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terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Inflação ao consumidor em Tóquio supera meta do BC japonês

Dados mostram que os gastos das famílias em novembro caíram inesperadamente 1,2%

economia do Japão
Os preços ao consumidor na capital do Japão, um dos principais indicadores das tendências nacionais, subiram 4,0% mais rápido do que o esperado em dezembro em comparação com o mesmo período do ano anterior, superando a meta de 2% do banco central pelo sétimo mês consecutivo.

O aumento, que foi o ritmo mais rápido em quatro décadas, provavelmente sustentará as expectativas do mercado de que o Banco do Japão (BOJ) pode eliminar gradualmente seu estímulo massivo ajustando sua política de controle da curva de rendimento.

"Está claro que a inflação do Japão está se recuperando como uma tendência", disse Mari Iwashita, economista-chefe de mercado da Daiwa Securities.

"Em suma, estamos vendo mais dados que darão ao BOJ motivos para eventualmente normalizar a política monetária", disse ela.

O aumento no índice de preços ao consumidor (CPI) de Tóquio, que exclui alimentos frescos, mas inclui combustível, superou a previsão média do mercado de 3,8% e um ganho de 3,6% visto em novembro, mostraram dados do governo na terça-feira.

A última vez que a inflação de Tóquio subiu assim foi em abril de 1982, quando o núcleo do IPC foi de 4,2% maior do que no ano anterior.

O índice CPI de Tóquio, que exclui combustível e alimentos frescos, subiu 2,7% em dezembro em relação ao ano anterior, recuperando-se do ganho anual de 2,5% observado em novembro.

O aumento do Índice de Preços ao Consumidor de Tóquio aumenta a chance de que a inflação ao consumidor em todo o país provavelmente fique acima da meta de 2% do BOJ em dezembro.

O BOJ provavelmente atualizará suas projeções de inflação em uma revisão de taxa na próxima semana, disseram fontes à Reuters, ressaltando sua convicção de que a demanda doméstica robusta manterá a inflação de forma sustentável em torno de sua meta de 2% nos próximos anos.

O governador do BOJ, Haruhiko Kuroda, descartou a chance de um aumento da taxa de juros no curto prazo, considerando que o banco deve continuar apoiando a economia até que a atual inflação de custos se transforme em uma inflação impulsionada pela demanda acompanhada de salários mais altos.

Mas as taxas de juros de longo prazo do Japão subiram desde que o BOJ surpreendeu os mercados no mês passado ao ampliar a faixa em torno de sua meta de rendimento de títulos de 10 anos, um movimento que os investidores viram como um prelúdio para um futuro aumento da taxa.

A intervenção pesada do banco central no mercado não conseguiu corrigir as distorções na curva de rendimentos, dizem os analistas, ressaltando o desafio que enfrenta para mitigar o custo crescente da flexibilização prolongada.

Também há incerteza sobre se as empresas japonesas aumentarão os salários o suficiente para amortecer o impacto do aumento do custo de vida nas famílias.

Os gastos das famílias em novembro caíram inesperadamente 1,2% em relação ao ano anterior, mostraram dados separados do governo na terça-feira, marcando a primeira queda em seis meses em um sinal da fragilidade do consumo privado.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Toyota anuncia suspensão parcial da produção de janeiro de 2023

A montadora informou que sua meta de produção não será afetada, embora tenha que suspender parcialmente 2 linhas

Toyota Land Cruiser Prado
A Toyota Motor anunciou que o volume de produção global em janeiro de 2023 será de cerca de 700 mil unidades, sendo 200 mil no Japão e 500 mil no exterior.   

Informou que não há alteração na previsão de produção para o ano fiscal de 2022, de 9,2 milhões de unidades.

Segundo o release da Toyota, “continuaremos a examinar e monitorar cuidadosamente a situação do fornecimento de semicondutores, discutir com empresas relacionadas e trabalhar com nossos fornecedores para considerar todas as contramedidas possíveis”.  

Por causa dessa contínua escassez de semicondutores, a linha 1 da planta de Tahara (Aichi) será suspensa nos dias 9, 13, 16, 20, 23 e 27, onde se produzem os modelos Land Cruiser Prado, Lexus GX e 4Runner.

Outra a ter paralisação parcial é a planta Hamura da Hino, em Tóquio, linha 1, a qual produz o Land Cruiser Prado, no período de 9 a 13 e nos dias 16, 20, 23 e 27.
Fonte: Portal Mie 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Estado de emergência por Covid-19 poderá afetar economia do Japão

O estado de emergência deve reduzir trilhões de ienes em consumo privado. Economistas preveem que a economia voltará a contrair

estado de emergência
Um estado de emergência de um mês planejado pelo governo japonês para conter um ressurgimento de infecções por coronavírus deve reduzir trilhões de ienes em consumo privado, com alguns economistas prevendo que a economia voltará a contrair.

Impactos econômicos esperados de um estado de emergência em Tóquio e três províncias vizinhas, o qual o governo do primeiro-ministro Yoshihide Suga está considerando declarar na quinta-feira (7), provavelmente serão menores do que aqueles vistos após a primeira declaração de emergência em abril de 2020 na capital e seis estados.

A declaração então foi posteriormente expandida para a nação inteira e suspensa completamente no fim de maio. Restrições esperadas desta vez, embora não legalmente obrigatórias e limitadas à área de Tóquio, ainda poderiam prejudicar uma parte significante, senão tudo, de crescimento anteriormente previsto no trimestre janeiro a março, disseram economistas.

Uma desaceleração econômica na capital poderia ter um efeito oscilatório, e há até a possibilidade de que o planejado estado de emergência seja expandido, disseram.

“A situação está ficando pior, e se as áreas e o período de declaração forem estendidos, a porcentagem do PIB (Produto Interno Bruto) no atual trimestre poderia ser de dois dígitos”, disse Shinichiro Kobayashi, economista sênior no Mitsubishi UFJ Research and Consulting Co.

“Nesse caso, as repercussões se materializariam não somente na forma de quedas de consumo, mas falências corporativas e aumento de desemprego”, disse Kobayashi. “Isso significa que a economia do Japão poderia cair em um ciclo vicioso de deterioração no emprego e níveis de renda”.

Kobayashi havia previsto no mês passado uma contração anualizada real de 0,5% na economia do Japão no primeiro trimestre de 2021 devido ao ressurgimento do vírus.

Com o primeiro estado de emergência levando as pessoas a evitarem saídas desnecessárias e um grande número de empresas a reduzirem horas de funcionamento, o PIB do Japão contraiu anualizados 29,2% no período de abril a junho ante o trimestre anterior.

Como as atividades econômicas reiniciaram gradualmente após o estado de emergência ter sido encerrado completamente, a economia mostrou uma recuperação acentuada no trimestre seguinte, crescendo anualizados 22,9%.

De acordo com a média prevista por 35 economistas entrevistados em dezembro pelo Centro do Japão para Pesquisa Econômica, a economia estava projetada para crescer 1,31% anualizado no período de janeiro a março após um aumento de 3,44% no trimestre até dezembro.

Takahide Kiuchi, economista executivo no Instituto de Pesquisa Nomura, disse que cerca de 4,89 trilhões de ienes (US$47,5 bilhões) de consumo doméstico devem desaparecer devido à declaração de estado de emergência para a área de Tóquio, reduzindo o PIB anual da nação em 0,88 ponto percentual.

A estimativa é baseada no pressuposto de que 55,8% do consumo privado do país não é de natureza essencial ou urgente como mostrado pelos dados do governo de gastos de famílias, disse Kiuchi.

Embora o gasto privado que foi projetado a ser perdido seria menor do que o prejuízo estimado de 10,7 trilhões de ienes em abril passado e 11,2 trilhões de ienes no mês seguinte, Kiuchi disse que o planejado estado de emergência poderia ser expandido a nível nacional em estágios, reduzindo 14 trilhões de ienes de consumo por mês, ou diminuindo o PIB anual em 2,53 pontos percentuais.

Hideo Kumano, economista chefe no Dai-Ichi Life Research Institute, prevê que o impacto econômico esperado seja de 2,8 trilhões de ienes, assumindo que as restrições durem por 50 dias, quase o mesmo da primeira declaração de emergência.

“Mesmo que a área alvo seja limitada a apenas Tóquio e seus arredores, atividades econômicas em áreas diferentes interagem e quase todas as outras regiões no Japão serão afetadas”, disse Kumano.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Táxi: estrangeiros são esperança para a falta de motoristas

Companhia de táxi em Tóquio contrata motoristas estrangeiros para suprir a demanda e de olho nas Olimpíadas 2020
Faltam motoristas de táxi em Tóquio e estrangeiros começam a suprir a demanda

Segundo o Rodo Shimbun, o setor de táxi na capital japonesa enfrenta um problema de grave escassez de mão de obra em comparação aos outros. Um dos motivos é o envelhecimento dos motoristas. E também faltam motoristas que possam atender à alta demanda dos visitantes estrangeiros, com aumento visível a cada ano. E esse número tende a subir mais ainda com os Jogos Olímpicos 2020.

A companhia Hinomaru Kotsu, de Tóquio, tem em seu quadro 1,6 mil funcionários. Pela primeira vez contratou um recém-formado no Japão, de nacionalidade egípcia, em abril deste ano. A companhia com imensa frota de táxis pretende contratar mais estrangeiros, de diversas nacionalidades.

Profissionais contratados no meio da carreira, como brasileiro e coreano, já são 7, segundo informação do jornal.

Na página da companhia, há testemunho do brasileiro Ricardo Uehara. Veio ao Japão com 23 anos e de bancário, mudou sua carreira para motorista de táxi. Relata que no começo não foi fácil para superar algumas dificuldades como a geografia e idioma. Estudou bastante para o cliente não perceber insegurança. Ao lado dele, outros testemunhos mostram que apesar de trabalharem por um dia inteiro, tem descanso a cada 5 dias.
Fontes: Portal Mie com Rodo e HP Hinomaru

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Prefeitos discutem em Tokyo a presença dos trabalhadores estrangeiros no Japão

trabalhadores estrangeirosOs prefeitos das cidades com maior concentração de estrangeiros no Japão se reuniram hoje em Tokyo para mais um fórum de discussões. Os representantes de Gifu, Aichi e Nagano falaram sobre a Educação das crianças. Shiga, Mie e Okayama, sobre a convivência multicultural. Shizuoka e Gunma, sobre as medidas a serem tomadas em caso de desastres naturais.

Durante a apresentação, o prefeito de Oizumi Murayama Toshiaki comentou sobre o trabalho voluntário que os brasileiros e os peruanos da cidade organizaram para ajudar as vítimas do terremoto de Tohoku e falou também da necessidade das informações em casos de desastres naturais serem passadas com palavras mais simples e fáceis. A necessidade de ter mais estrangeiros participando dos treinamentos para emergências também foi colocada.

O prefeito de Kosai Hajime Mikami comentou sobre o prazo de permanência dos estagiários estrangeiros. Pelo sistema agora vigente, a mudança de nacionalidades e línguas é constante e o prefeito afirma que é difícil para as administrações locais estabelecerem políticas de assistência numa situação dessas. O prefeito da cidade de Ohta, Masayoshi Shimizu, ilustrou o problema. Ele disse que na região dele está aumentando a presença de trabalhadores vietnamitas e ele já está preocupado com a barreira da língua.

Para os brasileiros que foram acompanhar as discussões, a preocupação dos prefeitos em relação aos desastres naturais foi o ponto mais importante. ¨Eles falaram até em colocar legenda em português¨, disse Helena Yamagata, que trabalha no Kaigai Nikkeijin Kyokai.

Representantes do governo central também participaram das discussões, registraram os pedidos dos prefeitos e explicaram sistemas que existem e que já podem ser utilizados、como o curso de desastres naturais, que foi disponibilizado em português na página do Ministério de Assuntos Internos. Você pode conferir o material no link abaixo.
http://open.fdma.go.jp/e-college/foreigners/foreigners_po.html
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Festival Brasil 2014

IX Festival Brasil promove integração entre os povos

brazilian-dayA Câmara de Comércio Brasileira no Japão (CCBJ) convida a todos para participar do IX Festival Brasil, que será realizado nos dias 19 e 20 de julho. O local será no Parque Yoyogi, em Tóquio.

A grande atração será o show do cantor e compositor Guilherme Arantes no domingo, a partir das 17 horas. Ele vem do Brasil especialmente para esse evento.

Também vão participar grupos e cantores brasileiros e japoneses no sábado e no domingo, alegrando o evento durante todo o dia. O festival terá mais de 50 barracas comercializando comida típica, produtos e serviços do Brasil.

O objetivo da CCBJ é promover a integração entre brasileiros, japoneses e estrangeiros em geral. A Câmara também vai montar o Pavilhão Brasil no festival, com fotos e informação da produção brasileira. 

O IX Festival Brasil tem o patrocínio de Mitsui & Co., Ltd., Banco do Brasil, Etihad, Vale, IPC World, HIS e Latam. O apoio é da Embaixada do Brasil no Japão, Ministério dos Negócios Estrangeiros no Japão e Tokyo Metropolitan Government.

Confira os shows:

Sábado - 19 de julho

11h - DJ

12:30 - Barra Vento (batucada)

12:50 - Opening Ceremony

13:25 - Capoeira

13:50 - Banda Lado Bom (pop-rock)

14:25 - Roberto Casanova (MPB)

15:00 - Silvio Anastacio (MPB)

15:45 - Baqueba (batucada)

16:00 - Antonio Inoki

16:25 - BJ Heart (idol group)

16:50 - Chiquinho (samba)

17:40 - Y-no (pagode)

18:20 - Misto Quente (samba)

19:00 - Encerramento

MC Jhony Sasaki

Domingo - 20 de julho

11h - DJ

12:10 - Alawodudu (batucada)

12:40 - Kei Ishida (bossa nova)

13:20 - Alan Max & os Terráqueos (pop, rock)

13:55 - Davi Zew`s and Horizon Sky (pop)

14:30 - Last Second (pop)

15:05 - Marcos Hatano (sertanejo)

15:55 - State of Mind (rock)

16:35 - Via Brasil (pop, samba e axé)

17:30 - Guilherme Arantes

19:00 - Encerramento

MC Jhony Sasaki e Amanda Caroline

festival brasil 2014IX Festival Brasil
Data: 19 e 20 de julho
Horário: 11h às 19h
Local: Parque Yoyogi, Tóquio
Homepage: www.festivalbrasil.jp
Fonte: Consulado do Brasil em Tóquio

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sony reabre última fábrica paralisada por causa de tsunami no Japão

Sede principal da Sony em Tóquio, no Japão (Foto: Shizuo Kambayashi/AP)
Sede principal da Sony em Tóquio, no Japão

Unidade de Tagajo voltou a produzir discos Blu-Ray.
Produção de fitas magnéticas deve retomar em julho.
A Sony retomou nesta segunda-feira (30) parcialmente as operações em sua unidade de Tagajo, situada na província de Miyagi (nordeste do Japão) e a única que mantinha ainda paralisada pelos efeitos do tsunami do dia 11 de março.

A reabertura dessa fábrica representa que as dez unidades que o grupo japonês teve que parar por causa da catástrofe já estão ativas, detalharam fontes da Sony citadas pela agência local "Kyodo".

As instalações de Tagajo começaram a produzir de novo discos Blu-Ray, enquanto se espera que a produção de fitas magnéticas seja retomada no final de julho, segundo as fontes.

A planta, que antes do desastre contava com 1.400 trabalhadores, também fabricava componentes ópticos e eletrodos para baterias de íons de lítio, mas está previsto que essa produção se transfira para outro lugar de Miyagi ou de outras províncias.
Fonte: G1 com EFE ; Foto: Shizuo Kambayashi/AP