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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Japão quer revisar inspeção trabalhista sobre horas extras e ampliar requalificação profissional

O foco é permitir que funcionários dispostos a trabalhar mais tenham liberdade para isso, sem que a empresa sofra pressão da fiscalização

Lei de Normas Trabalhistas
O governo do Japão realizou nesta quarta-feira (27), em Tóquio, uma reunião do subcomitê de reforma do mercado de trabalho do Conselho de Estratégia de Crescimento do país, responsável por discutir políticas econômicas.

O grupo apresentou uma proposta que prevê a revisão da forma como as inspeções trabalhistas orientam empresas sobre horas extras, além do fortalecimento da requalificação profissional, conhecida como reskilling, informou a agência Kyodo.

A proposta recebeu aprovação geral dos participantes e deverá ser incorporada à Estratégia de Crescimento do Japão, prevista para ser elaborada durante o verão.

Revisão envolve orientação das inspeções trabalhistas
A legislação japonesa determina, com base na Lei de Normas Trabalhistas, jornada de até 8 horas por dia e 40 horas por semana. No entanto, empresas podem permitir até 45 horas extras mensais mediante acordo entre empregadores e trabalhadores.

Além disso, em períodos de grande demanda, as empresas podem firmar cláusulas especiais que ampliam o limite de horas extras para menos de 100 horas mensais, incluindo trabalho em feriados.

De acordo com a proposta apresentada pelo subcomitê, mesmo nos casos em que essas cláusulas especiais estão em vigor, as inspeções trabalhistas atualmente orientam de forma uniforme para que as horas extras permaneçam dentro do limite de 45 horas mensais.

Diante dessa situação, o documento destaca a necessidade de revisar a operação dessas orientações. O foco central é permitir que funcionários que desejam trabalhar mais tenham liberdade para isso, sem que a empresa sofra pressão imediata da fiscalização.

Debate sobre legislação trabalhista ficará para depois do verão
Sobre o sistema de trabalho discricionário e outras regras relacionadas à jornada de trabalho, tema mencionado pela primeira-ministra Sanae Takaichi em seu discurso de diretrizes políticas em fevereiro, o documento afirma apenas que será necessário discutir o assunto no Conselho de Política Trabalhista do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar após o verão.

A proposta também inclui medidas para impulsionar a requalificação profissional em 17 áreas consideradas estratégicas pelo governo japonês, incluindo inteligência artificial e semicondutores.

O fortalecimento do reskilling é uma das prioridades do governo dentro da política de crescimento econômico e reforma do mercado de trabalho.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Salário médio do Japão em julho fica em ¥272 mil; horas extras têm leve aumento

Os pagamentos reais ajustados pela inflação, que são um indicador do poder de compra dos consumidores, caíram 2,5%

salário médio do Japão
O salário real no Japão caiu pelo 16º mês consecutivo em julho, de acordo com dados do governo divulgados nesta sexta-feira (8), uma vez que os pagamentos não acompanharam o aumento dos preços.

A média salarial ficou em ¥272.120. As horas extras tiveram um pequeno aumento de 0,5%, para ¥19.054.

Os mercados financeiros globais monitoram de perto as tendências salariais na terceira maior economia do mundo, pois o Banco do Japão considera os aumentos salariais sustentáveis essenciais para decidir como retirar seu estímulo monetário ultra frouxo.

Os salários reais ajustados pela inflação, que são um indicador do poder de compra dos consumidores, caíram 2,5% em julho em relação ao ano anterior, após uma queda de 1,6% em junho. O índice de preços ao consumidor usado para calcular os salários reais permaneceu estável em 3,9%.

Os trabalhadores das principais empresas japonesas viram um aumento de quase 4% nos salários este ano, de acordo com uma pesquisa da Keidanren, a federação empresarial japonesa.

O primeiro-ministro Fumio Kishida intensificou os esforços para incentivar as empresas a aumentar os salários e disse que o governo se apressaria para elaborar novas medidas de estímulo para amortecer o impacto econômico da inflação crescente.

Dados separados mostraram que os gastos das famílias japonesas em julho tiveram a maior queda em quase dois anos e meio, caindo 5,0% em relação ao ano anterior.

O número de trabalhadores em julho aumentou 1,9% em relação ao ano anterior, com acréscimo de 1,2% entre os funcionários em geral e 3,2% entre os funcionários em tempo parcial.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Trabalhadores fazem mais horas extras, enquanto as empresas tentam superar efeitos da pandemia no Japão

 Alguns setores apresentaram crescimento, como o imobiliário e de construção, e também a área médica

horas extras
Uma pesquisa trimestral conduzida pelo Working Reward Research Institute descobriu que o número de horas extras trabalhadas pelos funcionários de empresas no Japão aumentou entre julho e setembro de 2020, enquanto as empresas lutam para se recuperar dos efeitos da pandemia de coronavírus e do estado de emergência imposto em abril.

Por meio de cálculos criteriosos, ela apresentou uma pesquisa detalhada dos hábitos de horas extras no Japão, incluindo desdobramentos por setor e classificações de empresas individuais, segundo o Grape Japan. 

No geral, a média de horas extras aumentou ligeiramente entre abril e junho de 2020, de 23,53 horas por mês para 24,11 horas por mês, um aumento de 0,57%. 

Os setores que mais cresceram foram o setor imobiliário e de construção, na base de 3,95%, e o médico, 2,5%.

O período entre abril e junho viu aumentos no número médio de horas extras trabalhadas na maioria dos setores. As que aumentaram mais de uma hora por mês foram as consultorias, informática/internet e o setor de retalho e restauração.

O número médio de horas extras trabalhadas, porém, continuou diminuindo em alguns setores, como manufatura, tradings e empresas do setor financeiro.

Sob pressão do governo para resolver o problema das horas extras excessivas, muitas das maiores empresas do Japão instituíram reformas no local de trabalho nos últimos anos. 

Em abril de 2019, foi aprovada lei que estabelece limite máximo para horas extras, com penalidades para as empresas que descumprirem o estabelecido.

Os ativistas argumentam que as empresas se tornaram adeptas de contornar os limites legais de horas extras. 

O Working Reward Research Institute é afiliado do OpenWork, uma plataforma de mercado de trabalho usada por milhares de trabalhadores de colarinho branco para encontrar empregos. Atualmente tem cerca de 3,9 milhões de membros.

A OpenWork acumulou mais de dez milhões de relatórios de avaliação de empresas, tornando-se o maior banco de dados de satisfação de funcionários do Japão.
Fonte: Alternativa