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terça-feira, 1 de agosto de 2023

Produção industrial do Japão aumenta, sinalizando recuperação modesta

A produção industrial do Japão subiu 2% em junho ante o mês anterior, liderada por fabricação vigorosa de novos automóveis em meio à forte demanda no país e no exterior

produção industrial do Japão
A produção industrial do Japão se recuperou em junho, fixando um ganho o qual sugere uma recuperação modesta no segundo trimestre.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Indústria na segunda-feira (31), a produção em fábricas aumentou 2% em comparação a maio, recuperando-se do mês anterior e liderada por aumentos na produção de carros e dispositivos eletrônicos.

Economistas haviam previsto um avanço de 2,4%.

Os dados apontam para uma recuperação em curso na terceira maior economia do mundo, auxiliada pelo restabelecimento das redes de fornecimento, apesar de sinais de desaceleração no exterior.

“A recente aceleração na produção de automóveis é um fator positivo”, disse Chisato Oshiba, economista no Dai Ichi Life Research Institute. “Exportações de carros também estão se recuperando, então espero que a tendência de recuperação global continue, embora não seja necessariamente o caso para outros maquinários”.

Um retorno de turistas do exterior vem aumentando o consumo no Japão comparado com o ano anterior, parcialmente porque o iene mais fraco aumenta seus poderes de gastos.

Em junho, o número de visitantes estrangeiros voltou para mais de 70% dos níveis pré-pandemia, chegando a mais de 2 milhões, de acordo com o Organização Nacional de Turismo do Japão.

Contudo, consumidores no país enfrentam circunstâncias mistas em função de que a inflação continua a superar o aumento em seus salários.

Fatores no exterior, como o impacto de continuada restritividade política monetária e mais desacelerações na economia chinesa poderiam afetar o Japão também.

Analistas esperam que a economia do Japão registre outros 3 meses de crescimento no segundo trimestre, embora a um ritmo mais lento do que no primeiro.
Fonte: Portal Mie com Japan Times

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Fábricas do Japão registram maior queda de produção em um ano

Houve uma diminuição acentuada na produção de automóveis em maio

Fábricas do Japão
A produção industrial do Japão registrou a maior queda mensal em um ano em maio, uma vez que uma queda acentuada na produção de automóveis ameaçou minar a recuperação econômica do país poucas semanas antes de Tóquio sediar os Jogos Olímpicos.

A terceira maior economia do mundo provavelmente crescerá em um ritmo muito mais lento do que se pensava inicialmente no trimestre atual, em parte devido à fraqueza nos gastos do consumidor, mostrou uma pesquisa feita por economistas neste mês.

A produção das fábricas caiu 5,9% em maio em relação ao mês anterior, mostraram dados oficiais nesta quarta-feira (30), atingida por quedas na fabricação de carros e máquinas de produção, registrando sua maior queda mensal desde maio do ano passado.

A produção foi prejudicada por uma queda de 19,4% na fabricação de veículos automotores, em grande parte devido a problemas de fornecimento de chips semicondutores, disse o Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI).

A indústria automobilística tem um grande impacto na economia japonesa em geral. Os fabricantes de bens intermediários, como pneus e iluminação elétrica de automóveis de passageiros, estão sofrendo com o declínio na produção de veículos motorizados.

"O setor de serviços foi impactado por um estado de emergência. Se a produção for negativa no segundo trimestre, a economia será pressionada consideravelmente", disse Ayako Sera, estrategista de mercado do Sumitomo Mitsui Trust Bank.

"Há uma possibilidade de que a economia tenha um crescimento negativo", disse ela, acrescentando que pode mostrar o Japão como um retardatário na recuperação do coronavírus em comparação com outras grandes economias globais.

Os fabricantes esperam que a produção se recupere 9,1% em junho e caia 1,4% em julho, embora essas previsões possam não levar totalmente em conta a questão do fornecimento global de semicondutores, disse um funcionário do Ministério do Comércio.

Os dados de produção piores do que o esperado vêm semanas antes do início dos Jogos Olímpicos de Tóquio em 23 de julho.

Uma realização bem-sucedida dos Jogos pode ajudar a aumentar a confiança do público japonês, o que pode estimular o consumo das famílias e as condições de demanda mais amplas em casa.

Números separados na terça-feira mostraram que as vendas no varejo aumentaram pelo terceiro mês consecutivo em maio, mas não dissiparam as preocupações de que a recuperação econômica levará tempo para ganhar força, já que as pressões ligadas à Covid-19 permaneceram.

A economia do Japão entrou em contração no primeiro trimestre com o lançamento tardio da vacinação e as medidas de emergência postas em prática para conter o aumento das infecções afetaram a demanda doméstica, colocando em dúvida as perspectivas econômicas do país.

Apesar desses contratempos, o ministro da Economia, Yasutoshi Nishimura, espera que a economia retorne aos níveis anteriores à pandemia no atual ano fiscal, que vai até março de 2022.
Fonte: Alternativa com Reuters 

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Produção industrial do Japão cresce pelo 5º mês consecutivo em meio à pandemia do coronavírus

Especialistas, porém, alertam para o crescimento no número de casos de Covid-19, que pode afetar novamente a economia

produção industrial do Japão
A produção industrial do Japão aumentou 3,8 por cento em outubro em relação ao mês anterior, um crescimento que chega pelo quinto mês consecutivo, apoiada por uma recuperação na demanda por máquinas e automóveis após queda induzida pela pandemia, mostraram dados do governo nesta segunda-feira (30). O índice é o maior desde março. 

As análises relativas ao período citado mostraram que a produção em alguns setores voltou aos níveis anteriores à disseminação do coronavírus, mas o Ministério da Indústria alertou sobre os riscos de queda devido ao recente ressurgimento de infecções em todo o mundo, publicou a Kyodo News. 

O índice ajustado sazonalmente de produção em fábricas e minas ficou em 95,0 contra a base de 100 em 2015, disse o Ministério da Economia, Comércio e Indústria em um relatório preliminar. 

O resultado segue um aumento revisado para baixo de 3,9 por cento em setembro.

Um aumento de 17,9 por cento na produção de maquinário geral, incluindo sistemas de transporte no setor de varejo e turbinas a vapor usadas para geração de eletricidade, bem como um ganho de 6,8 por cento na produção de automóveis devido às exportações, contribuíram para o aumento da produção geral, segundo os dados do governo.

O setor de máquinas elétricas e equipamentos eletrônicos de informação e comunicação teve um aumento de 8,4%, impulsionado por um aumento na demanda por computadores usados em trabalho remoto no Japão como medida preventiva contra o vírus.

Um funcionário do Ministério disse que está observando de perto como o recente ressurgimento das infecções por coronavírus afetará as atividades de fabricação nos próximos meses, analisando "riscos negativos" para a economia doméstica e internacional.

Fabricantes consultados pelo Ministério disseram esperar que a produção cresça 2,7 por cento em novembro, mas caia 2,4 por cento em dezembro.

O Ministério reteve sua avaliação para outubro, dizendo que a produção industrial está "acelerando".

"Ainda vai levar tempo para o índice se recuperar para a marca pré-pandêmica de 99,8 em janeiro", apesar dos níveis de produção de automóveis e máquinas elétricas e equipamentos eletrônicos de informação e comunicação estarem voltando aos níveis anteriores ao coronavírus, disse o oficial.

Olhando para o futuro, Takeshi Minami, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Norinchukin, disse que o impulso de alta da produção industrial não durará muito tempo.

"A leitura preliminar de outubro mostrou uma recuperação, mas como as regiões do hemisfério norte enfrentam o inverno e a pandemia de coronavírus deve se espalhar, o ritmo da recuperação econômica provavelmente diminuirá", disse Minami.

"Espera-se que o índice flutue também, visto que o aumento na produção de automóveis, que tem contribuído para o aumento da produção nos últimos meses, deve diminuir em novembro e dezembro", disse ele.

Em outubro, o índice de embarques industriais subiu 4,6 por cento para 94,7, enquanto o de estoques caiu 1,6 por cento, para 95,9.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Produção industrial do Japão se recupera em agosto; desemprego cai para 2,4%

Incerteza sobre as negociações comerciais com os EUA ofusca as perspectivas
Produção industrial do Japão

A produção industrial do Japão aumentou em agosto pela primeira vez em quatro meses, com algumas fábricas retomando a atividade após fortes chuvas e enchentes, mas a incerteza sobre o provável resultado das negociações comerciais entre Japão e Estados Unidos ofusca as perspectivas.

Os dados do Ministério do Comércio divulgados nesta sexta-feira mostraram que a produção industrial subiu 0,7% em agosto em relação ao mês anterior, menos do que a estimativa média dos economistas de 1,5% e após queda de 0,2% em julho.

Fabricantes entrevistados pelo Ministério do Comércio esperam que a produção suba 2,7% em setembro e 1,7% em outubro.

A produção industrial deve continuar a crescer, mas há preocupações de que os altos estoques de peças eletrônicas pesem sobre o setor.

A chance de o Japão transferir mais produção de automóveis para os Estados Unidos é outro risco para a produção.

"A produção neste trimestre não será tão forte quanto no trimestre anterior devido à queda na demanda por peças eletrônicas", disse Kentaro Arita, economista sênior do Mizuho Research Institute.

"Há também uma chance de o Japão ficar sob pressão para transferir mais produção para os Estados Unidos se as exportações dos EUA aumentarem."

O índice subiu em agosto devido a um aumento de 5,2% na produção de automóveis e a um crescimento de 5,6% na produção de equipamentos usados ​​para fabricar semicondutores e telas planas, mostraram os dados.

No entanto, a produção de peças e aparelhos eletrônicos recuou 8,8% em agosto, a maior queda em dois anos e meio. Alguns economistas temem que os fabricantes desses produtos reduzam ainda mais a atividade devido ao aumento dos estoques.

Desemprego
A taxa de desemprego caiu para 2,4 por cento em agosto, ante 2,5 por cento no mês anterior, enquanto o índice empregos-candidatos se manteve estável em 1,63, o nível mais alto desde janeiro de 1974, segundo dados separados.

Apesar da economia sólida e do mercado de trabalho favorável, a inflação está lutando para acelerar.

O principal índice de preços ao consumidor (IPC) de Tóquio, que inclui produtos de petróleo, mas exclui os preços de alimentos frescos, subiu 1,0 por cento no ano até setembro, contra um aumento de 0,9 por cento esperado pelos economistas e menos da metade da meta de 2 por cento do banco central.

O índice de Tóquio está disponível um mês antes do núcleo do IPC e serve como um indicador principal da inflação ao consumidor.

As vendas no varejo do Japão subiram 2,7% em agosto ante o ano anterior, em comparação com uma previsão de mercado de 2,1%, mostraram dados separados nesta sexta-feira.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, concordaram nesta semana em iniciar negociações comerciais em um acordo que, por enquanto, protege as montadoras japonesas de novas tarifas, vistas como uma grande ameaça à economia que depende das exportações.

Ainda assim, há preocupações persistentes de que o Japão terá que reduzir drasticamente as exportações de automóveis para o mercado americano e aumentar consideravelmente o número de carros produzidos nos Estados Unidos para atender à meta da Trump de criar mais empregos e reduzir o déficit comercial dos EUA.
Fonte: Alternativa com Reuters