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sexta-feira, 4 de abril de 2025

Fabricante de autopeças em Aichi faz investimentos para conter tarifas

A empresa está preocupada com o fato de que tarifas podem levar montadoras a mudarem para fornecedores nos EUA

Fabricante de autopeças
A administração de Donald Trump agora começou a cobrar 25% de tarifas em todas as importações de automóveis como programado.

Uma fabricante de autopeças no Japão está recorrendo a novos investimentos para conter o impacto.

A Autec, com sede na província de Aichi, produz componentes de metal usados em motores, sistemas de exaustão e em outros lugares. Eles são usados em muitos carros destinados aos EUA.

A empresa está preocupada com o fato de que tarifas podem levar montadoras a mudarem para fornecedores nos EUA.

No mês passado, a Autec começou a discutir sobre como melhorar sua competitividade para que seus clientes se fixem a ela. A companhia decidiu fazer investimentos em equipamento de produção.

O executivo da Autec, Daisuke Ogawa, disse: “Para montadoras, não é apenas preço, mas também a qualidade que importa. Visamos cortar custos ao melhorar a produtividade enquanto ao mesmo tempo melhoramos a qualidade. Esperamos que isso impeça que as montadoras se voltem para fornecedores americanos em resposta à tarifa de Trump”.

A Autec planeja automatizar suas prensas de metal para melhorar eficiência. Ela também introduzirá um sistema de controle de qualidade que usa inteligência artificial.
Fonte: Portal Mie com NHK

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Empresas estão reiniciando operações em áreas afetadas pelo terremoto

O forte Terremoto da Península de Noto do Ano Reiwa 6 prejudicou redes de fornecimento para autopeças e componentes eletrônicos

Japan Display
O forte terremoto que abalou a província de Ishikawa, central do Japão, no dia de Ano Novo prejudicou redes de fornecimento para autopeças e componentes eletrônicos, dificultando a avaliação do impacto total na economia.

Entretanto, algumas fábricas na região estão reiniciando a produção.

A fabricante de semicondutores de potência, a Kaga Toshiba Electronics, em Ishikawa, retomou a produção na terça-feira (9). A empresa de equipamentos de fabricação de chips Kokusai Electric também reiniciou o tabalho em sua fábrica na província de Toyama, após reparar danos nas instalações.

A Japan Display, fabricante de monitores para carros, diz que está quase concluindo reparos em sua fábrica em Ishikawa e planeja retomar a produção gradualmente.

Enquanto isso, continua incerto quando a produção será retomada em 5 fábricas na província de Ishikawa e Toyama pela subsidiária da grande fabricante de componentes eletrônicos Murata Manufacturing.

O mesmo acontece com a retomada de operações na fábrica da Sharp Display Technology em Ishikawa.

Ambas as empresas estão tentando inspecionar suas instalações e equipamentos urgentemente e confirmar a extensão dos danos.
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Japão oferece ¥46,5 bi para empresa aumentar produção de chips em Hiroshima

O país tem dado incentivos também à TSMC para fabricação de semicondutores no sul

produção de chips
O Japão dará à Micron Technology um subsídio de até 46,5 bilhões de ienes (320 milhões de dólares), disse o Ministério da Indústria nesta sexta-feira (30), para que possa fabricar chips de memória avançados em sua fábrica de Hiroshima, mesmo que a fabricante de chips norte-americana reduza o capital de investimento.

O anúncio, que segue uma visita ao Japão da vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, é o exemplo mais recente da crescente cooperação entre Tóquio e Washington na fabricação de chips em meio à crescente tensão e rivalidade tecnológica com a China.

“A Micron aprecia o apoio do governo japonês e tem orgulho de ser um parceiro global no esforço do Japão para expandir a produção de semicondutores e avançar na inovação”, disse o vice-presidente executivo de operações globais da Micron, Manish Bhatia, em um comunicado à imprensa.

A Micron disse que construirá seus novos chips de memória dinâmica de acesso aleatório (DRAM) 1-Beta na fábrica de Hiroshima.

A fabricante de chips dos EUA cortou na quinta-feira os planos gerais de investimento em 30% em meio a uma queda na demanda por computadores pessoais e smartphones.

"O marco anunciado hoje pelo METI (Ministério da Economia, Comércio e Indústria) e pela Micron simboliza o investimento e a integração de nossas duas economias e cadeias de suprimentos", disse o embaixador dos EUA no Japão, Rahm Emanuel, em comunicado. "E isso só vai acelerar daqui para frente."

O mais recente componente do plano do Japão para aumentar a produção doméstica de chips ocorre depois que o país doou 92,9 bilhões de ienes à empresa norte-americana Western Digital Corp em julho para aumentar a produção de chips de memória flash em uma fábrica japonesa operada com a parceira local Kioxia Holdings, que foi desmembrada da Toshiba Corp. 

A Kioxia disse na sexta-feira que reduziria a produção em duas fábricas no Japão em 30% a partir de outubro para alinhar "a às condições atuais do mercado".

O anúncio sobre o subsídio da Western Digital veio antes de uma viagem aos Estados Unidos do então ministro da indústria Koichi Hagiuda para conversas sobre cooperação de semicondutores que levaram a um acordo para estabelecer um centro de pesquisa conjunto para chips de próxima geração.

No Japão, nesta semana, Harris conversou com chefes de negócios relacionados a semicondutores sobre incentivos disponíveis para fabricantes nos Estados Unidos após a aprovação de uma legislação que fornece US$ 52 bilhões em subsídios.

O Japão também está fornecendo dinheiro para a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co Ltd para construir uma fábrica de chips no Japão, juntamente com a Sony Corp e a fabricante de autopeças Denso Corp.

Outrora o maior centro de produção de semicondutores do mundo, o Japão viu sua participação na produção global diminuir à medida que os fabricantes de chips expandiram a capacidade em outros lugares, particularmente em Taiwan, que fabrica a maioria dos semicondutores avançados do mundo com menos de 10 nanômetros usados em smartphones e outros produtos.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 31 de maio de 2022

Daihatsu também estende paralisação em junho

Outra indústria automobilística anuncia que terá que parar a produção mais dias do que o previsto

Daihatsu
Mais uma montadora japonesa, depois da Toyota, anunciou estender a paralisação programada entre 1.º e 3 de junho, inicialmente. A Daihatsu Motor informou, na segunda-feira (30), que terá que adicionar mais dias à suspensão da produção.

O alvo é a planta de Quioto, situada em Oyamazaki, para a qual foram acrescentados mais 8 dias úteis de suspensão. Assim, o período de paralisação dessa planta será até 10 de maio.

Além dos veículos próprios, fabrica ainda o Passo e Probox da Toyota nessa planta.

Em relação à planta número 2, situada em Ryuo (Shiga), as suspensões continuam conforme o divulgado anteriormente: 4 turnos dos dias 17 e 20 de junho.

A previsão para a planta de Kyushu, situada em Oita, também permanece inalterada, para os dias 3 e 13, nos 4 turnos. 

O motivo é o mesmo, da escassez no fornecimento de autopeças por causa do lockdown em Xangai, China.
Fonte: Portal Mie com Nikkei e Response

sexta-feira, 18 de março de 2022

Toyota anuncia redução da produção e mais paralisações em abril

A Toyota Motor anunciou que reduzirá a produção do plano de abril até junho

Toyota Motor
De acordo com a Toyota Motor, o volume da produção global em abril será reduzido em cerca de 150 mil em relação ao planejado, pela escassez de autopeças causada pela situação apertada da oferta e demanda de semicondutores. Assim, considera fechar o mês com 750 mil unidades produzidas. 

A montadora estima que no período de abril a junho a produção global mensal deverá ficar na casa das 800 mil, almejando 2,8 milhões de unidades de veículos nesse trimestre.

Desde 2021, a Toyota Motor teve uma sequência de revisão dos planos iniciais, o que sobrecarregou os seus fornecedores, reconheceu. No plano da primavera, de abril a junho, a montadora revisou-o de forma a não pesar demais.

“Ainda é difícil olhar para o futuro, meses à frente, pela escassez de semicondutores e por causa da pandemia do coronavírus, por isso o plano poderá ser reduzido”, informou.

A Toyota Motor anunciou paralisação temporária de 7 linhas de 5 plantas domésticas, incluindo a de Tsutsumi, em Aichi, de 1.º a 9 de abril.
Fonte: Portal Mie com Nagoya TV, CTV e Nikkei

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Suzuki: mais um dia de suspensão da operação

A falta de autopeças continua afetando todas as montadoras do Japão

Suzuki
A montadora Suzuki anunciou na terça-feira (16) que adicionará um dia de suspensão da operação em novembro, na planta de Sagara, cidade de Makinohara (Shizuoka).

O motivo é o mesmo das paralisações anteriores, o da falta de fornecimento de autopeças pela epidemia da infecção pelo novo coronavírus no Sudeste Asiático. 

Com essa suspensão adicionada em 19, serão mais dias em novembro, pois paralisou dois dias úteis entre 1.º a 5 e mais 10, parcialmente, entre 8 a 12. Depois, adicionou mais um dia, em 13.

Na planta de Sagara são montados pequenos carros de passageiros completos, como Swift, Solio, XBee e Ignis.

A Suzuki prevê um corte de produção de 641 mil unidades no ano fiscal que termina em março de 2022 devido à escassez de peças.
Fonte: Portal Mie com Sankei Biz e Response

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Montadoras japonesas vão investir pesado em autopeças de fibra de carbono

Objetivo das grandes montadoras é criar um carro mais leve econômico.

General Motors Co. está trabalhando para incorporar partes de fibra de carbono em modelos de carros que tem grande produçãoAs grandes montadoras de carros japoneses vão trabalhar em conjunto com a Universidade de Tóquio, a partir do mês que vem, em um projeto para desenvolver automóveis totalmente construídos por fibras de carbono leve e reforçada.

Graças aos avanços na tecnologia de processamento, os parceiros acreditam que as peças de fibra de carbono para os veículos produzidos em massa poderia ser suprida na segunda metade da década. Já em 2020, eles esperam produzir um veículo 60% mais leve, e altamente seguro.

A fibra de carbono pesa um quarto em relação ao aço, mas é 10 vezes mais resistente. Usando o material de alta tecnologia podem ajudar a melhorar a economia de combustível dos automóveis por mais de 40%. As empresas também vão introduzir nas autopeças, os produtos de fibra de carbono custará pelo menos 10 vezes mais que o aço, o que limita o uso de uma grande proporção de carros de valor alto.

A General Motors Co. está trabalhando para incorporar partes de fibra de carbono em modelos de carros que tem grande produção.

Mitsubishi Rayon Co., Teijin Ltd. , Honda Motor Co., Mitsubishi Motors, Corporation Suzuki Motor Corp e a Universidade de Nagoya também irão participar. O Ministério da Economia, Comércio e Indústria vai apoiar o projeto, fornecendo cerca de 4 bilhões de ienes em subsídios neste ano fiscal e dezenas de bilhões de ienes ao longo de cinco a 10 anos.

A fibra de carbono é difícil de fabricar e processar. A Universidade de Tóquio e os fabricantes de fibra de carbono estão a procura para desenvolver tecnologias básicas para superar esses problemas. Assim fazendo que os custos de peças podem ser comparadas ao mesmo nível que as peças de aço. Aço e alumínio são resistentes ao calor e atrito, tornando-os o ideal para peças como rolamentos e as peças localizadas ao perto do motor.

O projeto irá considerar fatores como aplicações e custos ao mudar para fibra de carbono. Um carro que tenha 30% das peças de aço substituídas por fibra de carbono resultaria em uma redução de peso de 30%. Portanto, para realizar um corte de 60%, os corpos de automóveis e chassis adequados para a fibra de carbono será ainda concebido.

O mercado mundial de fibra de carbono para automóveis totalizaram cerca de 2.000 toneladas em 2011, de acordo com a Toray Empresarial Business Research, que estima que o número vai saltar para dezenas de milhares de toneladas na próxima década.
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Indústrias tomam medidas contra endaka

Montadoras aumentam importação de autopeças para evitar prejuízo
Diante da alta do iene frente ao dólar, que pode prejudicar as exportações do Japão e afetar a débil recuperação econômica, a indústria japonesa adotou medidas emergenciais para diminuir o impacto da cotação.
A Honda, por exemplo, planeja aumentar a importação de peças para motos e carros fabricados no Japão a partir de março do ano que vem a fim de conter o custo de produção, segundo informou o jornal Nihon Keizai. A montadora já vinha elevando a proporção dos componentes importados no modelo compacto Fit, do qual 17% das autopeças vêm do exterior. A meta da Honda é ampliar essa estratégia para outros modelos, incluindo os veículos híbridos, e também para as motos populares de até 125cc.
“(A alta do iene) afeta seriamente os resultados. Encaro esta situação com muita seriedade”, disse Osamu Suzuki, presidente da montadora Suzuki, durante entrevista coletiva para apresentação do novo carro Swift. Esse modelo, que chegará às lojas no Japão no dia 18, será lançado depois também na Europa e nos outros países da Ásia, incluindo Índia.
Na fábrica da Suzuki na Hungria, onde se produzem unidades que serão comercializadas no mercado europeu, a montadora utiliza atualmente 60% a 70% de autopeças feitas por fornecedoras locais. O restante são materiais vindos do Japão. Com a alta do iene, porém, o custo de produção subiu, e a empresa vê necessidade de substituir as peças japonesas pelas locais.
As fabricantes de eletroeletrônicos também adotaram medidas emergenciais para driblar a valorização do iene. A Sony aumentará o preço de alguns modelos de computador da linha Vaio lançados neste verão na Europa. A Seiko Epson planeja encarecer impressoras de jato de tinta no mercado estrangeiro. A Panasonic decidiu transferir parte da produção doméstica de painéis de plasma para a China em breve, segundo o jornal Sankei. A Sharp também pretende ampliar a produção de painéis LCD na China.
As empresas japonesas fazem estimativas de resultados com o dólar cotado entre ¥ 87 e ¥ 90. Mas a moeda norte-americana esteve abaixo desse nível nas últimas semanas, o que poderá resultar em redução de faturamento. Caso a cotação persista no nível de ¥ 85 por dólar durante seis meses, 40% das fabricantes japonesas transferirão as sedes de produção para outros países, segundo levantamento feito pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria. Outros 60% ampliarão a produção no exterior. A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 24 com participação de 200 empresas.
Fonte: IPC Digital