e demais autoridades vinculadas ao setor do comércio, indústria, social, emprego, planejamento, agricultura, entre outros.
O diretor geral da Sede de Medidas de Emergência Econômica, Takaji Yamashita, comentou o resultado da pesquisa realizada em janeiro, para compreender a situação atual dos estrangeiros residentes na região, divulgado pelo Shizuoka Seibu Kenmin Seikatsu Center.
A pesquisa foi realizada em locais de grande concentração de estrangeiros, com 232 pessoas, em sua maioria (91,8%) de brasileiros. Desse total, 59,9% estavam desempregadas. Entre os que procuravam emprego, 61,9% queriam voltar a trabalhar na área industrial, enquanto somente 2% desejavam trabalhar na área de assistência social, como helper, entre outros. Cerca de 20% acreditavam que o conhecimento do idioma japonês e a idade eram grandes barreiras para a recolocação no mercado de trabalho.
Andreas Batista, Chefe da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão, compartilha da opinião de Hisao Yasui, Conselheiro do Departamento de Planejamento da Cidade de Hamamatsu, no sentido de que os problemas do estrangeiro são mais complexos e não se fundamentam apenas na questão do desemprego. “A situação do estrangeiro passa pela educação, saúde, previdência, pois a questão primordial é como inseri-lo na sociedade japonesa e o problema do desemprego vem junto com essas questões”, lembra Batista. “Pensar em medidas paliativas para solucionar a questão do desemprego é importante, mas é preciso pensar mais adiante, porque muitos estrangeiros vieram para ficar no Japão e isso precisa estar claro para o governo do Japão. Nós da Casa do Trabalhador também trabalhamos pensando no apoio e na solução global”.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Honda inaugura nova fábrica em Hamamatsu

A capacidade anual de produção de câmbios aumentará das atuais 700 mil unidades para 800 mil
A Honda inaugurou na quarta-feira (8) a nova fábrica em Hamamatsu (Shizuoka) para ampliar a produção de câmbios automáticos e CVT - tipo de transmissão que simula uma quantidade infinita de relações de marcha.
Com a planta recém-inaugurada, que entrará em operação total a partir de janeiro, a capacidade anual de produção de câmbios aumentará das atuais 700 mil unidades para 800 mil unidades.
A montadora investiu ¥10,5 bilhões na contrução da nova fábrica, que ocupa uma área de 17,5 mil metros quadrados e possui 26,5 mil metros quadrados distribuídos em dois pisos.
A sede da produção de câmbios para carros da Honda, em Hamamatsu, foi inaugurada em 1954 e abriga 2,6 mil trabalhadores.
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Diplomata vai administrar fase experimental da Casa do Trabalhador

Paulo Amado teve encontro com a comunidade em Nagoya para esclarecer as dúvidas sobre a Casa
Paulo Amado, diplomata e chefe da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão que será inaugurada no próximo dia 31, em Hamamatsu, Shizuoka, esteve na tarde de terça-feira (20), no Consulado-Geral do Brasil em Nagoya, para ouvir a opinião de empresários e representantes de associações de Aichi e Gifu sobre a iniciativa. É ele quem ficará reponsável pela administração da Casa em sua fase experimental.
Amado permanece em missão no arquipélago até 6 de agosto, para colher informações e elaborar relatório de viabilidade do projeto piloto para o governo brasileiro.
O escritório experimental da Casa do Trabalhador Brasileiro fica localizado ao lado do Consulado-Geral do Brasil em Hamamatsu e vai atender brasileiros de todo o país na prestação de serviços como orientação e informação com ênfase em legislação trabalhista brasileira e japonesa. Os atendimentos contarão eventualmente com a orientação de advogados japoneses. Outra função do estabelecimento será o anúncio de cursos de capacitação oferecidos localmente em coordenação com instituições competentes.
Já a “Casa Virtual”, portal onde os brasileiros com acesso à internet poderão adquirir as mesmas informações daqueles que forem pessoalmente ao local está em fase de finalização.
Durante a reunião, Amado reconheceu o apoio do governo japonês nas discussões e enfatizou que a entidade não vai se sobrepor os trabalhos que já são feitos por órgãos públicos, agências locais e órgãos não-governamentais. “Vamos trabalhar em parceria com as entidades que já atuam em suas respectivas áreas. A Casa pode ser o elo entre as associações com o governo brasileiro para fazer a interlocução com o governo japonês”, explicou. “Poderá ser o madoguchi (guichê) que falta dos brasileiros no Japão”, completou.
O projeto criado em parceira entre o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Itamaraty orçado em 500 mil dólares funcionará durante 90 dias, podendo ser renovado sucessivamente por períodos de 30 dias, até o final deste ano, de acordo com a necessidade. Para isso serão elaborados relatórios, sondagens estatísticas, questionários de pesquisa pelos atendentes com o objetivo de registrar a demanda de brasileiros por atendimento.
A escolha de um diplomata para a gerência da Casa tranquilizou os participantes e pôs fim a uma série de especulações sobre a administração da instituição por organizações locais mediante processo de licitação. “É a opção mais sensata. Saímos com várias informações oficiais. Era isso que faltava”, disse Edílson Kinjo da NPO (new) Sab – Associação Amigos do Brasil de Minokamo, Gifu. Para o empresário Minoru Koike, a Casa do Trabalhador Brasileiro pode fazer o papel que faltava entre as entidades brasileiras do Japão. “Atualmente temos inúmeras associações isoladas, porém com as mesmas necessidades. Se a Casa puder cumprir o papel de interface, ou seja, uma representação entre todas elas e também junto aos governos, será ótimo”, comentou.
Amado, que trabalhou por três anos como cônsul-adjunto no Consulado-Geral do Brasil em Nagoya, disse que a reunião foi feita na cidade em reconhecimento ao número expressivo de brasileiros na província de Aichi e ressaltou a intenção do Ministério do Trabalho e Emprego de contribuir com a qualificação profissional dos brasileiros residentes no Japão. O diplomata se colocou à disposição da comunidade para ouvir opiniões, sugestões e críticas que serão enviadas ao governo brasileiro.
Fonte: IPC Digital

sábado, 10 de julho de 2010

Colégio técnico oferece curso gratuito para quem tem cadastro na Hello Work

Curso em Hamamatsu terá duração de três meses e é direcionado para estrangeiros com residência fixa no país
Pessoas que tem cadastro na Hello Work, foram avaliadas e necessitam passar por um treinamento profissional para conseguir emprego poderão se inscrever para fazer a prova de seleção a fim de participar do curso básico de fabricação de peças em torno.
O curso será gratuito. Os aprovados terão que arcar somente com o custo do material de estudo que custa ¥10.425.
Informações gerais sobre o curso:
- Período do curso: 19 / 8 / 2010 (qui) ~18 / 11 / 2010(qui) 61 dias( 3 meses) 366hs
- Horário: 9:00hs ~ 16 :00hs (segunda à sexta exceto sábados, domingos e feriados)
- Local : Kosai Tiiki Shokugyô Kunren Center 〒431-0441 Kosai-shi Kibi 2918-1
※ Poderá ir de condução própria (estacionamento gratuito)
- № de vagas: 15 pessoas
- Taxa do curso: Gratuita(Porém, há taxa total de ¥10.425 ienes:livro ¥2.625, teste de capacitação da língua japonesa¥6.000, seguro geral de treinamento ¥1.800)
- Período da inscrição: 5 / 7 / 2010(seg)~ 5 / 8 / 2010(qui) na Hello Work da sua região

Requisitos necessários:
- Pessoas que têm cadastro na Hello Work e que foram avaliadas que necessitam passar por um treinamento profissional para conseguir emprego.(Pessoas esforçadas e que tenham condições de terminar o curso).
- Estrangeiros residentes no Japão que tem visto de trabalho (temporário / permanente). Compreensão básica do japonês e domínio do hiragana e katakana.

Para quem se inscrever
De acordo com a programação abaixo, favor comparecer sem falta no dia da prova. Haverá orientações sobre o ingresso.
Conteúdo da prova (teste oral, leitura e escrita do hiragana e katakana, matemática do nível ginasial), análise de propósitos do candidato e entrevista.
- Dia e horário: Dia 10 / 8 / 2010 (terça )início às 9h00 (chegar até 8h50 )
- Prova de seleção: A previsão é encerrar na parte da manhã, mas dependendo do № de candidatos poderá estender –se até a tarde.
- Local da prova: Colégio Técnico de Hamamatsu
Endereço: Hamamatsu-shi Higashi-ku Koike-cho 2444-1
- Material necessário: Caneta preta, lápis e borracha, 2 fotos coloridas 30mm X 25mm (tamanho para tirar carteira de motorista no Japão). Escrever no verso da foto o nome completo em letra de forma e 1 selo de 90 ienes (para o envio do resultado da prova).
- Divulgação do resultado: 13 / 8 / 2010 ( sexta )

O resultado da prova será enviado via correio e não será possível informar por telefone.

ATENÇÃO: As pessoas que não comparecerem no dia da prova, serão eliminadas automaticamente.

Observações:
- O ingresso do curso não é definido pela ordem da inscrição. Faça a inscrição dentro do período determinado.
- No caso de não alcançar o número necessário de candidatos o curso poderá ser cancelado.
- Este curso é indicado para as pessoas que receberem o JYUKÔ SHIJI ( Indicação para fazer o curso da Hello Work ).
- Ingressando no curso com JYUKÔ SHIJI será possível cursar recebendo o auxílio do seguro desemprego.
- Favor consultar primeiro a Hello Work (Agência Pública de Empregos)da sua região ( endereço que consta no Gaikoku-jin Tôroku-sho) para depois fazer a inscrição.
- Após o término deste curso não será possível fazer qualquer outro curso do colégio durante 1 ano.
As pessoas que fizeram algum outro tipo de curso do colégio há menos de 1 ano, não será possível participar deste curso.
Local do curso: Kosai Kunren Center / Kosai-shi Kibi 2918-1
Nome do curso: Curso preparatório para um novo emprego
Período do curso: 19 / 8 (qui) ~ 18 / 11 (qui)
Período da inscrição: 5 / 7 (seg) ~ 5 / 8 (qui)

Tipo de aula
- Básico da fabricação de peças em torno
Método de desenhar e interpretar um desenho mecânico. Prática da medição ( paquímetro, micrômetro, etc ). Prática da operação da máquina de torno e outros itens fundamentais relacionados à fabricação de peças.

- Aula básica de computação
Básico do OS, método de redigir textos, programação básica de funções matemáticas, como usar o e-mail business, security system, etc .

- Costumes e regras do local de trabalho e comunicação
Aulas da língua japonesa envolvendo os métodos de segurança e regras no trabalho (5S, KYT) visando o aperfeiçoamento da comunicação em japonês. Preparação para o teste de capacitação (Nihongo Nôryoku Shiken Nível 4 ou 3 utilizando livro didático) envolvendo leitura, audição, kanji, gramática e testes de compreensão.

- Sistema da sociedade japonesa e suas regras
Especialistas serão convocados para falar sobre prevensão contra crimes, as leis do trânsito, Shakai Hoken e imposto, associação de bairro num bate-papo aberto e para troca de opiniões.

- Debate com empresários
Empresários locais serão convidados para falar sobre que tipo de funcionários eles esperam para contratar entre outros.

- Auxílio-emprego
Modo de preencher currículo japonês, como se portar numa entrevista, simulação de uma entrevista, entre outros auxílios que serão úteis para a procura de emprego.

- Outros
Cerimônia de abertura e formatura.
Total de horas: 336h

As programações acima, poderão sofrer alterações no seu conteúdo e nos horários.

Mais Informações:
Colégio Técnico de Hamamatsu
静岡県立浜松技術専門校
Hamamatsu-shi Higashi-ku Koike-cho 2444-1
www.hamamatsu-tech.ac.jp
Intérprete somente em português com Sasaki
Tel.: 053 – 462 – 5602 (9h00~16h00)
Fonte: IPC Digital