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sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Salário médio do Japão em julho fica em ¥272 mil; horas extras têm leve aumento

Os pagamentos reais ajustados pela inflação, que são um indicador do poder de compra dos consumidores, caíram 2,5%

salário médio do Japão
O salário real no Japão caiu pelo 16º mês consecutivo em julho, de acordo com dados do governo divulgados nesta sexta-feira (8), uma vez que os pagamentos não acompanharam o aumento dos preços.

A média salarial ficou em ¥272.120. As horas extras tiveram um pequeno aumento de 0,5%, para ¥19.054.

Os mercados financeiros globais monitoram de perto as tendências salariais na terceira maior economia do mundo, pois o Banco do Japão considera os aumentos salariais sustentáveis essenciais para decidir como retirar seu estímulo monetário ultra frouxo.

Os salários reais ajustados pela inflação, que são um indicador do poder de compra dos consumidores, caíram 2,5% em julho em relação ao ano anterior, após uma queda de 1,6% em junho. O índice de preços ao consumidor usado para calcular os salários reais permaneceu estável em 3,9%.

Os trabalhadores das principais empresas japonesas viram um aumento de quase 4% nos salários este ano, de acordo com uma pesquisa da Keidanren, a federação empresarial japonesa.

O primeiro-ministro Fumio Kishida intensificou os esforços para incentivar as empresas a aumentar os salários e disse que o governo se apressaria para elaborar novas medidas de estímulo para amortecer o impacto econômico da inflação crescente.

Dados separados mostraram que os gastos das famílias japonesas em julho tiveram a maior queda em quase dois anos e meio, caindo 5,0% em relação ao ano anterior.

O número de trabalhadores em julho aumentou 1,9% em relação ao ano anterior, com acréscimo de 1,2% entre os funcionários em geral e 3,2% entre os funcionários em tempo parcial.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Salários caem pelo 5º mês consecutivo no Japão e gastos aumentam para famílias

Os gastos das famílias subiram 5,1% em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, mostraram dados do governo

salários do Japão
Os salários reais do Japão caíram em agosto pelo quinto mês consecutivo, mostraram dados do governo nesta sexta-feira (7), com a queda do iene elevando os preços ao consumidor no ritmo mais rápido em oito anos, superando o modesto crescimento salarial.

Enquanto o Banco do Japão (BOJ) mantém uma flexibilização monetária maciça, os formuladores de políticas estão pedindo às empresas que aumentem os salários. O governo quer assim iniciar um ciclo de crescimento sustentável de ganhos mais altos e maiores gastos de consumidores e empresas, enquanto alivia o impacto da inflação que vem sendo amplificada pela desvalorização do iene.

Os salários reais ajustados pela inflação caíram 1,7% em agosto em relação ao ano anterior, mostraram dados do Ministério do Trabalho, após uma queda revisada de 1,8% no mês anterior.

O índice de preços ao consumidor (IPC) usado pelo ministério para calcular os salários reais, que inclui os preços dos alimentos frescos, mas exclui o aluguel equivalente dos proprietários, aumentou 3,5% ao ano.

Esse foi o mais rápido desde os 3,9% registrados em setembro de 2014 e superou um aumento de 1,7% no total nominal de ganhos em dinheiro após um ganho revisado de 1,3% em julho.

O pagamento de horas extras, um importante indicador da força da atividade corporativa, aumentou 4,3% em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, o menor ganho em cinco meses.

Os pagamentos especiais, que incluem os bônus sazonais discricionários que as empresas tendem a reduzir quando enfrentam ventos contrários, subiram 0,7% em agosto, após um aumento de 1,6% no mês anterior.

Gastos
As famílias no Japão tiveram de gastar mais no mês de agosto em comparação com o mesmo período do ano anterior. A economia japonesa segue se recuperando das restrições da Covid-19, mas o aumento dos preços está obscurecendo as perspectivas de ganhos adicionais.

Os gastos das famílias subiram 5,1% em agosto em relação ao ano anterior, mostraram dados do governo. A leitura ficou abaixo da estimativa mediana dos economistas para um ganho de 6,7% e seguiu um aumento de 3,4% em julho.

Embora haja sinais claros de que a atividade está se recuperando lentamente, os ganhos do mês passado podem ter sido exagerados pela comparação com agosto de 2021, quando o país lutava contra o ressurgimento de casos da COVID.

Em uma base mensal com ajuste sazonal, os gastos das famílias caíram 1,7% em agosto, acima da queda de 1,4% em julho. Foi uma surpresa negativa, já que os economistas previam um crescimento mensal de 0,2% para agosto.

Com a inflação ainda acelerando e a queda do iene diante do dólar e com expectativa de esfriar os gastos do consumidor, economistas consultados pela Reuters reduziram suas projeções de crescimento para a terceira maior economia do mundo.

O primeiro-ministro Fumio Kishida prometeu compilar um novo pacote de estímulo até o final de outubro, que provavelmente incluirá esquemas de subsídios para contas de serviços públicos e gás apoiados por pelo menos US$ 100 bilhões em gastos fiscais.

Enquanto isso, o governo deve aliviar as restrições de controle de fronteira a partir de segunda-feira (10), em um esforço para atrair turistas estrangeiros com o iene fraco, oferecendo esperança para o setor de serviços já combalido.
Fonte: Alternativa com Reuters 

terça-feira, 8 de março de 2022

Salários reais no Japão em janeiro registram primeiro aumento em 5 meses, cita relatório

O relatório salarial oferece algum alívio para o governo do primeiro-ministro Fumio Kishida

Salários no Japão
Os salários reais do Japão subiram pela primeira vez em cinco meses, disse o governo nesta terça-feira (8), beneficiando-se em grande parte de uma mudança na forma como a inflação foi calculada na pesquisa do Ministério do Trabalho em relação ao mês anterior.

O relatório salarial oferece algum alívio para o governo do primeiro-ministro Fumio Kishida após um aumento acentuado nos custos globais de energia e um recente aumento nas infecções por coronavírus, que prejudicaram as atividades corporativas e de consumo no país.

“Acho que ainda não podemos dizer que os salários voltaram aos níveis anteriores ao coronavírus”, disse um funcionário do Ministério do Trabalho, acrescentando que o pagamento de horas extras levaria mais tempo para se recuperar dos declínios observados desde o início da pandemia, há dois anos.

Os salários reais ajustados pela inflação, um importante indicador do poder de compra das famílias, subiram 0,4% em janeiro em relação ao ano anterior, o primeiro aumento em cinco meses, mostraram dados do Ministério do Trabalho.

A leitura deveu-se principalmente a uma mudança na forma como o ano base contra o qual o índice de preços ao consumidor que o Ministério do Trabalho usa para calcular os salários reais foi estimado, disse o funcionário, o que levou a pressões de preços mais baixas sobre os salários reais.

O lucro total nominal em dinheiro subiu 0,9% em janeiro, voltando ao crescimento após cair 0,4% revisado no mês anterior. O pagamento regular subiu 0,6%, mostraram os dados.

O pagamento de horas extras, um barômetro da força da atividade corporativa, subiu 4,4% em janeiro em relação ao mesmo período do ano anterior, um aumento pelo décimo mês consecutivo.

Os pagamentos especiais, que incluem os bônus discricionários de inverno, que as empresas cortam quando enfrentam ventos contrários, saltaram 7,6% em janeiro após uma queda revisada de 1,1% em dezembro, também elevando os salários nominais.
Fonte: Alternativa com Reuters 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Estado de emergência por Covid-19 poderá afetar economia do Japão

O estado de emergência deve reduzir trilhões de ienes em consumo privado. Economistas preveem que a economia voltará a contrair

estado de emergência
Um estado de emergência de um mês planejado pelo governo japonês para conter um ressurgimento de infecções por coronavírus deve reduzir trilhões de ienes em consumo privado, com alguns economistas prevendo que a economia voltará a contrair.

Impactos econômicos esperados de um estado de emergência em Tóquio e três províncias vizinhas, o qual o governo do primeiro-ministro Yoshihide Suga está considerando declarar na quinta-feira (7), provavelmente serão menores do que aqueles vistos após a primeira declaração de emergência em abril de 2020 na capital e seis estados.

A declaração então foi posteriormente expandida para a nação inteira e suspensa completamente no fim de maio. Restrições esperadas desta vez, embora não legalmente obrigatórias e limitadas à área de Tóquio, ainda poderiam prejudicar uma parte significante, senão tudo, de crescimento anteriormente previsto no trimestre janeiro a março, disseram economistas.

Uma desaceleração econômica na capital poderia ter um efeito oscilatório, e há até a possibilidade de que o planejado estado de emergência seja expandido, disseram.

“A situação está ficando pior, e se as áreas e o período de declaração forem estendidos, a porcentagem do PIB (Produto Interno Bruto) no atual trimestre poderia ser de dois dígitos”, disse Shinichiro Kobayashi, economista sênior no Mitsubishi UFJ Research and Consulting Co.

“Nesse caso, as repercussões se materializariam não somente na forma de quedas de consumo, mas falências corporativas e aumento de desemprego”, disse Kobayashi. “Isso significa que a economia do Japão poderia cair em um ciclo vicioso de deterioração no emprego e níveis de renda”.

Kobayashi havia previsto no mês passado uma contração anualizada real de 0,5% na economia do Japão no primeiro trimestre de 2021 devido ao ressurgimento do vírus.

Com o primeiro estado de emergência levando as pessoas a evitarem saídas desnecessárias e um grande número de empresas a reduzirem horas de funcionamento, o PIB do Japão contraiu anualizados 29,2% no período de abril a junho ante o trimestre anterior.

Como as atividades econômicas reiniciaram gradualmente após o estado de emergência ter sido encerrado completamente, a economia mostrou uma recuperação acentuada no trimestre seguinte, crescendo anualizados 22,9%.

De acordo com a média prevista por 35 economistas entrevistados em dezembro pelo Centro do Japão para Pesquisa Econômica, a economia estava projetada para crescer 1,31% anualizado no período de janeiro a março após um aumento de 3,44% no trimestre até dezembro.

Takahide Kiuchi, economista executivo no Instituto de Pesquisa Nomura, disse que cerca de 4,89 trilhões de ienes (US$47,5 bilhões) de consumo doméstico devem desaparecer devido à declaração de estado de emergência para a área de Tóquio, reduzindo o PIB anual da nação em 0,88 ponto percentual.

A estimativa é baseada no pressuposto de que 55,8% do consumo privado do país não é de natureza essencial ou urgente como mostrado pelos dados do governo de gastos de famílias, disse Kiuchi.

Embora o gasto privado que foi projetado a ser perdido seria menor do que o prejuízo estimado de 10,7 trilhões de ienes em abril passado e 11,2 trilhões de ienes no mês seguinte, Kiuchi disse que o planejado estado de emergência poderia ser expandido a nível nacional em estágios, reduzindo 14 trilhões de ienes de consumo por mês, ou diminuindo o PIB anual em 2,53 pontos percentuais.

Hideo Kumano, economista chefe no Dai-Ichi Life Research Institute, prevê que o impacto econômico esperado seja de 2,8 trilhões de ienes, assumindo que as restrições durem por 50 dias, quase o mesmo da primeira declaração de emergência.

“Mesmo que a área alvo seja limitada a apenas Tóquio e seus arredores, atividades econômicas em áreas diferentes interagem e quase todas as outras regiões no Japão serão afetadas”, disse Kumano.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Bounenkai: 87% das empresas no Japão pretendem cancelar festas de fim de ano devido ao coronavírus

Pesquisa da Tokyo Shoko Research ouviu cerca de 10 mil empresas

bounenkai
Quase 90% das empresas japonesas planejam cancelar as festas de fim de ano e de ano novo para evitar a disseminação da Covid-19, mostrou uma pesquisa nesta quinta-feira (19), ressaltando a dor que a pandemia de coronavírus está causando em uma economia já fraca.

As festas de confraternização de fim de ano e de ano novo (bounenkai e shinnenkai), com muita bebida alcoólica, são uma tradição na cultura corporativa japonesa, fazendo de dezembro e janeiro uma alta temporada para restaurantes.

Não esse ano. Com números recordes de Covid-19 relatados em todo o Japão, o primeiro-ministro Yoshihide Suga disse que o governo estava procurando endurecer as diretrizes sobre comer fora, o que afetaria bares e restaurantes já prejudicados pela queda nas vendas devido às políticas de distanciamento social.

Em uma pesquisa com cerca de 10 mil empresas, 87,8% disseram que não planejam realizar festas de fim de ano ou de ano novo, de acordo com o centro de estudos privado Tokyo Shoko Research.

Em Tóquio, 90,2% das empresas planejam renunciar à realização dessas festas, mostrou a pesquisa.

“Enquanto o governo continua com campanhas para revitalizar o consumo, as empresas parecem estar se concentrando em evitar que seus funcionários sejam infectados”, disse a Tokyo Shoko Research em um relatório.

Alguns analistas atribuem o ressurgimento das infecções à campanha do governo para descontos em viagens domésticas (Go To Travel) e jantares fora (Go To Eat), que visa apoiar as indústrias de turismo e restaurantes em dificuldades.

“Mais uma vez, peço aos cidadãos que fiquem atentos ao tomar precauções básicas”, disse Suga a repórteres nesta quinta-feira, enfatizando o risco de infecções, especialmente em restaurantes.

“Pedimos que as pessoas participem de jantares de forma calma, sem falar muito alto e tirando a máscara somente na hora de comer. Vou fazer o mesmo a partir de hoje”, acrescentou.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Japão planeja aumentar ajuda a empresas afetadas por pandemia

“É importante agir com rapidez”, disse o primeiro-ministro Shinzo Abe
primeiro-ministro Shinzo Abe

O Japão tomará medidas de estímulo adicionais “rapidamente” para combater as consequências da pandemia de coronavírus, disse o primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, sinalizando prontidão para compilar um segundo orçamento suplementar.

O novo pacote de medidas visa amortecer o golpe para a terceira maior economia do mundo, que está à beira de uma profunda recessão em meio à queda na demanda global e a um estado de emergência local que foi prorrogado até o final de maio.

Abe disse que o governo considerará medidas adicionais, como ajuda a empresas que estão lutando para pagar aluguel, apoio a estudantes que perderam empregos de meio período e mais subsídios a empresas afetadas pela queda nas vendas.

“Se decidirmos que medidas adicionais são necessárias, tomaremos medidas ousadas e oportunas”, disse Abe ao Parlamento na segunda-feira, quando perguntado por um parlamentar da oposição se o governo irá compilar um segundo orçamento extra para financiar as medidas adicionais.

“É importante agir com rapidez”, disse ele, acrescentando que o governo está pronto para compilar o segundo Orçamento extra a tempo de ser aprovado.

Abe se recusou a dizer qual poderia ser o tamanho dos gastos, dizendo que a decisão dependerá de quantas províncias serão capazes de suspender as medidas de emergência agora aplicadas em todo o país.

Ao prorrogar as medidas até o final de maio, o governo disse que reavaliará a situação em 14 de maio e possivelmente as flexibilizará mais cedo para algumas prefeituras.

“Faremos o possível para ajudar as empresas a sustentar seus negócios e proteger empregos”, disse Abe, acrescentando que o governo “agirá rapidamente”, levando em consideração as propostas feitas pelos parlamentares do governo e da oposição.

O Japão compilou um pacote de estímulo econômico recorde de 1,1 trilhão de dólares em abril, focado em pagamentos em dinheiro a famílias e empréstimos a pequenas empresas afetadas pela pandemia.
Fonte: Alternativa com Reuters

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Sharp produzirá máscaras em grande escala

A fabricante de eletrônicos produzirá 150 mil unidades por dia após pedido do governo
Sharp

A fabricante de eletrônicos Sharp começará a produzir máscaras cirúrgicas em março, tornando-se a primeira empresa nacional fora da indústria da saúde a fazer isso em resposta a um pedido do governo para aumentar a produção.

A produção deve começar em meados de março, com uma capacidade diária de 150 mil máscaras, soube o jornal Nikkei na sexta-feira (28).

A Sharp espera que suas máscaras cheguem às prateleiras até o fim do mês, visto que o país enfrenta um amplo surto de coronavírus que levou o governo a criar uma reserva nacional do produto.

A Foxconn Technology Group, parente taiwanesa da Sharp, criou sua própria linha de produção de máscaras em um campus de fabricação em Shenzhen que abastecerá sua armada de trabalhadores. A maior montadora de iPhones do mundo, que comercializa como Hon Hai Precision Industry, planejava produzir 2 milhões de máscaras por dia até o fim de fevereiro.

Máscaras estão em falta enquanto as infecções pelo novo coronavírus se propagam e consumidores fazem de tudo para se proteger. A China fornecia 70% das máscaras vendidas no Japão, mas esses envios em sua maioria foram interrompidos devido ao surto severo dentro do país.

A Sharp planeja usar espaços limpos (clean rooms) em uma fábrica na província de Mie, originalmente projetados para produzir telas de cristal líquido. A empresa começará com três linhas de produção, mas planeja expandir para 10 a fim de produzir 500 mil máscaras por dia.

O primeiro-ministro Shinzo Abe pediu a empresas que aumentassem a produção de máscaras, enquanto seu governo separou 10.3 bilhões de ienes (US$94 milhões) para combater o vírus.

O secretário-chefe do Gabinete Yoshihide Suga, porta-voz do governo, se comprometeu a aumentar a capacidade de produção doméstica para 600 milhões de máscaras por mês até março.

A Sharp deve receber um subsídio de 30 milhões de ienes para seus esforços.

Consagradas fabricantes japonesas de máscaras, lideradas pela Unicharm, produziram 20 milhões de unidades por semana antes do surto de coronavírus. A produção parece ter saltado para cerca de 100 milhões de unidades por semana combinada sob esforços de emergência.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei