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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Fábrica em Iwata corta trabalhadores de empreiteiras

Queda de produção de aparelhos celulares é o motivo alegado para as demissões
Das quatro empreiteiras que colocam funcionários na Asty Corporation, três confirmaram na sexta-feira (14) o corte do pessoal até o final de janeiro. Entre brasileiros, peruanos, filipinos e japoneses, pelo menos 140 trabalhadores perderão o emprego.
Localizada em Iwata (Shizuoka) a Asty fornece placas de circuitos de aparelhos celulares para a Panasonic. Segundo as empreiteiras, a fabricante comunicou o corte do pessoal em dezembro.
A empreiteira Staff Support tem 20 funcionários na Asty, a maioria brasileiros. No final de dezembro, os tantoshas (encarregados) foram na casa deles para explicar a situação e os direitos ao seguro desemprego e férias remuneradas. “Estamos remanejando o pessoal para outras fábricas, pois temos serviços em região próxima, em Miyakoda, Ogasa e temos também em Nagano que paga ¥ 1.100/hora com três horas extras”, informa o tantosha Edson. “Mas alguns deles estão preferindo receber o seguro desemprego, porque não querem mudar de cidade”.
Segundo Edson, a Asty sempre trabalhou com altas e baixas de produção, porque aparelho celular sempre renova o modelo. Porém, desta vez, além da atual crise financeira, há também a questão tecnológica. “Hoje no mercado nacional, quantas pessoas utilizam aparelho celular da Panasonic?”, questiona. “A maioria quer um smartphone, um Android, um iPhone, então a venda caiu muito”.
Segundo o tantosha, houve uma época de bons salários na Asty com muitas horas extras. “Tivemos funcionárias que recebiam ¥ 280 a ¥ 300 mil por mês. Hoje o valor médio está entre ¥ 900 a ¥ 950 por hora. Mas também tivemos uma funcionária que trabalhava sem horas extras e no espaço de um ano economizou ¥ 1 milhão. Então a pessoa que tem um objetivo, consegue fazer suas economias não importa em quais condições”, avalia. “O Japão de hoje não é o de 14 anos atrás. Os planos que levavam cinco anos para concretizar, hoje levam 10 anos”.

Outras empreiteiras
A empreiteira Kakushin Kougyou confirmou o corte de 60 funcionários. Segundo o tantosha Marcelo, os funcionários foram chamados, cinco a cinco, ao escritório para receber a explicação sobre o corte. “O pessoal que concordar em mudar, temos encontrado nova colocação em outras cidades. Conseguimos recolocar 28 até o momento e esperamos repor mais 15. Para aqueles que não conseguirem recolocação, vamos encaminhá-los para o Seguro Desemprego. Algumas famílias não querem mudar de cidade porque tem criança que já acostumou na escola do bairro onde vivem, outros adquiriram casas. Enfim, eles entenderam que o serviço acabou mesmo, houve queda de produção”.
Segundo Marcelo, na recolocação, a média de perda salarial será de ¥ 50. “Para o pessoal mais antigo, mantivemos o valor de ¥ 1.100 a ¥ 1.200/hora, mas para os mais recentes baixou para ¥ 900 a ¥ 950/hora. Também temos serviços que pagam ¥ 1.000/hora, mas precisa de conhecimentos do idioma japonês”.
A empreiteira Iwarex confirmou a corte de 60 funcionários, os quais foram comunicados em dezembro. Segundo a tantosha Fátima, na Asty sempre teve altas e baixas de produção. “Quem conhece a Asty, sabe que sempre foi assim, não foi supresa nenhuma. Mas sempre existe uma esperança. Quem sabe entra novos pedidos de produção e eles peçam para os funcionários ficarem, pois a previsão era a queda de produção em fevereiro e aumento em março”, espera.
A empreiteira Seiwa Sangyou preferiu não prestar nenhuma declaração sobre o corte de pessoal. Segundo o tantosha Jeferson, “já trabalhamos com a Asty há oito anos e acredito que entre as quatro empreiteiras que fornecem pessoal, talvez a nossa seja a que sofreu menos cortes, então por continuarmos vinculados à Asty, é preferível não comentar nada a respeito”.
O ipcdigital foi até a Asty no horário da saída dos funcionários, mas apressados para pegar a condução do mukae, preferiram não comentar nada. Apenas uma funcionária brasileira confirmou que vai trabalhar até o dia 29.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Governo diz que lei de haken vai controlar as empreiteiras

Ministério do Trabalho lembrou que os empregadores não assumiram a responsabilidade sobre as demissões em massa de 2008
A reforma da Lei de Haken - lei de envio de trabalhadores pelas empreiteiras - deve proibir o envio de trabalhadores para as fábricas e pode controlar a atuação das empreiteiras. A nova lei vai obrigar as empresas a relizarem contratos com no mínimo dois meses de duração, divulgou o ministério do Trabalho, Saúde e Bem-estar Social (MTS).
Segundo um porta-voz do ministério, a fase de transição da atual lei para a nova lei deve durar cerca de três anos a fim de não afetar de forma negativa o mercado de trabalho. A estimativa é de que regras como a proibição de contratos diários ou com menos de dois meses e a divulgação da margem de lucro das empreiteiras por vaga, devem entrar em vigor seis meses depois de aprovada a lei.
A proibição total de envio de trabalhadores temporários às fábricas vigoraria depois de três anos. Nos setores onde não ocorreram demissões em massa há dois anos, o envio de trabalhadores pode ser permitido até cinco anos depois da aprovada a lei.
O projeto de reforma da lei deve ser aprovado na próxima sessão do parlamento a partir de janeiro de 2011, depois que o Partido Democrático (PD) chegar a um acordo com o Partido Democrático Social (PDS). Segundo publicado no site do PD, o objetivo da reforma é proteger os trabalhadores temporários e dar-lhes maior estabilidade.
O MTS insiste que a reforma permitirá, em primeiro lugar, fortalecer o controle sobre as empreiteiras, e em segudo lugar, melhorar o tratamento dado aos trabalhadores temporários empregados por essas empresas, além de adotar medidas contra a contratação de trabalhadores ilegais.
Alguns políticos querem saber como a nova lei evitará o desemprego frente a um possível aumento de custo da contratação de mão-de-obra.
Kazuya Sakamaoto do departamento de Estabilidade no Trabalho do MTS, disse que o debate em torno da reforma está na esfera política e que ainda existe muito espaço para que haja mudanças. Caso a reforma passe como está e provoque problemas no mercado de trabalho, o governo deve agir e preparar um novo adendo para incentivar a contratação direta dos trabalhadores temporários.
Segundo Sakamoto, empresas e empreiteiras não assumiram a responsabilidade frente as demissões em massa ocorridas em 2008. Ele lembrou que o MTS está atento ao mercado de trabalho a fim de tomar as medidas adequadas.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Governo vai mudar contrato entre empreiteiras e trabalhadores

Governo vai mudar contrato entre empreiteiras e trabalhadores
Por: IPC digital

As empreiterias só poderão enviar mão-de-obra para as fábricas se tiverem contrato fixo com os trabalhadores

O governo vai mudar as regras de envio de trabalhadores de empreiteiras para o setor manufatureiro. A medida faz parte da Reforma Trabalhista que deve ser apresentada em 2010 no parlamento.
Para isso, o Comitê de Medidas Políticas do ministério do Traballho, Saúde e Bem Estar Social fez uma reunião na sexta-feira (18) com o objetivo de definir as regras para o envio de trabalhadores de empreiteiras às fábricas.
Segundo o jornal Yomiuri, será proibido o envio de trabalhadores de haken para o setor manufatureiro, salvo algumas exceções.
Atualmente, o trabalhador haken - de empreiteira ou agências de emprego - faz um cadastro nas empreiteiras para ser enviado às fábricas.
Quando a empreitada acaba, o trabalhador fica sem emprego e sem salário.
Se as novas regras forem aprovadas, a empreiteira ou agência de emprego terá que pagar o salário ao trabalhador mesmo que não haja trabalho. O contrato de trabalho terá que ser normal e não pelo sistema de cadastro como é hoje.
O governo quer que as empreiteiras garantam a estabilidade no emprego de seus contratados, impedindo a dispensa unilateral quando a empreitada termina.
Estas e outras normas a serem definidas vão valer para os trabalhadores de qualquer nacionalidade.
O trabalhador por cadastro será permitido somente a alguns profissionais como tradudores e secretarias que recebem por dia trabalhado.
Os partidos da coalizão vem discutindo a Reforma Trabalhista desde outubro.
O ministério pretende apresentar a Reforma ao parlamento em 2010. As novas regras começarão a vigorar dentro de três anos, a contar da data que a lei for promulgada.