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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Japão quer revisar inspeção trabalhista sobre horas extras e ampliar requalificação profissional

O foco é permitir que funcionários dispostos a trabalhar mais tenham liberdade para isso, sem que a empresa sofra pressão da fiscalização

Lei de Normas Trabalhistas
O governo do Japão realizou nesta quarta-feira (27), em Tóquio, uma reunião do subcomitê de reforma do mercado de trabalho do Conselho de Estratégia de Crescimento do país, responsável por discutir políticas econômicas.

O grupo apresentou uma proposta que prevê a revisão da forma como as inspeções trabalhistas orientam empresas sobre horas extras, além do fortalecimento da requalificação profissional, conhecida como reskilling, informou a agência Kyodo.

A proposta recebeu aprovação geral dos participantes e deverá ser incorporada à Estratégia de Crescimento do Japão, prevista para ser elaborada durante o verão.

Revisão envolve orientação das inspeções trabalhistas
A legislação japonesa determina, com base na Lei de Normas Trabalhistas, jornada de até 8 horas por dia e 40 horas por semana. No entanto, empresas podem permitir até 45 horas extras mensais mediante acordo entre empregadores e trabalhadores.

Além disso, em períodos de grande demanda, as empresas podem firmar cláusulas especiais que ampliam o limite de horas extras para menos de 100 horas mensais, incluindo trabalho em feriados.

De acordo com a proposta apresentada pelo subcomitê, mesmo nos casos em que essas cláusulas especiais estão em vigor, as inspeções trabalhistas atualmente orientam de forma uniforme para que as horas extras permaneçam dentro do limite de 45 horas mensais.

Diante dessa situação, o documento destaca a necessidade de revisar a operação dessas orientações. O foco central é permitir que funcionários que desejam trabalhar mais tenham liberdade para isso, sem que a empresa sofra pressão imediata da fiscalização.

Debate sobre legislação trabalhista ficará para depois do verão
Sobre o sistema de trabalho discricionário e outras regras relacionadas à jornada de trabalho, tema mencionado pela primeira-ministra Sanae Takaichi em seu discurso de diretrizes políticas em fevereiro, o documento afirma apenas que será necessário discutir o assunto no Conselho de Política Trabalhista do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar após o verão.

A proposta também inclui medidas para impulsionar a requalificação profissional em 17 áreas consideradas estratégicas pelo governo japonês, incluindo inteligência artificial e semicondutores.

O fortalecimento do reskilling é uma das prioridades do governo dentro da política de crescimento econômico e reforma do mercado de trabalho.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Japão mira aumento de 15% na produtividade do trabalho para impulsionar o crescimento

O Japão, sob a primeira-ministra Sanae Takaichi, visa aumentar a produtividade do trabalho em 15% nos próximos cinco anos, focando em requalificação e digitalização para impulsionar o crescimento econômico e atrair talentos

Japão mira crescimento com reformas e aumento de produtividade
O Japão anunciou na quarta-feira (22) seu ambicioso plano de elevar a produtividade do trabalho em 15% ao longo de cinco anos.

A iniciativa, liderada pelo governo da primeira-ministra Sanae Takaichi, visa impulsionar o crescimento econômico por meio da requalificação profissional e da digitalização da força de trabalho, considerando o desenvolvimento de talentos altamente qualificados como essencial para o futuro do país.

Este objetivo foi delineado durante uma reunião do Conselho para a Estratégia de Crescimento do Japão, onde foram discutidas reformas trabalhistas.

Desafios econômicos e setores estratégicos
Elas são vistas como passos cruciais para concretizar os planos de gastos expansivos da primeira-ministra em 17 campos estratégicos, incluindo inteligência artificial, semicondutores e a indústria de defesa.

Atualmente, o nível de produtividade do trabalho do Japão permanece o mais baixo entre as economias avançadas do G7. Este cenário é atribuído, em parte, à crescente proporção de funcionários não regulares e ao lento investimento em tecnologias que economizam mão de obra.

O governo enfatiza que uma maior produtividade resultaria em aumentos salariais, tornando o país mais atraente para talentos.

“Perseguiremos o crescimento econômico incansavelmente para fortalecer nossa nação”, afirmou Sanae Takaichi ao final da reunião, que foi aberta à mídia, acrescentando que o governo “vai propor e executará políticas verdadeiramente necessárias sem hesitação”.

Cenário internacional e escassez de mão de obra
Em 2024, o Japão ocupou a 28ª posição em produtividade do trabalho entre os 38 membros da OCDE, medida pelo valor de bens e serviços produzidos por trabalhador por hora.

Este ranking reflete, em parte, a desvalorização do iene, que elevou os custos de importação de energia e matérias-primas, conforme o Japan Productivity Center.

Durante a mesma reunião, o Gabinete também ressaltou a necessidade urgente de abordar a escassez de mão de obra, incentivando ainda mais a participação de mulheres e idosos no mercado de trabalho.

Inclusão e apoio à família
Para isso, o governo japonês estabeleceu metas específicas: aumentar a proporção de empresas que permitem que seus funcionários trabalhem até os 70 anos de 34,8% em 2025 para 40% em 2029, em conformidade com a legislação vigente.

Outro objetivo é elevar a porcentagem de trabalhadoras que continuam na mesma empresa antes e depois do nascimento do primeiro filho para 80% em 2030, partindo de 69,5% em 2021. Isso será alcançado através de medidas que visam aliviar as cargas domésticas.

Com o intuito de auxiliar os pais a conciliar as demandas do trabalho e do cuidado familiar, o governo planeja criar uma licença governamental que certificará pessoas qualificadas para oferecer serviços de apoio doméstico. 

O primeiro exame para a obtenção desta certificação está previsto para ocorrer por volta do outono de 2027.
Fonte: Portal Mie com MN

quarta-feira, 4 de março de 2026

Pedidos de seikatsu hogo aumentam pelo 6º ano seguido e chegam a 256 mil no Japão

As famílias com idosos representam 54,9% do total de beneficiários, e mais de 90% desses lares são de pessoas com mais de 65 anos que vivem sozinhas

seikatsu hogo
O número de pedidos de assistência social no Japão voltou a crescer e atingiu o maior patamar desde que o atual método de contabilização passou a ser adotado, em 2013. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, em 2025 foram registradas 256.438 solicitações de seikatsu hogo, 457 a mais que no ano anterior — um aumento de cerca de 0,2%, informou o jornal Asahi.

Com isso, o número de pedidos sobe pelo sexto ano consecutivo, mantendo a tendência de alta iniciada após a pandemia de covid-19 em 2020.

De acordo com o levantamento, o número preliminar de pedidos apenas em dezembro de 2025 foi de 18.586 — 30 a mais que no mesmo mês do ano anterior. Somando os dados consolidados de janeiro a março com os números preliminares de abril a dezembro, o total anual ultrapassou os 256 mil pedidos, superando as 255.981 solicitações registradas em 2024.

O seikatsu hogo é uma ajuda em dinheiro oferecida pelo governo aos cidadãos sem mínimas condições de sobrevivência, como desempregados, deficientes, portadores de doenças graves, aposentados e outras pessoas que não podem trabalhar.

Perfil das famílias beneficiadas
Apesar do aumento nas solicitações, o número de lares que efetivamente recebiam o benefício em dezembro de 2025 foi de 1.646.424 — uma redução de 5.749 famílias em relação ao mesmo mês do ano anterior.

As famílias compostas por idosos representam 54,9% do total de beneficiários, sendo que mais de 90% desses lares são formados por pessoas idosas que vivem sozinhas.

Entre os demais grupos, famílias com pessoas com deficiência ou com doenças representam 25,5%, enquanto lares monoparentais (principalmente mães solo) correspondem a 3,6%.

O ministério também divulgou os dados consolidados do ano fiscal de 2024. A média mensal de pedidos foi de 21.626, um aumento de 677 solicitações (3,2%) em comparação ao exercício anterior.

A partir de outubro deste ano, o governo pretende elevar em 1.000 ienes por mês o adicional especial da ajuda básica destinada às despesas cotidianas. Já os critérios de cálculo do valor do benefício são revisados, em princípio, a cada cinco anos — e a próxima revisão está prevista para o ano fiscal de 2027.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Japão visa medidas mais rígidas para estrangeiros que não pagam previdência e seguro saúde

Japão estuda medidas rigorosas para residentes estrangeiros com atrasos no seguro saúde e previdência. Inadimplência pode impedir renovação do visto a partir de 2027.

medidas mais rígidas para estrangeiros
O governo do Japão está considerando medidas mais rigorosas contra residentes estrangeiros que atrasam as contribuições para o seguro saúde público ou para a previdência.

Aqueles que não cumprirem os pedidos de pagamento não terão, em princípio, permissão para alterar ou renovar seu status de residência.

O Ministério do Bem-Estar e a Agência de Serviços de Imigração planejam começar a usar os registros de pagamento como parte do processo de triagem para pedidos de residência. A mudança provavelmente começará em junho de 2027.

Cidadãos estrangeiros que vivem no Japão por três meses ou mais são obrigados a aderir aos programas nacionais de previdência e seguro saúde.

No entanto, o ministério afirma que as contribuições combinadas para a previdência de residentes estrangeiros no ano fiscal até março de 2025 foram de 49,7% do valor devido.

Uma pesquisa entre 150 governos locais também revelou que residentes estrangeiros haviam pago, em média, 63% de seus prêmios de seguro saúde, até o final do ano passado.

Há também casos em que pessoas deixaram o Japão com seus pagamentos de seguro saúde em atraso, apesar de terem utilizado serviços médicos.

O ministério também planeja dar às autoridades locais a opção de permitir que pessoas que se mudam para o Japão do exterior paguem o seguro saúde adiantado em uma única parcela, a partir de abril do próximo ano.
Fonte: Portal Mie com NHK

terça-feira, 26 de março de 2024

Apenas 57% das pequenas transportadoras darão aumento aos seus motoristas de caminhão

O dado foi levantado pela Câmara de Comércio do Japão e contrasta com a realidade de outras empresas

pequenas transportadoras
Enquanto as empresas se preparam para conceder aumentos salariais aos seus funcionários, os maiores em décadas, os trabalhadores do setor de transportes de mercadorias vivem uma situação diferente, publicou a Reuters.

Empresas pequenas de transporte de mercadorias, como a que é dirigida por Ikuko Sakata, sofrem para pagar as contas.

Com sede em Tóquio, a transportadora paga aos cerca de 80 funcionários um salário-mínimo, estimando o salário base em cerca de 280 mil ienes por mês antes das horas extras.

Sakata resume: “Isso é o melhor que podemos fazer.

A situação da empresa de Sakata contrasta com as grandes, como Toyota Motor e Nippon Steel, que garantirão bons aumentos aos seus trabalhadores. 

Os trabalhadores das principais empresas pediram aumentos anuais de 5,85%, ultrapassando a marca dos 5% pela primeira vez em 30 anos, de acordo com o maior agrupamento sindical do Japão, Rengo.

O governo japonês espera que os aumentos salariais sejam concedidos também por pequenas e médias empresas, que representam 99,7% de todas as empresas no país, e cerca de 70% da força de trabalho. 

As negociações salariais para a maior parte das pequenas e médias empresas deverão ser concluídas até ao final de março.

Uma pesquisa da Câmara de Comércio do Japão revelou que entre as pequenas empresas de transportes apenas 57% deverão conceder algum aumento salarial a partir de abril. 

Entre 57%, menos de um terço planeja dar aumento de 3% ou mais. 

O governo tomou medidas para reprimir a subcontratação no setor e lançou políticas para aumentar a taxa de frete padrão e garantir que os trabalhadores sejam compensados por tarefas não relacionadas com a condução, numa tentativa de aumentar os salários da indústria em cerca de 10%.

Porém, como em abril deverá entrar em vigor a lei que limita as horas extras para o setor, pode iniciar uma crise no setor, já que os motoristas que dependem justamente destas horas extras para ganhar um pouco mais do que lhes é pago de salário. 

O diretor de outra empresa pequena, Tetsuyasu Kondo, na província de Akita, disse que precisa repassar os custos crescentes aos clientes para poder pagar salários mais altos aos funcionários. 

Mas pedir para que empresas menores, como a Sakata, paguem mais de salários é o mesmo que lhes propor a perda do negócio. 

Sakata acrescentou: “Tentamos negociar aumentos de preços, mas eles nunca são cumpridos integralmente. Na melhor das hipóteses, é de 50% e, na maioria das vezes, de 20% a 30%.”
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Rapidus: nova empresa formada por um pool para produção de semicondutores avançados

Grandes conglomerados japoneses se uniram para a formação de uma nova empresa, a fim de produzir semicondutores avançados

Rapidus
Na quinta-feira (10) soube-se que do estabelecimento de um sistema para produção em massa de semicondutores de próxima geração usados ​​em supercomputadores e inteligência artificial (IA) no Japão.

Um pool de gigantes japonesas, incluindo Toyota Motor, NTT e Sony Group, já batizaram como Rapidus o nome da nova fabricante à medida que a competição para desenvolver semicondutores de próxima geração se intensifica em todo o mundo. 

Espera-se que a Rapidus entre em produção no máximo em 5 anos, com apoio do governo japonês. Os investimentos são de pelo menos 1 bilhão de ienes de cada uma delas: 

  • Toyota Motor
  • Denso
  • Sony Group
  • NTT
  • NEC
  • Softbank
  • Kioxia 
  • 8 empresas do Banco MUFG 

A nova empresa desenvolverá tecnologia de semicondutores de ponta, indispensável para campos que processam instantaneamente grandes quantidades de dados, como direção autônoma, inteligência artificial (AI) e cidades inteligentes, visando a produção em massa em 2027. 

O governo também decidiu subsidiar 70 bilhões de ienes para o custo de manutenção das bases de pesquisa e desenvolvimento.

Rapidus para atender à demanda interna
Estabelecerão uma tecnologia de fabricação de semicondutores lógicos para cálculos de próxima geração chamada Beyond 2 Nano e deverão construir uma linha de fabricação na segunda metade desta década. Por volta de 2030, a Rapidus pretende entrar no negócio de terceirização de fabricação de empresas que projetam e usam semicondutores.

Com relação aos semicondutores de próxima geração, devido aos crescentes riscos geopolíticos, há uma necessidade crescente de garantir a capacidade de fabricação que é distribuída de forma desigual em Taiwan e em outros países.

A lógica da próxima geração está enfrentando um período de transição técnica, como a estrutura dos elementos, e se apressou para garantir a tecnologia de produção em massa necessária para alcançar as empresas líderes.

Cooperação entre Japão e EUA
O Japão e os Estados Unidos concordaram em cooperar em pesquisa e desenvolvimento na área de semicondutores de próxima geração. Na segunda proposta de orçamento suplementar para o ano fiscal de 2022, aproximadamente 350 bilhões de ienes foram apropriados para o desenvolvimento de bases de pesquisa para a colaboração Japão e EUA. A previsão é de que a base seja estabelecida até o final do ano. Espera-se que a nova empresa acompanhe essa base de pesquisa e desenvolvimento e trabalhe no estabelecimento de um processo de produção em massa.

Os semicondutores lógicos afetam o desempenho de processamento de smartphones e data centers. Semicondutores com alto desempenho computacional e tecnologias relacionadas também são importantes para redes de comunicação avançadas e condução totalmente automatizada. Parece que a empresa decidiu que seria benéfico para sua competitividade futura se engajar em desenvolvimento e tecnologia de fabricação em campos de ponta por meio de investimentos.

Japão não produz semicondutores de 3nm
Nos semicondutores lógicos, quanto menor a largura do circuito, maior o desempenho, e os produtos avançados foram miniaturizados na ordem de vários nanômetros (nano é um bilionésimo de um metro).

A Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC) e a Samsung Electronics da Coreia do Sul estabeleceram a tecnologia de produção em massa para produtos de 3 nanômetros e planejam produzir em massa produtos de 2 nanômetros em 2025.

Mesmo as últimas linhas de fabricação de semicondutores lógicos em operação no Japão são para produtos de 40 nanômetros, e na competição por desenvolvimento avançado na década de 2010, diante de grandes investimentos de empresas estrangeiras, não foi possível acompanhar.

Havia um histórico de pressa para garantir uma base de fabricação, como o planejamento de fabricar produtos de 12 a 28nm na base da TSMC, que foi convidada para a província de Kumamoto e continua a construir uma fábrica.

Embora o Japão tenha promovido a cooperação internacional em pesquisa e manufatura, faltam empresas que estejam proativamente envolvidas no desenvolvimento de lógica avançada e investimento em manufatura.

O foco está em assegurar os engenheiros, pois os com experiência em tecnologia de ponta e processos de fabricação são indispensáveis. É necessário obter a cooperação de empresas relacionadas com semicondutores, e parece que várias empresas já foram abordadas para cooperação em recursos humanos.
Fonte: Portal Mie com Nikkei e NHK

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Salários caem pelo 5º mês consecutivo no Japão e gastos aumentam para famílias

Os gastos das famílias subiram 5,1% em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, mostraram dados do governo

salários do Japão
Os salários reais do Japão caíram em agosto pelo quinto mês consecutivo, mostraram dados do governo nesta sexta-feira (7), com a queda do iene elevando os preços ao consumidor no ritmo mais rápido em oito anos, superando o modesto crescimento salarial.

Enquanto o Banco do Japão (BOJ) mantém uma flexibilização monetária maciça, os formuladores de políticas estão pedindo às empresas que aumentem os salários. O governo quer assim iniciar um ciclo de crescimento sustentável de ganhos mais altos e maiores gastos de consumidores e empresas, enquanto alivia o impacto da inflação que vem sendo amplificada pela desvalorização do iene.

Os salários reais ajustados pela inflação caíram 1,7% em agosto em relação ao ano anterior, mostraram dados do Ministério do Trabalho, após uma queda revisada de 1,8% no mês anterior.

O índice de preços ao consumidor (IPC) usado pelo ministério para calcular os salários reais, que inclui os preços dos alimentos frescos, mas exclui o aluguel equivalente dos proprietários, aumentou 3,5% ao ano.

Esse foi o mais rápido desde os 3,9% registrados em setembro de 2014 e superou um aumento de 1,7% no total nominal de ganhos em dinheiro após um ganho revisado de 1,3% em julho.

O pagamento de horas extras, um importante indicador da força da atividade corporativa, aumentou 4,3% em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, o menor ganho em cinco meses.

Os pagamentos especiais, que incluem os bônus sazonais discricionários que as empresas tendem a reduzir quando enfrentam ventos contrários, subiram 0,7% em agosto, após um aumento de 1,6% no mês anterior.

Gastos
As famílias no Japão tiveram de gastar mais no mês de agosto em comparação com o mesmo período do ano anterior. A economia japonesa segue se recuperando das restrições da Covid-19, mas o aumento dos preços está obscurecendo as perspectivas de ganhos adicionais.

Os gastos das famílias subiram 5,1% em agosto em relação ao ano anterior, mostraram dados do governo. A leitura ficou abaixo da estimativa mediana dos economistas para um ganho de 6,7% e seguiu um aumento de 3,4% em julho.

Embora haja sinais claros de que a atividade está se recuperando lentamente, os ganhos do mês passado podem ter sido exagerados pela comparação com agosto de 2021, quando o país lutava contra o ressurgimento de casos da COVID.

Em uma base mensal com ajuste sazonal, os gastos das famílias caíram 1,7% em agosto, acima da queda de 1,4% em julho. Foi uma surpresa negativa, já que os economistas previam um crescimento mensal de 0,2% para agosto.

Com a inflação ainda acelerando e a queda do iene diante do dólar e com expectativa de esfriar os gastos do consumidor, economistas consultados pela Reuters reduziram suas projeções de crescimento para a terceira maior economia do mundo.

O primeiro-ministro Fumio Kishida prometeu compilar um novo pacote de estímulo até o final de outubro, que provavelmente incluirá esquemas de subsídios para contas de serviços públicos e gás apoiados por pelo menos US$ 100 bilhões em gastos fiscais.

Enquanto isso, o governo deve aliviar as restrições de controle de fronteira a partir de segunda-feira (10), em um esforço para atrair turistas estrangeiros com o iene fraco, oferecendo esperança para o setor de serviços já combalido.
Fonte: Alternativa com Reuters 

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Japão oferece ¥46,5 bi para empresa aumentar produção de chips em Hiroshima

O país tem dado incentivos também à TSMC para fabricação de semicondutores no sul

produção de chips
O Japão dará à Micron Technology um subsídio de até 46,5 bilhões de ienes (320 milhões de dólares), disse o Ministério da Indústria nesta sexta-feira (30), para que possa fabricar chips de memória avançados em sua fábrica de Hiroshima, mesmo que a fabricante de chips norte-americana reduza o capital de investimento.

O anúncio, que segue uma visita ao Japão da vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, é o exemplo mais recente da crescente cooperação entre Tóquio e Washington na fabricação de chips em meio à crescente tensão e rivalidade tecnológica com a China.

“A Micron aprecia o apoio do governo japonês e tem orgulho de ser um parceiro global no esforço do Japão para expandir a produção de semicondutores e avançar na inovação”, disse o vice-presidente executivo de operações globais da Micron, Manish Bhatia, em um comunicado à imprensa.

A Micron disse que construirá seus novos chips de memória dinâmica de acesso aleatório (DRAM) 1-Beta na fábrica de Hiroshima.

A fabricante de chips dos EUA cortou na quinta-feira os planos gerais de investimento em 30% em meio a uma queda na demanda por computadores pessoais e smartphones.

"O marco anunciado hoje pelo METI (Ministério da Economia, Comércio e Indústria) e pela Micron simboliza o investimento e a integração de nossas duas economias e cadeias de suprimentos", disse o embaixador dos EUA no Japão, Rahm Emanuel, em comunicado. "E isso só vai acelerar daqui para frente."

O mais recente componente do plano do Japão para aumentar a produção doméstica de chips ocorre depois que o país doou 92,9 bilhões de ienes à empresa norte-americana Western Digital Corp em julho para aumentar a produção de chips de memória flash em uma fábrica japonesa operada com a parceira local Kioxia Holdings, que foi desmembrada da Toshiba Corp. 

A Kioxia disse na sexta-feira que reduziria a produção em duas fábricas no Japão em 30% a partir de outubro para alinhar "a às condições atuais do mercado".

O anúncio sobre o subsídio da Western Digital veio antes de uma viagem aos Estados Unidos do então ministro da indústria Koichi Hagiuda para conversas sobre cooperação de semicondutores que levaram a um acordo para estabelecer um centro de pesquisa conjunto para chips de próxima geração.

No Japão, nesta semana, Harris conversou com chefes de negócios relacionados a semicondutores sobre incentivos disponíveis para fabricantes nos Estados Unidos após a aprovação de uma legislação que fornece US$ 52 bilhões em subsídios.

O Japão também está fornecendo dinheiro para a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co Ltd para construir uma fábrica de chips no Japão, juntamente com a Sony Corp e a fabricante de autopeças Denso Corp.

Outrora o maior centro de produção de semicondutores do mundo, o Japão viu sua participação na produção global diminuir à medida que os fabricantes de chips expandiram a capacidade em outros lugares, particularmente em Taiwan, que fabrica a maioria dos semicondutores avançados do mundo com menos de 10 nanômetros usados em smartphones e outros produtos.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Unidade da TSMC iniciará construção de fábrica de chips no Japão

A TSMC, o Grupo Sony e a Denso investirão junto com o governo japonês um total de US$8,6 bilhões na fábrica

Taiwan Semiconductor Manufacturing
Uma subsidiária da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC) disse na terça-feira (19) que iniciará a construção de uma fábrica de chips na província de Kumamoto, sudoeste do Japão, na quinta-feira (21) em um projeto que também envolve o governo japonês.

A maior fabricante de chips por contrato do mundo visa enviar produtos da fábrica a partir de dezembro de 2024, disse a Japan Advanced Semiconductor Manufacturing Inc. (JASM), um desenvolvimento que ajudaria a atenuar a escassez global de semicondutores.

A TSMC, o Grupo Sony e a Denso, uma grande fabricante de autopeças, investirão, junto com o governo japonês, um total de US$8,6 bilhões na fábrica.

O governo, com uma participação de cerca de 50%, lidera o projeto para aumentar redes de fornecimento destinadas a componentes fundamentais como semicondutores a fim de melhorar a segurança econômica do país.

A fábrica de Kumamoto será construída em uma área industrial na cidade de Kikuyo, com um plano de contratar um total de 1,7 mil pessoas.
Fonte: Portal Mie com News and Culture

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Hello Work amplia assistência a quem procura emprego no Japão

Atendimento é gratuito e pode ser feito em português

Hello Work
O governo do Japão tem procurado oferecer uma assistência cada vez mais ampla a todas as pessoas que perderam seus empregos como consequência da pandemia do coronavírus e que passam por grandes dificuldades.

Para isso existe a agência Hello Work, onde o atendimento é presencial ou por telefone, e o que é melhor, podendo ser feito no idioma português.

Os serviços oferecidos nas agências Hello Work são gratuitos em todo o país.

Se você está em busca de um novo emprego, saiba que a Hello Work dá suporte para ativar o seguro-desemprego e assim evitar que passe por dificuldades financeiras até que consiga um novo posto de trabalho.

Existem agências Hello Work em todo o Japão. Procure pela que está mais próxima de sua casa.

Caso ainda esteja com dúvidas, veja alguns exemplos de consultas que você pode fazer na Hello Work:
· Busca de trabalho
· Acesso a informações sobre empresas que estão buscando candidatos
· Intermediação com a empresa que você se interessar
· Trâmites para acionar o seguro-desemprego
· Apoio em geral até conseguir um novo emprego

Confira os detalhes do atendimento, como horário e outros idiomas no link:
https://www.mhlw.go.jp/content/000673009.pdf

Lista das agências com tradutores de português ou espanhol:
Aichi

Ichinomiya: 0586-45-2048 (segunda a sexta)
Handa: 0569-21-0023 (segunda a sexta)
Hekinan: 0566-41-0327 (segunda a sexta)
Inuyama: 0568-61-2185 (segunda a sexta)
Kariya: 0566-21-5001 (segunda a sexta)
Kasugai: 0568-81-5135 (segunda a sexta)
Nagoia – Centro de Emprego para Estrangeiros: 052-855-3770 (segunda a sexta)
Nagoia-Minami: 052-681-1211 (segunda a sexta)
Nishio: 0563-56-3622 (segunda a sexta)
Okazaki: 0564-52-8609 (segunda a sexta)
Seto: 0561-82-5123 (terça e quinta)
Shinshiro: 0536-22-1160 (quinta)
Toyohashi: 0532-52-7191 (segunda a sexta)
Toyohashi – Centro de Emprego para Estrangeiros: 0532-57-1356 (segunda a sexta)
Toyokawa: 0533-86-3178 (segunda a sexta)
Toyota: 0565-31-1400 (segunda a sexta)
Tsushima: 0567-26-3158 (terça e quinta)

Chiba
Chiba: 043-242-1181 (segunda, quarta e sexta)
Chibaminami: 043-300-8609 (quinta)
Funabashi: 047-431-8287 (terça e sexta)
Matsudo: 047-367-8609 (segunda e terça)
Narita: 0476-27-8609 (terça e quinta

Fukui
Fukui: 0776-52-8155 (terça)
Takefu: 0778-22-4078 (segunda, terça e quinta

Gifu
Gifu: 058-206-5063 (segunda a sexta)
Minokamo: 0574-25-2178 (segunda a sexta)
Ogaki: 0584-80-5061 (segunda a sexta)
Seki: 0575-22-3223 (segunda a sexta)
Tajimi: 0572-22-3384 (segunda a sexta)

Gunma
Isesaki: 0270-23-8609 (segunda a sexta)
Maebashi: 027-290-2111 (segunda a quinta)
Ota: 0276-46-8609 (segunda a sexta)
Tatebayashi: 0276-75-8609 (segunda a sexta)

Hiroshima
Fukuyama: 084-923-8609 (segunda, quarta e sexta)
Hiroshima: 082-223-8609 (segunda, quinta e 2ª e 4ª quarta-feira do mês)
Hiroshima-Higashi: 082-264-8609 (segunda a sexta)
Hiroshima-Saijo: 082-422-8609 (terça e sexta)
Mihara: 0848-64-8609 (2ª e 4ª terça-feira do mês)

Hyogo
Akashi: 078-912-2277 (sexta)
Amagasaki: 06-7664-8609 (quarta)
Himeji: 079-222-8609 (segunda)
Kobe: 078-362-8609 (terça a quinta)

Ibaraki
Chikusei: 0296-22-2188 (terça a sexta)
Ishioka: 0299-26-8141 (terça e quinta)
Joso: 0297-22-8609 (terça a sexta)
Koga: 0280-32-0461 (quinta)
Mito: 029-231-6221 (segunda, terça e quinta)
Ryugasaki: 0297-60-2727 (terça a sexta)
Shimotsuma: 0296-43-3737 (segunda a sexta)
Tsuchiura: 029-822-5124 (segunda a sexta)

Ishikawa
Komatsu: 0761-24-8609 (terça e quinta)

Kagawa
Takamatsu: 087-869-8609 (terça e quinta)

Kanagawa
Atsugi: 046-296-8609 (segunda a sexta)
Fujisawa: 0466-23-8609 (terça e quinta)
Hiratsuka: 0463-24-8609 (terça e quinta)
Kawasaki: 044-244-8609 (terça e sexta)
Yamato: 046-260-8609 (terça e sexta)
Yokohama: 045-663-8609 (quarta)

Mie
Iga: 0595-21-3221 (segunda a quarta)
Kuwana: 0594-22-5141 (segunda a sexta)
Matsusaka: 0598-51-0860 (quarta)
Suzuka: 059-382-8609 (segunda a sexta)
Tsu: 059-228-9161 (segunda a sexta)
Yokkaichi: 059-353-5566 (segunda a sexta)

Nagano
Iida: 0265-24-8609 (sexta)
Ina: 0265-73-8609 (quarta e sexta)
Komoro: 0267-23-8609 (2ª e 4ª sexta-feira do mês)
Matsumoto: 0263-27-0111 (terça, quinta e sexta)
Nagano: 026-228-1300 (segunda e sexta)
Okaya: 0266-23-8609 (quinta)
Suwa: 0266-58-8609 (terça)
Ueda: 0268-23-8609 (segunda, quarta e sexta)

Nara
Sakurai: 0744-45-0112 (4ª sexta-feira do mês)
Yamatokoriyama: 0743-52-4355 (2ª terça-feira do mês)
Yamatotakada: 0745-52-5801 (2ª quarta-feira do mês)

Okayama
Kurashiki-Chuo: 086-424-3333 (terça e quarta)
Okayama: 086-241-3222 (terça)
Soja: 0866-92-6001 (quarta e sexta)

Osaka
Sakai: 072-222-5049 (quinta e sexta)
Osaka – Centro de Emprego para Estrangeiros: 06-7709-9465 (segunda a sexta)

Saitama
Honjo: 0495-22-2448 (segunda, quarta e sexta)
Kasukabe: 048-736-7611 (segunda e quinta)
Kawagoe: 049-242-0197 (segunda e quinta)
Kawaguchi: 048-251-2901 (segunda a sexta)
Koshigaya: 048-969-8609 (terça)
Kumagaya: 048-522-5656 (terça e quinta)
Omiya: 048-667-8609 (sexta)
Soka: 048-931-6111 (quarta)
Urawa: 048-832-2461 (sexta)

Shiga
Higashiomi: 0748-22-1020 (segunda a quarta)
Hikone: 0749-22-2500 (quinta)
Koka: 0748-62-0651 (segunda a sexta)
Kusatsu: 077-562-3720 (terça, quinta e sexta)
Nagahama: 0749-62-2030 (segunda a sexta)

Shimane
Izumo: 0853-21-8609 (terça e sexta)

Shizuoka
Fuji: 0545-51-2151 (segunda, quarta e sexta)
Gotemba: 0550-82-0540 (segunda, quinta e sexta)
Haibara: 0548-22-0148 (segunda, quinta e sexta)
Hamakita: 053-584-2233 (segunda e quarta)
Hamamatsu: 053-457-5157 (segunda a sexta)
Hosoe: 053-522-0165 (segunda e quinta)
Iwata: 0538-32-6181 (segunda a sexta)
Kakegawa: 0537-22-4185 (segunda a sexta)
Mishima: 055-980-1302 (quarta)
Numazu: 055-918-3711 (segunda a sexta)
Shimada: 0547-36-8609 (quarta e sexta)
Shimizu: 054-351-8609 (segunda, terça e sexta)
Shizuoka: 054-238-8603 (quinta)
Yaizu: 054-628-5155 (segunda e terça)

Tochigi
Moka: 0285-82-8655 (terça, quarta e sexta)
Oyama: 0285-22-1524 (terça a quinta)

Toyama
Takaoka: 0766-21-1515 (segunda, quarta e quinta)

Yamanashi
Kofu: 055-232-6060 (terça e quarta)
Kofu – Centro para Estudantes: 055-221-8609 (segunda e quinta)

Mais informações:
· Lista das agências Hello Work (em japonês)
https://www.mhlw.go.jp/kyujin/hwmap.html

· Informações gerais sobre Covid-19
https://www.mhlw.go.jp/stf/seisakunitsuite/bunya/koyou_roudou/koyou/jigyounushi/page11_00001.html
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Estado de emergência por Covid-19 poderá afetar economia do Japão

O estado de emergência deve reduzir trilhões de ienes em consumo privado. Economistas preveem que a economia voltará a contrair

estado de emergência
Um estado de emergência de um mês planejado pelo governo japonês para conter um ressurgimento de infecções por coronavírus deve reduzir trilhões de ienes em consumo privado, com alguns economistas prevendo que a economia voltará a contrair.

Impactos econômicos esperados de um estado de emergência em Tóquio e três províncias vizinhas, o qual o governo do primeiro-ministro Yoshihide Suga está considerando declarar na quinta-feira (7), provavelmente serão menores do que aqueles vistos após a primeira declaração de emergência em abril de 2020 na capital e seis estados.

A declaração então foi posteriormente expandida para a nação inteira e suspensa completamente no fim de maio. Restrições esperadas desta vez, embora não legalmente obrigatórias e limitadas à área de Tóquio, ainda poderiam prejudicar uma parte significante, senão tudo, de crescimento anteriormente previsto no trimestre janeiro a março, disseram economistas.

Uma desaceleração econômica na capital poderia ter um efeito oscilatório, e há até a possibilidade de que o planejado estado de emergência seja expandido, disseram.

“A situação está ficando pior, e se as áreas e o período de declaração forem estendidos, a porcentagem do PIB (Produto Interno Bruto) no atual trimestre poderia ser de dois dígitos”, disse Shinichiro Kobayashi, economista sênior no Mitsubishi UFJ Research and Consulting Co.

“Nesse caso, as repercussões se materializariam não somente na forma de quedas de consumo, mas falências corporativas e aumento de desemprego”, disse Kobayashi. “Isso significa que a economia do Japão poderia cair em um ciclo vicioso de deterioração no emprego e níveis de renda”.

Kobayashi havia previsto no mês passado uma contração anualizada real de 0,5% na economia do Japão no primeiro trimestre de 2021 devido ao ressurgimento do vírus.

Com o primeiro estado de emergência levando as pessoas a evitarem saídas desnecessárias e um grande número de empresas a reduzirem horas de funcionamento, o PIB do Japão contraiu anualizados 29,2% no período de abril a junho ante o trimestre anterior.

Como as atividades econômicas reiniciaram gradualmente após o estado de emergência ter sido encerrado completamente, a economia mostrou uma recuperação acentuada no trimestre seguinte, crescendo anualizados 22,9%.

De acordo com a média prevista por 35 economistas entrevistados em dezembro pelo Centro do Japão para Pesquisa Econômica, a economia estava projetada para crescer 1,31% anualizado no período de janeiro a março após um aumento de 3,44% no trimestre até dezembro.

Takahide Kiuchi, economista executivo no Instituto de Pesquisa Nomura, disse que cerca de 4,89 trilhões de ienes (US$47,5 bilhões) de consumo doméstico devem desaparecer devido à declaração de estado de emergência para a área de Tóquio, reduzindo o PIB anual da nação em 0,88 ponto percentual.

A estimativa é baseada no pressuposto de que 55,8% do consumo privado do país não é de natureza essencial ou urgente como mostrado pelos dados do governo de gastos de famílias, disse Kiuchi.

Embora o gasto privado que foi projetado a ser perdido seria menor do que o prejuízo estimado de 10,7 trilhões de ienes em abril passado e 11,2 trilhões de ienes no mês seguinte, Kiuchi disse que o planejado estado de emergência poderia ser expandido a nível nacional em estágios, reduzindo 14 trilhões de ienes de consumo por mês, ou diminuindo o PIB anual em 2,53 pontos percentuais.

Hideo Kumano, economista chefe no Dai-Ichi Life Research Institute, prevê que o impacto econômico esperado seja de 2,8 trilhões de ienes, assumindo que as restrições durem por 50 dias, quase o mesmo da primeira declaração de emergência.

“Mesmo que a área alvo seja limitada a apenas Tóquio e seus arredores, atividades econômicas em áreas diferentes interagem e quase todas as outras regiões no Japão serão afetadas”, disse Kumano.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Bounenkai: 87% das empresas no Japão pretendem cancelar festas de fim de ano devido ao coronavírus

Pesquisa da Tokyo Shoko Research ouviu cerca de 10 mil empresas

bounenkai
Quase 90% das empresas japonesas planejam cancelar as festas de fim de ano e de ano novo para evitar a disseminação da Covid-19, mostrou uma pesquisa nesta quinta-feira (19), ressaltando a dor que a pandemia de coronavírus está causando em uma economia já fraca.

As festas de confraternização de fim de ano e de ano novo (bounenkai e shinnenkai), com muita bebida alcoólica, são uma tradição na cultura corporativa japonesa, fazendo de dezembro e janeiro uma alta temporada para restaurantes.

Não esse ano. Com números recordes de Covid-19 relatados em todo o Japão, o primeiro-ministro Yoshihide Suga disse que o governo estava procurando endurecer as diretrizes sobre comer fora, o que afetaria bares e restaurantes já prejudicados pela queda nas vendas devido às políticas de distanciamento social.

Em uma pesquisa com cerca de 10 mil empresas, 87,8% disseram que não planejam realizar festas de fim de ano ou de ano novo, de acordo com o centro de estudos privado Tokyo Shoko Research.

Em Tóquio, 90,2% das empresas planejam renunciar à realização dessas festas, mostrou a pesquisa.

“Enquanto o governo continua com campanhas para revitalizar o consumo, as empresas parecem estar se concentrando em evitar que seus funcionários sejam infectados”, disse a Tokyo Shoko Research em um relatório.

Alguns analistas atribuem o ressurgimento das infecções à campanha do governo para descontos em viagens domésticas (Go To Travel) e jantares fora (Go To Eat), que visa apoiar as indústrias de turismo e restaurantes em dificuldades.

“Mais uma vez, peço aos cidadãos que fiquem atentos ao tomar precauções básicas”, disse Suga a repórteres nesta quinta-feira, enfatizando o risco de infecções, especialmente em restaurantes.

“Pedimos que as pessoas participem de jantares de forma calma, sem falar muito alto e tirando a máscara somente na hora de comer. Vou fazer o mesmo a partir de hoje”, acrescentou.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Honda planeja transferir ao Japão parte da produção do Reino Unido, diz jornal

 Os governos britânico e japonês estão na fase final de negociações sobre o fim das tarifas automotivas

Honda Motor
A Honda Motor está planejando trazer de volta ao Japão parte da produção de automóveis de uma fábrica no Reino Unido que já estava para ser fechada, informou o jornal Nikkei.

A Honda planeja transferir a produção de seus carros Civic, agora produzidos em uma fábrica em Swindon, para uma fábrica em Yorii (Saitama) em 2021, disse o Nikkei.

Como o Reino Unido está prestes a deixar a União Europeia, os governos britânico e japonês estão na fase final de negociações sobre o fim das tarifas automotivas em um acordo comercial.

A Honda, que aumentou a proporção de produção no exterior para reduzir o risco cambial, planeja aumentar o uso de fábricas no Japão em antecipação a um potencial acordo bilateral sobre tarifas automotivas.

A Honda já decidiu fechar a fábrica no Reino Unido em 2021 em resposta à queda da economia europeia e à saída do Reino Unido da UE.

A tarifa atual sobre veículos japoneses para países da UE é de 7,5%, mas como o Reino Unido decidiu deixar a UE, a taxa aumentaria para 10%, a menos que Tóquio e Londres cheguem a um acordo comercial.

Os governos do Japão e do Reino Unido estão tentando assinar um acordo o mais cedo possível. Se ele for alcançado, a tarifa será reduzida gradativamente para zero até 2026.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Japão quer garantir que todas as crianças estrangeiras tenham oportunidade de receber educação

Governo japonês quer oferecer educação mais inclusiva para as crianças estrangeiras
educação mais inclusiva para as crianças estrangeiras

Como parte das estratégias adotadas nessa terça-feira (23) para promover o ensino da língua japonesa, o governo do Japão planeja melhorar o alcance de crianças estrangeiras para proporcionar-lhes oportunidades de aprendizado.

De acordo com uma pesquisa conduzida no ano passado pelo Ministério da Educação, estima-se que mais de 19 mil crianças estrangeiras em idade escolar do ensino fundamental ou médio no Japão não frequentam nenhum tipo de escola, incluindo escolas internacionais, informou a agência Kyodo.

No Japão, a educação obrigatória abrange nove anos, a partir da primeira série, entre 6 e 15 anos.

Os residentes estrangeiros no Japão não estão sujeitos à educação obrigatória.

Segundo o jornal Japan Times, o governo espera garantir que todas as crianças estrangeiras tenham oportunidades de receber educação na escola.

A política básica para promover o ensino da língua japonesa, endossada em uma reunião do gabinete na terça-feira, diz que é responsabilidade dos governos central e local oferecer educação às crianças estrangeiras no país.

Sob a nova política, os governos locais trabalharão em estreita colaboração com escolas estrangeiras e organizações sem fins lucrativos para avaliar melhor a situação e oferecer aos pais de crianças estrangeiras informações sobre a escola.

A política foi adotada com base na revisão da lei de promoção do ensino da língua japonesa, que entrou em vigor em junho do ano passado, e será revisada a cada cinco anos, se necessário.

O número de estrangeiros no Japão atingiu um recorde de 2,93 milhões no final de 2019, um aumento de 7,4% em relação ao ano anterior, segundo a Agência de Serviços de Imigração.

A primeira pesquisa do ministério realizada sobre a frequência de crianças estrangeiras, realizada em maio e junho do ano passado, encontrou 19.654, ou 15,8%, das crianças estrangeiras que podem não estar frequentando escolas japonesas de ensino fundamental ou médio.

Em meio à crescente demanda por ensino de língua japonesa em casa e no exterior, a política básica reafirma necessidade de criar novas licenças para professores de língua japonesa.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Mais pessoal para atendimento de trabalhadores estrangeiros na rede Hello Work

O governo informou que alocou mais funcionários para atendimento aos trabalhadores estrangeiros para evitar que sejam prejudicados
Hello Work

À medida que aumenta o impacto do novo coronavírus no emprego o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar informou na sexta-feira (10) sobre a alocação de mais pessoal nos escritórios da Hello Work.

Essa medida é para atender os trabalhadores estrangeiros para que não sejam prejudicados diante dessa situação.

Mas também atenderá os empregadores para consultas.

Independentemente da nacionalidade do trabalhador, se a empresa ordenar licença essa deve ser remunerada, usando o subsídio oferecido pelo governo, constante do pacote de contra medidas à disseminação do novo coronavírus. Se essa informação não for suficientemente repassada há risco de injustiça em relação aos trabalhadores estrangeiros.

Para evitar isso, o ministério decidiu alocar mais 40 consultores para atendimento aos trabalhadores estrangeiros e seus empregadores, principalmente nas agências Hello Work das áreas onde há muitos trabalhadores estrangeiros.

Além disso se apressa para publicação de informações em sua página web, inclusive em outros idiomas.

O governo destinou 370 milhões de ienes como verba suplementar do orçamento para esse fim.

 “Mesmo que a empresa esteja passando por dificuldades administrativas não é permitido que coloque o trabalhador estrangeiro em desvantagem em relação ao colega japonês. Portanto, no caso de dificuldade financeira consulte o órgão”, informou o ministério para os empregadores.
Fonte: Portal Mie com NHK

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Sharp produzirá máscaras em grande escala

A fabricante de eletrônicos produzirá 150 mil unidades por dia após pedido do governo
Sharp

A fabricante de eletrônicos Sharp começará a produzir máscaras cirúrgicas em março, tornando-se a primeira empresa nacional fora da indústria da saúde a fazer isso em resposta a um pedido do governo para aumentar a produção.

A produção deve começar em meados de março, com uma capacidade diária de 150 mil máscaras, soube o jornal Nikkei na sexta-feira (28).

A Sharp espera que suas máscaras cheguem às prateleiras até o fim do mês, visto que o país enfrenta um amplo surto de coronavírus que levou o governo a criar uma reserva nacional do produto.

A Foxconn Technology Group, parente taiwanesa da Sharp, criou sua própria linha de produção de máscaras em um campus de fabricação em Shenzhen que abastecerá sua armada de trabalhadores. A maior montadora de iPhones do mundo, que comercializa como Hon Hai Precision Industry, planejava produzir 2 milhões de máscaras por dia até o fim de fevereiro.

Máscaras estão em falta enquanto as infecções pelo novo coronavírus se propagam e consumidores fazem de tudo para se proteger. A China fornecia 70% das máscaras vendidas no Japão, mas esses envios em sua maioria foram interrompidos devido ao surto severo dentro do país.

A Sharp planeja usar espaços limpos (clean rooms) em uma fábrica na província de Mie, originalmente projetados para produzir telas de cristal líquido. A empresa começará com três linhas de produção, mas planeja expandir para 10 a fim de produzir 500 mil máscaras por dia.

O primeiro-ministro Shinzo Abe pediu a empresas que aumentassem a produção de máscaras, enquanto seu governo separou 10.3 bilhões de ienes (US$94 milhões) para combater o vírus.

O secretário-chefe do Gabinete Yoshihide Suga, porta-voz do governo, se comprometeu a aumentar a capacidade de produção doméstica para 600 milhões de máscaras por mês até março.

A Sharp deve receber um subsídio de 30 milhões de ienes para seus esforços.

Consagradas fabricantes japonesas de máscaras, lideradas pela Unicharm, produziram 20 milhões de unidades por semana antes do surto de coronavírus. A produção parece ter saltado para cerca de 100 milhões de unidades por semana combinada sob esforços de emergência.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Shiseido faz 8 mil funcionários ficarem em casa em meio ao surto de coronavírus

Empresas tomam suas próprias precauções já que as regras do governo falham em oferecer clareza
Shiseido

A fabricante de cosméticos Shiseido está barrando a vinda de aproximadamente 8 mil funcionários ao trabalho por mais de 1 semana em meio a preocupações com o surto de coronavírus, juntando-se a uma crescente lista de empresas tomando medidas de precaução enquanto o número de casos de infecções sobe acentuadamente.

Cerca de 30% da mão de obra japonesa da Shiseido, incluindo o presidente e outros executivos, mas não operários e pessoal de vendas, ficarão fora do escritório de 26 de fevereiro a 06 de março, e potencialmente um tempo mais longo se necessário.

Reuniões podem ser realizadas via teleconferência. Anteriormente, a companhia havia encorajado os funcionários ao trabalho home office, mas a nova diretriz potencialmente torna isso obrigatório.

Enquanto as preocupações crescem em relação a um surto que já chegou a 160 casos, que não inclui aqueles do navio de cruzeiro atracado em Yokohama, o governo japonês definiu políticas básicas na terça-feira (25) para lidar com o vírus.

Entretanto, o documento é resumido em relação a especificações, fornecendo pouca ajuda a negócios e governos locais que agora fazem de tudo para responder.

As diretrizes não fornecem instruções sobre o que as companhias deveriam fazer se um funcionário estiver com o vírus, por exemplo.

Medidas de prevenção tomadas por outras empresas
A agência de propaganda Dentsu disse na terça-feira que todos os seus cerca de 5 mil funcionários de sua sede em Tóquio trabalharão em esquema home office com início em 26 de fevereiro, após um trabalhador testar positivo para o vírus. Reuniões presenciais poderão ser realizadas para assuntos urgentes se todas as partes concordarem

A NTT Data fez cerca de 700 funcionários de um prédio a mudarem para trabalho a distância após um trabalhador de uma companhia parceira ser infectado.

As diretrizes pedem às companhias que encorajem os funcionários com “febre ou outros sintomas de gripe” que tirem folga e evitem sair.

A Royal Holdings, operadora da rede de restaurantes Royal Host, elaborou um fluxograma para determinar se funcionários deveriam ficar em casa. O pessoal da área administrativa é encorajado a escalonar seus turnos ou trabalhar de casa, e a companhia diz que intensificou medidas preventivas em seus restaurantes também.

Políticas do governo sobre a realização de eventos públicos são similarmente vagas, pedindo às companhias e oficiais locais que reconsiderem se um evento é necessário à luz do risco de propagação do vírus. Negócios não dispostos a colocar pessoas em risco estão cada vez mais cancelando eventos por medida de segurança.

O parque de diversões Yomiuri Land está funcionando com precauções extras, como instalar estações para desinfetar as mãos em todo o parque e deixar funcionários em casa se tiverem febre.

Entretanto, “é difícil dizer se isso é ou não suficiente”, disse um representante.

O lado médico
No lado médico, muitos leitos em instalações que podem lidar com doenças infecciosas estão tomados por evacuados do navio de cruzeiro Diamond Princess, o qual teve cerca de 700 casos confirmados de coronavírus.

As diretrizes do governo direcionam hospitais em áreas com grandes surtos que deem prioridade ao tratamento de internados para pacientes severamente doentes enquanto enviam pessoas com casos mais amenos para se recuperarem em casa.

Essas diretrizes deixam governos locais enfrentarem as difíceis tarefas de aliviar as preocupações daqueles que foram rejeitados por hospitais e descobrir como continuar a cuidar de pacientes com doenças não relacionadas ao coronavírus.

A transmissão de pessoa para pessoa do vírus no Japão começou a ter um grande impacto na vida local, incitando hospitais a suspenderem tratamento ambulatorial, escolas a fecharem e instalações de cuidados aos idosos suspenderem os serviços.

A imprecisão das diretrizes do governo central “forçarão governos locais a tomarem sérias decisões”, disse um oficial de um município na província de Chiba.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Salário mínimo deve passar de ¥1.000 em Tóquio e Kanagawa

O valor da média nacional vai aumentar de ¥874 para ¥901 por hora
Salário mínimo no Japão

Membros de um conselho do Ministério do Trabalho do Japão concluíram nesta quarta-feira (31) que o aumento do salário mínimo deste ano deve ser de ¥27, elevando a média nacional de ¥874 para ¥901 por hora, informou a emissora NHK.

No Japão, cada província tem um salário mínimo (saitei chingin / 最低賃金) diferente por causa do custo de vida e de outros fatores. Nenhum empregador pode pagar aos funcionários menos que os valores definidos em cada localidade.

Com o aumento, Tóquio e Kanagawa terão salários mínimos de ¥1.013 e ¥1.011, respectivamente. É o maior reajuste no país desde que o governo passou a definir os valores por hora trabalhada, em 2002.

A intenção do governo japonês é elevar a média nacional para mais de ¥1.000 o mais rápido possível. Nos últimos três anos, a margem de reajuste foi de aproximadamente 3%.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Japão pedirá às empresas para manter funcionários trabalhando até os 70 anos

Trata-se de uma medida para lidar com a escassez de mão de obra
 empresas no Japão

O governo japonês informou na quarta-feira que vai pedir às empresas para manter funcionários trabalhando até os 70 anos, como parte das medidas para lidar com uma grave escassez de mão de obra em meio ao rápido envelhecimento da população.

Segundo a agência de notícias Kyodo, o governo do primeiro-ministro Shinzo Abe também planeja pedir às empresas que forneçam apoio aos funcionários aposentados para encontrar novos empregos, montar seus próprios negócios ou trabalhar como colaboradores.

Muitas empresas no Japão definiram a idade de 60 anos para a aposentadoria, mas os funcionários têm permissão legal para trabalhar até os 65 anos se desejarem e os empregadores são obrigados a recontratá-los.

"É necessário fornecer uma variedade de opções para utilizar os experientes trabalhadores idosos", disse Abe em uma reunião para discutir as futuras políticas de crescimento.

O governo planeja apresentar um projeto de lei ao Parlamento no próximo ano para revisar as leis relacionadas, disse Abe, mas não haverá penalidades neste estágio se as empresas não cumprirem as medidas.

Garantir uma força de trabalho adequada também é importante para obter fundos para atender aos crescentes custos de seguridade social de uma sociedade que está envelhecendo.

Uma em cada três pessoas no Japão deverá ter 65 anos ou mais em 2025, mostraram dados do governo.

O Japão já introduziu uma série de medidas para compensar o déficit de mão de obra, como atrair mais estrangeiros e promover a participação das mulheres no mercado de trabalho.

Ainda assim, a previsão é de que o país enfrente uma escassez de 6,44 milhões de trabalhadores em 2030, de acordo com uma estimativa da Persol Research and Consulting e da Universidade Chuo.

Entre os 66,64 milhões de trabalhadores com mais de 15 anos no ano passado, 8,62 milhões, ou 13%, tinham 65 anos ou mais, segundo o governo.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Novos trabalhadores estrangeiros virão de 8 países e precisarão fazer teste de idioma japonês

Sete dos oito países são Vietnã, China, Filipinas, Indonésia, Tailândia, Mianmar e Camboja
Novos trabalhadores estrangeiros

O governo japonês decidiu realizar testes de idioma japonês para novos trabalhadores estrangeiros de oito países asiáticos que entrarão no Japão a partir de abril de 2019, como parte de uma nova política trabalhista, informou o jornal Mainichi nesta quarta-feira (12), citando fontes ligadas ao governo.

A aprovação no teste será um requisito para que os estrangeiros possam trabalhar no Japão sob dois novos status de residência, estabelecidos para aliviar a grave escassez de mão de obra.

Sete dos oito países são Vietnã, China, Filipinas, Indonésia, Tailândia, Mianmar e Camboja. O oitavo país ainda está em negociações com o governo japonês.

O Japão pretende assinar acordos com os governos desses países para que as informações sobre agenciadores mal-intencionados possam ser compartilhadas.

Muitos agenciadores que atuaram no programa de estágio do governo abusaram dos estrangeiros, forçando-os a pagar uma grande quantia de depósito para obter uma vaga.

O governo pretende montar um plano de apoio abrangente aos trabalhadores estrangeiros até o final de dezembro.

O pacote incluiria medidas para facilitar aos estrangeiros a abertura de contas bancárias no Japão, para que eles possam verificar o pagamento de seus salários por conta própria. Isso se deve à exigência do governo de que os empregadores paguem aos estrangeiros salários equivalentes aos dos trabalhadores japoneses.

No caso dos estagiários técnicos, eles não podem abrir contas bancárias e muitos recebem o pagamento em dinheiro.

O plano também prevê o estabelecimento de cerca de 100 centros de consulta em todas as 47 províncias do país para ajudar os trabalhadores estrangeiros a resolver problemas do cotidiano.

O projeto de revisão da Lei de Controle de Imigração e Reconhecimento de Refugiados, aprovado no Parlamento no último sábado, define dois novos vistos: um status de residência de categoria 1, para trabalhadores sem qualificação, com estadia máxima de cinco anos, e um status de categoria 2 para pessoas com especialização profissional e direito de ficar por longo tempo no país.

Na categoria 1, os estrangeiros não poderão trazer familiares. Já na categoria 2, o Japão permitirá a vinda de cônjuges e filhos dos trabalhadores.

A lei limita a entrada de até 345 mil trabalhadores estrangeiros em cinco anos, a partir de abril do ano que vem.

Os 14 setores aptos a aceitar mais trabalhadores estrangeiros incluem cuidados a idosos, limpeza predial, agricultura, pesca, fabricação de alimentos, trabalho em restaurantes, produção de maquinário industrial, construção civil, construção naval, manutenção de automóveis e hotelaria.
Fonte: Alternativa