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terça-feira, 2 de março de 2021

Mais de 90 mil pessoas perderam emprego em meio à pandemia

O número aumentou após um ressurgimento do vírus e a declaração de um novo estado de emergência para partes do país

pessoas perderam emprego no Japão
Mais de 90 mil pessoas foram dispensadas ou tiveram seus contratos de trabalho encerrados sem renovação no Japão por razões relacionadas à pandemia de coronavírus, disse o Ministério do Trabalho na segunda-feira (1º).

O número cumulativo, incluindo aqueles que devem receber tal tratamento, situou-se a 90.185 desde a sexta-feira (26).

Só em fevereiro, o número de dispensas e encerramentos de contratos aumentou em quase 250 em comparação ao mês anterior para 5.412, atingindo uma alta de 4 meses após um ressurgimento do vírus e a declaração de um novo estado de emergência para partes do país.

Os números mensais de dispensas e encerramentos de contratos estavam em declínio desde os 11.298 em setembro do ano passado, ficando em cerca de 5,2 mil desde novembro.

Desde 19 de fevereiro, a indústria de fabricação registrou o menor número de tais perdas de emprego, a 19.701, com as indústrias de restaurante, varejo e hotel cada uma excedendo 10 mil.
Fonte: Portal Mie com Nippon

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Crise sem precedentes no Japão e previsão de alto índice de desemprego

Em abril quase 6 milhões de trabalhadores estiveram afastados de seus postos, colocando-os em situação econômica difícil
Japão

No sábado (30) o Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações divulgou o número de trabalhadores afastados temporariamente pelas empresas, ou em licença.

Somaram 5,97 milhões de pessoas, ou 9% do total de 68 milhões, recorde na história do país. Segundo os jornais, esses trabalhadores estão sofrendo com a queda brusca na renda ou sem rendimento.

Essa situação foi desencadeada pela pandemia do novo coronavírus. Também houve uma queda de trabalhadores não regulares, de 970 mil, em comparação ao mês anterior. Assim, o potencial desemprego está aumentando, pois há grande possibilidade de parte dos trabalhadores em licença se tornarem desempregados.

Crise sem precedentes
É fato que anualmente em abril, por conta do fechamento do ano fiscal em março, as empresas e indústrias reduzem o quadro de funcionários não regulares como arubaitos, part timers e enviados por empreiteiras. Mas os números mostram que este ano, por causa do impacto do efeito coronavírus nas empresas, com piora do faturamento, ocorreu uma inflamação de rompimento de contrato com esses trabalhadores.

Para reduzir os custos fixos as empresas dispensaram seus funcionários em abril. Foram 1,4 milhão de arubaitos e part timers, 110 mil haken, entre outros, incluindo os regulares. Muitos deles trabalham em indústrias ligadas às grandes montadoras de veículos, afetadas pelo coronavírus. Com o estado de emergência o país amargou uma crise sem precedentes.

O número de trabalhadores em licença poderá ser maior do que os registros obtidos nos órgãos oficiais, pois foi baseado naqueles que requisitaram o subsídio do período de folga imposta. Existe a possibilidade de muitos não terem recebido esse subsídio, ficando sem renda, portanto, não entraram no levantamento de dados.

Desempregadas ocultas e pior índice pós-guerra
“Não esperava que o número de trabalhadores em licença aumentasse para esse nível”, disse Taro Saito, diretor de pesquisa econômica do Instituto de Pesquisa NLI. Existem pessoas chamadas de desempregadas ocultas que estão esperando em casa sem procurar emprego, por isso, mesmo que percam o emprego, mas não serão incluídas nas estatísticas. “A deterioração da taxa de desemprego desta vez é pequena, mas é melhor não subestimá-la”, apontou analisando que poderá subir para 4%.

O índice de desemprego em abril foi de 2,6%, o pior desde 2017. Um analista entrevistado pelo Tokyo Shimbun, ex-funcionário do Banco do Japão, aponta que esse índice poderá chegar a 6% em maio. Se isso ocorrer será o pior do pós-guerra.

“O governo deveria se concentrar na rápida implementação de medidas existentes, como subsídios de ajuste de emprego e benefícios sustentáveis”, analisou Saito.
Fonte: Portal Mie com Nikkei, Sankei, Chuo Nippo e Tokyo Shimbun

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Desemprego no Japão recua para menor nível desde 97

Taxa recuou para 3,5% em maio

taxa de desemprego no JapãoA taxa de desemprego no Japão recuou para 3,5% em maio, para o menor nível desde dezembro de 1997. Isso deve fortalecer a confiança do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) de que um aperto no mercado de trabalho ajudará a inflação a alcançar a meta de 2%.

O resultado surpreendeu os economistas ouvidos pelo Wall Street Journal e pelo Nikkei, que esperavam a manutenção do desemprego em 3,6%.

Segundo um funcionário do Ministério de Assuntos Internos e de Comunicações do Japão, uma grande diferença desse número em relação a 1997 é o alto emprego das mulheres.

Segundo dados do Ministério, 63,7% das mulheres entre 15 e 64 anos estavam empregadas no mês passado, alcançando a maior taxa desde 1968.
Fonte: Exame com Estadão

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Número de trabalhadores não permanentes está aumentando no Japão

As empresas do país estão optando por mão de obra de baixo custo

Número de trabalhadores não permanentes está aumentando no JapãoO governo japonês divulgou na sexta-feira, uma pesquisa realizada recentemente que as empresas do país para cortar mais despesas não estão apostando mais nas contratações de funcionários fixos.

Segundo o resultado publicado pelo jornal Nikkei, os números de trabalhadores não-permanentes está aumentando no Japão, já que as empresas estão optando pelas contratações de baixo custo para compensar a queda da população ativa.

O Ministério do Inquérito às Forças de Trabalho mostrou que a partir de 1 º de outubro de 2012, o número de empregados não regulares, incluindo os trabalhadores a tempo parcial e contratados, subiu em 44 das 47 províncias do Japão desde o último levantamento, em 2007. Empregados em tempo integral só aumentou nas províncias de Tóquio, Chiba, Shiga, e Kumamoto.

Todas as províncias do país registraram aumento no total de trabalhadores aumentou, Okinawa registrou a maior alta com 44,5%, um aumento de 3,8 pontos. Hokkaido, Kyoto e Osaka estavam logo atrás com 42,8%, 41,8% e 41,3%. A província de Fukui mesmo subindo 2,8 pontos desde o último levantamento, marcou a menor taxa de admissão de pessoas, com 32,7%.

Como a taxa de natalidade do país esta diminuinfo e a população continua envelhecendo, o número de pessoas que ocupa a população ativa (15-64 anos), caiu em todas as províncias, exceto Tóquio e Okinawa. Mas a pesquisa também mostra um dado positivio, o emprego para pessoas acima de 65 anos o aumentou em todo o país, com destaque para Kagoshima e Ehime.

"A população trabalhadora tem sido baixa, devido a estagnação econômica", disse um funcionário do ministério, referindo-se aos efeitos da crise econômica global e ao grande terremoto de 2011 que atingiu o nordeste do Japão.

Outro dado que preocupa o governo é o número de desempregados que aumentou em 42 províncias, incluindo Tóquio, Kanagawa e Aichi, entre outros.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Desemprego cai para 4,9% em dezembro

Em todo o ano de 2010, a média do índice foi de 5,1%
O Índice de Desemprego em dezembro foi de 4,9% ou 0,2% menor que o índice de novembro, informou na sexta-feira (28) o governo. Já o índice de todo o ano de 2010 ficou em 5,1%.
O número de pessoas desempregadas em dezembro foi de 2,98 milhões contra 3,18 milhões em novembro.
No mês passado, existiam 57 ofertas de emprego para cada 100 pessoas procurando uma vaga. Essa foi a mesma proporção de novembro. Na comparação entre 2009 e 2010, a oferta de vagas subiu de 47 para 52 para cada 100 pessoas.
O número de pessoas empregadas em novembro foi de 62.520.000 contra 62.290.000 em dezembro. Na comparação anual, o índice subiu 0,1%.
Apesar da manutenção no número de ofertas de trabalho entre novembro e dezembro, o número de pessoas empregadas caiu. Isso pode significar um aumento no número de pessoas que deixaram o mercado de trabalho ou que pararam de procurar uma vaga. O índice japonês distingue as pessoas desempregadas que estão procurando uma vaga e as que não estão. As que não estão ficam fora do índice.
O desemprego no Brasil foi de 5,3% em dezembro.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Índice de desemprego cai para 5% em setembro

A proporção foi de 55 vagas para cada 100 pessoas procurando emprego
O índice de desemprego no Japão baixou para 5% em setembro marcando seu terceiro mês de queda, informou na sexta-feira (29) o governo. Este ano, a maior alta até agora foi em junho quando o índice chegou a 5,3%.
O número de pessoas sem emprego é de 3,4 milhões ou 230 mil a menos que agosto, segundo um informe divulgado pelo ministério do Interior e das Comunicações.
O número de ofertas aumentou sendo 55 vagas para cada 100 pessoas procurando um recolocação. Em agosto, o número de ofertas foi de 54 e, em julho, 53.
O índice de setembro ficou ainda abaixo do esperado pelos analistas, que era de 5,1% permanecendo abaixo dos índices dos principais países industrializados.
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Hamamatsu busca soluções para o desemprego

Município debateu idéias na Terceira Conferência sobre Medidas contra Desemprego da Região de Hamamatsu
Em abril de 2009 o número de consultas para emprego no Hello Work de Hamamatsu (Shizuoka) chegou ao pico com 7 mil pessoas. Em agosto de 2010, foram 1.574 consultas que resultaram em 235 apresentações para empresas contratantes, porém apenas 45 pessoas conseguiram novas colocações no mercado de trabalho.
Esses e outros números foram apresentados durante a III Conferência sobre Medidas contra Desemprego da Região de Hamamatsu, realizada na sexta-feira (1º) na Prefeitura local, com as presenças do prefeito Yasutomo Suzuki; Aloysio Gomide Filho, Encarregado do Consulado Geral de Hamamatsu; Andreas Batista, Chefe da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão; Eduardo Roedel Fernandez Silva, Consul adjunto e demais autoridades vinculadas ao setor do comércio, indústria, social, emprego, planejamento, agricultura, entre outros.
O diretor geral da Sede de Medidas de Emergência Econômica, Takaji Yamashita, comentou o resultado da pesquisa realizada em janeiro, para compreender a situação atual dos estrangeiros residentes na região, divulgado pelo Shizuoka Seibu Kenmin Seikatsu Center.
A pesquisa foi realizada em locais de grande concentração de estrangeiros, com 232 pessoas, em sua maioria (91,8%) de brasileiros. Desse total, 59,9% estavam desempregadas. Entre os que procuravam emprego, 61,9% queriam voltar a trabalhar na área industrial, enquanto somente 2% desejavam trabalhar na área de assistência social, como helper, entre outros. Cerca de 20% acreditavam que o conhecimento do idioma japonês e a idade eram grandes barreiras para a recolocação no mercado de trabalho.
Andreas Batista, Chefe da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão, compartilha da opinião de Hisao Yasui, Conselheiro do Departamento de Planejamento da Cidade de Hamamatsu, no sentido de que os problemas do estrangeiro são mais complexos e não se fundamentam apenas na questão do desemprego. “A situação do estrangeiro passa pela educação, saúde, previdência, pois a questão primordial é como inseri-lo na sociedade japonesa e o problema do desemprego vem junto com essas questões”, lembra Batista. “Pensar em medidas paliativas para solucionar a questão do desemprego é importante, mas é preciso pensar mais adiante, porque muitos estrangeiros vieram para ficar no Japão e isso precisa estar claro para o governo do Japão. Nós da Casa do Trabalhador também trabalhamos pensando no apoio e na solução global”.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Desemprego cai para 5,2%

Em julho haviam 53 vagas para 100 pessoas procurando um emprego
O índice de desemprego do Japão caiu para 5,2% em julho, abaixo dos 5,3% registrado em junho informou na sexta-feira (27) o governo.
Em julho, o total de desempregados foi de 3,31 milhões de pessoas, segundo dados do relatório preliminar apresentado pelo ministério do Interior e Comunicações.
A relação entre a oferta e a procura de vagas foi de 100 pessoas procurando um emprego para 53 vagas disponíveis.
O número de pessoas empregadas foi de 62,71 milhões, 10 mil trabalhadores a mais que julho de 2009.
O índice de desemprego no país chegou ao nível máximo de 5,6% em julho de 2009. Depois, iniciou uma trajetória de melhora em 2010. Mas ainda há dúvidas sobre a consolidação das contratações por causa da frágil recuperação econômica.
Fonte: IPC Digital