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quarta-feira, 4 de junho de 2025

Paralisação temporária em planta da Suzuki continua

Montadora de veículos mantém paralisação temporária em uma de suas fábricas

Suzuki
A montadora Suzuki continua com paralisação temporária de toda a planta de Sagara, na cidade de Makinohara (Shizuoka).

Inicialmente, a informação era de que a produção ficaria suspensa entre 26 e 30 de maio, pelo motivo de escassez no fornecimento de peças.

No entanto, a escassez persiste e a Suzuki teve que continuar a suspensão até 6 de junho.

Sobre a retomada da produção, a montadora afirmou que avaliará a situação e fornecerá mais informações em breve.

Essa planta produz o veículo Swift, mas a montadora não informou quantas unidades serão afetadas com essa paralisação de pelo menos 2 semanas.
Fonte: Portal Mie com Newswitch

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Asahi Kasei construirá fábrica de materiais para chips em Shizuoka

A fabricante de produtos químicos dobrará a capacidade para resina fotossensível líquida, que é usada para proteger superfícies de chips

Asahi Kasei
A fabricante de produtos químicos japonesa Asahi Kasei investirá mais de ¥15 bilhões (US$105 milhões) na construção de uma nova fábrica destinada a produzir materiais para semicondutores, soube o site Ásia Nikkei.

Com a nova planta, a companhia dobrará sua capacidade de produção para resina fotossensível líquida, que é usada para proteger superfícies de chips.

A demanda por esse material está aumentando rapidamente porque os chips estão se tornando mais avançados e sobrepostos. Estima-se que companhias japonesas, incluindo a Asahi Kasei, Resonac Holdings, Sumitomo Bakelite e outras, formem cerca de 90% do mercado global para esse tipo de resina.

A nova fábrica, que será construída em um local de uma planta existente na província de Shizuoka, deve estar operacional em dezembro do ano que vem, e instalações de inspeção relacionadas devem funcionar em abril de 2024.

Esse é o primeiro investimento da Asahi Kasei em nova capacidade de produção em cerca de 16 anos.
Fonte: Portal Mie com Ásia Nikkei

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Suzuki anuncia paralisações em duas fábricas de Shizuoka por até três dias

A montadora disse que o fornecimento de peças, incluindo semicondutores, ainda é instável

Suzuki Motor
A Suzuki Motor anunciou na sexta-feira (24) que suspenderá as operações nas fábricas de Kosai e Sagara, na província de Shizuoka, por até três dias devido à escassez de peças, incluindo semicondutores.

A unidade de Kosai (fábrica 1) vai suspender a produção de segunda-feira (27) a quarta-feira (1), afetando a montagem de modelos com o Spacia, Hustler e Wagon R Smile.

A fábrica de Sagara, na cidade de Makinohara, terá paralisação por um dia, na terça-feira (28). Lá, são produzidos os carros Ignis, Swift, Solio e Xbee, entre outros.

A Suzuki informou que o fornecimento de peças ainda é instável, não apenas para os modelos citados acima. "Monitoraremos a situação caso a caso e faremos os anúncios apropriados assim que soubermos do impacto", disse a montadora sobre as operações de suas fábricas.
Fonte: Alternativa 

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Suzuki: mais um dia de suspensão da operação

A falta de autopeças continua afetando todas as montadoras do Japão

Suzuki
A montadora Suzuki anunciou na terça-feira (16) que adicionará um dia de suspensão da operação em novembro, na planta de Sagara, cidade de Makinohara (Shizuoka).

O motivo é o mesmo das paralisações anteriores, o da falta de fornecimento de autopeças pela epidemia da infecção pelo novo coronavírus no Sudeste Asiático. 

Com essa suspensão adicionada em 19, serão mais dias em novembro, pois paralisou dois dias úteis entre 1.º a 5 e mais 10, parcialmente, entre 8 a 12. Depois, adicionou mais um dia, em 13.

Na planta de Sagara são montados pequenos carros de passageiros completos, como Swift, Solio, XBee e Ignis.

A Suzuki prevê um corte de produção de 641 mil unidades no ano fiscal que termina em março de 2022 devido à escassez de peças.
Fonte: Portal Mie com Sankei Biz e Response

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Seminário online gratuito discutirá perspectivas de negócios em tempos de crise

Iniciativa reúne representantes da comunidade brasileira no Japão, consultores, empreendedores e autoridades
Perspectivas e tendências de negócios em tempos de crise

Será realizado no próximo sábado (9), às 9h30 (horário do Japão), o seminário online gratuito “Perspectivas e tendências de negócios em tempos de crise”, com a participação de representantes da comunidade brasileira, empreendedores e autoridades.

Qualquer pessoa pode participar. O objetivo é encontrar saídas para os negócios em meio à atual pandemia. Haverá relatos de cinco pequenos empreendimentos brasileiros no Japão que encontraram formas de se reinventar e buscar novos nichos de mercado, inclusive no social.

O evento, organizado em conjunto pela Católica EaD, Brazilian Business Group (BBG) e Novaster Clínica Empresarial, celebra ainda os 30 anos da presença brasileira no Japão.

A participação é gratuita, mas é preciso se inscrever através do link https://bit.ly/WebinarTendenciaNegocios. Os inscritos receberão as instruções por e-mail, além do e-book “Perspectivas Empreendedoras no Brasil e no Mundo”, organizado pelo professor Igor Gomes e idealizado pela UCB e SEBRAE.

As vagas são limitadas e todos os participantes receberão certificados de participação.

No convite para o webinar, o mediador do evento, Miguel Kamiunten, deixa um recado: “Vamos ficar juntos, cada um na sua casa, aprendendo novas habilidades para o sucesso no mundo dos negócios”.

Convidados especiais
Cônsul João de Mendonça Lima Neto, do Consulado-Geral do Brasil em Tóquio, que enfocará na visão de governo como um todo.

Masayoshi “Mike” Morimoto, ex-presidente da Sony Brasil entre 1987 e 1997, que apresentará uma visão japonesa da economia mundial e tentará mostrar como pensam os grandes empresários japoneses.

Professor Igor Gomes, CEO da Universidade Corporativa do Brasil, diretor da Novaster Clínica Empresarial e consultor da Internexus Inteligência Digital, que aportará sua visão acadêmica.

Vanessa Handa, coordenadora do Espaço do Empreendedor Brasileiro no Japão do Consulado-Geral do Brasil em Hamamatsu (Shizuoka), que apresentará as ajudas disponíveis no Japão.

Hidekichi Hashimoto, presidente da BBG Ásia, que poderá apresentar sua visão dos empresários brasileiros na Ásia.

Miguel Kamiunten, coordenador da Católica EaD no Japão e analista de educação à distância, que atuará também como intermediador do evento.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Evento para yonseis e interessados em trabalhar no Japão

Palestra, informações e entrevista com empresa japonesa para empregos no Japão
Emprego no Japão

Uma oportunidade irá acontecer na cidade de São Paulo, especialmente para interessados em trabalhar no Japão, principalmente para yonseis que vivem no Brasil.
Principais temas:
  • Contratação de yonseis com o novo visto de atividades específicas para trabalhar no Japão.
  • Explicações das obrigações da empreiteira para com os yonseis.
  • Orientação sobre como proceder para tirar o visto no Brasil.
  • Orientação para como tirar a elegibilidade no Japão.
  • Explicações sobre quem é o tutor, quem pode se habilitar.
  • No mesmo evento, serão colhidas assinaturas para serem enviadas para autoridades solicitando a flexibilização das regras para yonsei.
Evento realizado em parceria: Agência Shigoto.com e a Konishi Sangyo (empresa japonesa de RH)
Data: 20 de novembro de 2018, das 10h às 17h
Local: Associação Nipo-brasileira dos Clubes de Anciões do Brasil
Endereço: R. Dr. Siqueira Campos, 134 – Liberdade, São Paulo/SP (ao lado da estação São Joaquim)
Mapa: Clique aqui
Facebook/Messenger: facebook.com/messages/t/agenciashigoto

Observação: o local é da Associação, que segue as regras japonesas, colabore com a limpeza e a preservação.

Para descendentes de japoneses em geral, que estejam interessados em trabalhar no Japão, a Konishi Sangyo, com sede na província de Shiga, estará no dia oferecendo consultas e entrevistas para interessados em trabalhar no Japão nas regiões de Shiga, Mie, Shizuoka e Nagano.
Fonte: Portal Mie

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Prefeitura de Fukuroi abre vagas para estrangeiros que estudaram no Japão

O salário base varia de ¥156.000 a ¥191.300 de acordo com o nível escolar
Prefeitura de Fukuroi

A prefeitura de Fukuroi (Shizuoka) abriu vagas de trabalho para estrangeiros, sem citar especificamente o número de novos funcionários que pretende contratar a partir de abril de 2019.

Um dos requisitos é ter estudado no Japão e concluído o koukou (equivalente ao ensino médio) ou o ensino superior. Os interessados precisam ter nascido depois de 2 de abril de 1983.

O contrato de trabalho é de cinco anos e os candidatos aprovados irão atuar em atividades e projetos ligados a estrangeiros que moram na cidade, como prevenção de desastres naturais e apoio em escolas públicas.

O salário base varia de ¥156.000 a ¥191.300 de acordo com o nível escolar, além de ajudas de custo e bônus duas vezes por ano no valor equivalente a 4,4 vezes o valor do salário.

Segundo a emissora NHK, o número de estrangeiros em Fukuroi aumentou cerca de 30% nos últimos cinco anos, e a prefeitura sentiu a necessidade de ter mais funcionários que possam lidar com esse crescimento.

Informações sobre inscrições, requisitos, prazos e exames podem ser obtidas aqui.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Toyota se empenha para manter níveis de produção no Japão

Produção doméstica de 3 milhões de automóveis é o mínimo necessário considerado pela Toyota para manter os níveis de emprego e o centro de pesquisa e desenvolvimento no Japão
Toyota Motors no Japão

O planejado fechamento de uma fábrica da Toyota Motors no Japão enfatiza sua situação difícil, enquanto a montadora se esforça para manter a produção doméstica a 3 milhões de veículos por ano em meio a ventos contrários como as ameaçadoras tarifas dos EUA sobre automóveis importados e a pressão para investir pesadamente em desenvolvimento.

A fabricante de veículos japonesa disse em 20 de julho que até 2020 fechará uma planta subsidiária, que produz carros de passageiros, na província de Shizuoka, para consolidar grande parte das operações da fábrica nas instalações de uma unidade existente da empresa no nordeste do Japão.

Como parte de esforços mais amplos para aumentar a eficiência, o grupo Toyota vai mover de Aichi a produção do compacto Vitz  para o nordeste do Japão neste outono.

E, pela primeira vez desde sua fundação em 1937, a Toyota vai transferir as operações de uma filial inteira a um grupo fornecedor, ao passar uma fábrica em Aichi que produz componentes eletrônicos para a Denso no final de 2019.

A Toyota considera a produção doméstica de 3 milhões de automóveis o mínimo necessário para manter os níveis de emprego e o centro de pesquisa e desenvolvimento no Japão.

A montadora manteve o nível de produção por 4 décadas
Por cerca de quatro décadas, com início nos anos 1980, a montadora manteve o nível de produção, sendo que as únicas exceções foram durante a crise financeira em 2008 e o terremoto e tsunami em 2011.

Entretanto, a linha de base é vulnerável, a menos que a empresa melhore a eficiência, visto que o desenvolvimento tecnológico em direção autônoma, veículos elétricos e serviços de compartilhamento exige níveis de gastos ainda maiores.

Recentemente, a Toyota criou um negócio em Tóquio dedicado ao desenvolvimento de tecnologias de direção autônoma, com três empresas do grupo podendo injetar 300 bilhões de ienes ($2,69 bilhões) no empreendimento. Ainda, a Toyota investirá 1,5 trilhão de ienes até 2030 em um negócio de baterias de carro com a Panasonic.

As tarifas adicionais dos EUA sobre veículos importados, propostas pelo presidente Donald Trump, são outra ameaça para a produção da Toyota no Japão porque as taxas tornariam os carros japoneses não competitivos no mercado americano.

A Toyota exporta cerca de 700 mil automóveis por ano do Japão para os EUA.
Fonte: Portal Mie com Nikkei

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Shizuoka: aumenta número de brasileiros que trabalham em instituições para idosos

Número de estrangeiros nesse setor de trabalho é recorde na província
cuidador de idosos em Shizuoka
 
Uma pesquisa do governo de Shizuoka divulgada na última terca-feira (26) mostrou que há 277 estrangeiros trabalhando em instituições que cuidam de idosos na província, informou o Shizuoka Shimbun.

O número de estrangeiros atuando nesse setor de trabalho é recorde em Shizuoka, ultrapassando os 245 cuidadores registrados em 2016, de acordo com a pesquisa que recolheu informações de 161 instituições.

São 112 filipinos, 55 brasileiros e 45 peruanos, além de estrangeiros de outras nacionalidades em menor número, que trabalham cuidando de idosos. No ano passado, o número de brasileiros era de 43.

Ainda segundo a pesquisa, 81,1 por cento dos idosos que vivem nas instituições ou utilizam seus serviços disseram que aprovam a contratação de estrangeiros no setor, um aumento de quase 10 por cento em relação a 2016.

Entre os problemas, destaca-se o fato de que nem todos os cuidadores estrangeiros sabem o idioma japonês (principalmente leitura e escrita) de forma satisfatória.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Shizuoka quer fixação dos trabalhadores estrangeiros, principalmente dos brasileiros

Shizuoka quer fixação dos trabalhadores estrangeiros

O governo da província de Shizuoka anunciou esta semana que vai colocar seus esforços para a fixação de emprego dos trabalhadores estrangeiros, através de um mecanismo de suporte, já a partir deste ano fiscal e pelos próximos 3 anos.

Essa política está baseada em duas frentes: a primeira é a escassez da mão de obra dentro da sociedade japonesa e a segunda é a presença de mais de 40 mil trabalhadores estrangeiros na província. Com toda essa mão de obra estrangeira, especialmente a dos brasileiros, a província quer trabalhar junto às empresas e indústrias para contratações a longo prazo. Isso ajudaria a resolver a questão do avanço da economia da província.

Segundo uma pesquisa realizada há cerca de 8.500 trabalhadores brasileiros que não tem nenhuma restrição de trabalho, por causa do visto de residência a longo prazo.

Para executar essa política estão programadas visitas às indústrias e empresas locais e levantar a atual situação da contratação dessa mão de obra. Depois disso, através de consultoria especializada, pretende elaborar cursos de capacitação profissional para elevar as habilidades profissionais, além de solicitar melhorias nos ambientes de trabalho no sentido da fixação dessa mão de obra, melhorando os canais de comunicação entre elas.
Fonte: IPC Digital com Shizuoka Shimbun

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Aichi e Shizuoka aplicarão exames de habilitação em português

A medida entrará em vigor ainda em 2011
As províncias de Aichi e Shizuoka adotarão exames para aquisição da carteira de habilitação de veículos em português, informou na segunda-feira (3) o site do jornal Chunichi.
Segundo a Agência Nacional de Polícia (ANP) atualmente todas as 47 províncias do país aplicam os exames em inglês. Em Kyoto, Miyagi, Wakayama e Kumamoto as provas também podem ser feitas em chinês.
A partir deste ano, Aichi e Shizuoka começarão a aplicar as provas em português devido ao grande número de brasileiros vivendo nessas províncias. As duas províncias também adotarão provas em chinês, aumentando para seis as províncias com exames nesta língua.
Conforme a reportagem, a polícia de Shizuoka acredita que até o final de 2011 os brasileiros poderão fazer os exames na língua natal. Já a polícia de Aichi afirma que na primavera as provas em português estarão prontas.
A ANP aprovou a medida porque quer que os brasileiros estudem a fundo as regras de trânsito do país em vez de terem apenas carteira traduzida e o teste prático. O objetivo é preparar melhor os brasileiros para a condução de veiculos.
Fonte: IPC Digital

domingo, 28 de novembro de 2010

Cresce a contratação de helpers estrangeiros em Shizuoka

A província pode criar um sistema em português para ajudar no recrutamento de mão-de-obra estrangeira para o setor
Entre 2009 e 2010, aumentou o número de asilos que contratam o trabalho de helpers estrangeiros em Shizuoka. Foi o que informou o governo da província, na sexta-feira (26), depois de constatar alta de 78% nesse tipo de contratação. Ainda segundo os dados, o número total de estrangeiros que já exerceram atividade no setor cresceu 60%.
Segundo o governo de Shizuoka - província onde vivem mais de 42 mil brasileiros -, em 2009 haviam 45 asilos que empregavam estrangeiros. Até outubro de 2010, esse número cresceu para 80. O número de estrangeiros empregados saltou de 82 para 131. Deste total, 54 são filipinos, 31 são brasileiros, 14 do Peru, e 11 da China.
O levantamento foi respondido por 349 asilos e maioria disse que o principal problema na contratação de estrangeiros é que eles não conseguem escrever os relatórios diários. Em contrapartida, seriam mais alegres e carinhosos que os helpers japoneses.
Noriaki Aono, funcionário da Secretaria Provincial de Bem-estar de Shizuoka, disse que a maioria dos asilos tem difilculdades crônicas de escassez de mão-de-obra e que está previsto o crescimento das ofertas desse tipo de trabalho no futuro. "Por isso, Shizuoka lançou uma nova política para o setor porque será difícil de cobrir a demanda somente com os japoneses", revelou.
A província pode criar um sistema em português para ajudar no recrutamento de mão-de-obra estrangeira para o setor.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Casa do trabalhador apresenta balanço de três meses

Os assuntos trabalhistas lideram as consultas entre as quais férias remuneradas, acidente de trabalho e demissão
Após 13 semanas - ou três meses - de funcionamento, o Escritório Experimental da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão, com sede em Hamamatsu (Shizuoka) apresentou seu balanço com relação a consultas.
A consultora Vanessa Handa mostrou um gráfico indicando o número de 745 consultas no período de 31 de julho a 31 de outubro. Desse montante, 670 consultas foram presenciais no escritório e 75 nos atendimentos volantes, acompanhando o consulado itinerante ou eventos.
Ainda dentro desse total, 438 consultas foram sobre assuntos trabalhistas, entre os quais, férias remuneradas, acidentes de trabalho e demissões.
Na oitava semana, devido a dois feriados nacionais do Japão, a quantidade de atendimento baixou de 52 para 31 naquele período. Porém, na semana seguinte pulou para 80 e depois para o pico de 108 consultas.
“Naquelas duas semanas do pico, atendemos presencialmente no escritório e também viajamos para atendimento volante em Kobe, Yamanashi e Kakegawa”, recorda Handa. “Entendemos que a necessidade de sair, viajar para outras localidade, ficou claro”.
“Sabemos que em Gifu, Fukui e Mie existem concentrações de brasileiros, mas o atendimento a essa população foi pouco justamente porque ainda não os alcançamos”, constata Handa. “Para os residentes de Shizuoka, Aichi e Gunma, as informações chegam até eles, porém, nas demais regiões não. Então encaminhamos folhetos para as prefeituras, Hello Work e órgãos públicos de cidades de outras províncias, mas nem todos comparecem a esses locais para buscar informações, a não ser quando tiver algum compromisso”, disse.
Do total de 745 consultas, 304 foram de residentes em Shizuoka e 175 em Aichi. Os atendimentos foram de forma presencial, por telefone, mail e em eventos.
Com relação a acessos à home page, foram de usuários de 145 cidades diferentes no Japão, a maior quantidade residentes em Osaka, depois Shizuoka, Hamamatsu e Toyohashi. Do Brasil foram acessos de 75 cidades diferentes.
A Casa também recebeu telefonemas e mails de brasileiros que retornaram e deixaram pendentes assuntos trabalhistas e de aposentadoria.

Trabalho
A maioria das consultas é sobre assuntos trabalhistas, sendo as férias remumeradas responsáveis por 17% das dúvidas. “O trabalhador empregado quer ter o direito das férias remuneradas, mas o demitido também busca esse direito”, lembra Handa. “Tivemos um caso de um brasileiro que trabalhou durante 12 anos na mesma empresa e nunca tirou férias. Ao ser demitido, ele quis saber sobre as férias remuneradas. Ele só tem direito aos dois últimos anos, período em que as férias devem ser gozadas. Os demais 10 anos ele perdeu e não existe retroativo para férias remuneradas”.
Com 15% do total de consultas, o assunto sobre acidentes de trabalho ocupa o segundo lugar. Muitas pessoas de idade adquirem hérnia de disco mas fica difícil comprovar para o Rousai Hoken (Seguro contra acidentes de trabalho) se o problema foi adquirido durante o trabalho, pois também pode ser devido ao fator idade, ou se carregou uma caixa pesada em casa ou estava praticando algum esporte. “Cada caso é um caso”, lembra Handa. “E nesse caso o Rousai Hoken pode até pagar o tratamento médico, mas não os dias de trabalho parado e muito menos irá conceder aposentadoria por invalidez”.
Em terceiro lugar, com 14% do total de consultas, vem o assunto demissão. Ao ser demitido, o trabalhador quer saber quais são os seus direitos. “Quando a produção de uma empresa cai, o correto é o remanejamento, recolocar o funcionário em outra seção”, lembra Handa. “Mas o empregador desonesto nem sempre cumpre a regra. Por exemplo, se for mulher com criança, colocam a funcionária para trabalhar em horário noturno. Ela não aceita, então é demitida”.
Muitas vezes, o empregador demite alegando que a produção caiu. Mas depois de uma semana, colocam outro funcionário no lugar do demitido. Nesse caso a demissão foi ilegal, pois o correto é o remanejamento. É preciso ter um motivo legal para a demissão, uma justa causa. “Se a pessoa achar que foi demitida injustamente, deve recorrer ao Ministério do Trabalho”, aconselha.
Inaugurado no dia 31 de julho deste ano, a Casa do Trabalhador acredita que o brasileiro tem noção das normas trabalhistas, porém, apenas de ter ouvido falar e essa meia verdade pode gerar enganos. O Aconselhável é procurar informações em órgãos oficiais antes de fazer algum procedimento, certificar se tem direitos a receber ou não, antes de tomar alguma atitude incorreta. “Aqui orientamos quais são os caminhos, mas o
procedimento quem decide é a própria pessoa. Pretendemos não somente esclarecer dúvidas, mas levar informações antes que aconteça o problema”.

Escritório experimental da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão
Edifício Sumitomo Seimei Hamamatsu Motoshiro-cho – 5° andar, 115-1 Motoshiro-cho, Naka-ku, Hamamatsu (em frente à prefeitura de Hamamatsu)
Atendimento: 08h30 às 17h00 de segunda-feira a sexta-feira. Aos sábados, das 08h30 às 15h00. Tel.: 053 450 7220
E-mail: info@casadotrabalhador.mte.gov.br
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Aichi, Kanagawa e Shizuoka concentram o maior parque industrial do país

Enquanto as fábricas em Aichi produzem 31 trilhões de ienes anuais em bens, Kanagawa e Shizuoka produzem 19 trilhões e 18 trilhões respectivamente
As três maiores províncias em concentração de indústrias no país possuem grande número de brasileiros residentes – Aichi, Kanagawa e Shizuoka –, todas com destaque para a indústria automobilística e de maquinaria. A indústria eletromecânica também aparece com destaque em Shizuoka.
Já em Osaka - quarta no ranking - e Hyogo - quinto lugar -, a liderança é da indústria de maquinaria.
Saitama - sexta no ranking - é dominada pela indústria automobilística, enquanto em Chiba - sétima colocada - a maior parte das indústrias é do setor químico.
Ibaraki possui o oitavo maior parque industrial que é dominado pela indústria de maquinaria, química e alimentícia, seguida de Mie e Tokyo.
A décima primeira concentração de indústrias é a província de Hiroshima. No fim da lista dos maiores parques industriais estão as províncias de Okinawa (47°), Kochi (46°) e Tottori (45°).
Enquanto as fábricas em Aichi produzem 31 trilhões de ienes anuais em produtos, Kanagawa e Shizuoka produzem 19 trilhões e 18 trilhões respectivamente. A mão-de-obra brasileira é responsável por boa parte deste total.
Fonte: IPC Digital