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sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Salários caem pelo 5º mês consecutivo no Japão e gastos aumentam para famílias

Os gastos das famílias subiram 5,1% em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, mostraram dados do governo

salários do Japão
Os salários reais do Japão caíram em agosto pelo quinto mês consecutivo, mostraram dados do governo nesta sexta-feira (7), com a queda do iene elevando os preços ao consumidor no ritmo mais rápido em oito anos, superando o modesto crescimento salarial.

Enquanto o Banco do Japão (BOJ) mantém uma flexibilização monetária maciça, os formuladores de políticas estão pedindo às empresas que aumentem os salários. O governo quer assim iniciar um ciclo de crescimento sustentável de ganhos mais altos e maiores gastos de consumidores e empresas, enquanto alivia o impacto da inflação que vem sendo amplificada pela desvalorização do iene.

Os salários reais ajustados pela inflação caíram 1,7% em agosto em relação ao ano anterior, mostraram dados do Ministério do Trabalho, após uma queda revisada de 1,8% no mês anterior.

O índice de preços ao consumidor (IPC) usado pelo ministério para calcular os salários reais, que inclui os preços dos alimentos frescos, mas exclui o aluguel equivalente dos proprietários, aumentou 3,5% ao ano.

Esse foi o mais rápido desde os 3,9% registrados em setembro de 2014 e superou um aumento de 1,7% no total nominal de ganhos em dinheiro após um ganho revisado de 1,3% em julho.

O pagamento de horas extras, um importante indicador da força da atividade corporativa, aumentou 4,3% em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, o menor ganho em cinco meses.

Os pagamentos especiais, que incluem os bônus sazonais discricionários que as empresas tendem a reduzir quando enfrentam ventos contrários, subiram 0,7% em agosto, após um aumento de 1,6% no mês anterior.

Gastos
As famílias no Japão tiveram de gastar mais no mês de agosto em comparação com o mesmo período do ano anterior. A economia japonesa segue se recuperando das restrições da Covid-19, mas o aumento dos preços está obscurecendo as perspectivas de ganhos adicionais.

Os gastos das famílias subiram 5,1% em agosto em relação ao ano anterior, mostraram dados do governo. A leitura ficou abaixo da estimativa mediana dos economistas para um ganho de 6,7% e seguiu um aumento de 3,4% em julho.

Embora haja sinais claros de que a atividade está se recuperando lentamente, os ganhos do mês passado podem ter sido exagerados pela comparação com agosto de 2021, quando o país lutava contra o ressurgimento de casos da COVID.

Em uma base mensal com ajuste sazonal, os gastos das famílias caíram 1,7% em agosto, acima da queda de 1,4% em julho. Foi uma surpresa negativa, já que os economistas previam um crescimento mensal de 0,2% para agosto.

Com a inflação ainda acelerando e a queda do iene diante do dólar e com expectativa de esfriar os gastos do consumidor, economistas consultados pela Reuters reduziram suas projeções de crescimento para a terceira maior economia do mundo.

O primeiro-ministro Fumio Kishida prometeu compilar um novo pacote de estímulo até o final de outubro, que provavelmente incluirá esquemas de subsídios para contas de serviços públicos e gás apoiados por pelo menos US$ 100 bilhões em gastos fiscais.

Enquanto isso, o governo deve aliviar as restrições de controle de fronteira a partir de segunda-feira (10), em um esforço para atrair turistas estrangeiros com o iene fraco, oferecendo esperança para o setor de serviços já combalido.
Fonte: Alternativa com Reuters 

terça-feira, 30 de agosto de 2022

Produção global da Toyota cai no mês de julho

A empresa disse que até novembro espera atingir seu plano inicial de 9,7 milhões de veículos no ano

Toyota
A Toyota Motor disse nesta terça-feira (30) que sua produção global de veículos em julho caiu 8,6% em relação ao ano anterior, perdendo sua meta por quatro meses consecutivos, com surtos de Covid-19, mau tempo e uma investigação de recall e ainda uma persistente falta de chips prejudicando os planos da empresa.

A maior montadora do mundo em vendas produziu 706.547 veículos em todo o mundo no mês passado, abaixo de sua meta de cerca de 800.000 unidades e da produção do ano anterior de 773.135.

A produção nos primeiros quatro meses do atual ano fiscal, iniciado em abril, ficou 10,3% abaixo do plano inicial.

A indústria automobilística global resistiu às interrupções na cadeia de suprimentos causadas pela escassez de chips e pelas rígidas restrições à COVID da China, mas a Toyota também está lidando com fortes chuvas no Japão, uma parada na linha de produção devido a uma investigação de recall e surtos de coronavírus em uma fábrica local.

A Toyota disse que a produção doméstica caiu 28,2%, superando a produção recorde de julho no exterior, com alta de 4,5%, impulsionada por uma forte recuperação na Europa, China e no resto da Ásia.

No entanto, a fraqueza sustentada no desempenho geral em julho levantou preocupações de que a Toyota possa ter que reduzir sua meta de produção anual de 9,7 milhões de veículos, mesmo com a China diminuindo as restrições da pandemia e a escassez de chips mostrando alguns sinais de afrouxamento.

A empresa disse no início deste mês que manteria sua meta de produção anual, pois planeja aumentar a produção até novembro, dependendo do fornecimento de peças e pessoal. Em setembro, espera-se que a produção se recupere para cerca de 850.000 veículos, um recorde para o mês.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Produção no Japão aumenta após China reduzir medidas contra vírus

Este é um sinal bem-vindo para os formuladores de políticas, que esperam que as perspectivas econômicas melhorem

Produção no Japão

As fábricas do Japão aumentaram a produção no ritmo mais rápido em mais de nove anos em junho, à medida que as interrupções causadas pelas restrições à COVID-19 na China diminuíram, um sinal bem-vindo para os formuladores de políticas que esperam que as perspectivas econômicas melhorem.

Dados separados mostraram que as vendas no varejo subiram pelo quarto mês consecutivo em junho, apoiando a visão de que o aumento do consumo ajudou a economia a voltar ao crescimento no segundo trimestre após a contração em janeiro-março.

A produção industrial subiu 8,9% com ajuste sazonal em junho em relação ao mês anterior, registrando o maior aumento em um mês desde que dados comparáveis foram disponibilizados em fevereiro de 2013, mostraram dados oficiais nesta sexta-feira (29).

O avanço deveu-se em grande parte ao levantamento de um rigoroso bloqueio relativo à COVID em Xangai, que deu um vento favorável à produção japonesa de automóveis, máquinas elétricas e peças e dispositivos eletrônicos.

"Uma enorme recuperação mensal de 14,0% na produção de automóveis levou ao aumento, à medida que a escassez de peças resultante do bloqueio de Xangai diminuiu", disse Marcel Thieliant, economista sênior do Japão na Capital Economics.

Embora o avanço tenha sido maior do que um ganho de 3,7% esperado por economistas em uma pesquisa da Reuters, uma autoridade do governo disse que os riscos de queda para a produção permanecem à medida que os atrasos no fornecimento de peças persistem.

Os dados vêm um dia depois que a Toyota Motor Corp. disse que produziu 793.378 veículos globalmente em junho, um pouco acima da meta que havia cortado duas vezes e encerrando um trimestre em que a empresa caiu 9,8% em relação ao seu plano de produção.

A maior montadora do mundo em vendas tem lutado para cumprir suas metas de produção global nos últimos meses devido à escassez de chips e interrupções causadas pelos bloqueios na China.

"A economia global e especialmente a manufatura estão claramente desacelerando. Mas a produção japonesa ainda não se normalizou", disse Takumi Tsunoda, economista sênior do Shinkin Central Bank Research Institute.

"Seu impulso de recuperação ainda está por vir à medida que as restrições de oferta diminuem."

Os fabricantes consultados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) esperavam que a produção estendesse sua recuperação em 3,8% em julho e 6,0% em agosto.

Preços em aumento
Dados separados mostraram que as vendas no varejo foram mais fracas do que o esperado, subindo 1,5% em junho em relação ao ano anterior, em comparação com uma previsão mediana de ganho de 2,8% em uma pesquisa da Reuters.

Isso deu peso à visão de que o consumo privado, que representa mais da metade da economia, se manteve no segundo trimestre.

As crescentes pressões inflacionárias e um recente aumento nas infecções por COVID-19, no entanto, podem levar as famílias conter os gastos nos próximos meses, de acordo com Tsunoda. Isso seria uma má notícia para a recuperação econômica do Japão.

Os principais preços ao consumidor de Tóquio, que excluem alimentos frescos, mas incluem custos de energia, subiram 2,3% em julho em relação ao ano anterior, superando a meta de inflação do Banco do Japão pelo segundo mês.

"Espera-se que os preços continuem subindo nos meses de verão, o que provavelmente será um fator que pesará no sentimento do consumidor", disse Tsunoda.

A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em 2,6% em junho, inalterada em relação ao mês anterior, enquanto um índice de disponibilidade de emprego foi de 1,27 em junho, ligeiramente superior a 1,24 em maio.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Montadoras japonesas têm queda recorde de venda de carros novos em outubro

O setor no Japão sofre com a falta de peças vindas de fábricas no sudeste asiático

vendas de carros novos no Japão
As vendas de carros novos no Japão tiveram uma baixa recorde no mês de outubro. Para as montadoras, a culpa é da pandemia, que interrompeu as cadeias de abastecimento no sudeste asiático, publicou a NHK. 

A indústria automobilística no Japão diz que o total de automóveis novos vendidos no país no mês que passou caiu para menos de 280.000 unidades, uma queda de 31,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

O percentual é o mais baixo para um mês de outubro desde que este tipo de estatística começou a ser feita em 1968. 

Fábricas situadas no sudeste da Ásia são as principais fornecedoras de peças para a indústria automotiva do Japão. Mas as medidas restritivas para conter a movimentação de pessoas nesses países praticamente paralisaram a produção local. 

Como consequência as montadoras japonesas se viram forçadas a reduzir a produção por falta de peças. 

Segundo as fabricantes, alguns clientes estão tendo que esperar cerca de seis meses para receberem os carros encomendados. 

Autoridades japonesas, porém, não sabem dizer quanto tempo vai durar essa escassez no setor automobilístico. 
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Nova fábrica de chips no Japão custará US$7 bilhões

A fabricante de chips de memória dos EUA construirá uma nova fábrica em seu local japonês de produção em Hiroshima

Micron Technology
A fabricante de chips de memória dos EUA, a Micron Technology, construirá uma nova fábrica em seu local japonês de produção em Hiroshima a um custo de ¥800 bilhões (US$7 bilhões), divulgou o jornal Nikkan Kogyo na quarta-feira (20).

A nova instalação fabricará chips DRAM (Memória Dinâmica de Acesso Aleatório), os quais são amplamente usados em data centers com a produção programada para começar em 2024, disse a reportagem, sem citar fontes.

Autoridades da Micron no Japão não estavam imediatamente disponíveis para comentários.

A demanda de dispositivos eletrônicos principalmente por pessoas que ficaram em casa por causa da pandemia de Covid-19, está causando grande escassez de chips, o que forçou algumas empresas, como montadoras e fabricantes de smartphones, a reduzirem sua produção.

Isso também reduziu as vendas de chips de memória DRAM, mas alguns observadores da indústria esperam que a demanda se recupere auxiliada por uma expansão de data centers.

A reportagem ocorre após a gigante de chips Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC) ter anunciado planos na semana passada para construir uma fábrica no Japão, a qual reportagens da mídia dizem ser parcialmente custeada pelo governo japonês.

O Japão quer atrair fabricantes de chips ao país para garantir que suas empresas tenham acesso direto para fornecimentos de semicondutores necessários a fim de manter sua economia competitiva.
Fonte: Portal Mie com Nippon

sábado, 18 de setembro de 2021

Fábricas da Toyota no Japão vão parar por até 11 dias em outubro; veja cronograma

 O corte de 150 mil veículos vai afetar todas as 14 unidades da montadora no país

Fábricas da Toyota
A Toyota Motor vai cortar a produção de 330 mil veículos em outubro, sendo 150 mil no Japão, uma vez que o aumento de casos de Covid-19 atingiu fábricas de peças no Vietnã e na Malásia, agravando a escassez de chips automotivos.

O corte vai afetar todas as 14 fábricas da montadora no Japão. A unidade de Yoshihara, em Toyota (Aichi), por exemplo, vai parar por 11 dias (linha 1) e três dias (linha 2).

A Toyota já havia anunciado também cortes em setembro. Somando os dois meses, a montadora vai deixar de fabricar 760 mil veículos no mundo, dos quais 330 mil no Japão, reduzindo para 9 milhões de unidades a previsão de produção neste ano fiscal, que termina em março de 2022.

Confira o cronograma de paralisação das fábricas da Toyota no Japão em outubro:
Motomachi, linha 1
3 dias: 1 (sex), 8 (sex), 15 (sex)

Motomachi, linha de pequena quantidade
5 dias: 1 (sex), 4 (seg), 5 (ter), 8 (sex), 15 (sex)

Takaoka, linha 1
9 dias: 1 (sex), 7 (qui), 8 (sex), 14 (qui), 15 (sex), 21 (qui), 22 (sex), 28 (qui), 29 (sex)

Takaoka, linha 2
5 dias: 1 (sex), 8 (sex), 15 (sex), 22 (sex), 29 (sex)

Tsutsumi, linha 1
3 dias 1 (sex), 8 (sex), 15 (sex)

Tsutsumi, linha 2
5 dias: 1 (sex), 8 (sex), 15 (sex), 22 (sex), 29 (sex)

Tahara, linha 1
3 dias: 1 (sex), 8 (sex), 15 (sex)

Tahara, linha 3
8 dias: 1 (sex), 4 (seg), 5 (ter), 6 (qua), 7 (qui), 8 (sex), 11 (seg), 15 (sex) 

Kyushu Miyata, linha 1
7 dias: 1 (sex), 7 (qui), 8 (sex), 14 (qui), 15 (sex), 22 (sex), 29 (sex)

Kyushu Miyata, linha 2
5 dias: 1 (sex), 8 (sex), 15 (sex), 22 (sex), 29 (sex)

Iwate, linha 1
9 dias: 1 (sex), 7 (qui), 8 (sex), 14 (qui), 15 (sex), 21 (qui), 22 (sex), 28 (qui), 29 (sex)

Iwate, linha 2
7 dias: 1 (sex), 7 (qui), 8 (sex), 14 (qui), 15 (sex), 22 (sex), 29 (sex) 

Miyagi
7 dias: 1 (sex), 7 (qui), 8 (sex), 14 (qui), 15 (sex), 22 (sex), 29 (sex) 

Fujimatsu, linha 1
2 dias: 1 (sexta), 15 (sexta)

Fujimatsu, linha 2
5 dias: 1 (sex), 8 (sex), 15 (sex), 22 (sex), 29 (sex)

Inabe, linha 1
8 dias: 1 (sex), 4 (seg), 5 (ter), 6 (qua), 7 (qui), 8 (sex), 15 (sex), 22 (sex) 

Yoshihara, linha 1
11 dias: 1 (sex), 4 (seg), 5 (ter), 6 (qua), 7 (qui), 8 (sex), 11 (seg), 12 (ter), 13 (qua), 14 (qui), 15 (sexta)

Yoshihara, linha 2
3 dias: 1 (Sex), 8 (Sex), 15 (Sex)

Gifu Auto Body, linha 1
8 dias: 1 (sex), 4 (seg), 5 (ter), 6 (qua), 7 (qui), 8 (sex), 15 (sex), 22 (sex) 

Gifu Auto Body, linha 2
1 dia: 15 (sex)

Toyota Industries, linhas 301 e 302
3 dias: 1 (sex), 8 (sex), 15 (sex)

Hino Hamura, linha 1
3 dias: 1 (sex), 8 (sex), 15 (sex)

Daihatsu Quioto
3 dias: 1 (sex), 8 (sex), 15 (sex)
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

90% das empresas acreditam em expansão da economia do Japão em 2022, mostra pesquisa

Nenhuma das empresas consultadas indicou a possibilidade de declínio ou de contração da atividade econômica

economia do Japão
Noventa por cento as maiores empresas do Japão acreditam que a economia do país expandirá em 2022, na esperança de que o abalo causado pela pandemia do coronavírus diminua drasticamente, mostrou uma pesquisa feita pela Kyodo News na quinta-feira (12). 

O levantamento envolveu 111 empresas entre julho e agosto, como Toyota Motor Corp. e Sony Group Corp., mostrou ainda que as companhias japonesas também estão unindo esforços para redução da emissão de gases de efeito estufa, e estão também se esforçando para garantir segurança econômica em meio às disputas entre Estados Unidos e China, com foco nas cadeias de fornecimento de chips e de recursos energéticos. 

A pesquisa mostrou que 75% das empresas esperam um crescimento econômico moderado em 2022, enquanto 15% afirmam que a economia do Japão vai se expandir no próximo ano. 

Para 5% das companhias, as condições permanecerão inalteradas. Nenhuma das consultadas indicou a possibilidade de declínio ou de contração, mesmo que moderada. 

A pesquisa permitiu múltiplas respostas e 93% indicaram que haverá expansão econômica devido ao progresso na campanha de vacinação contra a Covid-19, enquanto 83% citaram a recuperação do consumo privado e 72% apostaram suas expectativas na flexibilização das restrições relativas ao coronavírus. 

Ainda assim, o avanço da pandemia preocupa as companhias, com o programa de vacinação seguindo lento e com a variante Delta levando ao aumento de casos em várias regiões do Japão. 

Com relação à situação atual da economia, 56% das empresas consideram que está estável, enquanto 40% acham que está se expandindo moderadamente.

 Ao menos 23% das entrevistadas esperam o retorno aos níveis anteriores à pandemia das vendas trimestrais em 2022, mas 16% acham que qualquer sinal de recuperação será visto apenas em 2023 ou depois. 

Mas algumas empresas conseguiram se recuperar, apesar da crise lançada pela pandemia. 

A pesquisa mostrou que 16% das empresas disseram que suas vendas recuperaram níveis pré-pandêmicos e 5% não notaram queda. 

No que diz respeito às mudanças climáticas, 94% das empresas entrevistadas disseram que estão tomando medidas para reduzir a emissão de dióxido de carbono. 

Mas muitas delas estão preocupadas também em proteger a rede de fornecimento de peças de alta tecnologia, como semicondutores, além de recursos minerais e de energia, diante de disputas comerciais entre Estados Unidos e China.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 2 de março de 2021

Mais de 90 mil pessoas perderam emprego em meio à pandemia

O número aumentou após um ressurgimento do vírus e a declaração de um novo estado de emergência para partes do país

pessoas perderam emprego no Japão
Mais de 90 mil pessoas foram dispensadas ou tiveram seus contratos de trabalho encerrados sem renovação no Japão por razões relacionadas à pandemia de coronavírus, disse o Ministério do Trabalho na segunda-feira (1º).

O número cumulativo, incluindo aqueles que devem receber tal tratamento, situou-se a 90.185 desde a sexta-feira (26).

Só em fevereiro, o número de dispensas e encerramentos de contratos aumentou em quase 250 em comparação ao mês anterior para 5.412, atingindo uma alta de 4 meses após um ressurgimento do vírus e a declaração de um novo estado de emergência para partes do país.

Os números mensais de dispensas e encerramentos de contratos estavam em declínio desde os 11.298 em setembro do ano passado, ficando em cerca de 5,2 mil desde novembro.

Desde 19 de fevereiro, a indústria de fabricação registrou o menor número de tais perdas de emprego, a 19.701, com as indústrias de restaurante, varejo e hotel cada uma excedendo 10 mil.
Fonte: Portal Mie com Nippon

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Hello Work amplia assistência a quem procura emprego no Japão

Atendimento é gratuito e pode ser feito em português

Hello Work
O governo do Japão tem procurado oferecer uma assistência cada vez mais ampla a todas as pessoas que perderam seus empregos como consequência da pandemia do coronavírus e que passam por grandes dificuldades.

Para isso existe a agência Hello Work, onde o atendimento é presencial ou por telefone, e o que é melhor, podendo ser feito no idioma português.

Os serviços oferecidos nas agências Hello Work são gratuitos em todo o país.

Se você está em busca de um novo emprego, saiba que a Hello Work dá suporte para ativar o seguro-desemprego e assim evitar que passe por dificuldades financeiras até que consiga um novo posto de trabalho.

Existem agências Hello Work em todo o Japão. Procure pela que está mais próxima de sua casa.

Caso ainda esteja com dúvidas, veja alguns exemplos de consultas que você pode fazer na Hello Work:
· Busca de trabalho
· Acesso a informações sobre empresas que estão buscando candidatos
· Intermediação com a empresa que você se interessar
· Trâmites para acionar o seguro-desemprego
· Apoio em geral até conseguir um novo emprego

Confira os detalhes do atendimento, como horário e outros idiomas no link:
https://www.mhlw.go.jp/content/000673009.pdf

Lista das agências com tradutores de português ou espanhol:
Aichi

Ichinomiya: 0586-45-2048 (segunda a sexta)
Handa: 0569-21-0023 (segunda a sexta)
Hekinan: 0566-41-0327 (segunda a sexta)
Inuyama: 0568-61-2185 (segunda a sexta)
Kariya: 0566-21-5001 (segunda a sexta)
Kasugai: 0568-81-5135 (segunda a sexta)
Nagoia – Centro de Emprego para Estrangeiros: 052-855-3770 (segunda a sexta)
Nagoia-Minami: 052-681-1211 (segunda a sexta)
Nishio: 0563-56-3622 (segunda a sexta)
Okazaki: 0564-52-8609 (segunda a sexta)
Seto: 0561-82-5123 (terça e quinta)
Shinshiro: 0536-22-1160 (quinta)
Toyohashi: 0532-52-7191 (segunda a sexta)
Toyohashi – Centro de Emprego para Estrangeiros: 0532-57-1356 (segunda a sexta)
Toyokawa: 0533-86-3178 (segunda a sexta)
Toyota: 0565-31-1400 (segunda a sexta)
Tsushima: 0567-26-3158 (terça e quinta)

Chiba
Chiba: 043-242-1181 (segunda, quarta e sexta)
Chibaminami: 043-300-8609 (quinta)
Funabashi: 047-431-8287 (terça e sexta)
Matsudo: 047-367-8609 (segunda e terça)
Narita: 0476-27-8609 (terça e quinta

Fukui
Fukui: 0776-52-8155 (terça)
Takefu: 0778-22-4078 (segunda, terça e quinta

Gifu
Gifu: 058-206-5063 (segunda a sexta)
Minokamo: 0574-25-2178 (segunda a sexta)
Ogaki: 0584-80-5061 (segunda a sexta)
Seki: 0575-22-3223 (segunda a sexta)
Tajimi: 0572-22-3384 (segunda a sexta)

Gunma
Isesaki: 0270-23-8609 (segunda a sexta)
Maebashi: 027-290-2111 (segunda a quinta)
Ota: 0276-46-8609 (segunda a sexta)
Tatebayashi: 0276-75-8609 (segunda a sexta)

Hiroshima
Fukuyama: 084-923-8609 (segunda, quarta e sexta)
Hiroshima: 082-223-8609 (segunda, quinta e 2ª e 4ª quarta-feira do mês)
Hiroshima-Higashi: 082-264-8609 (segunda a sexta)
Hiroshima-Saijo: 082-422-8609 (terça e sexta)
Mihara: 0848-64-8609 (2ª e 4ª terça-feira do mês)

Hyogo
Akashi: 078-912-2277 (sexta)
Amagasaki: 06-7664-8609 (quarta)
Himeji: 079-222-8609 (segunda)
Kobe: 078-362-8609 (terça a quinta)

Ibaraki
Chikusei: 0296-22-2188 (terça a sexta)
Ishioka: 0299-26-8141 (terça e quinta)
Joso: 0297-22-8609 (terça a sexta)
Koga: 0280-32-0461 (quinta)
Mito: 029-231-6221 (segunda, terça e quinta)
Ryugasaki: 0297-60-2727 (terça a sexta)
Shimotsuma: 0296-43-3737 (segunda a sexta)
Tsuchiura: 029-822-5124 (segunda a sexta)

Ishikawa
Komatsu: 0761-24-8609 (terça e quinta)

Kagawa
Takamatsu: 087-869-8609 (terça e quinta)

Kanagawa
Atsugi: 046-296-8609 (segunda a sexta)
Fujisawa: 0466-23-8609 (terça e quinta)
Hiratsuka: 0463-24-8609 (terça e quinta)
Kawasaki: 044-244-8609 (terça e sexta)
Yamato: 046-260-8609 (terça e sexta)
Yokohama: 045-663-8609 (quarta)

Mie
Iga: 0595-21-3221 (segunda a quarta)
Kuwana: 0594-22-5141 (segunda a sexta)
Matsusaka: 0598-51-0860 (quarta)
Suzuka: 059-382-8609 (segunda a sexta)
Tsu: 059-228-9161 (segunda a sexta)
Yokkaichi: 059-353-5566 (segunda a sexta)

Nagano
Iida: 0265-24-8609 (sexta)
Ina: 0265-73-8609 (quarta e sexta)
Komoro: 0267-23-8609 (2ª e 4ª sexta-feira do mês)
Matsumoto: 0263-27-0111 (terça, quinta e sexta)
Nagano: 026-228-1300 (segunda e sexta)
Okaya: 0266-23-8609 (quinta)
Suwa: 0266-58-8609 (terça)
Ueda: 0268-23-8609 (segunda, quarta e sexta)

Nara
Sakurai: 0744-45-0112 (4ª sexta-feira do mês)
Yamatokoriyama: 0743-52-4355 (2ª terça-feira do mês)
Yamatotakada: 0745-52-5801 (2ª quarta-feira do mês)

Okayama
Kurashiki-Chuo: 086-424-3333 (terça e quarta)
Okayama: 086-241-3222 (terça)
Soja: 0866-92-6001 (quarta e sexta)

Osaka
Sakai: 072-222-5049 (quinta e sexta)
Osaka – Centro de Emprego para Estrangeiros: 06-7709-9465 (segunda a sexta)

Saitama
Honjo: 0495-22-2448 (segunda, quarta e sexta)
Kasukabe: 048-736-7611 (segunda e quinta)
Kawagoe: 049-242-0197 (segunda e quinta)
Kawaguchi: 048-251-2901 (segunda a sexta)
Koshigaya: 048-969-8609 (terça)
Kumagaya: 048-522-5656 (terça e quinta)
Omiya: 048-667-8609 (sexta)
Soka: 048-931-6111 (quarta)
Urawa: 048-832-2461 (sexta)

Shiga
Higashiomi: 0748-22-1020 (segunda a quarta)
Hikone: 0749-22-2500 (quinta)
Koka: 0748-62-0651 (segunda a sexta)
Kusatsu: 077-562-3720 (terça, quinta e sexta)
Nagahama: 0749-62-2030 (segunda a sexta)

Shimane
Izumo: 0853-21-8609 (terça e sexta)

Shizuoka
Fuji: 0545-51-2151 (segunda, quarta e sexta)
Gotemba: 0550-82-0540 (segunda, quinta e sexta)
Haibara: 0548-22-0148 (segunda, quinta e sexta)
Hamakita: 053-584-2233 (segunda e quarta)
Hamamatsu: 053-457-5157 (segunda a sexta)
Hosoe: 053-522-0165 (segunda e quinta)
Iwata: 0538-32-6181 (segunda a sexta)
Kakegawa: 0537-22-4185 (segunda a sexta)
Mishima: 055-980-1302 (quarta)
Numazu: 055-918-3711 (segunda a sexta)
Shimada: 0547-36-8609 (quarta e sexta)
Shimizu: 054-351-8609 (segunda, terça e sexta)
Shizuoka: 054-238-8603 (quinta)
Yaizu: 054-628-5155 (segunda e terça)

Tochigi
Moka: 0285-82-8655 (terça, quarta e sexta)
Oyama: 0285-22-1524 (terça a quinta)

Toyama
Takaoka: 0766-21-1515 (segunda, quarta e quinta)

Yamanashi
Kofu: 055-232-6060 (terça e quarta)
Kofu – Centro para Estudantes: 055-221-8609 (segunda e quinta)

Mais informações:
· Lista das agências Hello Work (em japonês)
https://www.mhlw.go.jp/kyujin/hwmap.html

· Informações gerais sobre Covid-19
https://www.mhlw.go.jp/stf/seisakunitsuite/bunya/koyou_roudou/koyou/jigyounushi/page11_00001.html
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Estado de emergência por Covid-19 poderá afetar economia do Japão

O estado de emergência deve reduzir trilhões de ienes em consumo privado. Economistas preveem que a economia voltará a contrair

estado de emergência
Um estado de emergência de um mês planejado pelo governo japonês para conter um ressurgimento de infecções por coronavírus deve reduzir trilhões de ienes em consumo privado, com alguns economistas prevendo que a economia voltará a contrair.

Impactos econômicos esperados de um estado de emergência em Tóquio e três províncias vizinhas, o qual o governo do primeiro-ministro Yoshihide Suga está considerando declarar na quinta-feira (7), provavelmente serão menores do que aqueles vistos após a primeira declaração de emergência em abril de 2020 na capital e seis estados.

A declaração então foi posteriormente expandida para a nação inteira e suspensa completamente no fim de maio. Restrições esperadas desta vez, embora não legalmente obrigatórias e limitadas à área de Tóquio, ainda poderiam prejudicar uma parte significante, senão tudo, de crescimento anteriormente previsto no trimestre janeiro a março, disseram economistas.

Uma desaceleração econômica na capital poderia ter um efeito oscilatório, e há até a possibilidade de que o planejado estado de emergência seja expandido, disseram.

“A situação está ficando pior, e se as áreas e o período de declaração forem estendidos, a porcentagem do PIB (Produto Interno Bruto) no atual trimestre poderia ser de dois dígitos”, disse Shinichiro Kobayashi, economista sênior no Mitsubishi UFJ Research and Consulting Co.

“Nesse caso, as repercussões se materializariam não somente na forma de quedas de consumo, mas falências corporativas e aumento de desemprego”, disse Kobayashi. “Isso significa que a economia do Japão poderia cair em um ciclo vicioso de deterioração no emprego e níveis de renda”.

Kobayashi havia previsto no mês passado uma contração anualizada real de 0,5% na economia do Japão no primeiro trimestre de 2021 devido ao ressurgimento do vírus.

Com o primeiro estado de emergência levando as pessoas a evitarem saídas desnecessárias e um grande número de empresas a reduzirem horas de funcionamento, o PIB do Japão contraiu anualizados 29,2% no período de abril a junho ante o trimestre anterior.

Como as atividades econômicas reiniciaram gradualmente após o estado de emergência ter sido encerrado completamente, a economia mostrou uma recuperação acentuada no trimestre seguinte, crescendo anualizados 22,9%.

De acordo com a média prevista por 35 economistas entrevistados em dezembro pelo Centro do Japão para Pesquisa Econômica, a economia estava projetada para crescer 1,31% anualizado no período de janeiro a março após um aumento de 3,44% no trimestre até dezembro.

Takahide Kiuchi, economista executivo no Instituto de Pesquisa Nomura, disse que cerca de 4,89 trilhões de ienes (US$47,5 bilhões) de consumo doméstico devem desaparecer devido à declaração de estado de emergência para a área de Tóquio, reduzindo o PIB anual da nação em 0,88 ponto percentual.

A estimativa é baseada no pressuposto de que 55,8% do consumo privado do país não é de natureza essencial ou urgente como mostrado pelos dados do governo de gastos de famílias, disse Kiuchi.

Embora o gasto privado que foi projetado a ser perdido seria menor do que o prejuízo estimado de 10,7 trilhões de ienes em abril passado e 11,2 trilhões de ienes no mês seguinte, Kiuchi disse que o planejado estado de emergência poderia ser expandido a nível nacional em estágios, reduzindo 14 trilhões de ienes de consumo por mês, ou diminuindo o PIB anual em 2,53 pontos percentuais.

Hideo Kumano, economista chefe no Dai-Ichi Life Research Institute, prevê que o impacto econômico esperado seja de 2,8 trilhões de ienes, assumindo que as restrições durem por 50 dias, quase o mesmo da primeira declaração de emergência.

“Mesmo que a área alvo seja limitada a apenas Tóquio e seus arredores, atividades econômicas em áreas diferentes interagem e quase todas as outras regiões no Japão serão afetadas”, disse Kumano.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Confiança empresarial melhora novamente, mostra pesquisa do Banco do Japão

O levantamento é feito a cada trimestre

economia do Japão
A confiança entre os principais fabricantes japoneses se recuperou ainda mais após mergulhar no pior nível desde a crise financeira global, mostrou uma pesquisa nesta segunda-feira (14).

A pesquisa de negócios Tankan de dezembro do Banco do Japão - uma pesquisa trimestral com cerca de 10.000 empresas - mostrou uma leitura de menos 10 entre os grandes fabricantes, após registrar menos 27 na pesquisa anterior e menos 34 na pesquisa de junho, publicou a France Presse. 

O valor mais recente em comparação com uma estimativa de consenso de mercado é de menos 15.

O número de junho foi o menor desde junho de 2009, quando choques financeiros em todo o mundo atingiram a terceira maior economia do planeta.

A pesquisa de opinião de negócios de curto prazo relata a diferença entre a porcentagem de empresas que estão otimistas e aquelas que veem as condições como desfavoráveis.

Uma leitura negativa significa que mais empresas são pessimistas do que otimistas. É considerado o indicador mais amplo de como o Japão está se saindo.

A última leitura foi divulgada depois que o governo aprovou na semana passada mais de US$ 700 bilhões em novos estímulos para financiar projetos de medidas anti-coronavírus a tecnologia verde, o terceiro pacote do país neste ano fiscal.

"A forte recuperação no Q4 Tankan (referente à pesquisa trimestral) apoia nossa visão de que a economia do Japão se recuperará relativamente rápido do deslocamento causado pela pandemia", disse Tom Learmouth, economista da Capital Economics em um comentário.

O Japão saiu oficialmente da recessão no mês passado, após três trimestres de contração, mas a terceira maior economia do mundo agora enfrenta um aumento nas infecções por COVID-19, com números recordes de novos casos registrados nas últimas semanas.

A última pesquisa também vem antes da reunião de política monetária de dois dias do Banco do Japão, na quinta-feira, que é amplamente esperada para manter as atuais ferramentas de flexibilização monetária, mas também deve estender suas medidas especiais em resposta à COVID-19.

"Achamos que o BOJ vai explicar que a economia continua a precisar de apoio político, especialmente com a chegada de uma terceira onda de infecções", disseram os economistas do UBS, Masamichi Adachi e Go Kurihara, em um relatório.

A confiança entre as grandes empresas aumentou para menos 5 - contra um consenso de mercado de menos 6 - após a extração de menos 12 em setembro.

Os números mais recentes mostram uma recuperação constante a partir da baixa de menos 17 em junho, mas ainda estão bem abaixo dos números de março, de mais 8.

O Japão estava lutando contra os efeitos dos desastres naturais e um aumento no imposto sobre o consumo, mesmo antes da pandemia paralisar a economia global.

Assim que a pandemia atingiu o país, não houve bloqueios obrigatórios, com o governo pedindo às pessoas que ficassem em casa - um pedido que foi amplamente atendido.

Mas isso, junto com o fechamento das fronteiras do país, o turismo foi prejudicado e os gastos do consumidor, com a indústria hoteleira atingida de forma particularmente dura.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Produção industrial do Japão cresce pelo 5º mês consecutivo em meio à pandemia do coronavírus

Especialistas, porém, alertam para o crescimento no número de casos de Covid-19, que pode afetar novamente a economia

produção industrial do Japão
A produção industrial do Japão aumentou 3,8 por cento em outubro em relação ao mês anterior, um crescimento que chega pelo quinto mês consecutivo, apoiada por uma recuperação na demanda por máquinas e automóveis após queda induzida pela pandemia, mostraram dados do governo nesta segunda-feira (30). O índice é o maior desde março. 

As análises relativas ao período citado mostraram que a produção em alguns setores voltou aos níveis anteriores à disseminação do coronavírus, mas o Ministério da Indústria alertou sobre os riscos de queda devido ao recente ressurgimento de infecções em todo o mundo, publicou a Kyodo News. 

O índice ajustado sazonalmente de produção em fábricas e minas ficou em 95,0 contra a base de 100 em 2015, disse o Ministério da Economia, Comércio e Indústria em um relatório preliminar. 

O resultado segue um aumento revisado para baixo de 3,9 por cento em setembro.

Um aumento de 17,9 por cento na produção de maquinário geral, incluindo sistemas de transporte no setor de varejo e turbinas a vapor usadas para geração de eletricidade, bem como um ganho de 6,8 por cento na produção de automóveis devido às exportações, contribuíram para o aumento da produção geral, segundo os dados do governo.

O setor de máquinas elétricas e equipamentos eletrônicos de informação e comunicação teve um aumento de 8,4%, impulsionado por um aumento na demanda por computadores usados em trabalho remoto no Japão como medida preventiva contra o vírus.

Um funcionário do Ministério disse que está observando de perto como o recente ressurgimento das infecções por coronavírus afetará as atividades de fabricação nos próximos meses, analisando "riscos negativos" para a economia doméstica e internacional.

Fabricantes consultados pelo Ministério disseram esperar que a produção cresça 2,7 por cento em novembro, mas caia 2,4 por cento em dezembro.

O Ministério reteve sua avaliação para outubro, dizendo que a produção industrial está "acelerando".

"Ainda vai levar tempo para o índice se recuperar para a marca pré-pandêmica de 99,8 em janeiro", apesar dos níveis de produção de automóveis e máquinas elétricas e equipamentos eletrônicos de informação e comunicação estarem voltando aos níveis anteriores ao coronavírus, disse o oficial.

Olhando para o futuro, Takeshi Minami, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Norinchukin, disse que o impulso de alta da produção industrial não durará muito tempo.

"A leitura preliminar de outubro mostrou uma recuperação, mas como as regiões do hemisfério norte enfrentam o inverno e a pandemia de coronavírus deve se espalhar, o ritmo da recuperação econômica provavelmente diminuirá", disse Minami.

"Espera-se que o índice flutue também, visto que o aumento na produção de automóveis, que tem contribuído para o aumento da produção nos últimos meses, deve diminuir em novembro e dezembro", disse ele.

Em outubro, o índice de embarques industriais subiu 4,6 por cento para 94,7, enquanto o de estoques caiu 1,6 por cento, para 95,9.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Bounenkai: 87% das empresas no Japão pretendem cancelar festas de fim de ano devido ao coronavírus

Pesquisa da Tokyo Shoko Research ouviu cerca de 10 mil empresas

bounenkai
Quase 90% das empresas japonesas planejam cancelar as festas de fim de ano e de ano novo para evitar a disseminação da Covid-19, mostrou uma pesquisa nesta quinta-feira (19), ressaltando a dor que a pandemia de coronavírus está causando em uma economia já fraca.

As festas de confraternização de fim de ano e de ano novo (bounenkai e shinnenkai), com muita bebida alcoólica, são uma tradição na cultura corporativa japonesa, fazendo de dezembro e janeiro uma alta temporada para restaurantes.

Não esse ano. Com números recordes de Covid-19 relatados em todo o Japão, o primeiro-ministro Yoshihide Suga disse que o governo estava procurando endurecer as diretrizes sobre comer fora, o que afetaria bares e restaurantes já prejudicados pela queda nas vendas devido às políticas de distanciamento social.

Em uma pesquisa com cerca de 10 mil empresas, 87,8% disseram que não planejam realizar festas de fim de ano ou de ano novo, de acordo com o centro de estudos privado Tokyo Shoko Research.

Em Tóquio, 90,2% das empresas planejam renunciar à realização dessas festas, mostrou a pesquisa.

“Enquanto o governo continua com campanhas para revitalizar o consumo, as empresas parecem estar se concentrando em evitar que seus funcionários sejam infectados”, disse a Tokyo Shoko Research em um relatório.

Alguns analistas atribuem o ressurgimento das infecções à campanha do governo para descontos em viagens domésticas (Go To Travel) e jantares fora (Go To Eat), que visa apoiar as indústrias de turismo e restaurantes em dificuldades.

“Mais uma vez, peço aos cidadãos que fiquem atentos ao tomar precauções básicas”, disse Suga a repórteres nesta quinta-feira, enfatizando o risco de infecções, especialmente em restaurantes.

“Pedimos que as pessoas participem de jantares de forma calma, sem falar muito alto e tirando a máscara somente na hora de comer. Vou fazer o mesmo a partir de hoje”, acrescentou.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

BC do Japão diz que pode estender ajuda a empresas atingidas pela pandemia

 Crise do coronavírus está mantendo as perspectivas econômicas altamente incertas

Haruhiko Kuroda
O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, disse que a autoridade monetária está pronta para prorrogar seus programas destinados a aliviar tensões de financiamento corporativo que expiram no início do próximo ano, já que a pandemia de coronavírus está mantendo as perspectivas econômicas altamente incertas.

Ele também reiterou a resolução do Banco do Japão de trabalhar em estreita colaboração com o governo na luta contra os obstáculos à recuperação do Japão, como as consequências das tensões sino-americanas e do protecionismo.

“Há uma boa possibilidade de estendermos o prazo para os programas, se necessário, dependendo do impacto da Covid-19”, disse Kuroda em entrevista coletiva após reunião online com líderes empresariais em Osaka, oeste do Japão, nesta quarta-feira.

“Vamos tomar a decisão no momento apropriado e não vamos esperar até o último minuto”, acrescentou.

O Banco do Japão aumentou as compras de dívida corporativa e criou um mecanismo de empréstimo para injetar dinheiro nas empresas atingidas pela Covid-19 como parte dos esforços para amortecer o golpe econômico da pandemia. Ambos os programas terminam em março do próximo ano, a menos que a diretoria do banco central vote para estender o prazo.
Fonte: Alternativa com Reuters