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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Japão melhora avaliação da economia em setembro

O motivo da melhora é o aumento dos gastos de capital

Pedestres atravessam a rua no distrito comercial de Ginza, em Tóquio, no Japão: governo vê a economia forte o suficiente para lidar com o aumento planejado do imposto sobre vendasO governo do Japão melhorou sua avaliação da economia em setembro pela sétima vez neste ano devido ao aumento dos gastos de capital, em outro sinal de que as políticas do primeiro-ministro Shinzo Abe estão impulsionando o crescimento.

A melhora no relatório mensal econômico sugere que o governo vê a economia forte o suficiente para lidar com o aumento planejado do imposto sobre vendas, embora tenha moderado sua visão sobre os gastos do consumidor e as exportações.

Sobre a deflação, a visão do governo ficou inalterada ante agosto, afirmando que o Japão está se aproximando do fim da deflação uma vez que os preços ao consumidor excluindo alimentos frescos e energia estão se firmando.

"A economia japonesa está no caminho da recuperação a um ritmo moderado", disse o governo em seu relatório para setembro, oferecendo uma visão mais otimista do que no mês passado, quando disse que havia algumas movimentações no caminho da recuperação sustentada.
Fonte: Exame com Reuters

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ministro espera recuperação do Japão até fim do ano

Kaoru Yosano mantém otimismo de que economia do país irá se recuperar.
Ele declarou esperar que o impacto do desastre seja de curto prazo.
O ministro da Economia do Japão, Kaoru Yosano, manteve nesta quarta-feira (13) o otimismo de que a economia japonesa irá se recuperar até o fim do ano.

"Embora a economia japonesa estivesse se recuperando, ela mostrou fraqueza recentemente devido à influência do grande terremoto no Japão", afirmou o Escritório do Gabinete em seu relatório econômico mensal para abril, marcando o primeiro rebaixamento de sua avaliação econômica em seis meses.

No entanto, Yosano declarou que espera que o impacto do desastre seja de curto prazo. "Muitos economistas veem uma recuperação da economia no final do ano", disse Yosano em entrevista à imprensa. "Espero que seja o caso", completou, acrescentando que o maior risco que a economia enfrenta é a falta de energia.

Embora Yosano tenha dito que a cadeia de abastecimento será restaurada provavelmente em poucos meses, e que a reconstrução das áreas devastadas pelo terremoto levará vários anos, ele não soube dizer quanto tempo o efeito da crise nuclear vai durar. "Eu não consigo calcular o problema da usina nuclear", disse ele.
Fonte: Agência Estado com informações da Dow Jones.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Falta de soldadores faz empresa de Ipojuca buscar dekasseguis no Japão

Estaleiro faz campanha e anúncio em jornais para contratar 1.200 pessoas.
Oportunidades de emprego atraem executivos de outros estados.

Manuela Thiba, descendente de japoneses nascida em Bragança Paulista (SP), pode dizer que foi bem sucedida durante os 6 anos em que morou e trabalhou na cidade de Toyohashi, na região central do Japão.

Lá, ela aprendeu a profissão de soldadora e alcançou todas as certificações possíveis para uma profissão, que, em média, paga salários mais altos do que a maioria dos serviços executados por brasileiros que moram naquele país.

Andréia e Manuela: valorizadas em época de mão-de-obra escassa.

"Eu enfrentava preconceito por ser mulher. Quando fui me habilitar para uma das certificações nem havia a opção de colocar 'mulher' na ficha de inscrição. Tiveram que fazer uma outra ficha para mim", diz ela, que atuou na solda de navios e pontes durante 5 anos.

Mas foi uma proposta para trabalhar em Ipojuca, no litoral de Pernambuco, que despertou nela o desejo de voltar para o Brasil. "No Japão, cheguei no nível máximo que poderia chegar. Dali pra frente seria muito difícil por ser mulher e estrangeira", conta Manuela.

Ipojuca foi um dos destaques na geração de vagas de emprego formais em 2010, segundo dados do Ministério do Trabalho. Em dezembro, a cidade criou 1.376 vagas com carteira assinada, o que a deixou em terceiro lugar no ranking. Em todo o ano passado, foram 16.413 vagas, levando Ipojuca ao 19º lugar na lista do ministério.

A vinda definitiva de Manuela ocorreu depois que ela participou de processo seletivo organizado no Japão Estaleiro Atlântico Sul (EAS), empresa instalada no Complexo Portuário Industrial de Suape e que tem como acionistas os grupos Camargo Corrêa e Queiroz Galvão.

Manu, apelido pelo qual é chamada pelos colegas e que estampa o uniforme que ela usa em seu expediente diário nas soldas dos navios, foi 1 dos 135 soldadores dekasseguis que foram contratados desde o segundo semestre de 2009. No ano passado, a empresa enviou uma gerente de recursos humanos ao Japão com uma missão: voltar com soldadores especializados e experientes na bagagem.

A necessidade de contratar mão de obra experiente fora do Brasil se deve ao curto prazo para atender às encomendas de navios e do casco da plataforma P-55, da Petrobras. O João Cândido, primeiro navio fabricado pelo estaleiro, deve ser entregue em março para a Transpetro, braço logístico da Petrobras.

A escassez de profissionais qualificados é uma das principais dificuldades enfrentadas atualmente em Ipojuca e toda a região de Suape (veja mais no vídeo acima), que luta para transformar trabalhadores canavieiros em operários tecnicamente capacitados - consequência do crescimento acelerado da economia da região, que também resultou em falta de moradias.

 

Soldadores trabalham em navio em Suape: estaleiro faz campanha para encontrar qualificados.

O paulista Euclides Minoru Yamaoka, 41 anos e pai de três filhos, foi o primeiro dessa leva a chegar a Suape, em agosto de 2009, depois de 19 anos de imersão na cultura e na rotina profissional japonesas. O recomeço no Brasil, recorda, foi cheio de estranhamentos e adaptações. "O japonês é muito técnico, detalhista. Brasileiro é mais indisciplinado", analisa.

O retorno foi motivado principalmente pela preocupação com o futuro, que o fez aceitar a proposta de emprego mesmo por um salário menor - em Ipojuca, o salário médio de um soldador é entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil.

"Lá eu ganhava a hora trabalhada. O que me preocupava era aposentadoria, apesar de estar pagando o INSS aqui. Quem vive com INSS? O que iria fazer quando não conseguisse mais trabalhar?" Hoje, diz que seus filhos e a esposa já se habituaram ao clima e idioma. "Eles gostam mais daqui do que de lá", conta.

Campanha em outros estados
Para sanar as persistentes dificuldades de contratação em 2011, o estaleiro adotou nova estratégia. Desde 2 de janeiro, colocou anúncios em jornais de Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas, Pará e Bahia. O objetivo, desta vez, é contratar 1.200 funcionários entre soldadores, montadores, engenheiros, projetistas e supervisores de produção. Atualmente, o EAS tem 4700 empregados.

Na tentativa de "roubar" empregados de outros centros para atuar em Suape, o estaleiro investe em benefícios e facilidades de transferência, como auxílio moradia, ajuda de custo para a mudança e chance de entrevista de emprego para familiares.

Trabalho e qualidade de vida
A oferta de trabalho abundante é chamariz também para profissionais especializados que ocupam cargos de gerência e chefia, como Paulo Ferreira, 56 anos, de São José do Rio Preto (SP). Ao longo da carreira ele já morou em grandes centros, mas optou pela região de Ipojuca em busca de mais qualidade de vida e, principalmente, porque queria morar perto da praia.

O trabalho, no entanto, pesa na decisão: ele é gerente comercial da argentina Impsa Winds, fabricante de geradores de energia eólica que investiu US$ 25 milhões em Suape em 2007.

"Aqui amanhece muito cedo e eu consigo ir à praia todos os dias", comemora. "Pernambuco tem alguns problemas de infraestrutura e serviços, mas a comida é ótima".

Em vez de morar em Recife, como fazem muitos dos executivos que vêm das grandes metrópoles para trabalhar em Suape, optou pela vida de balneário: mora em Enseada dos Corais, uma das faixas litorâneas de Cabo de Santo Agostinho, cidade vizinha de Ipojuca.

O contador Elder de Souza, 38 anos, saiu de Campinas há um ano para ser gerente financeiro da mesma empresa. Desde então mora em Recife, onde a esposa acaba de abrir um consultório odontológico, e diz que a atual rotina é mais agitada.

"Recife tem um ritmo mais intenso do que a maioria das cidades do interior de São Paulo. No acesso a Suape, por exemplo, eu perco mais tempo no trânsito do que perdia em Campinas", diz Elder, que, no entanto, está satisfeito com a adaptação da família e as perspectivas de crescimento. "A região está crescendo muito. Há espaço para bons profissionais".
Fonte: G1 (Ipojuca - PE) por Ligia Guimarães

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Líderes de organizações empresarias estão otimistas com 2011

Eles acreditam que o país se recuperará este ano impulsionado pela melhora na economia mundial
Líderes de três principais organizações empresariais japonesas acreditam que a economia nacional se recuperará em 2011 e que a economia mundial se estabilizará, informou o jornal Nihon Keizai.
As afirmações foram feitas na quarta-feira (5) durante encontro com o primeiro-ministro Naoto Kan em um hotel em Tóquio. O encontro reuniu o governo e os principais executivos do setor privado japonês a fim de comemorar o início do novo ano.
O presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Japão, Tadashi Okamura, disse que as economias dos EUA e dos países emergentes se recuperarão e se expandirão, o que vai ajudar o Japão a partir de abril.
Masamitsu Sakurai, presidente da Associação Japonesa de Executivos de Empresas, tem opinião parecida. Para ele, a economia entrará numa fase de reajuste no primeiro e segundo trimestres do ano fiscal de 2011, e começará a crescer no terceiro trimestre.
O presidente da Federação das Organizações Econômicas do Japão (Keidanren), Hiromasa Yonekura, também se mostrou otimista sobre as perspectivas futuras do país, mas se disse preocupado com a persistente alta do iene.
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dilma quer intensificar parcerias com países do extremo Oriente na área de tecnologia

As trocas na área de alta tecnologia com o Japão e com a Coreia do Sul deram a tônica dos encontros mantidos no domingo (02/01) da presidenta Dilma Rousseff com o primeiro-ministro coreano, Kim Hwang-Sik e com o ex-primeiro ministro do Japão, Taro Aso. De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, Dilma tratou com o primeiro-ministro da Coreia sobre a cooperação na área de energia nuclear, petróleo e construção naval.
De acordo com o ministro, Hwang-Sik também manifestou desejo de firmar acordos com o Brasil. “Foi um debate substantivo em que se falou de parceria estratégica em áreas de alta tecnologia. Há desejo mútuo de intensificar a cooperação na área de energia nuclear, petróleo e construção naval”, disse o chanceler brasileiro que acompanhou a presidenta nas conversas.
Com a Coreia do Sul, o Brasil também quer equilibrar sua balança comercial. “Vamos examinar uma forma de equilibrar o comércio. Hoje temos um deficit com a Coreia do Sul e eles chegaram a falar na hipótese de um acordo comercial entre a Coreia e o Mercosul”.
No primeiro semestre de 2010, as exportações brasileiras para a Coreia foram de US$ 2,17 bilhões e as importações chegaram a US$ 5,61 bilhões. A ideia de uma acordo comercial com os países do Mercosul já foi defendido, em setembro de 2010, pelo vice-ministro do Ministério da Economia do Conhecimento da Coreia do Sul, Kyungsik Kim.
A presidenta também conversou, tanto com o ex-primeiro ministro do Japão, quanto com o primeiro ministro da Coreia, sobre o trem de alta velocidade.
Dilma e Taro Aso se conhecem há mais de cinco anos, desde que a então ministra Chefe da Casa Civil esteve no Japão para celebração dos 100 anos da imigração japonesa. “Dilma agradeceu papel do Taro Aso como presidente do grupo parlamentar nipo-brasileiro e também todo o apoio que ele deu na tramitação no Congresso de um acordo de previdência que beneficia os imigrantes brasileiros no Japão”, disse Patriota.
Após os encontros, Dilma retornou para a Granja do Torto, onde deve morar por mais 15 dias, antes de se mudar para o Palácio da Alvorada. Não há compromissos oficiais previstos para a tarde desse domingo na agenda da presidenta da República.
Fonte: Agência Brasil

domingo, 31 de outubro de 2010

Dekasseguis fincam raízes no Japão

Brasileiros se tornam imigrantes e muitos compraram casas, viraram empresários e só querem voltar ao Brasil para visitar familiaresDenominar como dekasseguis os brasileiros que moram e trabalham no Japão "é uma impropriedade", diz Luiz Augusto de Castro Neves, embaixador do Brasil em Tóquio. O diplomata tem razão: na última década milhares de brasileiros naquele país assumiram efetivamente a condição de imigrantes.
Deixaram de ser dekasseguis, termo que muitos consideram pejorativo, e não pensam em voltar ao Brasil a não ser em viagem de férias para ver a família.
Mas eles não abrem mão da brasilidade, têm filhos que nasceram no Japão e estudam em escolas japonesas, mas em casa se esforçam para falar português. Quitam religiosamente os impostos locais, têm cobertura de planos de saúde, ocupam emprego estável e têm vida financeira estabilizada. São brasileiros cujo passaporte têm o carimbo de Visto Permanente de Residência e torcem o nariz quando são chamados dekasseguis.
Desde que o Japão abriu as portas aos brasileiros e se tornou intenso o fluxo migratório, foram registradas várias fases. De 80 a 84, ocorreu o retorno ao Japão dos japoneses que tinham vivido décadas como imigrantes no Brasil. Depois, até 89, foi a vez de jovens filhos de japoneses radicados no Brasil sentirem-se atraídos pelas ofertas de emprego e aportarem no país com seus diplomas na bagagem.
Em 92, passaram a desembarcar no Japão famílias inteiras de descendentes japoneses e seus cônjuges, até mesmo com crianças. Já entre 94 a 97, apesar da recessão no país, manteve-se bastante requisitada nas fábricas a mão de obra brasileira - força de trabalho flexível e sujeita a mudanças diante das frequentes oscilações de produção das empresas. E, a partir de 98, registra-se a chegada de brasileiros com menor escolaridade se comparado aos primeiros imigrantes. Muitos, de todas as fases, foram para ficar.
Castro Neves concorda que mudou o perfil da comunidade dekassegui, com grande número de brasileiros cientes da condição de imigrantes - e possuidores de casa própria, o que indica a falta de intenção de regresso ao Brasil. "Respeitamos a opção de cada um e o governo continua prestando toda assistência a estes brasileiros quando eles precisam", observa.
Estabilização. O diplomata acredita que deve se estabilizar o número de 260 mil brasileiros residentes no Japão, por conta de uma situação econômica favorável no Brasil e porque o Japão já não é mais o eldorado antes prometido pelas empreiteiras e agenciadores de mão de obra estrangeira. Ele considera que os brasileiros que ficaram no país e que assumem hoje o status de imigrantes são importante elo entre Brasil e Japão.
"Quando os imigrantes japoneses chegaram ao Brasil revolucionaram a agricultura, e a nossa expectativa é que os imigrantes brasileiros no Japão também deixem sua contribuição neste país", observa.
Castro Neves acredita que os dekasseguis que almejam retorno breve ao Brasil, ou os imigrantes que não pensam em voltar, ainda têm o não domínio da língua japonesa como principal dificuldade no dia a dia. De resto, as autoridades nipônicas têm investido recursos para garantir aos estrangeiros os mesmos direitos assegurados aos japoneses.
O governo brasileiro, por sua vez, tem igualmente lançado mão de iniciativas que beneficiam os imigrantes no Japão, como a Casa do Trabalhador Brasileiro, estabelecida em Hamamatsu no último mês de julho e que serve como posto de orientações trabalhistas a quem pretende voltar ao Brasil ou aos que permanecem no país.
Também em julho, o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, esteve no Japão e assinou acordo previdenciário para que os dekasseguis usem o tempo de serviço no país para o cálculo da aposentadoria. A medida beneficia tanto quem regressa ao Brasil quanto quem pretende ficar no Japão.
Fonte: O Estado de S.Paulo

domingo, 26 de setembro de 2010

Dekasseguis tentam a sorte de novo no Japão

Cerca de 70 mil migrantes voltaram para o Brasil durante a crise, mas o mercado começa a melhorar e abrir oportunidades de trabalho
Com a crise, dois anos atrás, tornaram-se escassas as ofertas de emprego a migrantes brasileiros no Japão, os chamados dekasseguis. Houve queda na produção das indústrias em vários segmentos e por consequência, demissões, redução de salários e de horas-extras. Sem emprego e sem poupança para esperar a volta da estabilidade, muitos decidiram arrumar as malas e fazer o caminho de volta ao Brasil - o que por sua vez abalou o comércio brasileiro estabelecido e setores de prestação de serviços aos migrantes.
Em 2008, o Japão tinha registrados 320 mil brasileiros. Hoje são 250 mil, segundo o Departamento de Imigração local. Transcorridos dois anos desde o abalo econômico americano que chacoalhou o Japão, já se registra aumento na demanda por mão de obra nas fábricas, circula mais dinheiro, e vários segmentos do comércio e prestação de serviços dão sinais de aquecimento.
"Mas é preciso cautela porque muitas indústrias só fazem contratos temporários, de em média 6 meses", diz Romeu Funatsumaru, 37 anos, encarregado de empreiteira que aloca mão de obra de mais de mil migrantes brasileiros.
Ele revela que sobram vagas em determinadas regiões, e que empreiteiras voltaram a arregimentar pessoas no Brasil: "Existem ainda muitos brasileiros desempregados no Japão, na maioria pessoas com residência fixa em determinadas cidades e que não concordam em se mudar para regiões do interior do país, onde predominam vagas disponíveis."
Outra situação, segundo Funatsumaru, é que no pós-crise as indústrias contratantes estão mais exigentes na qualificação de seus operários. Pedem que o migrante domine o idioma japonês, avaliam o comportamento e solicitam habilitação para operar guindastes e empilhadeiras ou que tenham cursos de solda, entre outros. "Existe também no mercado a concorrência de migrantes vindos da China, Indonésia e Filipinas, e que trabalham como estagiários, com contratos cujo salário é menos da metade do recebido pelos brasileiros", explica.
Sem crise. Carlos Kanazawa, 58 anos, é responsável pelo setor de produção de uma fábrica de máquinas de pachinko - equipamento usado em casas de jogos eletrônicos, que se assemelha ao pinbal, com painel com vários pregos, tampa de vidro e mecanismo elétrico. Ele revela que, desde o início da crise, a produção só fez aumentar, e a direção da empresa multiplicou o número de funcionários. "Eram 33 efetivos e agora são 80, além dos contratados através de empreiteiras, que hoje somam 200 operários", afirma. A fábrica emprega 100 brasileiros, além de filipinos, peruanos e bolivianos.
Kanazawa avalia que a indústria cresceu na crise porque os estabelecimentos de jogos de pachinko, clientes da fábrica, passaram a registrar maior movimento de apostadores. "Trata-se de um lazer barato, e apesar das controvérsias quanto a ser ou não um jogo-de-azar, o pachinko é bastante popular entre os japoneses como forma de aliviar o estresse, explica. Para Kanazawa, que vive no Japão há 20 anos, a crise significou aumento de trabalho e de responsabilidades na fábrica - e, claro, teve também sua compensação financeira.
Qualificação. Há consenso que vai demorar ainda bom tempo para a economia nipônica voltar ao que era. Mas a crise deixou lição às comunidades migrantes: é preciso poupar, planejar o futuro, gastar com moderação e estar capacitado para o emprego. Brasileiros que desembarcam hoje no Japão, trazem tal pensamento na bagagem.
É o que garante Erica Terumi Kawanishi, 27 anos. Ela estava no Japão havia cinco anos quando eclodiu a crise. Perdeu o emprego e regressou ao Brasil com o marido com destino a Londrina (PR). Quatro meses atrás fez o caminho inverso, de volta a Okazaki, no Estado de Aichi. O marido de Erica está empregado, mas ela ainda aguarda uma vaga. Enquanto espera, estuda informática e recebe do governo japonês bolsa-estudo de US$ 1.000 por mês (cerca de R$ 1.710) durante o semestre do curso.
Washington Mikuni Dias, 20 anos , é outro operário desempregado há um ano que recebe ajuda financeira do governo para estudar. O rapaz migrou para o Japão com os pais e quatro irmãos quando tinha 8 anos e nunca mais voltou a sua terra, Três Lagoas (MT). Até o ano passado, ele trabalhava em uma empresa de construção civil em Hozumi, Estado de Gifu. Pediu demissão porque o serviço era pesado, recebeu seguro-desemprego por 6 meses e nos últimos 4 meses ocupa diariamente sala de aula em curso profissionalizante. "É a minha oportunidade de aprender uma profissão e trabalhar nela aqui no Japão, ou quando um dia voltar ao Brasil", afirma Dias, aluno em curso de designer gráfico.
Erica e Dias fazem parte de uma turma de 27 brasileiros matriculados em cursos profissionalizantes na Atec - Aichi Technology & Education Center, localizada em Nagoya. O aprendizado têm subsídio do Ministério do Trabalho, por meio das Agências Públicas de Emprego - chamadas Hello Work. Ou seja, o governo paga a escola para aplicar o curso aos desempregados e ainda oferece o incentivo mensal de US$ 1.000, para cada aluno. O governo japonês subsidia hoje em todo o país 1.700 cursos semelhantes aos oferecidos pela Atec, e que beneficiam 33 mil alunos japoneses e estrangeiros. São na maioria trabalhadores desempregados que ainda não obtiveram recolocação.
Fonte: O Estado de S.Paulo

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Japão decide libertar capitão de barco chinês

Promotores do Japão anunciaram nesta sexta-feira que vão libertar o capitão de um barco pesqueiro chinês, acusado de colidir de propósito contra embarcações da guarda costeira japonesa. "Nós decidimos que era inapropriado continuar a investigação e mantermos o suspeito detido mais tempo, considerando o futuro da relação Japão-China", disse um porta-voz da Promotoria de Osaka, em entrevista à imprensa.
O episódio se tornou foco da tensão atual entre os dois países, levando as relações diplomáticas ao pior nível em anos. A China exigia a libertação incondicional do marinheiro e já havia cancelado negociações ministeriais diante do ocorrido. Até aqui, o Japão vinha repetindo que não libertaria o chinês e seguiria os procedimentos normais previstos em sua lei.
O anúncio dos promotores não deixou claro, porém, quando o capitão será libertado. O caso ainda está em andamento, mas parecia bastante improvável que fossem apresentadas acusações formais. O capitão Zhan Zixiong, de 41 anos, foi detido no início de setembro, após a colisão perto de uma cadeia de ilhas no Mar da China Oriental, reivindicadas pelos dois países, mas controladas pelos japoneses. As ilhas, 190 quilômetros a leste de Taiwan, também são reivindicadas por Taiwan. O arquipélago é rico em zonas pesqueiras e se acredita que haja boas reservas de petróleo na área.

Diplomacia e negócios
A tensão deste caso já dava sinais de que poderia afetar a esfera comercial. O ministro de Estado para a Política Econômica e Fiscal do Japão, Banri Kaieda, avaliou que "os riscos eram sérios". "Houve uma desaceleração muito repentina em áreas como comércio com a China e turismo," disse. Em outro caso, autoridades chinesas também investigam quatro empregados da Fujita, uma companhia de construção sediada em Tóquio, por supostamente entrarem em uma área militar da China e filmá-la.
O governo dos Estados Unidos pressionou os dois países a resolver a disputa, tentando se posicionar como ator neutro. Ontem, o presidente Barack Obama se encontrou com o premiê japonês, Naoto Kan, e com o chinês, Wen Jiabao. Funcionários norte-americanos disseram, porém, que o caso não foi mencionado especificamente.
Na terça-feira, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, ameaçou agir caso o capitão chinês não fosse solto, embora não tenha mencionado que medidas tomaria. "O governo japonês teve que equilibrar o estado de ânimo dos japoneses sobre a questão territorial e o de China e Taiwan, para buscar uma situação benéfica para todos, que foi ser ambíguo", avaliou Takehiko Yamamoto, professor de Política Internacional da Universidade Waseda, em Tóquio. Outros setores, incluindo o prefeito de Tóquio, Shintaro Ishihara, disseram que o Japão cedeu à pressão chinesa. "O governo tomou uma decisão muito ruim neste caso", afirmou Ishihara.
Fonte: AE-AP - Agência Estado

terça-feira, 7 de setembro de 2010

BC do Japão não altera política, mas amplia sinal de preocupação com iene

BOJ manteve taxa básica de juros em 0,1%, nível mantido desde dezembro de 2008
O Banco do Japão (BOJ, na sigla em inglês) manteve as condições ultra flexíveis de sua política monetária em reunião encerrada na madrugada desta terça-feira, 7. Mas o Banco Central japonês expressou profunda preocupação em relação à recente apreciação do iene para o maior nível em 15 anos, enfatizando que tomará ações apropriadas e pontuais para proteger a economia dos crescentes riscos negativos.
Contextualizando a decisão do conselho do BC de implementar um afrouxo emergencial em sua política monetária na semana passada, o governador da autoridade monetária, Masaaki Shirakawa, sinalizou que o BC não será forçado a agir por movimentos de curto prazo nos mercados financeiros, mas, ao invés disso, ajustará a política com base em sua avaliação sobre a perspectiva econômica.
Mas, em entrevista coletiva concedida após a votação do BOJ, Masaaki esclareceu que a despeito da nova postura mais resistente do BOJ, não vai fechar os olhos para a apreciação da moeda japonesa e alertou para os perigos que a valorização da divisa gera para a economia local, que depende fortemente de exportações.
"Nós estamos conscientes de que os exportadores japoneses têm sido afetados, significativamente, pelo vigor do iene", disse Shirakawa, acrescentando que o BOJ está "observando com cuidado" o impacto do iene forte na economia japonesa.
Ele enfatizou que o BC vai ponderar as opções políticas possíveis, incluindo os méritos e deméritos, enquanto levará em consideração os desdobramentos da economia, do mercado financeiro e de preços. "Nós sempre estamos considerando várias opções de política possíveis", disse. "Após o estudo dos méritos e deméritos dessas opções, nós implementamos as medidas mais apropriadas. Esta é a nossa postura", completou.
Em sua decisão anunciada nesta terça, o BOJ disse que "examinará cuidadosamente a perspectiva para a atividade econômica e preços e, se julgar necessário, adotará medidas no momento preciso e apropriado".
Para Mari Iwashita, economista da Nikko Cordial Securities, o acréscimo de uma linha sobre potenciais ações futuras no comunicado divulgado simultaneamente à decisão da taxa de juros pelo BOJ "aparentemente torna mais provável a aplicação de medidas de afrouxamento à frente". Essa percepção derrubou o juro dos títulos governamentais japoneses.
Após a reunião de dois dias do comitê de política monetária, o BOJ decidiu por unanimidade manter a taxa básica de juros ("overnight call loan rate") em 0,1% - nível em que ela se encontra desde dezembro de 2008.
Na semana passada, esse comitê concordou em afrouxar a política monetária pela adição de 10 trilhões de ienes (US$ 117,98 bilhões) em empréstimos de seis meses para as instituições financeiras, a uma taxa de juros de 0,1%, além dos 20 trilhões de ienes em empréstimos de três meses que já haviam sido oferecidos anteriormente.
O financiamento adicional destina-se a reduzir as taxas de juros interbancárias e, assim, ajudar a parar, ou pelo menos retardar, o recente fluxo pesado de fundos para o iene.
Fonte: Agência Estado

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Fim da crise no Japão motiva permanência de dekasseguis

Fluxo de brasileiros desvalidos no Japão que retornaram ao Brasil à custa de ajuda oficial praticamente estancou
Há 20 anos, descendentes de imigrantes japoneses no Brasil passaram a fazer o caminho inverso de seus antepassados e formaram a primeira turma de dekasseguis brasileiros no Japão.
Em dezembro de 2008, eram 317 mil brasileiros lá; com a crise econômica, essa presença caiu para 267 mil em dezembro de 2009.
Neste ano, a presença brasileira deve retomar seu fôlego. Como prova disso, o fluxo de brasileiros desvalidos no Japão que retornaram ao Brasil à custa de ajuda oficial praticamente estancou.
Em 2010, o governo brasileiro repatriou apenas uma pessoa, em contraste com os 71 repatriados do ano passado. Há ainda a estimativa de que mais 70 viagens de volta foram bancadas no ano passado pelo governo japonês.
A opção de permanecer no Japão se explica mais pela confiança de que dias melhores virão do que pela oferta de trabalho. Estrangeiros que não têm qualificação em áreas especializadas encontram muita dificuldade dentro de uma economia com taxa de 5,3% de desemprego registrada em junho, o pior nível em sete meses.
Segundo o Itamaraty, o Japão tem adotado a política de manter o trabalhador estrangeiro para que não haja falta de mão de obra quando a economia se estabilizar.
"O governo japonês sabe que vai se recuperar, por isso é melhor manter os trabalhadores do que perdê-los e depois, quando o país estiver refeito, ter que chamá-los de volta", afirmou a chefe da Divisão de Assistência Consular do Itamaraty, Maria Luiza Ribeiro Lopes da Silva.
Desde a crise, o governo japonês adotou medidas de apoio nas áreas de trabalho, educação, moradia, como a ajuda no pagamento de contas de luz e de água.
O país anunciou ainda a criação de novos postos de atendimento a desempregados, com intérpretes para quem não fala bem o japonês e apoio à capacitação.
Os brasileiros que vivem no Japão geralmente trabalham na indústria, principalmente a automobilística. Segundo o Japão, há a avaliação do governo de um bom desempenho dos brasileiros, terceiro maior grupo estrangeiro no país. Daí a política de apoio aos dekasseguis.
Fonte: Diário de Marília

sábado, 31 de julho de 2010

Subsídio do governo evita demissão de mais de 1 milhão de trabalhadores

Dinheiro do contribuinte ajuda empresas a manterem os empregos em vários setores da economia
Dois subsídios concedidos pelo governo japonês às empresas em dificuldades financeiras evitaram a demissão de cerca de 1,6 milhão de trabalhadores nos últimos meses. Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social mostrou que milhares de empresas em todo país lançaram mão do Subsídio para Ajuste de Emprego (Koyoo Choosei Jyoseikin) e o Subsídio Emergencial para Estabilidade de Emprego em Pequenas e Médias Empresas (Chuushoo Kigyoo Kinkyuu Koyoo Antei Jyoseikin).
Ambos são dirigidos principalmente a esse tipo de firma, responsável por 98% dos pedidos
de ajuda. As medidas subsidiam o salário dos trabalhadores e fazem parte de um programa do governo que concede ajuda financeira para a manutenção dos postos de trabalho.
Isso evita demissões e férias coletivas não remuneradas, mesmo que haja queda nos lucros ou na produção.
Por província, o subsídio já beneficou mais de 163 mil trabalhadores em Aichi, 16 mil em Osaka, 154 mil em Tokyo, 86 mil em Kanagawa e 75 mil em Shizuoka, dentre outros.
O governo possui outros programas com objetivo de evitar demissões. Até dezembro de 2009, mais de 5,4 mil entidades, NPOs e empresas utilizaram o Fundo Especial para Recuperação do Emprego Regional (Furusato Koyoo Saisei Tokubetsu Kikin), que concedeu quase ¥ 55 milhões, beneficiando mais de 21 mil trabalhadores. Esse programa
emergencial começou a funcionar em 2008 e vai até 2011.
Um dos critérios para seu recebimento é a empresa manter contrato de trabalho de um ano para obter a ajuda de ¥300 mil por trabalhador. Há ainda o Subsídio Especial para Manutenção do Emprego dos Trabalhadores Terceirizados (Haken Roodoosha Koyoo Anteika Tokubetsu Shooreikin). Essa ajuda vai até 31 de março de 2011 e é concedida às empresas de todos os setores, incluido o manufatureiro. A condição é que as empresas com trabalhadores temporários tenham fechado contratos por tempo indeterminado ou por mais de seis meses. O benefício varia de ¥ 100 mil a ¥ 500 mil conforme o período de contratação e o tamanho de empresa.
Outro programa que o governo oferece é o Apoio de Emprego para Estagiários (Jisshuugata Koyoo Shien Jigyoo), que subsidia o salário desse tipo de empregado sem qualificação ou experiência profissional com contrato de seis meses. O valor da ajuda é de ¥ 100 mil por mês. Após esse período, quando a empresa os efetivarem, receberá duas vezes uma ajuda de ¥ 500 mil a cada seis meses chamada de Subsídio para Efetivação no Emprego (Seiki Koyoo Shooreikin).
Existem outros tipos de benefícios especiais concedido às empresas de construção civil.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 22 de julho de 2010

MTE quer regulamentar empresas que enviam trabalhadores ao exterior

Projeto foi encaminhado à Casa Civil para parecer de outros ministérios
O governo brasileiro quer regulamentar as empresas que enviam brasileiros para trabalhar no exterior. A proposta faz parte do documento Política Nacional de Imigração e Proteção ao Trabalhador Migrante, publicado no início de julho pelo CNIg (Conselho Nacional de Imigração), órgão do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
Segundo o presidente do conselho, Paulo Sérgio de Almeida, atualmente o envio de trabalhadores para empreiteiras no exterior não é oficialmente reconhecido como atividade
econômica, apesar de existir há anos. "O que estamos fazendo com essa proposta é reconhecê-lo e pedir que seja regulamentado", diz.
A medida coincide com documento do departamento de Imigração do Japão que pede ao governo japonês fiscalização nas empresas que enviam trabalhadores do exterior para o Japão.
A proposta japonesa faz parte do Plano Básico para o Controle de Imigração, que vai definir as regras para os estrangeiros que querem entrar ou permanecer no Japão.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Toshiba firma acordo com SanDisk para nova fábrica de chips no Japão

SanDisk é maior fabricante de cartões de memória.
Fábrica deve ser concluída no início de 2011.
A Toshiba, maior fabricante japonesa de chips, anunciou nesta quarta-feira (14) um acordo com a SanDisk para operar em parceria sua nova fábrica de dispositivos de memória NAND em Yokkaichi, no Japão.
A SanDisk, maior fabricante mundial de cartões de memória, já atua como parceria da Toshiba nas fábricas existentes. A empresa será responsável por metade do valor investido em equipamentos e terá direito a metade da produção.
Segundo a Toshiba, a construção da nova fábrica, chamada Fab 5, deve ser concluída no início de 2011.
Com a nova unidade, Toshiba e SanDisk esperam aumentar a competitividade para atender a forte demanda por dispositivos de memória NAND usados em aparelhos como smartphones e computadores portáteis.
Fonte: G1 com Reuters

quarta-feira, 7 de julho de 2010

CNIg divulga proposta de política para o trabalhador migrante

Documento propõe a regulamentação dos agenciadores de mão-de-obra no Brasil para o exterior
O CNIg - Conselho Nacional de Imigração - orgão ligado ao ministério do Trabalho e Emprego, lançou proposta para construção de uma política nacional de imigração e de proteção ao trabalhador imigrante.
Com relação aos brasileiros trabalhando no exterior o documento recomenda que as agenciadoras de trabalhadores para fora do País sejam regulamentadas e que as políticas de trabalho e emprego no Brasil contemplem a integração dos brasileiros que voltam do exterior.
O documento está disponível para consulta pública e vai influenciar as decisões do governo sobre as políticas voltadas aos estrangeiros a trabalho no Brasil e aos brasileiros no exterior.
Segundo o documento "A 'Política Nacional de Imigração e Proteção ao Trabalhador Migrante' tem por finalidade estabelecer princípios, diretrizes, estratégias e ações em relação aos fluxos migratórios internacionais, com vistas a orientar as entidades e órgãos brasileiros na atuação vinculada ao fenômeno migratório, a contribuir para a promoção e proteção dos Direitos Humanos dos migrantes e a incrementar os vínculos das migrações com o desenvolvimento."
O documento é fruto de um seminário realizado em agosto de 2008, chamado “Diálogo Tripartite sobre Políticas Públicas de Migração para o Trabalho”, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão subordinado a ONU. O seminário reuniu o governo brasileiro, centrais sindicais, confederações de empregadores, universidades e pesquisadores ligados aos movimentos migratórios de trabalhadores.
Com base no encontro foi produzido o documento “Contribuições para a Construção de Políticas Públicas Voltadas à Migração para o Trabalho”, sendo criado um grupo de trabalho dirigido pelo CNIg para elaborar uma nova política para os trabalhadores migrantes.
Foi esse grupo, sob a direção do presidente do CNIg, Paulo Sergio de Almeida, quem apresentou a atual proposta de política aos trabalhadores estrangeiros para o Brasil.
Antes de sua aprovação, a proposta está sendo colocada para consulta pública aqui. Os brasileiros podem ler, opiniar e sugerir novas idéias.
A mensagem do presidente do CNIg sobre o assunto pode ser lida aqui.
Fonte: IPC Digital

terça-feira, 22 de junho de 2010

Embaixada lança site sobre os eventos em comemoração aos 20 anos dos brasileiros no Japão

Eventos acontecem em Tokyo, Nagoya e Hamamatsu entre os dias 30 de julho e 08 de agostoA embaixada do Brasil em Tokyo lançou um site com informações sobre os eventos que acontecem em comemoração aos 20 anos dos brasileiros no Japão. O site traz com detalhes a agenda de comemorações e atividades.
Em junho de 1990 entrou em vigor a atual lei de imigração, que abriu o mercado de trabalho do país para os descendentes de japoneses, dando início ao movimento dekassegui. Vinte anos depois o governo quer comemorar com a comunidade essa conquista que mudou o rumo das relações entre o Brasil e o Japão.
A data vem sendo lembrada pelo jornal International Press que tem entrevistado brasileiros que acompanharam a emigração. O JPTV também começa uma série em julho.
O nome do evento mudou de "Celebração dos 20 Anos da Emigração Brasileira para o Japão" para "Celebração dos 20 Anos dos Brasileiros no Japão", mas a programação permanece como o planejado.
No dia 30 de julho haverá o "Seminário sobre os 20 Anos de Emigração Brasileira no Japão", no auditório da Universidade das Nações Unidas, em Tokyo.
No dia 31 de julho, inaugura-se a Casa Experimental do Trabalhador Brasileiro, em Hamamatsu (Shizuoka), cujo o edital para a contratação de funcionários temporários já foi divulgado.
Já no dia 1 de agosto, em Nagoya (Aichi), acontece o "Dia dos Brasileiros no Japão".
E de 02 a 08 de agosto, ocorre a "Semana do Trabalhador", com mesas redondas e consultas sobre problemas trabalhistas em várias províncias.
Dois ministros de estado, dois deputados federais e autoridades da comunidade nikkei no Brasil devem vir ao Japão para as comemorações.
O presidente do Conselho Nacional de Imigração - CNIg - Paulo Sergio de Almeida deve chegar ao país nesta semana para ajudar na organização dos eventos.
A primeira-secretária Patricia Barbosa Lima Côrtes, responsável pelo setor de Comunidades, está a frente do projeto.
Para mais detalhes clique aqui.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Toyota ressuscita projeto de abertura de fábrica no Brasil

O projeto foi engavetado em 2008 por causa da crise econômica
A Toyota resolveu levar a frente o projeto de construção de uma segunda fábrica no Brasil, guardado desde 2008 devido a crise econômica, informou um porta-voz da empresa. Segundo ele a Toyota está estudando o melhor momento para abrir mais essa unidade.
O projeto arquivado em 2008 previa a construção de uma fábrica em Sorocaba, no interior paulista, que consumiria investimentos de 600 a 700 milhões de dólares. O empreendimento geraria 2,5 mil empregos diretos e 11 mil indiretos.
A atual unidade da montadora fica em Indaituba (SP) e produz cerca de 80 mil corollas por ano. A futura unidade produziria cerca de 100 mil veículos e poderia começar a funcionar em 2011.
Desde de 2008, o mercado automobilístico brasileiro cresceu 11%, chegando a 2,14 milhões de veículos em 2009, sendo o quinto mercado logo atrás da Alemanha, China, EUA e Japão.
A Fiat, a Volkswagen e a General Motors controlam o mercado brasileiro.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Nova lei de haken aguarda votação no Parlamento

A proposta final da reforma na lei que regula a contratação de terceirizados (haken) está no Parlamento a espera da votação desde março. O plano inicial do governo era votar a lei até o final do primeiro semestre.
Caso aprovada, as empreiteiras, a partir de 2013, terão de garantir o salário dos empregados mesmo quando não há emprego. Mas elas dizem que isso vai tornar a atividade inviável.
A reforma encabeçada pelo PD (Partido Democrata ou Minshutoo), do primeiro-ministro Yukio Hatoyama, proíbe o sistema chamado terceirização por cadastro (tooroku-gata haken), em que os empregados são somente cadastrados pela empreiteira e enviados às fábricas. Quando não há mais trabalho, eles são dispensados e ficam sem salários, como aconteceu vem acontecendo com muitos brasileiros desde o fim de 2008. Para tornar as demissões mais flexíveis, as empresas preferem contratos com prazos curtos ou nem especificam uma data.
Caso o projeto seja aprovado, isso será ilegal no setor industrial a partir de 2013, e as empreiteiras terão de adotar a chamada terceirização regular (Jooyoo-gata haken). Por esse sistema, os trabalhadores não são somente cadastrados, mas contratados por elas. Assim, mesmo que sejam dispensados das linhas de produção, a empresa que os enviou tem a obrigação de garantir um salário, já que são seus funcionários.
O PD negociou um consenso com os membros da coalizão - o PSD (Partido Social-Democrata ou Shamintoo) e o Novo Partido do Povo (Kokumin Shintoo). Eles queriam a inclusão de um item que proíbe as empresas para onde os trabalhadores são enviados de escolhê-los através de entrevistas. O Ministério do Trabalho, Saúde e Bem-estar Social insistia em manter intacto a proposta original elaborada pelo Comitê de Políticas Trabalhistas, um órgão consultor formado por representantes da Nippon Keidanren (Federação de Negócios do Japão) e da Rengo (Confederação Sindical do Japão), mas teve de voltar atrás.
Segundo a proposta, o envio de trabalhadores somente por um dia (hiyatoi haken) fica proibido, com exceção de trabalhadores especializados, como tradutores. O item passa a valer dentro de seis meses a partir da publicação no diário oficial. O tooruku-gata haken continua em outras áreas que não a industrial, mas somente quando há contratos maiores que dois meses.
Outra mudança é a introdução de um item que permite ao trabalhador exigir os mesmos direitos de um empregado efetivo (seishain) quando for enviado para um setor em que é proibida a contratação via empreiteira ou estiver trabalhando sob falso contrato de terceirização. A reforma prevê ainda regulamentar salários e benefícios para criar um maior equilíbrio entre efetivos e terceirizados.
Com exceção do item que proibiu as entrevistas de contratação nas empresas às quais o trabalhador é enviado, os outros itens tinham apoio das grandes empresas, já que a Keidanren participou da elaboração da proposta. Prevendo o endurecimento da reforma trabalhista, setores como o automobilístico e de eletroeletrônicos começaram a evitar a contratação de terceirizados. A Honda, por exemplo, dispensou 4,5 mil trabalhadores de empreiteiras em abril de 2009. O aumento da demanda estava sendo complementado com o apoio de outras filiais e com o aumento das horas-extras de funcionários efetivos.
O problema do aumento de custos com mão-de-obra promete ser maior para as empreiteiras, que terão de se adaptar em três anos, e para as pequenas empresas, que usavam o sistema para flexibilizar a produção e responder aos aumentos e quedas na demanda.
Por outro lado, sindicatos e advogados trabalhistas apontam que há lacunas na proposta. Eles foram os responsáveis por pressionar o PSD para proibir as entrevistas de emprego, mas não tiveram todos os pontos atendidos. O fato da reforma não determinar um prazo para os contratos no sistema joyoo-gata haken e de empreiteiras terem ganhado de três a cinco anos para se adaptarem foram alvos de críticas.
Já o governo comemorou o resultado. "Não significa que tudo está resolvido, mas queríamos garantir uma lei executável através do consenso entre empregados e empregadores. Vamos dar esse primeiro passo, fazer pesquisas sobre a situação depois da lei entrar em vigor e complementá-la no que for insuficiente ou para resolver os pontos problemáticos", disse o ministro do Trabalho, Saúde e Bem-estar Social, Akira Nagatsuma, ao jornal Mainichi.
Fonte: IPC Digital

Evento de 20 anos da emigração brasileira para o Japão terá Semana do Trabalhador

Em comemoração aos 20 anos da mudança na lei que abriu as portas do mercado de trabalho do Japão para os descendentes de imigrantes do país, o governo brasileiro prepara para para o final de julho e início de agosto quatro grandes eventos em Tokyo, Shizuoka e Aichi: um seminário, a Semana do Trabalhador, o escritório Experimental da Casa do Trabalhador e um evento cultural.
A Celebração dos 20 Anos da Emigração Brasileira para o Japão – nome oficial do evento – pretende reunir acadêmicos, empresários, sindicalistas, comerciantes, artistas e autoridades brasileiras e japonesas, com a comunidade.
Em junho de 1990, entrou em vigor a nova Lei de Controle de Entradas e Saídas do País, que permitiu aos descendentes e cônjuges de japoneses receberem visto de trabalho. A alteração nessa lei é considerada o marco inicial do que veio a ser conhecido por "movimento dekassegui".
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Setor manufatureiro tem aumento de salário e horas extras

Foi a primeira alta depois de 22 meses de estagnação e queda
A média salarial e as horas extras subiram 1% em março se comparado ao mesmo período de 2009, informou na segunda-feira (24/05) o ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social.
Segundo reportagem do jornal Asahi, a média salarial mensal no país subiu para 276 mil ienes, a primeira alta depois de 22 meses de queda. O resultado é reflexo do aumento das horas extras no setor manufatureiro.
A média de horas extras em todos os setores marcou aumento de 13,3% ou 10,2 horas mensais. O crescimento vem ocorrendo desde janeiro.
No setor manufatureiro - o primeiro a ser afetado com a crise - as horas extras cresceram 56,1% ou 13,9 horas mensais, a maior alta desde o início da pesquisa em 1990. O valor das horas extras também aumentou 11,7%, totalizando mais de 18 mil ienes.
Outro aumento previsto é o de 11,2% sobre o bônus de verão.
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Como alugar um imóvel e regras de moradia

Fique por dentro dos detalhes e dos costumes usados no país para se alugar um apartamento
Dificuldades para entender os costumes dos procedimentos das imobiliárias no Japão ou mesmo não entender vários itens do contrato de locação do imóvel são fatos que devem deixá-lo perplexo no momento de procurar um imóvel para alugar.
Ou então, problemas acabam surgindo com o proprietário do imóvel ou com a vizinhança, pelo fato de não conhecer as regras do dia-a-dia, mesmo depois de conseguir um imóvel para alugar.
Esse livreto foi elaborado para que você possar entender com mais facilidade sobre como alugar um imóvel e as regras de como morar num imóvel no Japão.
Baixe o livreto, clique aqui.
Fonte: IPC Digital