No Japão, a primeira impressão, o currículo, os cumprimentos formais, as normas do “hourenso” e dos “5 S” são importantes
O Centro de Consultas de Trabalho, também conhecido por Young Job Center, em Hamamatsu (Shizuoka) realizou na sexta-feira (21) mais uma edição do Seminário Preparatório para Busca de Emprego.
O Young Job é um órgão da província de Shizuoka que auxilia na recolocação de trabalhadores a um novo emprego, incluindo estrangeiros, readaptando-os à nova realidade econômica. Periodicamente realiza seminários com intérpetres em português, visando preparar os candidatos na busca de trabalho.
O líder dos consultores e palestrante, Tooro Suzuki, informou que na região oeste da província de Shizuoka as ofertas de trabalho estão na proporção de 20 contratados para cada 100 que procuram por uma vaga. Ele falou sobre o mensetsukai (entrevista para emprego) destinado aos estudantes que estão terminando o kooko (colegial) realizado nesta semana no Act City de Hamamatsu.
A maioria das empresas que compareceram com ofertas de trabalho eram do ramo de bem-estar social, como por exemplo, helper. Outras empresas eram do setor de serviços, motoristas, estética, vendas e manutenção elétrica.
As empresas do setor manufatureiro foram poucas. “Conversei com vários diretores e gerentes dessas empresas”, lembra Suzuki, “e me informaram que o estudantes conseguem um emprego, trabalham um período curto e logo pedem demissão. Eles não querem longas jornadas, querem o sábado e o domingo livre, enquanto que nesses dias são mais sobrecarregados e também buscam por melhores salários”.
“Com relação ao comportamento desses jovens”, lembra Suzuki, “eles não sabem cumprimentar direito os superiores e os sempai (veteranos) por isso vou explicar o que vem a ser o hourenso. Não se trata da verdura espinafre”, brinca. “São as iniciais de três palavras, hou (houkoku) relatar, ren (renraku) comunicar, so (soodan) consultar ou discutir. Essas três palavras sintetizam a importância da boa comunicação dentro de um ambiente de trabalho”.
O palestrante também falou sobre a importância dos “5 S”, para mostrar familiaridade com o ambiente de trabalho. Os “S” são as iniciais das palavras em japonês: seiri (ordem), seiton (organização), seiketsu (higiene), seisou (limpeza), shitsuke (disciplina). “Recentemente, começou-se a incluir mais um “s”, de supido, do inglês speed, pedindo mais rapidez no serviço”, lembra Suzuki. “Qualquer ramo de atividade, em fábrica ou escritório, os “5 S” são exigidos atualmente”.
Entrevista de trabalho
O palestrante explicou como preencher um currículo (rirekisho) com os silabários katakana e hiragana. Ele orienta que é preciso ser objetivo e direcionar o currículo para a vaga na qual se candidata, com seus pontos fortes em destaque. Um desses campos é o shiboudouki (motivo que levou a se candidatar ao emprego) com um breve relato do passado profissional, presente e o que espera do futuro. Outro campo importante é o jiko shoukai (auto-apresentação) enfatizando as qualidades, conhecimentos e experiências que interessam à empresa e que possam ser utilizadas na execução do trabalho.
A parte final do seminário foi um treinamento de Entrevista de Trabalho (mensetsu). É importante chegar com cinco minutos de antecedência. Mesmo conhecendo o local ou o prédio, sempre é melhor sair com antecedência suficiente, pois a porta principal pode estar fechada ou em reforma e o candidato precisa dar a volta no prédio. Nessa procura, os cinco minutos passam e ele chega atrasado à entrevista. O palestrante cita exemplos reais de candidatos que chegaram atrasados devido a situações assim.
No Japão existe a expressão Da Ichi Inshou! A primeira impressão, definida em pouco tempo. É difícil mudar essa primeira impressão. Portanto, na hora da entrevista, é preciso cuidar da aparência, das ações e da maneira de manifestar o interesse pelo trabalho. A “tonalidade da voz” (nem fraco nem muito forte, porém, firme) também é muito importante.
Na recepção, tirar o casaco e arrumar os cabelos antes de entrar na sala de entrevista. Cumprimentar com uma reverência suave caso encontrar pessoas no corredor ou elevador. Desligar o celular ou deixar no modo silencioso. Na sala de espera, evitar de fumar, não colocar a bolsa em cima da mesa, não relaxar a postura enquanto espera e não ler revistinhas. Não perturbar os funcionários em trabalho, não se comportar como visita, na hora da saída, confirmar o próximo compromisso (resultado do teste, telefone para contato).
Antes de entrar na sala de entrevista, o candidato deve bater na porta e dizer shitsurei shimasu (desculpa ou com licença) e fazer a reverência inclinando a cabeça. Em seguida caminha até a cadeira e faz a apresentação: Watashi Tanaka to iimasu, yoroshiku onegaishimasu (sou Tanaka, muito prazer). Em seguida, senta-se e tem início a entrevista. A postura correta é não se apoiar no encosto da cadeira, não ficar com as mãos nem as pernas cruzadas. O ideal é ficar com as mãos fechadas próximas aos joelhos, porque quem fica com as mãos abertas, pode demonstrar o nervosismo nos dedos e começa a coçar a cabeça.
Uma pergunta de praxe é quanto ao nível de conhecimento do idioma japonês. Pode responder que conhece o nichijou kaiwa (conversação do dia a dia) e sempre é bom responder da maneira positiva: sukoshi dekimasu, benkyo shite imasu (sei um pouco e estou estudando). Não desviar muito os olhos do entrevistador ao conversar com ele, muito menos ficar olhando para baixo ou para o teto. O aceitável é olhar mais ou menos na região entre a gravata dele, na altura acima dos ombros e abaixo da testa.
Perguntam também sobre o tsuukin houhou (meio de transporte), como virá ao trabalho, se de bicicleta, carro, trem, a pé. “O ideal é não levar mais de uma hora de viagem, no trajeto de casa até o local de trabalho, pois os empregadores acreditam que o caminho é muito longo e pode causar atrasos constantes”, lembra Suzuki.
Ao término da entrevista, levanta-se e se despede agradecendo: kyou wa mensetsu shite itadaki, arigatou gozaimashita (obrigado por hoje pela entrevista de trabalho), faz a reverência e caminha em direção à porta, de onde antes de sair, faz-se a reverência novamente e diz shitsurei shimasu.
Tipos de cumprimento e postura
Reverência suave (eshaku) com 15 graus de inclinação - ao entrar na sala de entrevista deve-se falar shitsurei shimasu (com licença)
Reverência normal (futsurei) com 15 graus de inclinação - usar essa reverência quando for falar o nome na entrevista: kyou, mensetsu ni kimashita, Tanaka desu. Yoroshiku Onegaishimasu. (meu nome é Tanaka, vim fazer a entrevista hoje. Por favor).
Reverência polida (sai keirei) com 15 graus de inclinação – usar essa reverência quando se levantar ao final da entrevista: kyou wa mensetsu wo shite itadaki. Arigatou gozaimashita. (muito obrigado pela entrevista de hoje).
Medidas para uma entrevista bem sucedida
Homem: cabelo bem arrumado; não estar sonolento; fazer bem a barba; não estar com a camisa suja; vestir blazer ou paletó de cores escuras; unhas curtas; sapatos limpos e de cor escura; meias escuras; proibido usar touca ou boné.
Mulher: cabelos presos e sem pinturas extravagantes; vestir blazer ou paletó de modelo simples; não ir perfumada e a maquiagem deve ser discreta; manicure discreta; saia de comprimento adequado; meia-calça de cor natural; não ir de salto alto ou sandália; não cruzar as pernas na hora da entrevista.
Na hora da entrevista
Apresentar-se com aspecto alegre; responder as perguntas com clareza e confiança; conversar olhando para o rosto do entrevistador; cxpressar o quanto você pode contribuir ou corresponder conforme expectativa; não usar palavras negativas
Próximos seminários
Seminário Preparatório para Busca de Emprego
18 de fevereiro de 2011, sexta-feira, 13h30 às 16h30
18 de março de 2011, sexta-feira, 13h30 às 16h30
Seminário sobre Leis Trabalhistas Básicas e Consultoria
14 de março de 2011, segunda-feira, 13h00 às 15h30
Local: Centro de Consultas de Trabalho de Hamamatsu (Hamamatsu Young Job Station)
Endereço: Hamamatsu, Naka-ku, Kajimachi 100-1
Zaza City chuo kan 5° andar (prédio central do Zaza City)
Tel.: 053 – 454 2100 (em português)
Fonte: IPC Digital
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sábado, 22 de janeiro de 2011
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Restrições dificultam concessão de empréstimo pessoal
Novas regras em vigor desde julho atingem somente as companhias de crédito pessoal
Obter empréstimo com companhias de crédito pessoal ficou mais difícil desde julho, quando entrou em vigor a reforma da legislação que regulamenta as atividades dessas empresas. A nova lei estipulou o limite da dívida de até um terço da renda anual da pessoa. A reforma não afetou o financiamento imobiliário nem empréstimos bancários.
As novas regras são aplicadas aos empréstimos concedidos pelas chamadas shoohisha kinyuu, como Acom, Lake e Promise e companhias de crédito. Sob a nova lei, os juros máximos também foram reduzidos de 29,2% a uma taxa que varia entre 15% e 20%.
O objetivo da reforma é aumentar o controle sobre empréstimos concedidos pelas financeiras e companhias de crédito para reduzir número de consumidores endividados.
O problema de dívidas múltiplas surgiu na década de 1980. Naquela época, as financeiras cobravam juros altos de até 109,5% e houve muitos casos de suicídio dos devedores, que recebiam ameaças de cobradores para quitar dívidas. Desde então o governo tomou várias medidas para baixar juros e regulamentar métodos de cobrança, mas nunca adotou mudanças tão drásticas como trouxe a nova lei.
Segundo estimativa feita pelo governo, há 11,7 milhões de consumidores que costumam utilizar recursos emprestados pelas financeiras ou companhias de crédito. Dentre eles, 51% já estariam com dívidas maiores que o limite estipulado pela nova lei, segundo levantamento realizado pela Associação de Serviços Financeiros do Japão (JFSA na sigla em inglês). Isso significa que cerca de 6 milhões de pessoas endividadas não terão direito a novos empréstimos.
Ainda de acordo com a JFSA, quase 50% desses 6 milhões de consumidores dependem dos empréstimos para cobrir gastos diários. Sob a nova lei, estima-se que muitos deles não terão mais a quem recorrer para obter recursos emprestados e vão se ver obrigados a decretar falência pessoal.
A reforma criou restrições também para aqueles que não atingiram o limite. Caso a pessoa tenha mais de ¥ 500 mil emprestados por uma empresa ou mais de ¥ 1 milhão emprestados por diversas companhias, terá de entregar comprovante de pagamento de imposto de renda ou o de salário dos últimos dois meses para solicitar novos empréstimos.
A reforma dificulta também a concessão de empréstimo para donas de casa que não trabalham fora, por exemplo. Sob a legislação anterior, havia muitas mulheres dependentes que ficaram com dívidas múltiplas após obter empréstimos sem o consentimento do marido.
Agora elas precisam entregar o termo de concordância do cônjuge e do comprovante de renda dele ao solicitar empréstimo. Com a legislação mais severa, há temores
de que muitos dos devedores recorram às empresas clandestinas. Para evitar que isso não aconteça, governos locais e grupos civis criaram centros de consulta para oferecer orientações.
Consultas telefônicas sobre empréstimos (somente em japonês)
Shoohisha Hotline (0570) 064-370
Zenkoku Kurejitto Sarakin Higaisha Renraku Kyoogikai (03) 5207-5507
Fonte: IPC Digital
Obter empréstimo com companhias de crédito pessoal ficou mais difícil desde julho, quando entrou em vigor a reforma da legislação que regulamenta as atividades dessas empresas. A nova lei estipulou o limite da dívida de até um terço da renda anual da pessoa. A reforma não afetou o financiamento imobiliário nem empréstimos bancários.
As novas regras são aplicadas aos empréstimos concedidos pelas chamadas shoohisha kinyuu, como Acom, Lake e Promise e companhias de crédito. Sob a nova lei, os juros máximos também foram reduzidos de 29,2% a uma taxa que varia entre 15% e 20%.
O objetivo da reforma é aumentar o controle sobre empréstimos concedidos pelas financeiras e companhias de crédito para reduzir número de consumidores endividados.
O problema de dívidas múltiplas surgiu na década de 1980. Naquela época, as financeiras cobravam juros altos de até 109,5% e houve muitos casos de suicídio dos devedores, que recebiam ameaças de cobradores para quitar dívidas. Desde então o governo tomou várias medidas para baixar juros e regulamentar métodos de cobrança, mas nunca adotou mudanças tão drásticas como trouxe a nova lei.
Segundo estimativa feita pelo governo, há 11,7 milhões de consumidores que costumam utilizar recursos emprestados pelas financeiras ou companhias de crédito. Dentre eles, 51% já estariam com dívidas maiores que o limite estipulado pela nova lei, segundo levantamento realizado pela Associação de Serviços Financeiros do Japão (JFSA na sigla em inglês). Isso significa que cerca de 6 milhões de pessoas endividadas não terão direito a novos empréstimos.
Ainda de acordo com a JFSA, quase 50% desses 6 milhões de consumidores dependem dos empréstimos para cobrir gastos diários. Sob a nova lei, estima-se que muitos deles não terão mais a quem recorrer para obter recursos emprestados e vão se ver obrigados a decretar falência pessoal.
A reforma criou restrições também para aqueles que não atingiram o limite. Caso a pessoa tenha mais de ¥ 500 mil emprestados por uma empresa ou mais de ¥ 1 milhão emprestados por diversas companhias, terá de entregar comprovante de pagamento de imposto de renda ou o de salário dos últimos dois meses para solicitar novos empréstimos.
A reforma dificulta também a concessão de empréstimo para donas de casa que não trabalham fora, por exemplo. Sob a legislação anterior, havia muitas mulheres dependentes que ficaram com dívidas múltiplas após obter empréstimos sem o consentimento do marido.
Agora elas precisam entregar o termo de concordância do cônjuge e do comprovante de renda dele ao solicitar empréstimo. Com a legislação mais severa, há temores
de que muitos dos devedores recorram às empresas clandestinas. Para evitar que isso não aconteça, governos locais e grupos civis criaram centros de consulta para oferecer orientações.
Consultas telefônicas sobre empréstimos (somente em japonês)
Shoohisha Hotline (0570) 064-370
Zenkoku Kurejitto Sarakin Higaisha Renraku Kyoogikai (03) 5207-5507
Fonte: IPC Digital
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Como alugar um imóvel e regras de moradia
Fique por dentro dos detalhes e dos costumes usados no país para se alugar um apartamento
Dificuldades para entender os costumes dos procedimentos das imobiliárias no Japão ou mesmo não entender vários itens do contrato de locação do imóvel são fatos que devem deixá-lo perplexo no momento de procurar um imóvel para alugar.
Ou então, problemas acabam surgindo com o proprietário do imóvel ou com a vizinhança, pelo fato de não conhecer as regras do dia-a-dia, mesmo depois de conseguir um imóvel para alugar.
Esse livreto foi elaborado para que você possar entender com mais facilidade sobre como alugar um imóvel e as regras de como morar num imóvel no Japão.
Baixe o livreto, clique aqui.
Fonte: IPC Digital
Dificuldades para entender os costumes dos procedimentos das imobiliárias no Japão ou mesmo não entender vários itens do contrato de locação do imóvel são fatos que devem deixá-lo perplexo no momento de procurar um imóvel para alugar.
Ou então, problemas acabam surgindo com o proprietário do imóvel ou com a vizinhança, pelo fato de não conhecer as regras do dia-a-dia, mesmo depois de conseguir um imóvel para alugar.
Esse livreto foi elaborado para que você possar entender com mais facilidade sobre como alugar um imóvel e as regras de como morar num imóvel no Japão.
Baixe o livreto, clique aqui.
Fonte: IPC Digital
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