Número de estrangeiros nesse setor de trabalho é recorde na província
Uma pesquisa do governo de Shizuoka divulgada na última terca-feira (26) mostrou que há 277 estrangeiros trabalhando em instituições que cuidam de idosos na província, informou o Shizuoka Shimbun.
O número de estrangeiros atuando nesse setor de trabalho é recorde em Shizuoka, ultrapassando os 245 cuidadores registrados em 2016, de acordo com a pesquisa que recolheu informações de 161 instituições.
São 112 filipinos, 55 brasileiros e 45 peruanos, além de estrangeiros de outras nacionalidades em menor número, que trabalham cuidando de idosos. No ano passado, o número de brasileiros era de 43.
Ainda segundo a pesquisa, 81,1 por cento dos idosos que vivem nas instituições ou utilizam seus serviços disseram que aprovam a contratação de estrangeiros no setor, um aumento de quase 10 por cento em relação a 2016.
Entre os problemas, destaca-se o fato de que nem todos os cuidadores estrangeiros sabem o idioma japonês (principalmente leitura e escrita) de forma satisfatória.
Fonte: Alternativa
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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Parlamentar defende igualdade salarial entre japoneses e estrangeiros
“A escassez de trabalhadores será um problema muito sério no Japão”, disse Yoshio Kimura
A desigualdade salarial entre trabalhadores japoneses e estrangeiros será um dos temas debatidos por uma comissão especial do PLD (Partido Liberal Democrata) que irá propor um pacote de mudanças na polêmica política de imigração do Japão.
O parlamentar Yoshio Kimura, presidente da comissão e companheiro de partido do primeiro-ministro Shinzo Abe, disse em entrevista ao jornal The Japan Times que na proposta está incluída a introdução de políticas para garantir a igualdade salarial entre japoneses e estrangeiros que ocupam a mesma função, como forma de proporcionar um ambiente mais favorável à vinda de estrangeiros.
“Com o Japão esperando uma queda na população, a escassez de trabalhadores será um problema muito sério”, disse Kimura ao JT. “Os trabalhadores estrangeiros são essenciais para manter a economia funcionando, já que as políticas econômicas de incentivos fiscais já chegaram ao limite. É nossa última chance", completou.
Na visão de Kimura, o Japão precisa de uma mudança drástica na política de imigração para acolher os estrangeiros de braços abertos. “Eles vão gastar, contribuir para a previdência e começarão a tomar gosto pelo Japão”, afirmou.
Seus colegas de partido, incluindo o primeiro-ministro, não compartilham da mesma visão. “Não estamos considerando aceitar mais imigrantes”, disse Abe recentemente quando perguntado sobre o tema.
A fala do primeiro-ministro vai ao encontro do pensamento da maioria dos eleitores, que temem que um aumento do número de estrangeiros no país poderia elevar a criminalidade e ameaçar os salários dos japoneses.
A comissão presidida pelo parlamentar irá estudar formas de garantir fontes de trabalho para estrangeiros sem qualificação profissional, principalmente em áreas de grande demanda, como cuidados de enfermagem, construção e agricultura.
Uma das propostas é incentivar a estabilização desse tipo de trabalhador estrangeiro através da concessão de um visto de trabalho de 5 anos com a possibilidade de renovação. Na proposta, pessoas de qualquer nacionalidade poderiam se candidatar a uma vaga desde que preenchessem os requisitos.
No censo de 2014, o Japão tinha 2,1 milhões de estrangeiros, ou cerca de 1,3% da população, incluindo 500 mil coreanos étnicos, muitos deles nascidos e criados no Japão.
A previsão é de que a população japonesa fique abaixo dos 100 milhões, em 2048, e diminua ainda mais, para 87 milhões, em 2060, quando 40% das pessoas terão mais de 65 anos.
Fonte: Alternativa
A desigualdade salarial entre trabalhadores japoneses e estrangeiros será um dos temas debatidos por uma comissão especial do PLD (Partido Liberal Democrata) que irá propor um pacote de mudanças na polêmica política de imigração do Japão.
O parlamentar Yoshio Kimura, presidente da comissão e companheiro de partido do primeiro-ministro Shinzo Abe, disse em entrevista ao jornal The Japan Times que na proposta está incluída a introdução de políticas para garantir a igualdade salarial entre japoneses e estrangeiros que ocupam a mesma função, como forma de proporcionar um ambiente mais favorável à vinda de estrangeiros.
“Com o Japão esperando uma queda na população, a escassez de trabalhadores será um problema muito sério”, disse Kimura ao JT. “Os trabalhadores estrangeiros são essenciais para manter a economia funcionando, já que as políticas econômicas de incentivos fiscais já chegaram ao limite. É nossa última chance", completou.
Na visão de Kimura, o Japão precisa de uma mudança drástica na política de imigração para acolher os estrangeiros de braços abertos. “Eles vão gastar, contribuir para a previdência e começarão a tomar gosto pelo Japão”, afirmou.
Seus colegas de partido, incluindo o primeiro-ministro, não compartilham da mesma visão. “Não estamos considerando aceitar mais imigrantes”, disse Abe recentemente quando perguntado sobre o tema.
A fala do primeiro-ministro vai ao encontro do pensamento da maioria dos eleitores, que temem que um aumento do número de estrangeiros no país poderia elevar a criminalidade e ameaçar os salários dos japoneses.
A comissão presidida pelo parlamentar irá estudar formas de garantir fontes de trabalho para estrangeiros sem qualificação profissional, principalmente em áreas de grande demanda, como cuidados de enfermagem, construção e agricultura.
Uma das propostas é incentivar a estabilização desse tipo de trabalhador estrangeiro através da concessão de um visto de trabalho de 5 anos com a possibilidade de renovação. Na proposta, pessoas de qualquer nacionalidade poderiam se candidatar a uma vaga desde que preenchessem os requisitos.
No censo de 2014, o Japão tinha 2,1 milhões de estrangeiros, ou cerca de 1,3% da população, incluindo 500 mil coreanos étnicos, muitos deles nascidos e criados no Japão.
A previsão é de que a população japonesa fique abaixo dos 100 milhões, em 2048, e diminua ainda mais, para 87 milhões, em 2060, quando 40% das pessoas terão mais de 65 anos.
Fonte: Alternativa
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