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terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Inflação ao consumidor em Tóquio supera meta do BC japonês

Dados mostram que os gastos das famílias em novembro caíram inesperadamente 1,2%

economia do Japão
Os preços ao consumidor na capital do Japão, um dos principais indicadores das tendências nacionais, subiram 4,0% mais rápido do que o esperado em dezembro em comparação com o mesmo período do ano anterior, superando a meta de 2% do banco central pelo sétimo mês consecutivo.

O aumento, que foi o ritmo mais rápido em quatro décadas, provavelmente sustentará as expectativas do mercado de que o Banco do Japão (BOJ) pode eliminar gradualmente seu estímulo massivo ajustando sua política de controle da curva de rendimento.

"Está claro que a inflação do Japão está se recuperando como uma tendência", disse Mari Iwashita, economista-chefe de mercado da Daiwa Securities.

"Em suma, estamos vendo mais dados que darão ao BOJ motivos para eventualmente normalizar a política monetária", disse ela.

O aumento no índice de preços ao consumidor (CPI) de Tóquio, que exclui alimentos frescos, mas inclui combustível, superou a previsão média do mercado de 3,8% e um ganho de 3,6% visto em novembro, mostraram dados do governo na terça-feira.

A última vez que a inflação de Tóquio subiu assim foi em abril de 1982, quando o núcleo do IPC foi de 4,2% maior do que no ano anterior.

O índice CPI de Tóquio, que exclui combustível e alimentos frescos, subiu 2,7% em dezembro em relação ao ano anterior, recuperando-se do ganho anual de 2,5% observado em novembro.

O aumento do Índice de Preços ao Consumidor de Tóquio aumenta a chance de que a inflação ao consumidor em todo o país provavelmente fique acima da meta de 2% do BOJ em dezembro.

O BOJ provavelmente atualizará suas projeções de inflação em uma revisão de taxa na próxima semana, disseram fontes à Reuters, ressaltando sua convicção de que a demanda doméstica robusta manterá a inflação de forma sustentável em torno de sua meta de 2% nos próximos anos.

O governador do BOJ, Haruhiko Kuroda, descartou a chance de um aumento da taxa de juros no curto prazo, considerando que o banco deve continuar apoiando a economia até que a atual inflação de custos se transforme em uma inflação impulsionada pela demanda acompanhada de salários mais altos.

Mas as taxas de juros de longo prazo do Japão subiram desde que o BOJ surpreendeu os mercados no mês passado ao ampliar a faixa em torno de sua meta de rendimento de títulos de 10 anos, um movimento que os investidores viram como um prelúdio para um futuro aumento da taxa.

A intervenção pesada do banco central no mercado não conseguiu corrigir as distorções na curva de rendimentos, dizem os analistas, ressaltando o desafio que enfrenta para mitigar o custo crescente da flexibilização prolongada.

Também há incerteza sobre se as empresas japonesas aumentarão os salários o suficiente para amortecer o impacto do aumento do custo de vida nas famílias.

Os gastos das famílias em novembro caíram inesperadamente 1,2% em relação ao ano anterior, mostraram dados separados do governo na terça-feira, marcando a primeira queda em seis meses em um sinal da fragilidade do consumo privado.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Confiança empresarial melhora novamente, mostra pesquisa do Banco do Japão

O levantamento é feito a cada trimestre

economia do Japão
A confiança entre os principais fabricantes japoneses se recuperou ainda mais após mergulhar no pior nível desde a crise financeira global, mostrou uma pesquisa nesta segunda-feira (14).

A pesquisa de negócios Tankan de dezembro do Banco do Japão - uma pesquisa trimestral com cerca de 10.000 empresas - mostrou uma leitura de menos 10 entre os grandes fabricantes, após registrar menos 27 na pesquisa anterior e menos 34 na pesquisa de junho, publicou a France Presse. 

O valor mais recente em comparação com uma estimativa de consenso de mercado é de menos 15.

O número de junho foi o menor desde junho de 2009, quando choques financeiros em todo o mundo atingiram a terceira maior economia do planeta.

A pesquisa de opinião de negócios de curto prazo relata a diferença entre a porcentagem de empresas que estão otimistas e aquelas que veem as condições como desfavoráveis.

Uma leitura negativa significa que mais empresas são pessimistas do que otimistas. É considerado o indicador mais amplo de como o Japão está se saindo.

A última leitura foi divulgada depois que o governo aprovou na semana passada mais de US$ 700 bilhões em novos estímulos para financiar projetos de medidas anti-coronavírus a tecnologia verde, o terceiro pacote do país neste ano fiscal.

"A forte recuperação no Q4 Tankan (referente à pesquisa trimestral) apoia nossa visão de que a economia do Japão se recuperará relativamente rápido do deslocamento causado pela pandemia", disse Tom Learmouth, economista da Capital Economics em um comentário.

O Japão saiu oficialmente da recessão no mês passado, após três trimestres de contração, mas a terceira maior economia do mundo agora enfrenta um aumento nas infecções por COVID-19, com números recordes de novos casos registrados nas últimas semanas.

A última pesquisa também vem antes da reunião de política monetária de dois dias do Banco do Japão, na quinta-feira, que é amplamente esperada para manter as atuais ferramentas de flexibilização monetária, mas também deve estender suas medidas especiais em resposta à COVID-19.

"Achamos que o BOJ vai explicar que a economia continua a precisar de apoio político, especialmente com a chegada de uma terceira onda de infecções", disseram os economistas do UBS, Masamichi Adachi e Go Kurihara, em um relatório.

A confiança entre as grandes empresas aumentou para menos 5 - contra um consenso de mercado de menos 6 - após a extração de menos 12 em setembro.

Os números mais recentes mostram uma recuperação constante a partir da baixa de menos 17 em junho, mas ainda estão bem abaixo dos números de março, de mais 8.

O Japão estava lutando contra os efeitos dos desastres naturais e um aumento no imposto sobre o consumo, mesmo antes da pandemia paralisar a economia global.

Assim que a pandemia atingiu o país, não houve bloqueios obrigatórios, com o governo pedindo às pessoas que ficassem em casa - um pedido que foi amplamente atendido.

Mas isso, junto com o fechamento das fronteiras do país, o turismo foi prejudicado e os gastos do consumidor, com a indústria hoteleira atingida de forma particularmente dura.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Preços ao consumidor caem no Japão pelo 2º mês seguido

 Os analistas atribuíram a queda à campanha do governo que visa promover viagens domésticas

Preços ao consumidor caem no Japão
Os principais preços ao consumidor do Japão caíram pelo segundo mês consecutivo em setembro, um sinal de que uma desaceleração da demanda induzida pelo coronavírus está acumulando pressão deflacionária sobre a terceira maior economia do mundo, já afetada pela recessão.

Os dados devem aumentar as expectativas de que o Banco do Japão (BOJ) mantenha seu programa de estímulo massivo para amortecer o golpe econômico da pandemia.

Os analistas atribuíram a queda, principalmente, à campanha do governo que visa promover viagens domésticas, destacando a difícil tarefa de apoiar a economia sem empurrar a inflação para longe da meta de 2% do banco central.

“As quedas em agosto e setembro foram causadas em grande parte pela campanha do governo de descontos em viagens”, disse Takeshi Minami, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Norinchukin.

“A fraca demanda do setor de serviços pode exercer uma pressão ainda maior sobre os preços, pelo menos até que o coronavírus seja contido.”

O índice nacional de preços ao consumidor (IPC), que exclui alimentos frescos voláteis, mas inclui energia, caiu 0,3% em setembro em relação ao ano anterior, mostraram dados do governo nesta sexta-feira (23).

Ao eliminar o efeito da campanha de descontos em viagens, os principais preços ao consumidor ficaram estáveis ​​em setembro em relação ao ano anterior, mostraram os dados.

Os dados estarão entre os fatores que o BOJ examinará na revisão da taxa da próxima semana. Pessoas familiarizadas com o pensamento do BOJ disseram à Reuters que o banco provavelmente reduzirá suas previsões econômicas e de preços para o atual ano fiscal.

A economia do Japão sofreu sua maior queda no pós-guerra no segundo trimestre do ano, e os analistas esperam que qualquer recuperação seja modesta devido ao baixo consumo e gastos de capital.

Enquanto a demanda por bens duráveis ​​está aumentando, as políticas de distanciamento social e os temores sobre o ressurgimento de infecções continuam pesando sobre o consumo de serviços.

Como parte dos esforços para resgatar o enfermo setor de turismo do Japão, o governo iniciou em julho a campanha Go To Travel, oferecendo descontos para viagens domésticas que deve durar até janeiro do próximo ano.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

BC do Japão diz que pode estender ajuda a empresas atingidas pela pandemia

 Crise do coronavírus está mantendo as perspectivas econômicas altamente incertas

Haruhiko Kuroda
O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, disse que a autoridade monetária está pronta para prorrogar seus programas destinados a aliviar tensões de financiamento corporativo que expiram no início do próximo ano, já que a pandemia de coronavírus está mantendo as perspectivas econômicas altamente incertas.

Ele também reiterou a resolução do Banco do Japão de trabalhar em estreita colaboração com o governo na luta contra os obstáculos à recuperação do Japão, como as consequências das tensões sino-americanas e do protecionismo.

“Há uma boa possibilidade de estendermos o prazo para os programas, se necessário, dependendo do impacto da Covid-19”, disse Kuroda em entrevista coletiva após reunião online com líderes empresariais em Osaka, oeste do Japão, nesta quarta-feira.

“Vamos tomar a decisão no momento apropriado e não vamos esperar até o último minuto”, acrescentou.

O Banco do Japão aumentou as compras de dívida corporativa e criou um mecanismo de empréstimo para injetar dinheiro nas empresas atingidas pela Covid-19 como parte dos esforços para amortecer o golpe econômico da pandemia. Ambos os programas terminam em março do próximo ano, a menos que a diretoria do banco central vote para estender o prazo.
Fonte: Alternativa com Reuters

domingo, 22 de março de 2020

Economia japonesa pode despencar devido à baixa demanda, diz autoridade financeira

O país tem sido atingido pelo coronavírus mais seriamente do que o esperado
Makoto Takashima, presidente da Associação Japonesa de Banqueiros e da Sumitomo Mitsui Banking Corporation

A economia do Japão poderá despencar se o turismo e a demanda continuarem em queda, disse nesta semana o chefe do grupo de lobby do setor bancário do país, acrescentando que a economia tem sido atingida pelo coronavírus mais seriamente do que o esperado.

A observação ocorreu à medida que os mercados de ações globais despencavam devido a preocupações com o coronavírus, que causou mais de 10 mil mortes em todo o mundo.

A terceira maior economia mundial encolheu 7,1% em comparação anual entre outubro e dezembro, mostraram dados revisados no início deste mês, mais do que a queda indicada pela leitura preliminar, de 6,3%.

"A situação é muito mais séria do que eu esperava no início do ano", disse Makoto Takashima, presidente da Associação Japonesa de Banqueiros e também da Sumitomo Mitsui Banking Corporation (SMBC).

"Se especialmente o turismo e a demanda continuarem em queda e afetarem o emprego, a economia japonesa poderá despencar."

Além das quedas no mercado de ações, os preços do petróleo também recuaram, com os futuros da commodity dos Estados Unidos atingindo uma mínima de 18 anos, à medida que os governos em todo o mundo aceleravam os bloqueios para combater a pandemia de coronavírus.

Takashima alertou que os bancos japoneses precisarão se preparar para o aumento dos custos relacionados ao crédito, especialmente no setor de energia, se o preço do petróleo permanecer baixo.

Inflação baixa
O núcleo da inflação anual do Japão desacelerou em fevereiro com a queda nos preços da energia e o surto de coronavírus ofuscando as perspectivas, deixando os consumidores mais cautelosos sobre os ganhos e somando-se aos temores de que a economia possa estar entrando em recessão.

Os dados fracos foram divulgados depois que o Banco do Japão anunciou um pacote de medidas emergenciais de afrouxamento em uma tentativa de estabilizar a atividade econômica e os mercados financeiros.

O núcleo do índice de preços ao consumidor, que inclui produtos petrolíferos mas exclui os alimentos frescos, aumentou 0,6% no ano até fevereiro, mostraram dados do Ministério de Assuntos Internos e Comunicação.

O ritmo foi mais lento do que o avanço de 0,8% em janeiro e igualou a expectativa de economistas.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Risco de recessão no Japão é muito grande, diz economista do governo

Há quase um consenso de mercado de que uma contração ocorrerá entre outubro e dezembro
recessão no Japão

Shinzo Abe pode estar prestes a se tornar o primeiro-ministro com mais tempo de governo no Japão, mas a terceira maior economia do mundo está sofrendo uma desaceleração, com poucos sinais de que as políticas de estímulo "Abenomics" estão ajudando a mudar a situação.

A economia japonesa cresceu à taxa mais lenta em um ano no terceiro trimestre, mostraram dados na quinta-feira, com a guerra comercial EUA-China e a fraca demanda global afetando as exportações.

Há quase um consenso de mercado de que uma contração ocorrerá entre outubro e dezembro, já que os consumidores sofrem impacto com o aumento do imposto sobre consumo em outubro e as consequências da guerra comercial aumentam.

Analistas consultados pela Reuters antes dos dados de quinta-feira esperam que a economia encolha 2,5% em outubro-dezembro e recupere apenas 0,6% no trimestre seguinte - apenas por pouco evitando uma recessão.

"O risco de o Japão sofrer recessão é muito grande", disse Kozo Yamamoto, economista do governo e arquiteto da Abenomics.

A questão é: quem pode ajudar o Japão a evitar isso?

O Banco do Japão (BOJ) está atingindo os limites de estímulo monetário agressivo, enquanto o governo é limitado em seus gastos por causa da sua dívida, bem como pela falta de trabalhadores para realizar seus projetos de obras públicas.

Os gastos de capital podem desacelerar após os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, enquanto o governo tem lutado para fazer progresso nas reformas estruturais.

Yamamoto sugeriu que a resposta pode estar em mais gastos do governo.

"O governo precisa emitir mais títulos para gastos, que o BOJ pode devorar", disse ele, acrescentando que Abe precisa compilar um orçamento suplementar de pelo menos 5 trilhões de ienes (US$ 46 bilhões).

Mas anos e anos de gastos fiscais pesados ​​e impressão de dinheiro do banco central falharam em elevar a inflação para a meta de 2% do BOJ e, em vez disso, deixaram os formuladores de políticas com poucos meios eficazes para combater a próxima recessão.

Desde que Abe chegou ao poder no final de 2012, as três “flechas” da Abenomics que ele descreveu no ano seguinte - flexibilização monetária, gastos fiscais e reformas estruturais - ajudaram o produto interno bruto trimestral a crescer 8,6%, com base nos dados de julho a setembro. Os exportadores registraram lucros extraordinários por meio de um iene fraco, e no ano passado os preços das ações atingiram uma alta de 27 anos.

Mas esses efeitos acabaram.

O BOJ manteve a política estável no mês passado, apesar dos riscos crescentes do exterior, e o presidente Haruhiko Kuroda diz que, embora o banco central facilite a política, se necessário, deve estar atento ao aumento do custo de flexibilização prolongada, como o impacto nos lucros bancários.

"O BOJ já está fazendo uma flexibilização monetária massiva", disse um funcionário familiarizado com o pensamento do banco. "O obstáculo para estímulos adicionais é bastante alto."

Os críticos da Abenomics dizem que o governo passou anos tentando refletir a economia com política monetária não convencional, apenas para se dedicar às reformas do mercado de trabalho e medidas necessárias para aumentar a competitividade do Japão em inovação técnica.

"O Japão mergulhou em políticas macroeconômicas à moda antiga, em vez de tentar se adaptar às rápidas mudanças no ambiente global", disse Kouhei Ohtsuka, ex-funcionário do BOJ que agora é membro de um partido de oposição.

Ele é particularmente cauteloso em relação ao fato de o BOJ imprimir ainda mais dinheiro para adquirir títulos do governo, repetindo as políticas aparentemente ineficazes das últimas décadas.

“O BOJ costumava disparar sua bazuca anos atrás. Agora são apenas disparos em branco."
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Japão mantém avaliação moderadamente otimista sobre economia em outubro

Exportações e produção industrial continuarão a impulsionar o crescimento, diz relatório 

economia do Japão
O governo do Japão manteve sua visão moderadamente otimista sobre o crescimento econômico em outubro, indicando que a recuperação continua no rumo certo devido ao aumento dos gastos dos consumidores e das despesas de capital.

Em seu relatório econômico mensal para outubro divulgado na quarta-feira, o governo também manteve seu otimismo de que as exportações e a produção industrial continuarão a impulsionar o crescimento da terceira maior economia mundial.

“A economia do Japão continua a se recuperar moderadamente como tendência”, informou o Escritório do Gabinete no relatório, mantendo sua avaliação pelo quinto mês consecutivo.

O governo manteve sua avaliação de que o consumo está “acelerando moderadamente”, uma vez que os consumidores continuam a comprar carros, roupas e bens de luxo novos.

O governo disse que os gastos de capital estão “acelerando”, avaliação inalterada ante a que foi usada um mês antes, refletindo o avanço nas encomendas de máquinas e remessas de bens de capital.

O relatório também informou que as exportações e a produção estão “acelerando”, novamente a mesma avaliação do mês passado, já que a demanda das economias externas permaneceu firme.

O relatório do Escritório do Gabinete foi divulgado uma semana antes da reunião de política monetária do banco central do Japão, em 30 e 31 de outubro, na qual o Banco do Japão atualizará suas previsões de preços ao consumidor.

Atualmente, o Banco do Japão prevê que a inflação ao consumidor atingirá sua meta de 2 por cento em março de 2020, mas isso parece cada vez mais improvável.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Empresas do Japão mostram otimismo: encomendas de máquinas têm a maior alta em 7 anos

emprego-japaoAs encomendas de máquinas e equipamentos para a indústria no Japão teve a maior alta em 7 anos no mês de maio, mostrando um clima de otimismo dos empresários em relação à recuperação econômica do Japão.

Os dados da indústria, revelados hoje (9), e o resultado de uma pesquisa do Banco Central do Japão feira na semana passada, mostram que as corporações japonesas estão começando a acreditar nas medidas implementadas pelo governo do primeiro-ministro Shinzo Abe, que visam provocar um crescimento sustentável da economia.

As encomendas de máquinas e equipamentos para a indústria são vistas como um termômetro da economia.
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Banco do Japão mantém estímulo e melhora avaliação sobre produção

A economia está se recuperando e o país caminha na direção de atingir sua meta de preços, indicou o BC

banco-do-japao
O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, disse nesta quarta-feira que não vê necessidade imediata de ampliar novamente os estímulos monetários, frisando que a pressão temporária da queda nos preços do petróleo não vai descarrilar o progresso estável rumo à meta de inflação de 2 por cento.

No entanto, Kuroda disse que o banco central afrouxaria a política monetária ainda mais com determinação caso seu plano de inflação seja atrapalhado por riscos como o enfraquecimento da economia ou a contínua queda dos preços de petróleo.

"Não acredito que haja qualquer mudança na tendência de preços no momento. Por isso, não acredito que haja necessidade de fazer algo a mais", disse Kuroda em coletiva de imprensa após uma revisão das taxas de juros.

"Caso haja qualquer mudança na tendência de preços, não hesitaremos em ajustar a política monetária".

Kuroda fez as declarações depois que o banco central do Japão, como amplamente esperado, manteve seu programa de estímulos, prometendo imprimir dinheiro num ritmo anual de 80 trilhões de ienes (675 bilhões de dólares).

A economia do Japão saiu da recessão no último trimestre do ano passado, mas a recuperação foi muito mais fraca que o esperado ainda refletindo o impacto do aumento do imposto sobre vendas em abril do ano passado sobre as famílias.

O banco central japonês reconheceu que os gastos das famílias estão lentos em algumas áreas mas manteve sua posição, dizendo: "A economia está se recuperando moderadamente e o Japão está caminhando na direção de atingir sua meta de preços conforme as empresas elevam os salários e os gastos".

A autoridade monetária também melhorou sua avaliação sobre exportações e produção para dizer que estão "acelerando", encorajada por sinais de que um iene fraco está finalmente ajudando a elevar as vendas ao exterior.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Desemprego no Japão recua para menor nível desde 97

Taxa recuou para 3,5% em maio

taxa de desemprego no JapãoA taxa de desemprego no Japão recuou para 3,5% em maio, para o menor nível desde dezembro de 1997. Isso deve fortalecer a confiança do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) de que um aperto no mercado de trabalho ajudará a inflação a alcançar a meta de 2%.

O resultado surpreendeu os economistas ouvidos pelo Wall Street Journal e pelo Nikkei, que esperavam a manutenção do desemprego em 3,6%.

Segundo um funcionário do Ministério de Assuntos Internos e de Comunicações do Japão, uma grande diferença desse número em relação a 1997 é o alto emprego das mulheres.

Segundo dados do Ministério, 63,7% das mulheres entre 15 e 64 anos estavam empregadas no mês passado, alcançando a maior taxa desde 1968.
Fonte: Exame com Estadão

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Japão mantém otimismo na economia

O banco central do país espera que a força na demanda doméstica compense o fraco crescimento internacional

Japão mantém otimismo na economiaO banco central do Japão manteve a política monetária nesta quinta-feira e sua visão de que a economia está se recuperando moderadamente, esperançoso de que a força na demanda doméstica compensará obstáculos gerados pelo fraco crescimento internacional.

Como esperado, o BC decidiu por unanimidade manter sua promessa de elevar a base monetária, ou dinheiro e depósitos no banco central, a um ritmo anual de 60 trilhões a 70 trilhões de ienes (600 bilhões a 700 bilhões de dólares).

O BC do Japão ofereceu um forte estímulo monetário em abril, prometendo dobrar a oferta de dinheiro em dois anos ao aumentar as compras de títulos do governo e ativos de risco. Desde então vem mantendo a política monetária.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Japão melhora projeção de crescimento

O banco central se mostra mais confiante, refletindo o impulso esperado de um pacote de ¥5 trilhões

O banco central do Japão revisou para cima a projeção de crescimento econômico para o ano fiscal de 2014O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, enfrentou a maior divergência desde que embarcou em sua campanha de estímulo agressivo em abril, com três membros do Conselho divergindo da perspectiva otimista do banco para atingir sua meta de inflação de 2 por cento.

Em seu relatório semestral de perspectiva divulgado nesta quinta-feira, o BC japonês revisou para cima sua estimativa de crescimento econômico para o próximo ano fiscal e projetou que o Japão fará progresso regular em direção à meta de inflação de 2 por cento do banco em dois anos.

Mas dois dos nove membros do Conselho --Takahide Kiuchi e Takehiro Sato-- repetiram sua divergência, feita em abril, contra o cronograma de dois anos para alcançar a meta de preço, indo na direção das visões amplamente mantidas pelo mercado de que o Japão precisará de muito mais tempo para ver os preços subindo para 2 por cento.

Outro membro do Conselho, o ex-economista do Fundo Monetário Internacional (FMI) Sayuri Shirai, juntou-se aos dissidentes no pedido de mais ênfase nos riscos para a perspectiva econômica, destacando um conflito entre aqueles que são otimistas quanto à perspectiva e os que têm mais cautela.

Embora a discordância possa não levar imediatamente a uma mudança na estrutura da atual política do banco central, pessimistas podem estar mais dispostos a ampliar o estímulo monetário se a economia enfrentar problemas, dizem alguns analistas.

Mais cedo nesta quinta-feira, em decisão amplamente esperada, o BC japonês manteve seu intenso estímulo monetário anunciado em abril, sob o qual o banco visa a duplicar a base monetária através de compras de ativos para ajudar a reflacionar a economia.

O banco central do Japão revisou para cima a projeção de crescimento econômico para o ano fiscal de 2014 para 1,5 por cento, ante 1,3 por cento, refletindo o impulso esperado de um pacote de 5 trilhões de ienes (51 bilhões de dólares) elaborado pelo primeiro-ministro, Shinzo Abe, para aliviar o impacto da planejada alta do imposto sobre vendas. O banco manteve a previsão para o ano fiscal de 2015 em 1,5 por cento.

O BC também manteve suas estimativas de inflação ao consumidor nos anos fiscais de 2014 e 2015 em 1,3 por cento e 1,9 por cento respectivamente, excluindo o aumento no imposto sobre vendas, sinalizando que o Japão está no caminho para cumprir sua meta de preço.

Acordo de swap bilateral
Seis importantes bancos centrais acertaram tornar permanente seus acordos de swap como uma "proteção prudente de liquidez" em casos de apertos financeiros globais, informou o banco central do Japão nesta quinta-feira.

O BC japonês informou em comunicado que ele e o norte-americano Federal Reserve, o Banco Central Europeu e os BCs britânico, do Canadá e da Suíça tornaram seus "acordos temporários de swap bilateral para liquidez" em acordos permanentes, que permanecerão em vigência até decisão diferente.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Nova medida de inflação no Japão pode elevar pressão ao BOJ

O primeiro-ministro Shinzo Abe obteve uma vitória sobre a queda de preços de quase duas décadas, umas das principais promessas políticas

Enquanto o banco central tem como meta um aumento anual de 2% no principal índice de preços ao consumidor, o governo planeja usar um outro índice, que também exclui os custos de energiaO governo japonês planeja adotar uma medida diferente de inflação para o banco central, disse um funcionário à Reuters, em um movimento que pode significar em mais tempo para que o Japão se veja livre da deflação.

O primeiro-ministro Shinzo Abe obteve uma vitória sobre a queda de preços de quase duas décadas, umas das principais promessas políticas. Seu pacote "Abenomics" de gastos do governo e medidas por parte do Banco do Japão (BOJ) enviou os preços das ações a uma forte alta e o iene ao menor nível este ano.

Enquanto o banco central tem como meta um aumento anual de 2 por cento no principal índice de preços ao consumidor, que exclui os preços voláteis de alimentos frescos, o governo planeja usar um outro índice, que também exclui os custos de energia.

A mudança eleva efetivamente o nível da meta de inflação de Abe, já que significa que os preços mais elevados da energia seriam retirado da equação.

O representante, que estava envolvido na decisão de mudar para o índice, disse que a mudança foi feita para ajudar a garantir que a terceira maior economia do mundo realmente interrompa o ciclo de deflação.

"A menos que tenhamos um aumento não temporário de preços, isso (a deflação) não irá se reverter, não poderemos dizer que já escapamos da deflação", disse o funcionário sob condição de anonimato.

A mudança poderia resultar em mais pressão sobre o banco central para continuar colocando dinheiro no mercado conforme a meta de inflação torna-se mais difícil de alcançar.
Fonte: Exame com Reuters

segunda-feira, 4 de julho de 2011

BC do Japão vê recuperação rápida após terremoto

A economia do Japão está se recuperando rapidamente do impacto do terremoto e tsunami de 11 de março, com a maior parte das regiões tendo melhorado sua avaliação sobre a econômica em relação há três meses, disse o Banco do Japão (BOJ, na sigla em inglês) em relatório divulgado hoje sobre as economias locais.

Na região noroeste de Tohoku, diretamente atingida pelo desastre natural, a reconstrução está ocorrendo em ritmo mais rápido do que o esperado, uma vez que tanto a infraestrutura quanto as indústria que foram danificadas já estão recuperadas, disse o banco central.

"Sete regiões - que emitiram uma avaliação cautelosa na esteira do terremoto - reportaram sinais de aceleração em suas economias", informou o banco central na edição de junho do Relatório Econômico Regional, de periodicidade trimestral, também conhecido como Sakura. As duas demais regiões mantiveram suas avaliações inalteradas em comparação ao relato anterior, de abril. O relatório foi divulgado durante um encontro de administradores das 32 representações do banco central no país, nos Estados Unidos e na Europa.

As informações do relatório confirmam a visão de muitos economistas de que a economia japonesa irá experimentar uma recuperação de modelo "V", emergindo de uma pressão no lado da oferta. As informações também são consistentes com o resultado da pesquisa Tankan divulgada na sexta-feira, a qual mostrou que o sentimento das grandes empresas de manufatura deve se recuperar em setembro.

Embora o relatório do BOJ mostre diferenças no ritmo da recuperação das regiões, muitas áreas mostram sinais positivos em indicadores econômicos fundamentais, tais como gastos com consumo e produção industrial.

O chefe da distrital de Nagoya do banco central, no centro do país e coração da indústria de automóveis, disse que a produção da região deve voltar aos níveis pré-terremoto no período entre julho e setembro.

A distrital de Sendai, uma das cidades atingidas pelo terremoto, disse que além da reconstrução do desastre, há sinais positivos adicionais como aceleração no consumo, na esteira de uma "demanda de emergência", resultante da necessidade de aquisição de bens perdidos no desastre.

De qualquer forma, as incertezas sobre o desempenho da economia nacional persistem, incluindo as relacionadas ao destino das usinas de energia nuclear do país.

O chefe da distrital do banco central na cidade ocidental de Osaka, Hideo Hayakawa, levantou preocupações sobre a oferta de energia, após o pedido de uma usina de energia de restrição ao uso da eletricidade. Ele disse que se as operações das usinas nucleares na região forem suspensas, haveria um grande impacto sobre a economia, já que a região depende desse tipo de energia.

Esse cenário divergente sugere que o BOJ manterá sua política monetária ultrafrouxa no próximo encontro de política monetária de 11 e 12 de julho.
Fonte: Agência Estado com informações da Dow Jones.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Japão tem forte crescimento entre julho e setembro

Mas o final de ano não deve ser muito bom para a indústria devido a queda do consumo e das exportações
O Produto Interno Bruto (PIB) japonês cresceu 3,9% no terceiro trimestre de 2010, na taxa anualizada, e 0,9% se comparado ao mesmo período de 2009. Os índices são altos e mostram uma ótima performance da economia japonesa entre julho e setembro.
Em termos nominais, o PIB chinês foi maior que o japonês neste perído. Mas se os dados forem comparados entre janeiro e setembro, o Japão segue mantendo o posto de segunda economia mundial, informou o Governo japonês.
De janeiro a setembro, o valor do PIB japonês foi de US$ 3,967 trilhões frente a US$ 3,947 trilhões da China, informou na segunda-feira (15) um porta-voz do Governo.
Mas se analisado pelo ponto de vista do terceiro trimestre, o PIB chinês foi de US$ 1,415 trilhão contra a US$ 1,372 trilhão do Japão.
No entanto, a previsão é de que no quarto trimestre a desaceleração da economia japonesa continue provocada pela queda no consumo e nas exportações confirmando a China como a segunda economia mundial.
A China cresceu no terceiro trimestre 9,6% anualizado e a previsão é de que seu PIB crescça cerca de 10% ainda este ano, enquanto o ritmo de expansão é muito mais lento no Japão.
O Banco do Japão (BOJ) acredita que a economia japonesa crescerá 2,1% durante este ano fiscal, que termina em março de 2011.
Fonte: IPC Digital

terça-feira, 10 de agosto de 2010

BOJ diz que situação do emprego deve melhorar

Taxa de juro se mantém em 0,1%
O Banco do Japão (BOJ) disse na terça-feira (10) que a situação do emprego e da receita vem melhorando, apesar de continuar sendo grave. Segundo o banco, a recuperação japonesa está induzida pela melhora das condições econômicas no exterior, o que ajudou a um aumento das exportações e a produção.
Em comunicado, o BOJ decidiu ainda manter as taxas de juros no baixíssimo nível de 0,1%, adotado desde o final de 2008, e também sua avaliação da economia japonesa.
Ao término de sua reunião mensal de dois dias, os diretores do banco acreditam que a economia japonesa "mostra novos sinais de moderada recuperação", a mesma avaliação feita mês passado.
O BOJ afirma que a deflação, um dos problemas mais graves para a economia do país, deve retroceder um pouco graças à melhora da demanda. E reconheceu "que a economia enfrenta o crítico desafio de superar a deflação e retornar ao caminho do crescimento sustentado com estabilidade de preços".
Também advertiu que há riscos associados a um rápido crescimento das economias emergentes e economias exportadoras de matérias-primas, assim como pelos eventos financeiros internacionais.
Em sua reunião de julho, o banco central japonês revisou para cima sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão no ano fiscal 2010 até 2,6%, contra 1,8% que projetava em abril.
Fonte: IPC Digital