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quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Suzuki: mais um dia de suspensão da operação

A falta de autopeças continua afetando todas as montadoras do Japão

Suzuki
A montadora Suzuki anunciou na terça-feira (16) que adicionará um dia de suspensão da operação em novembro, na planta de Sagara, cidade de Makinohara (Shizuoka).

O motivo é o mesmo das paralisações anteriores, o da falta de fornecimento de autopeças pela epidemia da infecção pelo novo coronavírus no Sudeste Asiático. 

Com essa suspensão adicionada em 19, serão mais dias em novembro, pois paralisou dois dias úteis entre 1.º a 5 e mais 10, parcialmente, entre 8 a 12. Depois, adicionou mais um dia, em 13.

Na planta de Sagara são montados pequenos carros de passageiros completos, como Swift, Solio, XBee e Ignis.

A Suzuki prevê um corte de produção de 641 mil unidades no ano fiscal que termina em março de 2022 devido à escassez de peças.
Fonte: Portal Mie com Sankei Biz e Response

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Montadoras japonesas têm queda recorde de venda de carros novos em outubro

O setor no Japão sofre com a falta de peças vindas de fábricas no sudeste asiático

vendas de carros novos no Japão
As vendas de carros novos no Japão tiveram uma baixa recorde no mês de outubro. Para as montadoras, a culpa é da pandemia, que interrompeu as cadeias de abastecimento no sudeste asiático, publicou a NHK. 

A indústria automobilística no Japão diz que o total de automóveis novos vendidos no país no mês que passou caiu para menos de 280.000 unidades, uma queda de 31,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

O percentual é o mais baixo para um mês de outubro desde que este tipo de estatística começou a ser feita em 1968. 

Fábricas situadas no sudeste da Ásia são as principais fornecedoras de peças para a indústria automotiva do Japão. Mas as medidas restritivas para conter a movimentação de pessoas nesses países praticamente paralisaram a produção local. 

Como consequência as montadoras japonesas se viram forçadas a reduzir a produção por falta de peças. 

Segundo as fabricantes, alguns clientes estão tendo que esperar cerca de seis meses para receberem os carros encomendados. 

Autoridades japonesas, porém, não sabem dizer quanto tempo vai durar essa escassez no setor automobilístico. 
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Fábricas de peças automotivas na Ásia podem levar mais tempo para normalizar produção

O banco central cortou sua avaliação econômica para cinco das nove regiões do Japão, incluindo Tokai

Fábricas de peças automotivas
A escassez global de chips semicondutores e peças automotivas está afetando a produção no oeste do Japão, com algumas empresas dizendo que suas fábricas no sudeste asiático podem precisar de mais tempo para retomar as operações, disse um alto funcionário do banco central do Japão nesta quinta-feira (7).

"Alguns países do sudeste asiático estão gradualmente reabrindo suas economias. Mas as empresas que pesquisamos disseram que levará mais algum tempo para as fábricas retomarem as operações em plena capacidade", disse Hirohide Koguchi, gerente da filial do Banco do Japão em Osaka, em entrevista coletiva realizada online.

O BOJ cortou sua avaliação econômica para cinco das nove regiões do país nesta quinta-feira, uma vez que as restrições de oferta interromperam a produção de carros e outros produtos, obscurecendo as perspectivas para a economia dependente das exportações.

Em um sinal do aumento dos danos da escassez global de chips e peças, o banco central reduziu sua visão sobre a produção de quatro regiões, incluindo Tokai, lar da Toyota Motor.

"A produção está estagnada devido à escassez de peças automotivas", disse o BOJ em um relatório trimestral sobre as economias regionais.

Os recentes aumentos nos preços da energia também estão elevando a pressão sobre os fabricantes, embora ajude a inflação ao consumidor a acelerar em direção à meta de 2% do BOJ.

"O núcleo da inflação ao consumidor está oscilando em torno de 0%, mas esperamos que fique ligeiramente positivo, refletindo o aumento dos preços da energia", disse o presidente do banco central, Haruhiko Kuroda, na reunião de gerentes de filiais regionais, indicando que a pressão inflacionária global está se espalhando até mesmo para um país que há muito luta para se livrar deflação.

"À medida que a economia continua a melhorar e o impacto das tarifas de telefonia móvel se dissipando, a inflação ao consumidor vai acelerar gradualmente", disse ele.

Os preços básicos ao consumidor do Japão interromperam uma sequência de declínio de 12 meses em agosto, à medida que os custos de energia compensavam o impacto dos cortes nas tarifas de telefonia móvel, bem como o fraco consumo atribuído à pandemia do coronavírus.

Kuroda manteve sua visão otimista sobre a economia, dizendo que é provável que se recupere conforme os danos da pandemia diminuam graças à robusta demanda externa e ao maciço apoio fiscal e monetário.

A pressão inflacionária surgiu como um risco-chave para muitos países em todo o mundo, complicando o momento em que os formuladores de políticas podem reduzir o enorme estímulo monetário que implantaram para combater o impacto inicial da pandemia.

O Japão não ficou imune ao aumento dos custos das matérias-primas, com a inflação no atacado atingindo uma alta de 5,5% em agosto, a maior em 13 anos. Mas as empresas têm demorado a repassar os custos crescentes para as famílias devido à fraca demanda.
Fonte: Alternativa com Reuters

sábado, 13 de junho de 2020

Toyota retoma toda produção no Sudeste Asiático

Em outras regiões, as operações em Portugal, Brasil e Venezuela continuam suspensas
Toyota

A Toyota Motor disse na sexta-feira (12) que reiniciou as operações em plantas na Indonésia e Malásia após uma suspensão devido à propagação do novo coronavírus, retomando toda a produção no Sudeste Asiático.

A segunda maior montadora do mundo em volume retomou as operações em uma planta em Shah Alam, na Malásia, enquanto a subsidiária local P.T. Astra Daihatsu Motor na Indonésia também voltou com as atividades.

A Toyota fabricou cerca de 900 mil veículos no Sudeste Asiático em 2019, cerca de 10 por cento de sua produção global.

A Índia é o único mercado na Ásia onde a produção ainda será retomada. Em outras regiões, as operações em Portugal, Brasil e Venezuela continuam suspensas, disse a Toyota.
Fonte: Portal Mie com Kyodo News and Culture