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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Falta de mão de obra estrangeira poderá prejudicar negócios no Japão

Levantamento mostra que 44,6% das empresas já empregam ou consideram contratar profissionais de outros países

trabalhadores estrangeiros
Uma pesquisa com 2.654 empresas de todo o Japão, realizada pela Câmara de Comércio e Indústria do Japão e outras organizações, mostrou que, entre as que já empregam trabalhadores estrangeiros, 65,9% consideram que dificuldades para contratar novos funcionários poderão prejudicar suas atividades.

Necessidade é maior em setores essenciais
O impacto é ainda maior em algumas áreas. Nos setores de enfermagem e cuidados, mais de 90% das empresas que já contam com estrangeiros disseram que uma dificuldade para contratar novos funcionários prejudicaria as atividades. No transporte, o índice passou de 70%, segundo divulgado pela TV Asahi.

A pesquisa também avaliou a posição das empresas sobre a política do governo para a contratação de estrangeiros. No total, 55,6% defenderam a ampliação da entrada de trabalhadores de outros países.

Segundo a Câmara de Comércio e Indústria do Japão, esses profissionais já desempenham um papel importante na manutenção das atividades de muitas empresas, principalmente em setores essenciais, como cuidados e transporte.

Os resultados mostram que a contratação de estrangeiros ganhou importância para negócios que enfrentam dificuldades em encontrar funcionários no mercado de trabalho japonês.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 28 de março de 2025

Aumentos salariais no Japão não são tão animadores quanto parecem, mostra pesquisa

Um instituto revelou que entre mais de 12.000 empresas, apenas 51% aceitaram conceder aumento salarial aos seus trabalhadores

aumento salarial
Embora a Confederação Sindical do Japão, conhecida como Rengo, informe que conquistou os maiores ganhos salariais para os trabalhadores em mais de três décadas por dois anos consecutivos, o cenário das tendências salariais não é tão animador assim, segundo o Shinkin Central Bank Research Institute, publicou a Bloomberg.

A central sindical diz que 66% dos sindicatos que abrange conseguiram bons resultados nas negociações com empregadores, com até 30% obtendo compromissos para aumentos na remuneração geral.

Porém, a pesquisa do Shinkin com 12.817 empresas revelou que apenas 51% se comprometeram com aumentos salariais.

A diferença está na configuração das empresas visadas. Os sindicatos ligados à Rengo negociam com empresas com pelo menos 100 funcionários, enquanto quase todas as empresas pesquisadas pelo Shinkin têm menos de 100 trabalhadores, muitas das quais não têm organizações trabalhistas.

Outro ponto é que quase 70% dos trabalhadores são empregados por pequenas empresas no Japão, que somam quase 5 milhões, em comparação com menos de 66.000 que empregam 100 ou mais pessoas.

Com base no levantamento feito pelo Shinkin, uma grande parte dos trabalhadores no Japão não terá um grande aumento salarial ou não terá qualquer aumento.

O fato é que a realidade dificulta o caminho do banco central japonês, que busca um ciclo econômico virtuoso, no qual os aumentos salariais alimentam os gastos e o crescimento dos preços liderado pela demanda.

A tendência de aumentos salariais é importante nas decisões a serem tomadas pelo BC do Japão.

O chefe do órgão, Kazuo Ueda, comentou no Parlamento na quarta-feira (26), que as tendências de salários e preços parecem estar no caminho certo com base nas últimas negociações salariais e outras audiências, embora a inflação ao consumidor não tenha atingido a meta do banco, que é de 2%. O consumo foi pouco positivo no quarto trimestre de 2024.

Nas contas das empresas, a moeda japonesa sendo negociada a 150 ienes por dólar americano, é uma benção para grandes exportadores, mas é um fardo para as pequenas empresas, que dependem da importação de matérias-primas.

Em geral, trabalhadores de pequenas empresas não têm o benefício de um sindicato, ficando sem poder de barganha. Em termos comparativos, empresas onde o sindicato é atuante concederam aumento salarial médio de 4,5% em 2024, enquanto naquelas sem sindicato o aumento foi de 3,6%, segundo o Ministério do Trabalho.
Fonte: Alternativa 

terça-feira, 26 de março de 2024

Apenas 57% das pequenas transportadoras darão aumento aos seus motoristas de caminhão

O dado foi levantado pela Câmara de Comércio do Japão e contrasta com a realidade de outras empresas

pequenas transportadoras
Enquanto as empresas se preparam para conceder aumentos salariais aos seus funcionários, os maiores em décadas, os trabalhadores do setor de transportes de mercadorias vivem uma situação diferente, publicou a Reuters.

Empresas pequenas de transporte de mercadorias, como a que é dirigida por Ikuko Sakata, sofrem para pagar as contas.

Com sede em Tóquio, a transportadora paga aos cerca de 80 funcionários um salário-mínimo, estimando o salário base em cerca de 280 mil ienes por mês antes das horas extras.

Sakata resume: “Isso é o melhor que podemos fazer.

A situação da empresa de Sakata contrasta com as grandes, como Toyota Motor e Nippon Steel, que garantirão bons aumentos aos seus trabalhadores. 

Os trabalhadores das principais empresas pediram aumentos anuais de 5,85%, ultrapassando a marca dos 5% pela primeira vez em 30 anos, de acordo com o maior agrupamento sindical do Japão, Rengo.

O governo japonês espera que os aumentos salariais sejam concedidos também por pequenas e médias empresas, que representam 99,7% de todas as empresas no país, e cerca de 70% da força de trabalho. 

As negociações salariais para a maior parte das pequenas e médias empresas deverão ser concluídas até ao final de março.

Uma pesquisa da Câmara de Comércio do Japão revelou que entre as pequenas empresas de transportes apenas 57% deverão conceder algum aumento salarial a partir de abril. 

Entre 57%, menos de um terço planeja dar aumento de 3% ou mais. 

O governo tomou medidas para reprimir a subcontratação no setor e lançou políticas para aumentar a taxa de frete padrão e garantir que os trabalhadores sejam compensados por tarefas não relacionadas com a condução, numa tentativa de aumentar os salários da indústria em cerca de 10%.

Porém, como em abril deverá entrar em vigor a lei que limita as horas extras para o setor, pode iniciar uma crise no setor, já que os motoristas que dependem justamente destas horas extras para ganhar um pouco mais do que lhes é pago de salário. 

O diretor de outra empresa pequena, Tetsuyasu Kondo, na província de Akita, disse que precisa repassar os custos crescentes aos clientes para poder pagar salários mais altos aos funcionários. 

Mas pedir para que empresas menores, como a Sakata, paguem mais de salários é o mesmo que lhes propor a perda do negócio. 

Sakata acrescentou: “Tentamos negociar aumentos de preços, mas eles nunca são cumpridos integralmente. Na melhor das hipóteses, é de 50% e, na maioria das vezes, de 20% a 30%.”
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Subsídio do Japão para IA deve compensar escassez de mão de obra

As medidas para endereçar escassez de mão de obra são vitais para permitir que empresas expandam seus negócios e aumentem salários

automação de linha de produção
O Ministério da Economia do Japão elaborou um programa de subsídio para ajudar empresas de pequeno e médio porte a trazerem a bordo inteligência artificial e automação.

O esquema visa compensar a grave escassez de mão de obra que essas empresas enfrentam.

O programa inclui automação de linha de produção, equipamento de controle de qualidade auxiliado por IA, assim como robôs de limpeza e de atendimento ao cliente.

O governo cobrirá 50% do custo do equipamento incluído em uma lista de produtos elegíveis.

Funcionários do ministério dizem que as medidas para endereçar escassez de mão de obra são vitais para permitir que empresas menores expandam seus negócios e aumentem salários. O programa começará neste ano fiscal.

O ministério visa reservar ¥100 bilhões (US$660 milhões) para o subsídio no esboço do orçamento suplementar que deve ser aprovado pelo Gabinete na sexta-feira (10).
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Salários caem pelo 5º mês consecutivo no Japão e gastos aumentam para famílias

Os gastos das famílias subiram 5,1% em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, mostraram dados do governo

salários do Japão
Os salários reais do Japão caíram em agosto pelo quinto mês consecutivo, mostraram dados do governo nesta sexta-feira (7), com a queda do iene elevando os preços ao consumidor no ritmo mais rápido em oito anos, superando o modesto crescimento salarial.

Enquanto o Banco do Japão (BOJ) mantém uma flexibilização monetária maciça, os formuladores de políticas estão pedindo às empresas que aumentem os salários. O governo quer assim iniciar um ciclo de crescimento sustentável de ganhos mais altos e maiores gastos de consumidores e empresas, enquanto alivia o impacto da inflação que vem sendo amplificada pela desvalorização do iene.

Os salários reais ajustados pela inflação caíram 1,7% em agosto em relação ao ano anterior, mostraram dados do Ministério do Trabalho, após uma queda revisada de 1,8% no mês anterior.

O índice de preços ao consumidor (IPC) usado pelo ministério para calcular os salários reais, que inclui os preços dos alimentos frescos, mas exclui o aluguel equivalente dos proprietários, aumentou 3,5% ao ano.

Esse foi o mais rápido desde os 3,9% registrados em setembro de 2014 e superou um aumento de 1,7% no total nominal de ganhos em dinheiro após um ganho revisado de 1,3% em julho.

O pagamento de horas extras, um importante indicador da força da atividade corporativa, aumentou 4,3% em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, o menor ganho em cinco meses.

Os pagamentos especiais, que incluem os bônus sazonais discricionários que as empresas tendem a reduzir quando enfrentam ventos contrários, subiram 0,7% em agosto, após um aumento de 1,6% no mês anterior.

Gastos
As famílias no Japão tiveram de gastar mais no mês de agosto em comparação com o mesmo período do ano anterior. A economia japonesa segue se recuperando das restrições da Covid-19, mas o aumento dos preços está obscurecendo as perspectivas de ganhos adicionais.

Os gastos das famílias subiram 5,1% em agosto em relação ao ano anterior, mostraram dados do governo. A leitura ficou abaixo da estimativa mediana dos economistas para um ganho de 6,7% e seguiu um aumento de 3,4% em julho.

Embora haja sinais claros de que a atividade está se recuperando lentamente, os ganhos do mês passado podem ter sido exagerados pela comparação com agosto de 2021, quando o país lutava contra o ressurgimento de casos da COVID.

Em uma base mensal com ajuste sazonal, os gastos das famílias caíram 1,7% em agosto, acima da queda de 1,4% em julho. Foi uma surpresa negativa, já que os economistas previam um crescimento mensal de 0,2% para agosto.

Com a inflação ainda acelerando e a queda do iene diante do dólar e com expectativa de esfriar os gastos do consumidor, economistas consultados pela Reuters reduziram suas projeções de crescimento para a terceira maior economia do mundo.

O primeiro-ministro Fumio Kishida prometeu compilar um novo pacote de estímulo até o final de outubro, que provavelmente incluirá esquemas de subsídios para contas de serviços públicos e gás apoiados por pelo menos US$ 100 bilhões em gastos fiscais.

Enquanto isso, o governo deve aliviar as restrições de controle de fronteira a partir de segunda-feira (10), em um esforço para atrair turistas estrangeiros com o iene fraco, oferecendo esperança para o setor de serviços já combalido.
Fonte: Alternativa com Reuters 

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Crise sem precedentes no Japão e previsão de alto índice de desemprego

Em abril quase 6 milhões de trabalhadores estiveram afastados de seus postos, colocando-os em situação econômica difícil
Japão

No sábado (30) o Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações divulgou o número de trabalhadores afastados temporariamente pelas empresas, ou em licença.

Somaram 5,97 milhões de pessoas, ou 9% do total de 68 milhões, recorde na história do país. Segundo os jornais, esses trabalhadores estão sofrendo com a queda brusca na renda ou sem rendimento.

Essa situação foi desencadeada pela pandemia do novo coronavírus. Também houve uma queda de trabalhadores não regulares, de 970 mil, em comparação ao mês anterior. Assim, o potencial desemprego está aumentando, pois há grande possibilidade de parte dos trabalhadores em licença se tornarem desempregados.

Crise sem precedentes
É fato que anualmente em abril, por conta do fechamento do ano fiscal em março, as empresas e indústrias reduzem o quadro de funcionários não regulares como arubaitos, part timers e enviados por empreiteiras. Mas os números mostram que este ano, por causa do impacto do efeito coronavírus nas empresas, com piora do faturamento, ocorreu uma inflamação de rompimento de contrato com esses trabalhadores.

Para reduzir os custos fixos as empresas dispensaram seus funcionários em abril. Foram 1,4 milhão de arubaitos e part timers, 110 mil haken, entre outros, incluindo os regulares. Muitos deles trabalham em indústrias ligadas às grandes montadoras de veículos, afetadas pelo coronavírus. Com o estado de emergência o país amargou uma crise sem precedentes.

O número de trabalhadores em licença poderá ser maior do que os registros obtidos nos órgãos oficiais, pois foi baseado naqueles que requisitaram o subsídio do período de folga imposta. Existe a possibilidade de muitos não terem recebido esse subsídio, ficando sem renda, portanto, não entraram no levantamento de dados.

Desempregadas ocultas e pior índice pós-guerra
“Não esperava que o número de trabalhadores em licença aumentasse para esse nível”, disse Taro Saito, diretor de pesquisa econômica do Instituto de Pesquisa NLI. Existem pessoas chamadas de desempregadas ocultas que estão esperando em casa sem procurar emprego, por isso, mesmo que percam o emprego, mas não serão incluídas nas estatísticas. “A deterioração da taxa de desemprego desta vez é pequena, mas é melhor não subestimá-la”, apontou analisando que poderá subir para 4%.

O índice de desemprego em abril foi de 2,6%, o pior desde 2017. Um analista entrevistado pelo Tokyo Shimbun, ex-funcionário do Banco do Japão, aponta que esse índice poderá chegar a 6% em maio. Se isso ocorrer será o pior do pós-guerra.

“O governo deveria se concentrar na rápida implementação de medidas existentes, como subsídios de ajuste de emprego e benefícios sustentáveis”, analisou Saito.
Fonte: Portal Mie com Nikkei, Sankei, Chuo Nippo e Tokyo Shimbun

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Japão planeja aumentar ajuda a empresas afetadas por pandemia

“É importante agir com rapidez”, disse o primeiro-ministro Shinzo Abe
primeiro-ministro Shinzo Abe

O Japão tomará medidas de estímulo adicionais “rapidamente” para combater as consequências da pandemia de coronavírus, disse o primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, sinalizando prontidão para compilar um segundo orçamento suplementar.

O novo pacote de medidas visa amortecer o golpe para a terceira maior economia do mundo, que está à beira de uma profunda recessão em meio à queda na demanda global e a um estado de emergência local que foi prorrogado até o final de maio.

Abe disse que o governo considerará medidas adicionais, como ajuda a empresas que estão lutando para pagar aluguel, apoio a estudantes que perderam empregos de meio período e mais subsídios a empresas afetadas pela queda nas vendas.

“Se decidirmos que medidas adicionais são necessárias, tomaremos medidas ousadas e oportunas”, disse Abe ao Parlamento na segunda-feira, quando perguntado por um parlamentar da oposição se o governo irá compilar um segundo orçamento extra para financiar as medidas adicionais.

“É importante agir com rapidez”, disse ele, acrescentando que o governo está pronto para compilar o segundo Orçamento extra a tempo de ser aprovado.

Abe se recusou a dizer qual poderia ser o tamanho dos gastos, dizendo que a decisão dependerá de quantas províncias serão capazes de suspender as medidas de emergência agora aplicadas em todo o país.

Ao prorrogar as medidas até o final de maio, o governo disse que reavaliará a situação em 14 de maio e possivelmente as flexibilizará mais cedo para algumas prefeituras.

“Faremos o possível para ajudar as empresas a sustentar seus negócios e proteger empregos”, disse Abe, acrescentando que o governo “agirá rapidamente”, levando em consideração as propostas feitas pelos parlamentares do governo e da oposição.

O Japão compilou um pacote de estímulo econômico recorde de 1,1 trilhão de dólares em abril, focado em pagamentos em dinheiro a famílias e empréstimos a pequenas empresas afetadas pela pandemia.
Fonte: Alternativa com Reuters

domingo, 15 de novembro de 2015

Pelo segundo ano seguido, grandes empresas japonesas prevêem lucro recorde

empresas japonesasPara o ano fiscal de 2015, as grandes corporações japoneses, excluindo o setor financeiro, caminham para o segundo ano consecutivo de recorde do lucro combinado, em parte, devido à queda do preço do petróleo, matérias-primas e desvalorização do iene, revelou um levantamento feito pela seguradora SMBC Nikko.

No entanto, a desaceleração da economia da China afetou alguns setores, lançando uma sombra sobre o resultado otimista.

De acordo com estimativas, o lucro líquido combinado do ano fiscal de 2015, que terminará em março, crescerá 15,2% em relação ao ano fiscal de 2015, atingindo ¥23,52 trilhões, cerca de US $192 bilhões. A estimativa foi baseada nos resultados divulgados por 1.222 empresas listadas na bolsa de valores de Tóquio.

Por setor, a indústria têxtil deverá dobrar o lucro líquido em relação ao ano de 2014, com a queda dos preços das matérias-primas. O setor de varejo deverá registrar um aumento de 54,3% no lucro líquido, em meio ao crescente número de turistas estrangeiros que visitaram o Japão em 2015.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Empresas do Japão mostram otimismo: encomendas de máquinas têm a maior alta em 7 anos

emprego-japaoAs encomendas de máquinas e equipamentos para a indústria no Japão teve a maior alta em 7 anos no mês de maio, mostrando um clima de otimismo dos empresários em relação à recuperação econômica do Japão.

Os dados da indústria, revelados hoje (9), e o resultado de uma pesquisa do Banco Central do Japão feira na semana passada, mostram que as corporações japonesas estão começando a acreditar nas medidas implementadas pelo governo do primeiro-ministro Shinzo Abe, que visam provocar um crescimento sustentável da economia.

As encomendas de máquinas e equipamentos para a indústria são vistas como um termômetro da economia.
Fonte: IPC Digital

sábado, 25 de abril de 2015

Aichi: Empresas de pequeno e médio porte consideram aumento salarial

japao-salarioMetade das empresas de pequeno e médio porte de Aichi consideram dar aumento aos seus funcionários, como medida para segurar seus funcionários, já que as grandes e gigantes anunciaram pagar mais.

Essa foi a resposta de uma pesquisa conduzida pelo jornal Chunichi em conjunto com a empresa Doyukai, ambas de Nagoya, na primeira semana de abril e o resultado foi divulgado na sexta-feira (24). Sentindo-se pressionadas a fazer o mesmo, 56% das pequenas e médias vão reajustar os salários, para que seus bons funcionários não sejam tentados à demissão, avaliam.

Porém, o resultado mostra que apenas 24% já decidiu pelo aumento, enquanto 32% tem a intenção. Segundo a Câmara de Comércio e Indústria de Michi, percebe-se que a economia da região Tokai está relativamente melhor, com um resultado que pode ultrapassar a tendência nacional.

Com a escassez da mão de obra nas pequenas e médias empresas, talvez seja essa uma das maneiras de evitar a aposentadoria também. Por outro lado, esse reajuste pode refletir no aumento do custo de vida na região, avalia a matéria. Também há casos de empresas que estão trabalhando com margem apertada e pensam até em rebaixar os salários, como responderam 24%. As indecisas, que não conseguiram se posicionar fazem parte dos 20% das entrevistadas.
Fonte: IPC Digital com Chunichi Shimbun

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Toyota pretende oferecer aumento salarial superior ao do ano passado

toyota-salarioO aumento do salário base dos trabalhadores da Toyota Motor será, possivelmente, maior do que aquele oferecido no ano passado, revelaram fontes às quais teve acesso a agência Kyodo. No ano passado, o aumento do salário base chegou a ¥ 2.700 mensais.

Os sindicatos, porém, solicitam um aumento mensal de ¥ 6.000, o que a Toyota disse ser “impossível”.

A gigante japonesa, que está esperando um lucro recorde para o ano fiscal 2014 (que finaliza em março), anunciou que aceitaria dar uma bonificação equivalente a 6,8 meses de salário, outra demanda apresentada pelos sindicatos.

O governo do Japão já solicitou às empresas que estão participando da reativação econômica, que aumentem os salários para incentivar o consumo.
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Pesquisa mostra que empresas estão otimistas para 2015 apesar de queda nas vendas

Zona industrial de KeihinO plano no primeiro-ministro Shinzo Abe de elevar o imposto sobre o consumo e inundar o mercado com crédito para impulsionar a economia japonesa parece ter falhado, pelo menos por enquanto. Dados revelados recentemente por empresas varejistas, como o Aeon Group, mostra uma forte queda nas vendas desde que o Abenomics foi implantado.

Uma pesquisa divulgada no dia 11 de setembro pelo Ministério das Finanças do Japão revelou que, de modo geral, as empresas estão com a intenção de aderir ao novo modelo econômico e planejam aumentar os investimentos no ano fiscal que começa em Abril de 2015.

As empresas prevêem um aumento de 5,7% nos gastos planejados referentes ao ano fiscal de 2015. Na pesquisa feita em junho, essa mesma previsão era de 4,7%, o que mostra um aumento no otimismo em relação ao próximo ano. A pesquisa foi publicada um dia depois de outro dado importante ser divulgado, que mostra que as encomendas de máquinas para a industria aumentaram pelo segundo mês consecutivo. O aumento das encomendas de novos maquinários é um indicativo de que as empresas planejam produzir mais.
Fonte: IPC Digital  | foto: YFs waiz / Flickr

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pesquisa revela que 71 % das grandes empresas japonesas vão melhorar as receitas dos seus trabalhadores

Melhora percepção da economia do Japão

trabalhadores no Japão71 % das grandes empresas japonesas estão considerando aumentar os rendimentos dos trabalhadores a partir de abril, de acordo com uma pesquisa realizada pela NHK.

Em novembro passado, a taxa foi de 44%. O aumento reflete uma melhora na percepção da comunidade empresarial japonesa sobre a recuperação econômica do país.

78% das empresas pesquisadas dizem que a economia está se recuperando (68% acham que está fazendo moderadamente).

Os 32% está considerando expandir a receita de sua força de trabalho através de incrementos, enquanto 30% avaliaram conceder bônus maiores. Apenas 9% pensa aumentar o salário básico.

Por que não aumentar o salário base? Pela incerteza sobre o futuro da economia e da falta de perspectivas claras para a melhoria dos negócios, de acordo com os entrevistados.

Cerca de 40% dos trabalhadores no Japão não são regulares (o valor inclui trabalhadores de meio período) . Já 26% avaliaram melhorar a sua situação, mas admitem que enxergam que o futuro não é otimista na pesquisa realizada pela NHK.
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Número de trabalhadores não permanentes está aumentando no Japão

As empresas do país estão optando por mão de obra de baixo custo

Número de trabalhadores não permanentes está aumentando no JapãoO governo japonês divulgou na sexta-feira, uma pesquisa realizada recentemente que as empresas do país para cortar mais despesas não estão apostando mais nas contratações de funcionários fixos.

Segundo o resultado publicado pelo jornal Nikkei, os números de trabalhadores não-permanentes está aumentando no Japão, já que as empresas estão optando pelas contratações de baixo custo para compensar a queda da população ativa.

O Ministério do Inquérito às Forças de Trabalho mostrou que a partir de 1 º de outubro de 2012, o número de empregados não regulares, incluindo os trabalhadores a tempo parcial e contratados, subiu em 44 das 47 províncias do Japão desde o último levantamento, em 2007. Empregados em tempo integral só aumentou nas províncias de Tóquio, Chiba, Shiga, e Kumamoto.

Todas as províncias do país registraram aumento no total de trabalhadores aumentou, Okinawa registrou a maior alta com 44,5%, um aumento de 3,8 pontos. Hokkaido, Kyoto e Osaka estavam logo atrás com 42,8%, 41,8% e 41,3%. A província de Fukui mesmo subindo 2,8 pontos desde o último levantamento, marcou a menor taxa de admissão de pessoas, com 32,7%.

Como a taxa de natalidade do país esta diminuinfo e a população continua envelhecendo, o número de pessoas que ocupa a população ativa (15-64 anos), caiu em todas as províncias, exceto Tóquio e Okinawa. Mas a pesquisa também mostra um dado positivio, o emprego para pessoas acima de 65 anos o aumentou em todo o país, com destaque para Kagoshima e Ehime.

"A população trabalhadora tem sido baixa, devido a estagnação econômica", disse um funcionário do ministério, referindo-se aos efeitos da crise econômica global e ao grande terremoto de 2011 que atingiu o nordeste do Japão.

Outro dado que preocupa o governo é o número de desempregados que aumentou em 42 províncias, incluindo Tóquio, Kanagawa e Aichi, entre outros.
Fonte: IPC Digital

terça-feira, 11 de junho de 2013

Empresas japonesas mostram otimismo entre abril e junho

Resultado sugere que a radical política econômica japonesa está impulsionando a moral nas empresas

Fábrica da Nissan Motor em Iwaki, em Fukushima, no Japão: sentimento econômico medido junto às maiores fabricantes do país ficou positivo em 5.0 entre abril e junhoPela primeira vez em três trimestres, as indústrias japonesas reportaram otimismo com suas condições de negócio entre abril e junho, apontou uma pesquisa do governo nesta terça-feira, sugerindo que a radical política econômica japonesa está impulsionando a moral nas empresas.

O sentimento econômico medido junto às maiores fabricantes do país ficou positivo em 5.0 entre abril e junho, contra um resultado negativo em 4.6 entre os meses de janeiro e março, apontou o levantamento conduzido pelo Ministério das Finanças em conjunto com o Instituto de Pesquisa Econômica e Social, um braço do Gabinete executivo.

A expectativa é que o índice suba para 16.6 entre julho e setembro, mostrou a pesquisa. O resultado anterior havia projetado um número positivo em 10.1 para o mesmo período.

As grandes empresas japonesas esperam elevar o gasto de capital em 7,2 por cento no ano fiscal iniciado em abril, contra uma perspectiva de diminuí-lo em 6,5 por cento mostrada na última divulgação do índice, sinalizando que as companhias estão cada vez mais dispostas a aumentar investimentos.

O resultado vem a público antes da aguardada pesquisa "tankan" do sentimento de mercado das empresas, divulgada pelo Banco do Japão em 1o de julho.
Fonte: Exame com Reuters

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Empresas recrutam jovens da comunidade para trabalhar no Japão e no Brasil

Representantes de duas fábricas buscam brasileiros que possam contribuir com os projetos de expansão das indústrias
Voltar ao Brasil com um emprego garantido ou permanecer no Japão com um serviço seguro e estável é o sonho da maioria dos jovens brasileiros que estão se formando no ensino médio. Na tarde de ontem (25), na cidade de Anjo, Aichi, duas empresas japonesas dispostas a investir na contratação de estudantes nikkeis recém-formados apresentaram suas propostas para a platéia composta por mais de 90 alunos do 3º ano e egressos da rede de ensino Escola Alegria de Saber (EAS) das unidades de Hekinan, Hamamatsu, Suzuka, Toyota e Toyohashi.
Ryohei Kise, gerente da Mayekawa M.F.G., empresa da área de refrigeração industrial fundada em 1924, em Tokyo, com representações em mais de 30 países, ofereceu vagas de treinamento para o próximo ano fiscal com início em abril. Os aprovados na avaliação curricular e na entrevista passarão por treinamento na matriz localizada em Moriya, Ibaraki, e serão encaminhados para a filial brasileira de Arujá, São Paulo.
“O Brasil está crescendo economicamente e a Mayekawa para crescer mais neste país precisa de brasileiros que entendam o modo japonês de pensar conhecendo o mercado, a língua e a cultura brasileira”, afirma Kise que morou por 10 anos no país. Ele garantiu que os futuros contratados serão trabalhadores efetivos com a possibilidade de promoção de cargo e citou como exemplo um funcionário de uma das 13 filiais brasileiras que entrou na firma como técnico de segurança no trabalho e se tornou gerente.
Os requisitos para se candidatar a uma das 100 vagas oferecidas é ter boa capacidade de compreensão e comunicação da língua japonesa e disponibilidade para se mudar para o alojamento de Moriya. O treinamento tem duração de dois a três anos.
Outra companhia que proporciona a contratação direta e benefícios iguais aos dos japoneses é a Hirano Vinyl Industry, especializada no estofamento de bancos de automóveis. Para os alunos e participantes da palestra, o presidente Toshinao Hirano, contou que antes de herdar a indústria do pai havia tentado a profissão de jogador de futebol, mas desistiu da idéia depois de seguidas lesões.
Em sua breve carreira teve passagens pelo São Bento de Sorocaba-SP e um estágio no São Paulo Futebol Clube em 1995.
Conforme Hirano, sua empresa conta com funcionários filipinos, peruanos, indonésios, além de brasileiros e japoneses e oferece gratuitamente aulas de japonês e inglês. O perfil de candidato(a) que procura é o de jovens que tenham o nível 3 do exame nihongo nouryoku shiken ou conhecimento equivalente. “Somos uma firma pequena, mas temos planos de ampliação para o exterior e gostaria de contar com jovens empreendedores que pensam coletivamente no crescimento de todos: empresa, cliente e funcionários”, destaca.
Informou também que para se candidatar não há exigências como experiências anteriores e cursos profissionalizantes. “Vocês vão ganhar para aprender de tudo desde a produção, o controle de qualidade, funções administrativas e até línguas estrangeiras”, garante. Em referência ao futebol ressaltou que na sua equipe “não há espaço para funcionários com estilo de Romário e Edmundo que fazem gols, mas faltam aos treinos e são indisciplinados”, aponta o ex-lateral direito que do curto período que permaneceu no tricolor paulista cultiva a amizade com o volante e zagueiro Edmilson.
Kise e Hirano terminaram seus discursos desejando que os estudantes possam trabalhar para construção de laços entre as nações por conhecerem as culturas, os idiomas e as formas de pensamento dos dois países. O diretor da rede EAS Tom Kurahashi conta que o convite de apresentação de trabalho para os formandos surgiu das próprias empresas e acredita que a atividade, considerada comum nas escolas japonesas, foi a primeira a ser realizada em escolas brasileiras.
“Como educadores gostaríamos que eles (alunos) fossem para a universidade, mas sabemos que isso não é possível para todos. Por outro lado eles poderão ser contratados diretamente (seishain) com possibilidade de ascensão na fábrica como os japoneses”, comenta. Brenda Nakamura, 16, do 2º ano do ensino médio saiu satisfeita do evento. “Foi muito bom porque abriu as portas e deu mais opções de escolha para quem está indeciso”, opina.

Egressos
Entre os participantes, alunos formados das turmas de 2006, 2007 e 2008 foram em busca de informações sobre as vagas oferecidas de olho nas chances de empregabilidade. “Se houver possibilidade, quem sabe não é o momento adequado de ir para o Brasil? Mas antes precisamos consultar nossos pais e decidirmos juntos”, pondera Lincoln Okoti, 19. Bruno Kojima, 21, já está com data marcada para retornar e aproveitou o evento para fazer contato com representantes da Mayekawa. “Ao chegar lá vou procurar o departamento de recursos humanos da filial mais próxima de minha cidade”, diz entusiasmado.
Os amigos Luan Suehara e André Sakakibara trabalham e fazem arubaitos, mas gostariam de ter um emprego melhor onde consigam utilizar na prática o que aprenderam nos bancos escolares. “Além disso, não queremos trabalho temporário, queremos algo fixo”, diz Sakibara. Em busca do mesmo objetivo Diego Kian desistiu do serviço para se dedicar somente aos estudos da língua japonesa. “Parei para só estudar por enquanto e tentar algo melhor. Ficar só na fábrica não adianta”, observa.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Empresas contratam mais estrangeiros com qualificação

Enquanto isso recém-formados não conseguem o primeiro emprego
Enquanto os universitários japoneses enfrentam dificuldade para entrar no mercado de trabalho por causa da redução de vagas, grandes empresas do Japão começaram a contratar mais estrangeiros qualificados. O objetivo é aproveitar o potencial deles para buscar oportunidades de crescimento nos mercados emergentes.
A Panasonic, por exemplo, abriu 1.250 vagas para recém-formados neste ano. Desses, 750 foram para empregados estrangeiros nas filiais das empresas do grupo no exterior.
Segundo reportagem publicada pela revista Bungei Shunjuu, a companhia planeja aumentar esse número para 1,1 mil no ano que vem. Haverá ainda 290 vagas para formandos no Japão, que serão abertas também para bolsistas oriundos de outros países.
Para formar futuros líderes entre os funcionários estrangeiros, a empresa começou a trazer uma parte dos profissionais contratados no exterior ao Japão para participarem de programas de estágio.
O aumento de estrangeiros no quadro funcional faz parte do plano de crescimento da empresa no mercado global. Atualmente, as vendas da Panasonic no exterior representam 48% do total de faturamento do grupo. A meta da empresa é elevar essa taxa para 55% até o ano fiscal de 2013, para o qual prevê vendas aproximadas de ¥ 10 trilhões.
Para atingir esse objetivo, a Panasonic quer conquistar os mercados emergentes como China e Índia onde pretende lançar produtos com preços acessíveis voltados às classes médias.
A Mitsubishi Heavy Industries, fabricante japonesa de equipamentos e maquinárias industriais, também planeja contratar mais estrangeiros nas filiais do grupo no exterior. Segundo o jornal Nihon Keizai , até 2014, o total desses funcionários será elevado para 15 mil, cerca de 40% a mais que o número atual. Com mais engenheiros e técnicos locais, a empresa quer aumentar a venda de geradores de energia elétrica e equipamentos de ar-condicionado industrial no exterior.
Por outro lado, a média de vagas abertas anualmente para recém-formados no Japão no período de 2010 a 2014 será reduzida para cerca de 2 mil, 40% a menos que o resultado do ano passado.
Além das fabricantes, empresas do setor de serviço também buscam profissionais estrangeiros no processo de globalização de seus negócios. O grupo Rakuten, dono do maior shopping virtual do Japão, contratou neste ano cerca de 400 recém-formados, entre eles, 17 estrangeiros.
Das 450 a 500 vagas previstas para o ano que vem, o número de estrangeiros será elevado para cerca de 70. Além disso, as filiais do grupo mantidas na China e na Índia contrataram neste ano 15 e 21 engenheiros locais, respectivamente. No ano que vem, a soma de funcionários contratados pelo grupo nos dois países deve subir para 70 a 100.
Em busca de novos mercados, a Rakuten tem plano de expansão internacional. A empresa já lançou sites de comércio online na China, EUA, Indonésia, Taiwan e Tailândia. Os planos da Rakuten envolvem a expansão para 27 diferentes países. O grupo Fast Retailing, dono da rede Uniqlo, é outro exemplo que investe nos estrangeiros. A empresa contratou neste ano 200 recém-formados no Japão e mais 100 em outros países como China e Coreia do Sul. Para o ano que vem, o grupo planeja abrir 600 novas vagas no mundo, sendo a metade para estrangeiros.
Fonte: IPC Digital