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quinta-feira, 19 de maio de 2022

Falta de água para indústrias em Aichi afetou produção da Toyota e da usina

A Toyota informou sobre a suspensão da produção de uma de suas plantas na quinta-feira também

Toyota
De acordo com o Departamento de Administração Agrícola de Tokai, um vazamento em grande escala ocorreu antes do amanhecer de terça-feira (17). Foi descoberto um buraco no fundo do rio, cuja água fluiu através do solo, reduzindo o nível, impedindo o fornecimento para 131 indústrias de várias cidades de Aichi.  

Em consequência disso, a Toyota Motor teve que suspender a produção da planta da matriz no final do dia de quarta-feira (18), pois sem água não se pode lavar as peças, e em consequência a outra, de Obu (Aichi) também parou. 

Informou que na quinta-feira (19) paralisa as duas plantas, o que afeta a produção de cerca de 600 unidades dos veículos RAV4 e RAV4 PHV.

A Toyota está com as operações suspensas em 14 linhas, de 8 plantas, por falta de peças e semicondutores, entre 16 e 21 deste mês.

Usina afetada mas não há risco de falta de energia elétrica
A JERA, uma das maiores usinas de geração de energia do Japão, anunciou que parou de receber água industrial na Usina Termelétrica de Hekinan por volta das 5h45 de quarta-feira. A empresa informou que vai operar a usina reduzindo pela metade a produção a partir das 20h do mesmo dia, já que tem água em estoque por 5 dias.

A potência da usina é de 4,1 milhões de kW, que é a maior do Japão com energia à carvão. “Como não é um período de alta demanda por eletricidade, é possível garantir a capacidade de fornecimento operando outras fontes de energia e ajustando a produção”, disse um porta-voz. 

No total são 131 indústrias afetadas por esse corte no fornecimento de água. Muitas delas, como Denso, Mitsubishi Motors, Aisin e outras possuem poço ou um grande reservatório, não foram prejudicadas no primeiro dia.
Fonte: Portal Mie com Nagoya TV, Yomiuri e Bloomberg

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Crise sem precedentes no Japão e previsão de alto índice de desemprego

Em abril quase 6 milhões de trabalhadores estiveram afastados de seus postos, colocando-os em situação econômica difícil
Japão

No sábado (30) o Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações divulgou o número de trabalhadores afastados temporariamente pelas empresas, ou em licença.

Somaram 5,97 milhões de pessoas, ou 9% do total de 68 milhões, recorde na história do país. Segundo os jornais, esses trabalhadores estão sofrendo com a queda brusca na renda ou sem rendimento.

Essa situação foi desencadeada pela pandemia do novo coronavírus. Também houve uma queda de trabalhadores não regulares, de 970 mil, em comparação ao mês anterior. Assim, o potencial desemprego está aumentando, pois há grande possibilidade de parte dos trabalhadores em licença se tornarem desempregados.

Crise sem precedentes
É fato que anualmente em abril, por conta do fechamento do ano fiscal em março, as empresas e indústrias reduzem o quadro de funcionários não regulares como arubaitos, part timers e enviados por empreiteiras. Mas os números mostram que este ano, por causa do impacto do efeito coronavírus nas empresas, com piora do faturamento, ocorreu uma inflamação de rompimento de contrato com esses trabalhadores.

Para reduzir os custos fixos as empresas dispensaram seus funcionários em abril. Foram 1,4 milhão de arubaitos e part timers, 110 mil haken, entre outros, incluindo os regulares. Muitos deles trabalham em indústrias ligadas às grandes montadoras de veículos, afetadas pelo coronavírus. Com o estado de emergência o país amargou uma crise sem precedentes.

O número de trabalhadores em licença poderá ser maior do que os registros obtidos nos órgãos oficiais, pois foi baseado naqueles que requisitaram o subsídio do período de folga imposta. Existe a possibilidade de muitos não terem recebido esse subsídio, ficando sem renda, portanto, não entraram no levantamento de dados.

Desempregadas ocultas e pior índice pós-guerra
“Não esperava que o número de trabalhadores em licença aumentasse para esse nível”, disse Taro Saito, diretor de pesquisa econômica do Instituto de Pesquisa NLI. Existem pessoas chamadas de desempregadas ocultas que estão esperando em casa sem procurar emprego, por isso, mesmo que percam o emprego, mas não serão incluídas nas estatísticas. “A deterioração da taxa de desemprego desta vez é pequena, mas é melhor não subestimá-la”, apontou analisando que poderá subir para 4%.

O índice de desemprego em abril foi de 2,6%, o pior desde 2017. Um analista entrevistado pelo Tokyo Shimbun, ex-funcionário do Banco do Japão, aponta que esse índice poderá chegar a 6% em maio. Se isso ocorrer será o pior do pós-guerra.

“O governo deveria se concentrar na rápida implementação de medidas existentes, como subsídios de ajuste de emprego e benefícios sustentáveis”, analisou Saito.
Fonte: Portal Mie com Nikkei, Sankei, Chuo Nippo e Tokyo Shimbun

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Empresas do Japão mostram otimismo: encomendas de máquinas têm a maior alta em 7 anos

emprego-japaoAs encomendas de máquinas e equipamentos para a indústria no Japão teve a maior alta em 7 anos no mês de maio, mostrando um clima de otimismo dos empresários em relação à recuperação econômica do Japão.

Os dados da indústria, revelados hoje (9), e o resultado de uma pesquisa do Banco Central do Japão feira na semana passada, mostram que as corporações japonesas estão começando a acreditar nas medidas implementadas pelo governo do primeiro-ministro Shinzo Abe, que visam provocar um crescimento sustentável da economia.

As encomendas de máquinas e equipamentos para a indústria são vistas como um termômetro da economia.
Fonte: IPC Digital

terça-feira, 11 de junho de 2013

Empresas japonesas mostram otimismo entre abril e junho

Resultado sugere que a radical política econômica japonesa está impulsionando a moral nas empresas

Fábrica da Nissan Motor em Iwaki, em Fukushima, no Japão: sentimento econômico medido junto às maiores fabricantes do país ficou positivo em 5.0 entre abril e junhoPela primeira vez em três trimestres, as indústrias japonesas reportaram otimismo com suas condições de negócio entre abril e junho, apontou uma pesquisa do governo nesta terça-feira, sugerindo que a radical política econômica japonesa está impulsionando a moral nas empresas.

O sentimento econômico medido junto às maiores fabricantes do país ficou positivo em 5.0 entre abril e junho, contra um resultado negativo em 4.6 entre os meses de janeiro e março, apontou o levantamento conduzido pelo Ministério das Finanças em conjunto com o Instituto de Pesquisa Econômica e Social, um braço do Gabinete executivo.

A expectativa é que o índice suba para 16.6 entre julho e setembro, mostrou a pesquisa. O resultado anterior havia projetado um número positivo em 10.1 para o mesmo período.

As grandes empresas japonesas esperam elevar o gasto de capital em 7,2 por cento no ano fiscal iniciado em abril, contra uma perspectiva de diminuí-lo em 6,5 por cento mostrada na última divulgação do índice, sinalizando que as companhias estão cada vez mais dispostas a aumentar investimentos.

O resultado vem a público antes da aguardada pesquisa "tankan" do sentimento de mercado das empresas, divulgada pelo Banco do Japão em 1o de julho.
Fonte: Exame com Reuters

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Número de trabalhadores na indústria volta a cair

Na construção civil, o número de funcionários empregados aumentou
Depois de marcar dois meses de alta, o número de trabalhadores na indústria voltou a cair em outubro, somando cerca de 10.060.000 de pessoas. Em setembro esse número havia alcançado a marca de 10.140.000 nos mesmos níveis de abril de 2010, informou o ministério do Interior e Comunicações.
A queda se deve ao desaquecimento dos setores automobilístico e eletroeletrônico devido ao fim do subsídio para carros ecológicos e a alta do iene.
Outro setor que apresentou queda foi o hoteleiro com redução de 3,31 milhões de trabalhadores em setembro para 3,22 milhões em outubro. No entanto, o ramo está empregando mais em 2010 se comparado a 2009.
Já na construção civil, onde também trabalham muitos brasileiros, o número de operários subiu de 4 milhões para 4,02 milhões no mesmo período. O setor teve uma forte queda no número de trabalhadores no início do ano, mas vem se recuperando paulatinamente.
Outro ramo que vem apresentando alta desde julho deste ano é o médico-hospitalar. Em outubro foram 6,40 milhões de trabalhadores no setor contra 6,34 em setembro.
Ainda não há uma estimativa para o índice de desemprego de novembro, que deve ser divulgado no final de dezembro, mas o governo prevê alta na produção nos dois últimos meses do ano.
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Indústrias tomam medidas contra endaka

Montadoras aumentam importação de autopeças para evitar prejuízo
Diante da alta do iene frente ao dólar, que pode prejudicar as exportações do Japão e afetar a débil recuperação econômica, a indústria japonesa adotou medidas emergenciais para diminuir o impacto da cotação.
A Honda, por exemplo, planeja aumentar a importação de peças para motos e carros fabricados no Japão a partir de março do ano que vem a fim de conter o custo de produção, segundo informou o jornal Nihon Keizai. A montadora já vinha elevando a proporção dos componentes importados no modelo compacto Fit, do qual 17% das autopeças vêm do exterior. A meta da Honda é ampliar essa estratégia para outros modelos, incluindo os veículos híbridos, e também para as motos populares de até 125cc.
“(A alta do iene) afeta seriamente os resultados. Encaro esta situação com muita seriedade”, disse Osamu Suzuki, presidente da montadora Suzuki, durante entrevista coletiva para apresentação do novo carro Swift. Esse modelo, que chegará às lojas no Japão no dia 18, será lançado depois também na Europa e nos outros países da Ásia, incluindo Índia.
Na fábrica da Suzuki na Hungria, onde se produzem unidades que serão comercializadas no mercado europeu, a montadora utiliza atualmente 60% a 70% de autopeças feitas por fornecedoras locais. O restante são materiais vindos do Japão. Com a alta do iene, porém, o custo de produção subiu, e a empresa vê necessidade de substituir as peças japonesas pelas locais.
As fabricantes de eletroeletrônicos também adotaram medidas emergenciais para driblar a valorização do iene. A Sony aumentará o preço de alguns modelos de computador da linha Vaio lançados neste verão na Europa. A Seiko Epson planeja encarecer impressoras de jato de tinta no mercado estrangeiro. A Panasonic decidiu transferir parte da produção doméstica de painéis de plasma para a China em breve, segundo o jornal Sankei. A Sharp também pretende ampliar a produção de painéis LCD na China.
As empresas japonesas fazem estimativas de resultados com o dólar cotado entre ¥ 87 e ¥ 90. Mas a moeda norte-americana esteve abaixo desse nível nas últimas semanas, o que poderá resultar em redução de faturamento. Caso a cotação persista no nível de ¥ 85 por dólar durante seis meses, 40% das fabricantes japonesas transferirão as sedes de produção para outros países, segundo levantamento feito pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria. Outros 60% ampliarão a produção no exterior. A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 24 com participação de 200 empresas.
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Aichi, Kanagawa e Shizuoka concentram o maior parque industrial do país

Enquanto as fábricas em Aichi produzem 31 trilhões de ienes anuais em bens, Kanagawa e Shizuoka produzem 19 trilhões e 18 trilhões respectivamente
As três maiores províncias em concentração de indústrias no país possuem grande número de brasileiros residentes – Aichi, Kanagawa e Shizuoka –, todas com destaque para a indústria automobilística e de maquinaria. A indústria eletromecânica também aparece com destaque em Shizuoka.
Já em Osaka - quarta no ranking - e Hyogo - quinto lugar -, a liderança é da indústria de maquinaria.
Saitama - sexta no ranking - é dominada pela indústria automobilística, enquanto em Chiba - sétima colocada - a maior parte das indústrias é do setor químico.
Ibaraki possui o oitavo maior parque industrial que é dominado pela indústria de maquinaria, química e alimentícia, seguida de Mie e Tokyo.
A décima primeira concentração de indústrias é a província de Hiroshima. No fim da lista dos maiores parques industriais estão as províncias de Okinawa (47°), Kochi (46°) e Tottori (45°).
Enquanto as fábricas em Aichi produzem 31 trilhões de ienes anuais em produtos, Kanagawa e Shizuoka produzem 19 trilhões e 18 trilhões respectivamente. A mão-de-obra brasileira é responsável por boa parte deste total.
Fonte: IPC Digital