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terça-feira, 22 de agosto de 2023

Falências de pequenas e médias empresas aumentam mais de 50% no Japão

Isso se deve, em grande parte, ao vencimento de empréstimos tomados durante a crise da Covid-19

falências de empresas
Pequenas e médias empresas estão enfrentando falências em um ritmo acelerado após a pandemia, com um aumento significativo nos casos em comparação ao pico da Covid-19, informou o jornal Asahi na segunda-feira (21).

Qual é o motivo?
Isso se deve, em grande parte, ao vencimento de empréstimos tomados durante a crise, que eram praticamente sem juros e não exigiam garantia. Em maio, houve um aumento anual de 34,3% (704 casos) nas falências e, em julho, um aumento de 53,7% (758 casos) em relação ao ano anterior, segundo a Tokyo Shoko Research Ltd.

Esses empréstimos, apesar de terem ajudado as empresas a manterem o fluxo de caixa durante os tempos difíceis, agora representam um peso para muitas delas, que enfrentam desafios para quitar as dívidas.

As autoridades cobriram os juros dos empréstimos por três anos, mas, se os empréstimos não forem pagos, o ônus recai sobre os contribuintes. Havia preocupações de que os empréstimos apenas "prolongassem a vida" de empresas que, de fato, não possuíam capacidade de gerar lucros.

Setores mais afetados
O setor de serviços, especialmente a indústria de restaurantes, foi o mais afetado, com um aumento substancial nos casos de falência.

Enquanto alguns setores, como o hoteleiro, estão se recuperando com o aumento do turismo interno após a reclassificação da Covid-19, a indústria de restaurantes continua em declínio, enfrentando desafios como o fim de subsídios e o aumento dos custos operacionais.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Bounenkai: 87% das empresas no Japão pretendem cancelar festas de fim de ano devido ao coronavírus

Pesquisa da Tokyo Shoko Research ouviu cerca de 10 mil empresas

bounenkai
Quase 90% das empresas japonesas planejam cancelar as festas de fim de ano e de ano novo para evitar a disseminação da Covid-19, mostrou uma pesquisa nesta quinta-feira (19), ressaltando a dor que a pandemia de coronavírus está causando em uma economia já fraca.

As festas de confraternização de fim de ano e de ano novo (bounenkai e shinnenkai), com muita bebida alcoólica, são uma tradição na cultura corporativa japonesa, fazendo de dezembro e janeiro uma alta temporada para restaurantes.

Não esse ano. Com números recordes de Covid-19 relatados em todo o Japão, o primeiro-ministro Yoshihide Suga disse que o governo estava procurando endurecer as diretrizes sobre comer fora, o que afetaria bares e restaurantes já prejudicados pela queda nas vendas devido às políticas de distanciamento social.

Em uma pesquisa com cerca de 10 mil empresas, 87,8% disseram que não planejam realizar festas de fim de ano ou de ano novo, de acordo com o centro de estudos privado Tokyo Shoko Research.

Em Tóquio, 90,2% das empresas planejam renunciar à realização dessas festas, mostrou a pesquisa.

“Enquanto o governo continua com campanhas para revitalizar o consumo, as empresas parecem estar se concentrando em evitar que seus funcionários sejam infectados”, disse a Tokyo Shoko Research em um relatório.

Alguns analistas atribuem o ressurgimento das infecções à campanha do governo para descontos em viagens domésticas (Go To Travel) e jantares fora (Go To Eat), que visa apoiar as indústrias de turismo e restaurantes em dificuldades.

“Mais uma vez, peço aos cidadãos que fiquem atentos ao tomar precauções básicas”, disse Suga a repórteres nesta quinta-feira, enfatizando o risco de infecções, especialmente em restaurantes.

“Pedimos que as pessoas participem de jantares de forma calma, sem falar muito alto e tirando a máscara somente na hora de comer. Vou fazer o mesmo a partir de hoje”, acrescentou.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Trabalhadores fazem mais horas extras, enquanto as empresas tentam superar efeitos da pandemia no Japão

 Alguns setores apresentaram crescimento, como o imobiliário e de construção, e também a área médica

horas extras
Uma pesquisa trimestral conduzida pelo Working Reward Research Institute descobriu que o número de horas extras trabalhadas pelos funcionários de empresas no Japão aumentou entre julho e setembro de 2020, enquanto as empresas lutam para se recuperar dos efeitos da pandemia de coronavírus e do estado de emergência imposto em abril.

Por meio de cálculos criteriosos, ela apresentou uma pesquisa detalhada dos hábitos de horas extras no Japão, incluindo desdobramentos por setor e classificações de empresas individuais, segundo o Grape Japan. 

No geral, a média de horas extras aumentou ligeiramente entre abril e junho de 2020, de 23,53 horas por mês para 24,11 horas por mês, um aumento de 0,57%. 

Os setores que mais cresceram foram o setor imobiliário e de construção, na base de 3,95%, e o médico, 2,5%.

O período entre abril e junho viu aumentos no número médio de horas extras trabalhadas na maioria dos setores. As que aumentaram mais de uma hora por mês foram as consultorias, informática/internet e o setor de retalho e restauração.

O número médio de horas extras trabalhadas, porém, continuou diminuindo em alguns setores, como manufatura, tradings e empresas do setor financeiro.

Sob pressão do governo para resolver o problema das horas extras excessivas, muitas das maiores empresas do Japão instituíram reformas no local de trabalho nos últimos anos. 

Em abril de 2019, foi aprovada lei que estabelece limite máximo para horas extras, com penalidades para as empresas que descumprirem o estabelecido.

Os ativistas argumentam que as empresas se tornaram adeptas de contornar os limites legais de horas extras. 

O Working Reward Research Institute é afiliado do OpenWork, uma plataforma de mercado de trabalho usada por milhares de trabalhadores de colarinho branco para encontrar empregos. Atualmente tem cerca de 3,9 milhões de membros.

A OpenWork acumulou mais de dez milhões de relatórios de avaliação de empresas, tornando-se o maior banco de dados de satisfação de funcionários do Japão.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

BC do Japão diz que pode estender ajuda a empresas atingidas pela pandemia

 Crise do coronavírus está mantendo as perspectivas econômicas altamente incertas

Haruhiko Kuroda
O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, disse que a autoridade monetária está pronta para prorrogar seus programas destinados a aliviar tensões de financiamento corporativo que expiram no início do próximo ano, já que a pandemia de coronavírus está mantendo as perspectivas econômicas altamente incertas.

Ele também reiterou a resolução do Banco do Japão de trabalhar em estreita colaboração com o governo na luta contra os obstáculos à recuperação do Japão, como as consequências das tensões sino-americanas e do protecionismo.

“Há uma boa possibilidade de estendermos o prazo para os programas, se necessário, dependendo do impacto da Covid-19”, disse Kuroda em entrevista coletiva após reunião online com líderes empresariais em Osaka, oeste do Japão, nesta quarta-feira.

“Vamos tomar a decisão no momento apropriado e não vamos esperar até o último minuto”, acrescentou.

O Banco do Japão aumentou as compras de dívida corporativa e criou um mecanismo de empréstimo para injetar dinheiro nas empresas atingidas pela Covid-19 como parte dos esforços para amortecer o golpe econômico da pandemia. Ambos os programas terminam em março do próximo ano, a menos que a diretoria do banco central vote para estender o prazo.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Japão pedirá às empresas para manter funcionários trabalhando até os 70 anos

Trata-se de uma medida para lidar com a escassez de mão de obra
 empresas no Japão

O governo japonês informou na quarta-feira que vai pedir às empresas para manter funcionários trabalhando até os 70 anos, como parte das medidas para lidar com uma grave escassez de mão de obra em meio ao rápido envelhecimento da população.

Segundo a agência de notícias Kyodo, o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe também planeja pedir às empresas que forneçam apoio aos funcionários aposentados para encontrar novos empregos, montar seus próprios negócios ou trabalhar como colaboradores.

Muitas empresas no Japão definiram a idade de 60 anos para a aposentadoria, mas os funcionários têm permissão legal para trabalhar até os 65 anos se desejarem e os empregadores são obrigados a recontratá-los.

"É necessário fornecer uma variedade de opções para utilizar os experientes trabalhadores idosos", disse Abe em uma reunião para discutir as futuras políticas de crescimento.

O governo planeja apresentar um projeto de lei ao Parlamento no próximo ano para revisar as leis relacionadas, disse Abe, mas não haverá penalidades neste estágio se as empresas não cumprirem as medidas.

Garantir uma força de trabalho adequada também é importante para obter fundos para atender aos crescentes custos de seguridade social de uma sociedade que está envelhecendo.

Uma em cada três pessoas no Japão deverá ter 65 anos ou mais em 2025, mostraram dados do governo.

O Japão já introduziu uma série de medidas para compensar o déficit de mão de obra, como atrair mais estrangeiros e promover a participação das mulheres no mercado de trabalho.

Ainda assim, a previsão é de que o país enfrente uma escassez de 6,44 milhões de trabalhadores em 2030, de acordo com uma estimativa da Persol Research and Consulting e da Universidade Chuo.

Entre os 66,64 milhões de trabalhadores com mais de 15 anos no ano passado, 8,62 milhões, ou 13%, tinham 65 anos ou mais, segundo o governo.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Nikkeis sansei e yonsei com oportunidade de carreira em Wakayama

O governo da província de Wakayama anunciou que quer estimular empresas locais na contratação de nikkeis sansei e yonsei qualificados
Wakayama
O governador da província anunciou na terça-feira (16) que quer estimular as empresas a contratar nikkeis, descendentes de terceira e quarta geração das Américas do Sul e do Norte, para carreira em Wakayama.

Yoshinobu Nisaka, governador, acredita que os dois lados se beneficiarão dessa proposta. Tanto as empresas quanto os recursos humanos vindos do exterior. Por isso, estimula as empresas a bancarem os custos da vinda para que eles possam alavancar a carreira.

Nisaka explicou que Wakayama foi uma das províncias que mais enviou cidadãos para os países como Brasil e Peru, no período Meiji até o pós-guerra. Foram cerca de 40 mil migrantes, o sexto maior em volume do Japão. Esses descendentes vivem nas Américas e são recursos humanos talentosos, formados nas universidades locais.

Muitos deles desejam obter uma vaga no Japão, observou quando esteve no Brasil no ano passado, para a cerimônia de 100 anos de imigração dos japoneses de sua província.

Wakayama e oportunidade de carreira
Os pré-requisitos são formação universitária e conhecimento das línguas inglesa no nível para negócios e da japonesa básica, para os jovens do Brasil, Peru, Argentina e EUA.

Seriam contratados para empresas dos setores de programação, design e projeto de equipamentos, tradução e intérprete de Wakayama.

No modelo apresentado por Nisaka, os candidatos enviariam o currículo para as respectivas Associações de Wakayama (Wakayama Kenjinkai), nove no mundo, para a primeira seleção. Na segunda fase seria realizada uma entrevista na empresa, com despesas de vinda bancadas pela futura contratante.

Até o momento há 5 empresas que já se interessaram e a expectativa é de aumento, segundo o governador. “Além de poderem aprender sobre a cultura japonesa, poderiam usar seus talentos na carreira”, disse Nisaka.
Fonte: Portal Mie com Sankei

terça-feira, 13 de junho de 2017

Japão: em meio à falta de mão de obra, empresas adotam semana de 4 dias de trabalho

Empresas no Japão adotam sistema de 4 dias de trabalho na semana
Empresas no Japão

Em razão da grave escassez de mão de obra, várias empresas no Japão têm adotado semanas de trabalho de 4 dias e outras estão considerando a opção em uma tentativa de garantir pessoal ao oferecer maneiras mais diversas de trabalho.

Varejistas e empresas de entrega de encomendas estão liderando o caminho, com uma empresa permitindo aos seus funcionários terem outros trabalhos para ajudar a aumentar suas rendas.

Em uma típica jornada semanal de 4 dias, as pessoas trabalham 10 horas por dia, comparadas a 8 horas diariamente em uma semana de 5 dias. O novo sistema visa dar mais dias de descanso a trabalhadores que precisam cuidar de seus filhos ou outros membros da família.

Empresas que adotaram o sistema de 4 dias de trabalho
A Fast Retailing Co., a operadora da loja de roupas casuais Uniqlo, é uma das empresas que adotou uma semana de 4 dias de trabalho. O sistema é usado por um crescente número de funcionários.

A Sagawa Express Co., começou a recrutar motoristas de meia carreira sob uma semana de 4 dias de trabalho em algumas áreas do Japão.

A Yahoo Japan Corp. lançou uma semana de trabalho de 4 dias em abril, enquanto a Yamato Transport Co., empresa líder na entrega de encomendas, está discutindo se vai adotar tal sistema.

Semanas de 4 dias de trabalho ainda não receberam amplo suporte por parte de círculos de negócios
Contudo, desde janeiro de 2016, empresas que ofereceram a seus funcionários 3 ou mais dias de descanso por semana contaram por meros 5.8% de todas as companhias no Japão, de acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.

Semanas de 4 dias de trabalho ainda não receberam amplo suporte de círculos de negócios no Japão.

“Não é compatível para locais de trabalho com turnos de trabalho alternados”, disse Tetsuro Tomira, presidente da East Japan Railway Co.

“Funcionários (em nossa empresa) já são ativos em tirar folgas remuneradas. Atualmente não estamos considerando uma semana de 4 dias de trabalho”, disse um representante de uma empresa de segurança.

Sob o sistema de semana de 4 dias de trabalho, os funcionários têm mais dias de descanso, mas o salário é menor devido à redução de hora extra.

A Sagawa Express avalia que motoristas trabalhando em Tóquio sob o novo sistema ganharão cerca de ¥270.000 a ¥360.000 por mês, incluindo pagamentos de hora extra e outros benefícios, menos do que ¥300.000 a ¥430.000 para o pessoal que trabalha 5 dias por semana.

“Atualmente, o sistema de 4 dias de trabalho visa apenas funcionários que têm filhos pequenos ou que cuidam de membros idosos da família, mas a empresa planeja torná-lo disponível para todos os trabalhadores”, disse o presidente da Yahoo Japan Kentaro Kawabe.
Fonte: Portal Mie com Japan Times/Jiji