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segunda-feira, 29 de julho de 2024

Mitsubishi pode integrar parceria entre Honda e Nissan para veículos elétricos

As montadoras Honda e Nissan planejam compartilhar software e peças-chave para EVs

Mitsubishi
A Mitsubishi Motors Corp. está negociando para integrar a parceria da Honda Motor Co. e da Nissan Motor Co., para alcançar as rivais no desenvolvimento de veículos elétricos (EVs). A Honda e a Nissan planejam cooperar nessa área, noticiou a Jiji Press no domingo (28).

As três montadoras japonesas estão considerando se unir para padronizar softwares de veículos e para outras operações conjuntas, disseram as fontes, publicou a Kyodo News.

Diante do fato de que a Toyota Motor Corp. está buscando parcerias com outros pares locais no desenvolvimento de tecnologia EVs, a aliança Honda-Nissan-Mitsubishi criará dois grandes grupos na indústria automobilística japonesa.

A Honda e a Nissan divulgaram em março que considerariam a cooperação no segmento de EV. A Mitsubishi faz parte da aliança tripla com a Renault SA e a Nissan, que detém uma participação de 34,01% na Mitsubishi Motors.

A Toyota tem parceria com a Suzuki Motor Corp., Mazda Motor Corp. e Subaru Corp. para o desenvolvimento de tecnologia de EVs.

A indústria automobilística mundial está produzindo veículos mais conectados, autônomos, compartilhados e elétricos, o que é difícil para uma montadora cobrir todas as tecnologias sozinha.

As montadoras Honda e Nissan planejam compartilhar software e peças-chave para EVs.

O mercado espera que ambas as companhias anunciem a parceria ainda neste verão.

A Mitsubishi poderá se juntar ao plano das duas empresas, de acordo com fontes com conhecimento do assunto.

O interesse da Mitsubishi seria o de alavancar seus pontos fortes em veículos híbridos plug-in e picapes, disseram as fontes.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 5 de junho de 2024

O que é certificação da designação de modelo e a fraude das montadoras

Depois da Hino Motors, Toyota Industries e Daihatsu Motor, agora os alvos são Toyota, Mazda, Yamaha, Honda e Suzuki

certificação da designação de modelo
Quando se fala em fraude na certificação da designação de modelo pode surgir a dúvida sobre o que é e como funciona. 

É um sistema de certificação no qual as montadoras de veículos passam por inspeção governamental antes de começar a produzir ou vender um novo modelo, seja de automóvel, caminhão, como de motocicleta. 

De acordo com o Ministério de Terras, Infraestruturas, Transportes e Turismo do Japão (MLIT), quando se desenvolve um novo modelo de veículo, necessariamente precisa ser submetido a diversos testes, como os de colisões, gases de escape, padrões de segurança, entre outros. São normas relacionadas com a segurança e o desempenho ambiental.

Depois que o veículo passa pela inspeção, ao apresentar todos os relatórios, e recebe a designação do modelo, basta passar pela vistoria final dentro do fabricante ou montadora para confirmar que está em conformidade com as normas, não sendo necessário apresentar um para cada veículo individualmente para uma inspeção nacional.

Uma vez obtida a certificação do modelo designado se pode produzi-lo em larga escala.

A Lei dos Veículos de Transporte Rodoviário, que estabeleceu o sistema de designação de modelo ou tipo, foi promulgada em 1951. A lei estipula que essa designação pode ser revogada se um modelo deixar de cumprir as normas de segurança por algum motivo. Uma série de escândalos envolvendo falsificação ou fraude de dados foi descoberta em montadoras desde 2016, e o Ministério de Terras, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão (MLIT) intensificou as medidas, como sanções administrativas.

Isso aconteceu com a Mitsubishi Motors e também com a Nissan em 2017, o que levou à revisão da lei no mesmo ano para permitir que o governo (MLIT) emitisse uma ordem de correção ou revogasse essa certificação caso encontrasse ou descobrisse que os relatórios apresentados tiveram fraude, ainda que seja de apenas um item dos tópicos inspecionados.

Por outro lado, também há vozes que apontam problemas com o próprio sistema de certificação, tais como regulamentos que estão fora de sintonia com os tempos e padrões que os fabricantes são obrigados a interpretar.

A partir de 2022, foram descobertas ou reveladas fraudes na Hino Motors, Toyota Industries e Daihatsu Motor, por isso as certificações das designações de modelos dos automóveis e dos motores foram suspensas temporariamente ou canceladas.
Fonte: Portal Mie com NHK e Nikkei 

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Honda faz acordo com TSMC para garantir fornecimento estável de chips

As montadoras japonesas têm lutado para se livrar completamente do impacto da falta de semicondutores

Honda Motor e Taiwan Semiconductor Manufacturing Co
A japonesa Honda Motor disse nesta quarta-feira (26)que fechou um acordo de colaboração estratégica com a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co (TSMC) como parte dos esforços para garantir um fornecimento estável de semicondutores.

As montadoras japonesas têm lutado para se livrar completamente do impacto do aperto no fornecimento global de chips e peças durante a pandemia, embora as restrições tenham diminuído.

A Honda construirá relacionamentos diretos com produtores de chips para o fornecimento estável desses componentes a longo prazo, disse o presidente-executivo, Toshihiro Mibe, em uma coletiva de imprensa na qual deu uma atualização sobre a estratégia de negócios da montadora.

“A Honda trabalhará em estreita colaboração com fornecedores de nível 1 e fabricantes de semicondutores e seguirá em frente com medidas drásticas”, disse Mibe, acrescentando que chegou a um acordo básico sobre colaboração estratégica com a TSMC.

"No passado, provavelmente não havia quase nenhuma discussão direta entre montadoras, incluindo a Honda, e fabricantes de semicondutores", disse ele.

A empresa espera começar a ver resultados da parceria com a TSMC a partir do ano fiscal de 2025, disse o diretor de operações Shinji Aoyama.

O acordo incluiu o compartilhamento de informações sobre produção e fornecimento de peças com foco na proteção de circuitos integrados e outras peças, disse ele.

A Honda também disse que planeja lançar um modelo de veículo elétrico (EV) de médio a grande porte nos Estados Unidos em 2025, construído com a nova plataforma de arquitetura “elétrica e eletrônica” da empresa.

A montadora manteve seu objetivo de fazer com que EVs e células de combustível representem 100% de suas vendas de veículos até 2040 e disse que planeja introduzir quatro novos modelos de EV no Japão até 2026.

A empresa está considerando aumentar a receita dos veículos elétricos cobrando por software e serviços digitais, disse Mibe.

"Não acho que as coisas sejam tão simples como costumavam ser, onde podemos apenas aumentar o número de unidades para elevar os lucros", disse Mibe, sem dar mais detalhes.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 20 de março de 2023

Honda lançará veículos elétricos sobre duas rodas para o mercado em massa do Japão

Mudança para veículos elétricos de duas rodas acelera com meta de vendas de 3,5 milhões de unidades até 2030

A scooter elétrica EM1 e: da Honda

A Honda Motor lançará veículos elétricos sobre duas rodas para consumidores no Japão já em 2023, sob planos de introduzir pelo menos 10 modelos do tipo no mundo até 2025.

A companhia está realizando esforços para sua meta de eletrificação e visa aumentar as vendas globais de veículos elétricos sobre duas rodas para 1 milhão de unidades até 2026 e para 3,5 milhões até 2030.

A Honda apresentou sua scooter elétrica EM1 e: no Japão pela 1ª vez na sexta-feira (17) antes de seu lançamento neste ano. O veículo deve estrear na Europa neste verão.

A EM1 e: deverá ter um preço mais alto do que um modelo comparável movido a gasolina.

No mercado interno da companhia, empresas como a Japan Post já vêm usando as scooters elétricas da Honda.

Como parte de seus esforços de expansão, a Honda lançará 5 modelos até 2024, incluindo ciclomotores e bicicletas elétricas na China, Sudeste Asiático, Europa e Japão. Cinco modelos elétricos sobre duas rodas serão lançados ao longo de 2024 e 2025.

A Honda é a maior atuante em veículos motorizados sobre duas rodas do mundo, contando por cerca de 17 milhões de unidades, mais de um terço do mercado global para duas rodas com motores a combustão, os quais chegaram a cerca de 48 milhões de unidades em 2023.

Contudo, a eletrificação está aumentando. O mercado para modelos elétricos, incluindo bicicletas elétricas, chegou a aproximadamente 50 milhões de unidades, estima a Honda.

Cerca de 90% deles são ciclomotores e bicicletas para trechos de curta distância, os quais estão desfrutando de rápido crescimento como ferramenta de mobilidade em países como a China, o maior mercado.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Honda fechará ‘fábrica mãe’ enquanto muda para futuro totalmente elétrico

A planta de Sayama (Saitama) continuará aberta por enquanto, produzindo peças, mas fechará completamente em 2 ou 3 anos

Honda Sayama
Como parte de uma reestruturação radical levando a um futuro todo elétrico, a Honda cortou sua capacidade de produção doméstica de automóveis para um pouco mais de 800 mil unidades ao ano, queda de aproximadamente 40% de seu pico em 2002.

Grande parte da redução de gastos ocorre ao suspender produção de carros finalizados em sua planta em Sayama (Saitama) no fim do ano passado.

A companhia está reorganizando suas operações de fabricação em linha com sua visão de futuro. Ela anunciou que até 2040 sua linha inteira de carros será elétrica.

A planta de Sayama, que foi inaugurada em 1964, lançou carros que definiram a companhia, incluindo o Civic com seu motor inovador de baixa emissão e o Accord, o sedan flagship da Honda.

A instalação continuará aberta por enquanto, produzindo peças, mas fechará completamente em 2 ou 3 anos. Suas operações serão transferidas para a planta de Yorii, também em Saitama, para reduzir os custos fixos da Honda e aumentar taxas operacionais.

A maioria dos funcionários da planta de Sayama será transferida para Yorii e outros lugares. A companhia ainda decidirá o que fazer com o local após a fábrica de Sayama fechar.

A planta de Sayama já serviu como a “fábrica mãe” da Honda, introduzindo uma variedade de tecnologias de ponta. Engenheiros da fábrica foram enviados pelo mundo para ajudar a manter novas linhas de produção da Honda em funcionamento.

Agora, a fábrica de Yorii, que se tornou operacional em 2013, cumprirá esse papel. A planta está na linha de frente das ambições de veículos elétricos – VEs da Honda. Ela produz o Honda e, o primeiro VE da companhia disponível comercialmente.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Mazda estende paralisação e Honda suspende em setembro

Essa paralisação da Mazda afetará ainda mais a produção. A Honda também anunciou que vai ter que suspender a produção em setembro.

Mazda Motor
A Mazda Motor anunciou na quarta-feira (25) que estenderá o período de suspensão da produção de sua fábrica-sede (Hiroshima) e de Hofu (Yamaguchi) até sexta-feira (27).

Inicialmente a paralisação estava prevista até a noite de terça-feira (24), mas devido à propagação da infecção pelo novo coronavírus na China, o correio aéreo está suspenso, o que causa atraso na obtenção das peças. 

A montadora informou que não há perspectiva de retomada da produção, portanto, os ajustes de produção poderão continuar.

Ambas as fábricas estão fechadas desde a noite do dia 23. Não há programação para operação nos sábados e domingos.

A redução da produção da Mazda era estimada em 100 mil unidades de veículos devido à escassez de semicondutores. Mas, com essas paralisações nas duas plantas, mais 10 mil unidades podem ser prejudicadas.   

Honda
A Honda decidiu suspender a operação de sua principal fábrica de Sayama (Saitama) por um dia em 6 de setembro. Isso é devido à escassez de semicondutores e à expansão da infecção pelo novo coronavírus no sudeste da Ásia. A planta tem uma capacidade de produção anual de 250 mil unidades e produz a minivan principal Step WGN.

Como a nova onda de infecção na Malásia, Vietnã e Tailândia dificultou a aquisição de peças automotivas, os fabricantes de automóveis estão paralisando ou reduzindo a produção. 

A Honda paralisou sua fábrica de Suzuka (Mie) por um total de sete dias em agosto, e sua fábrica de automóveis na Malásia está fechada desde junho. A Toyota Motor também anunciou que reduzirá a produção global em 40% em setembro.

A fábrica da Honda em Sayama está programada para ser encerrada até o final de 2021. 
Fonte: Portal Mie com Nikkei, NHK e Yomiuri

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Honda encerrará produção de três modelos de veículos

Os veículos que terão a produção encerrada são montados na planta de Sayama, em Saitama, que fechará em 2022

Honda
A Honda encerrará a produção do Clarity, veículo movido a célula de combustível neste ano, disse a montadora na terça-feira (15), como parte de uma ação mais ampla para reduzir o número de modelos insatisfatórios.

A montadora japonesa também decidiu encerrar a produção do Legend, seu sedan de alta gama movido a gasolina, assim como do Odyssey.

Ao realinhar operações de fabricação global, a companhia japonesa focará em elétricos para avançar em sua meta de vender somente veículos de emissão zero até o ano 2040.

O Clarity, Legend e Odyssey são montados na planta de Sayama (Saitama), a qual deve fechar no ano fiscal que termina em março de 2022. A Honda decidiu não transferir a produção para outros lugares.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Nissan vai suspender produção de duas fábricas no Japão por dois dias devido a terremoto

As unidades de Oppama e Shonan interromperão a produção em 22 e 23 de fevereiro

fábricas de Oppama e Shonan
A Nissan Motor disse nesta quinta-feira (18) que suspenderá a produção em duas de suas montadoras no Japão por dois dias na próxima semana devido a um atraso no fornecimento de peças após um terremoto que atingiu o nordeste do Japão no último sábado.

As fábricas de Oppama e Shonan da montadora, ambas localizadas na província de Kanagawa, interromperão a produção em 22 e 23 de fevereiro, disse uma porta-voz da Nissan.

A montadora não revelou quais autopeças estavam envolvidas.

A empresa Hitachi Astemo disse na quarta-feira que sua fábrica em Fukushima interrompeu a produção desde segunda-feira devido a um apagão de energia após o terremoto.

A Hitachi Astemo, uma joint venture entre a Hitachi e a Honda Motor, produz peças para sistemas de suspensão de automóveis em Fukushima que são usadas por fabricantes de automóveis, incluindo Nissan e Toyota Motor.

A empresa disse que precisa de tempo para inspecionar a fábrica em busca de quaisquer problemas relacionados à energia, como vazamento elétrico. Ela não informou quando as operações seriam retomadas.

A Toyota disse na terça-feira que suspendeu temporariamente a produção em 14 linhas em nove fábricas do grupo no Japão, já que alguns de seus fornecedores foram afetados pelo terremoto.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Honda cortará produção de 7.500 carros no Japão em fevereiro, dizem fontes

A montadora, assim como seus parceiros globais, está enfrentando escassez de semicondutores

Honda Motor
A montadora Honda Motor reduzirá sua produção no Japão em fevereiro devido à escassez de semicondutores, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto na terça-feira (26).

A empresa vai diminuir a produção de modelos como o subcompacto Fit e o miniveículo da série N, em cerca de 2.500 e 5.000 unidades, respectivamente, disseram as fontes.

A Honda, assim como seus parceiros globais, está enfrentando uma escassez de semicondutores.

A montadora japonesa está ficando sem chips usados ​​no sistema de assistência de estabilidade do veículo do Fit e na tecnologia de assistência ao motorista e segurança da série N, disseram as fontes.

Um porta-voz da Honda disse que a montadora planeja ajustar as produções no mês que vem como fez em janeiro, mas não revelou quais modelos de carros serão afetados ou a escala do corte.

“Continuamos tomando medidas para minimizar o efeito”, disse ele.

A Honda cortou sua produção no início deste mês em cerca de 4.000 unidades, afetando principalmente seus modelos Fit e Jazz.

Também reduziu a produção de cinco modelos, incluindo o Civic e o Accord, em cinco instalações nos Estados Unidos e no Canadá, enquanto a parceira GAC da China disse que sua joint venture com a Honda recebeu avisos sobre o fornecimento de certos modelos.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Honda planeja transferir ao Japão parte da produção do Reino Unido, diz jornal

 Os governos britânico e japonês estão na fase final de negociações sobre o fim das tarifas automotivas

Honda Motor
A Honda Motor está planejando trazer de volta ao Japão parte da produção de automóveis de uma fábrica no Reino Unido que já estava para ser fechada, informou o jornal Nikkei.

A Honda planeja transferir a produção de seus carros Civic, agora produzidos em uma fábrica em Swindon, para uma fábrica em Yorii (Saitama) em 2021, disse o Nikkei.

Como o Reino Unido está prestes a deixar a União Europeia, os governos britânico e japonês estão na fase final de negociações sobre o fim das tarifas automotivas em um acordo comercial.

A Honda, que aumentou a proporção de produção no exterior para reduzir o risco cambial, planeja aumentar o uso de fábricas no Japão em antecipação a um potencial acordo bilateral sobre tarifas automotivas.

A Honda já decidiu fechar a fábrica no Reino Unido em 2021 em resposta à queda da economia europeia e à saída do Reino Unido da UE.

A tarifa atual sobre veículos japoneses para países da UE é de 7,5%, mas como o Reino Unido decidiu deixar a UE, a taxa aumentaria para 10%, a menos que Tóquio e Londres cheguem a um acordo comercial.

Os governos do Japão e do Reino Unido estão tentando assinar um acordo o mais cedo possível. Se ele for alcançado, a tarifa será reduzida gradativamente para zero até 2026.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 11 de março de 2020

Honda retoma produção na China após 1 mês e meio

Cerca de um mês e meio depois a Honda informou que retomou a produção em Wuhan, na China
Honda Wuhan

A montadora japonesa Honda informou sobre a retomada da produção em Wuhan, foco do novo coronavírus, na China, após obtenção da autorização pelas autoridades locais.

A indústria ficou um mês e meio parada, por isso, os funcionários que puderam voltar conferiram a situação das instalações antes de iniciar a produção na quarta-feira (11). Por enquanto, produzirá significativamente menos unidades do que o habitual.

Seus parceiros e fornecedores de peças também obtiveram autorização das autoridades para voltarem a produzir.

Por isso, tanto as plantas de produção de automóveis quanto de motocicletas puderam retornar ao trabalho.

Mas enfrenta morosidade por conta das condições dos funcionários, pois não são todos que puderam voltar, e também do fornecimento das peças. Espera-se que leve algum tempo para voltar a ter produção em larga escala.
Fonte: Portal Mie com Nikkei e NHK

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Produção de automóveis no Japão aumenta pelo 3º mês consecutivo

A alta na produção das fabricantes de veículos ocorre com as vendas sólidas de novos modelos
Produção de automóveis no Japão

A produção nacional combinada de 8 grandes fabricantes japonesas de veículos aumentou 4.2% em janeiro em comparação ao ano anterior, totalizando 725.044 unidades. A alta ocorre pelo 3º mês consecutivo, devido em parte às vendas sólidas de novos modelos, mostraram dados na segunda-feira (27).

Quatro das fabricantes divulgaram aumentos, parcialmente no crescimento das exportações incluindo aquelas à América do Norte.

A produção da Nissan Motor em janeiro teve um aumento de 48.1% em comparação ao anterior, totalizando 96.909 veículos, com vendas otimistas de seus renovados subcompacto Note e minivan Serena. Suas vendas no Japão aumentaram 10.6%, para 55,838 carros.

A Honda Motors informou que sua produção teve um aumento de 1.7%, totalizando 62.889 veículos com sua renovada minivan Freed e vendas vigorosas do kei jidosha N-Box. As vendas aumentaram 16.2%, com 59.512 carros no mês apurado.

A Toyota Motor, a maior fabricante de veículos no país por volume, produziu 249.821 unidades a nível nacional, queda de 3.7% em comparação ao ano anterior, enquanto suas vendas domésticas aumentaram 4.5%, para 118.299 veículos.

Já a Mitsubishi Motors, que formou uma aliança com a Nissan em outubro, informou que sua produção nacional diminuiu pelo 10º mês consecutivo, queda de 12.6%, totalizando 49.548 unidades, enquanto suas vendas no Japão caíram 21%, para 6.806 veículos. A fabricante continua lutando para se recuperar de um escândalo sobre manipulação de dados de eficiência de combustível.
Fonte: Portal Mie

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Honda aumenta idade mínima para aposentadoria no Japão

Honda aumenta idade mínima para aposentadoria no JapãoA Honda, segunda maior montadora do Japão, anunciou que irá elevar, de 60 para 65 anos, a idade mínima para aposentadoria de seus funcionários a partir do ano fiscal de 2016, informou a agência Bloomberg.

A mudança nas regras de aposentadoria, segundo a Honda, visa alinhar o quadro de funcionários da empresa com a situação demográfica do Japão, que sofre com o envelhecimento populacional e queda na taxa de natalidade.

Com a intenção de incentivar o trabalho de funcionários com idade avançada, a empresa irá introduzir um sistema de “trabalho em casa” de tempo parcial.

A Honda é a primeira grande empresa do Japão a adotar medidas para lidar com o rápido envelhecimento de seus trabalhadores.

A idade mínima de aposentadoria em 91% das empresas japonesas com menos de 1.000 funcionários, é de 60 anos, de acordo com um levantamento do Ministério do Trabalho.
Fonte: IPC Digital

sábado, 26 de abril de 2014

Honda prevê forte desaceleração no crescimento anual

Taxas de câmbio se estabilizam após a forte queda do iene ter impulsionado os lucros

Honda: lucro líquido saltou mais de 50% com novos modelos compensando o impacto da companhia não ter alcançado as metas de vendas nos Estados Unidos
A Honda Motor previu nesta sexta-feira um aumento de 3,6 por cento no lucro líquido para o ano fiscal que se encerra em março do ano que vem, abaixo das estimativas de analistas e uma acentuada desaceleração sobre o ano passado, com taxas de câmbio se estabilizando após a forte queda do iene ter impulsionado os lucros.

A companhia também disse que seu alto nível de gastos de capital irá cair levemente neste ano, enquanto continua com seu ambicioso plano de expansão, e que o início das operações em sua unidade na Tailândia, um importante mercado para a empresa que foi atingido por incertezas políticas, pode ser adiado.

No ano fiscal recém encerrado, o lucro líquido da Honda saltou mais de 50 por cento com novos modelos compensando o impacto da companhia não ter alcançado as metas de vendas nos Estados Unidos, seu maior mercado.

Para o ano que se encerra em março de 2015, a terceira maior montadora do Japão em volume de vendas espera alcançar 595 bilhões de ienes (5,8 bilhões de dólares) de lucro líquido, ante 700 bilhões de ienes estimados por 20 analistas ouvidos pela Thomson Reuters I/B/E/S.

Mudanças de câmbio devem ser as principais responsáveis pela desaceleração no crescimento. Após impulsionarem o lucro operacional da Honda em 288,7 bilhões de ienes no ano encerrado em 31 de março, movimentos cambiais irão reduzir o lucro em 67 bilhões de ienes no atual ano fiscal.
Fonte: Exame com Reuters

sábado, 25 de junho de 2011

Produção de veículos deve se normalizar nos próximos meses

Aumento na produção é para compensar o atraso provocado pela paralisação após o terremoto de 11 de março
Enfim, uma boa notícia. As montadoras anunciaram que a produção de carros deve se normalizar nos próximos meses, mesmo com o racionamento de energia em boa parte do país. A Toyota disse que vai contratar de 3 a 4 mil trabalhadores a partir de julho. De acordo com Hello Work de Toyota (Aichi), essas vagas não estão disponíveis para os estrangeiros, mesmo assim, os trabalhadores brasileiros podem ser beneficiados.

Quem explica é Ricardo Koike, dono de uma empreiteira na região. “O histórico demonstra que a Toyota Jidousha diretamente não contratava estrangeiros, mas ao redor delas, as fábricas que prestam serviços para ela, sim. Então não só o setor automotivo, mas em geral, a economia vai se desenvolver”, analisa.

Esse aumento na produção seria para compensar o atraso provocado pela paralisação após o terremoto de 11 de março. Depois desse pico, o ritmo vai depender do que ocorrer também na economia mundial.

Quem também quer pegar carona nessa retomada e aumentar as vendas é o comércio. Joana Inoue tem uma lanchonete no conjunto residencial Homi Danchi, e espera o retorno da clientela. Ela afirma que depois do terremoto, as vendas caíram cerca de 40%. “Anima bastante. Todo mundo começa a trabalhar. Os brasileiros estão bastante tristes, sem trabalho, e sem dinheiro”, comenta.

Além da Toyota, outras cinco grandes empresas anunciaram que vão contratar mais trabalhadores nos próximos meses. A Honda pretende abrir mil novos postos de trabalho no mês que vem. A Nissan e a Isuzu vão contratar 200 pessoas até o final de julho.

Mais quatrocentas vagas serão abertas pela Fuji Heavy também até o final do próximo mês.

O mesmo prazo em que a Mitsubishi Fuso planeja contratar 100 trabalhadores. E em outubro, a Mitsubishi pretende abrir mais 500 vagas. Mesmo que, temporárias, essas contratações podem estimular o consumo, o que colabora para o crescimento de outros setores.


Previsão de contratação Previsão de recuperação da produção
Toyota

3.000 a 4.000

a partir de meados de julho

Em julho, deve voltar ao mesmo nível de antes de 11/3
Honda 1.000 a partir de julho Quase normalizada no final de junho
Nissan 200 até final de julho Quase normalizada no início de junho
Mitsubishi 500 a partir de outubro Quase normalizada no final de junho
Fuji Heavy Industries 400 a partir de setembro Aumento a partir de outubro
Isuzu 200 a partir de junho Normalizada em junho
Mitsubishi Fuso 100 até final de julho Normalizada em junho
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Toyota para fábrica por mais um dia; sindicato quer evitar cortes na Honda

As montadoras foram afetadas pela crise gerada pelos terremotos e tsunami que devastaram o nordeste do Japão e estão enfrentando escassez de componentes importados do país
A montadora Toyota vai parar sua fábrica no interior de São Paulo por mais um dia nesta sexta-feira, 20, para enfrentar a falta de componentes decorrente da crise na cadeia de autopeças do Japão.

Enquanto isso, o sindicato que representa os trabalhadores da também japonesa Honda no interior de São Paulo tenta reverter demissões no Brasil que se desdobraram com a crise.

Toyota e Honda foram afetadas pela crise gerada pelos terremotos e tsunami que devastaram o nordeste do Japão em março. As montadoras, que no Brasil importam parte das peças usadas em seus veículos, estão enfrentando escassez de componentes como transmissões e injeção eletrônica enquanto a indústria japonesa tenta se recuperar do desastre.

A Honda anunciou na quarta-feira que vai demitir 400 funcionários de sua fábrica em Sumaré (SP). Os cortes equivalem a 12% da força de trabalho da unidade. A montadora também vai cortar pela metade a produção a partir de junho, de 600 para 300 veículos por dia, passando a operar apenas com dois turnos, em vez de três.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região afirmou que vai ingressar nesta quinta-feira no Tribunal Regional do Trabalho com pedido de liminar contra as demissões na Honda e recorrerá também ao Ministério Público do Trabalho.

"Estamos recorrendo à Justiça em função das propostas alternativas que temos para evitar as demissões", afirmou o presidente do sindicato, Jair dos Santos, à Reuters. Segundo ele, a montadora está enviando telegramas para os funcionários para comunicar as demissões.

O sindicato havia informado dia 12 que a Honda poderia demitir cerca de 1.200 trabalhadores como consequência da falta de peças e propôs à montadora redução na jornada de trabalho e férias coletivas.

Na Toyota, que fabrica apenas o sedã Corolla, o plano de redução de ritmo das atividades segue mantido, informou a assessoria de imprensa.

A montadora parou sua fábrica em Indaiatuba (SP) em 25 de abril e no dia 6 deste mês e vai paralisar atividades na sexta-feira. A empresa usa no modelo motor, transmissão e alguns componentes eletrônicos fabricados no Japão, informou a assessoria de imprensa.

Procurada, a associação que representa os fabricantes de autopeças do Brasil, Sindipeças, informou apenas que os problemas no fornecimento "são pontuais" e incluem alguns fabricantes japoneses de componentes.

No Japão, o jornal de negócios Nikkei publicou nesta quinta-feira que a Toyota planeja aumentar o número de dias de trabalho de suas fábricas para compensar a queda na produção causada pelos terremotos de março. Segundo o diário, a empresa planeja adicionar dois dias de produção ao seu esquema mensal de operação. Com isso, o ano de produção da montadora terá 10 a 15 dias adicionais, o que poderá elevar o total de veículos fabricados em 150 mil unidades.
Fonte: O Estado de S. Paulo por Alberto Alerigi Jr. com Reuters

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Honda inaugura nova fábrica em Hamamatsu

A capacidade anual de produção de câmbios aumentará das atuais 700 mil unidades para 800 mil
A Honda inaugurou na quarta-feira (8) a nova fábrica em Hamamatsu (Shizuoka) para ampliar a produção de câmbios automáticos e CVT - tipo de transmissão que simula uma quantidade infinita de relações de marcha.
Com a planta recém-inaugurada, que entrará em operação total a partir de janeiro, a capacidade anual de produção de câmbios aumentará das atuais 700 mil unidades para 800 mil unidades.
A montadora investiu ¥10,5 bilhões na contrução da nova fábrica, que ocupa uma área de 17,5 mil metros quadrados e possui 26,5 mil metros quadrados distribuídos em dois pisos.
A sede da produção de câmbios para carros da Honda, em Hamamatsu, foi inaugurada em 1954 e abriga 2,6 mil trabalhadores.
Fonte: IPC Digital